O EVANGELHO DE MARCOS cap 1

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PARA OS ROMANOS

Marcos era interprete de Pedro
Ele apresenta, como Arauto, Jesus, para os Romanos.
Jesus, o Cristo, filho de Deus.
Jesus
Isaías 9.6 RA
6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;
Cristo
A esse nome pessoal, Jesus, é adicionado o nome oficial Cristo, o equivalente grego à palavra hebraica Messias, significando ungido.
Isaías 61.1 RA
1 O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;
Marcos faz o link de Jesus com o AT
Marcos 1.2 RA
2 Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho;
Marcos nos diz que vai citar o profeta Isaías e faz exatamente isso, embora não imediatamente. Primeiro, aqui, no versículo 2, ele cita Malaquias 3.1; depois, no versículo 3, cita Isaías 40.3. A segunda referência é explicada pela primeira, pois, quando o ouvinte ou leitor, tendo primeiramente refletido sobre a citação de Malaquias, volta sua atenção para as palavras de Isaías, ele sabe que a “voz” à qual a segunda passagem se refere não é uma abstração, mas o “mensageiro do Senhor”.
Malaquias 3.1 RA
1 Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos.
Isaías 40.3 RA
3 Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.
Esse é o método de citar, a saber, mencionar pelo nome, somente uma fonte quando a referência se refere a duas.
Marcos 1.4 RA
4 apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados.
Aqui o foco é O BATISMO DE ARREPENDIMENTO para REMISSÃO DOS PECADOS
A entrada nas águas do rio Jordão e a saída lembravam às pessoas que a velha natureza pecadora precisava ser sepultada para que os batizados, em sua nova natureza, pudessem ressurgir em novidade de vida
Isaías 1.18 RA
18 Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.
Isaías 44.22 RA
22 Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.
A NECESSIDADE DE DERRAMAMENTO DE SANGUE
Que a remoção dos pecados necessitava do derramamento do sangue do Cordeiro era ensinado por João Batista pessoalmente (Jo 1.29), em harmonia com os ensinamentos de Cristo e dos apóstolos, como narrado por Marcos e por outros autores do Novo Testamento (Mc 10.45, cf. 14.24; Mt 20.28; 26.28; Lc 22.20; Jo 6.53,56; Rm 3.25; Hb 9.22; 1Pe 2.24; Ap 1.5; 5.6,9).
João 1.29 (RA)
29 No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que está tirando o pecado do mundo!

A NECESSIDADE DO BATISMO DE JESUS

A questão que pode surgir, todavia, é esta: “Como Jesus era sem pecado e o batismo com água simbolizava a necessidade da remoção da imundície, isto é, do pecado, como então seria possível que o Senhor sem pecado se submetesse ao batismo? Muitas respostas já foram dadas, mas a mais simples pode ser a melhor delas. Jesus, afinal, tinha pecados, a saber, os nossos pecados. Não é esta a resposta sugerida por Isaías 53.6 (“Todos, como ovelhas, nos extraviamos; cada um seguia seu próprio caminho; E Jeová lançou sobre ele a iniquidade de todos nós”); e pelo fato de que, não muito tempo depois que João batizou Jesus, o Batista o viu se aproximando e exclamou aos seus ouvintes: “Vejam o Cordeiro de Deus que está tirando o pecado do mundo” (Jo 1.29)? Parece então que a necessidade de Jesus ser batizado por João significou sua solene resolução de levar sobre si a culpa daqueles pelos quais morreria.
A TRINDADE PRESENTE NO BATISMO DE JESUS
Marcos 1.10–11 RA
10 Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito descendo como pomba sobre ele. 11 Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.
A NECESSIDADE DA TENTAÇÃO DE JESUS NO DESERTO E O PARALELO COM A CONVERSÃO
Primeiro Jesus é batizado, depois é levado o deserto onde começa a jejuar e no final do Jejum ele é tentado pelo diabo.
Quando o diabo desiste, os anjos do céu são enviados pera servi-lo.
Mateus 4.11 RA
11 Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.

O COMEÇO DO GRANDE MINISTÉRIO GALILEU

A preparação para, e a inauguração da obra que o Pai deu ao filho para fazer estão terminadas.
Além disso, ele provou ser digno, pois triunfou sobre Satanás durante a tentação no deserto. Ele fez isso como representante de seu povo, o último Adão, triunfando onde o primeiro Adão falhou.
Portanto, nada pode impedi-lo agora de levar em frente a missão que lhe foi dada e voluntariamente assumida por ele.
JESUS VAI PARA A GALILÉIA
João 4.1–3 RA
1 Quando, pois, o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João 2 (se bem que Jesus mesmo não batizava, e sim os seus discípulos), 3 deixou a Judeia, retirando-se outra vez para a Galileia.
Marcos 1.14 RA
14 Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galileia, pregando o evangelho de Deus,
A questão aqui é: quanto tempo passou desde que Jesus saiu do deserto? Para onde ele foi?
Entre o batismo de Cristo e a sua tentação, de um lado (1.9–13), e sua chegada na Galileia, narrada aqui no versículo 14, do outro, deve ter havido um intervalo de tempo de um ano
Jesus foi para a Judeia, conforme vemos em João4.1-3
João 4.1–3 RA
1 Quando, pois, o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João 2 (se bem que Jesus mesmo não batizava, e sim os seus discípulos), 3 deixou a Judeia, retirando-se outra vez para a Galileia.

O CHAMADO DE QUATRO PESCADORES

Quando está indo pelo mar da Galiléia, viu SIMÃO e ANDRÉ, irmão de Simão.
E quando andou um pouco mais viu THIAGO, filho de Zebedeu e JOÃO, seu irmão.
Deve ser entendido, todavia, que o chamado que Jesus fez aos quatro homens mencionados aqui em Marcos 1.18–22 não foi o primeiro que eles receberam. Um ano antes, André e um discípulo anônimo, muito provavelmente João, foram convidados a “virem e verem” onde Jesus vivia e se tornaram seus seguidores espirituais. André trouxe seu irmão Simão para Jesus. João possivelmente fez o mesmo com seu irmão Tiago
João 1.35–41 RA
35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo),
Por isso, agora, de acordo com Marcos 1.16–20, cerca de um ano depois, esses mesmos quatro discípulos se tornaram companheiros mais firmes do Senhor, e mais conscientes do que nunca de que estavam sendo treinados para o apostolado, isto é, para se tornarem pescadores de homens.

A CURA DE UM ENDEMONIADO

Marcos 1.24 (RA)
24 Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!
O demônio, deste modo, está perguntando se o mesmo que veio para buscar e salvar o perdido (Lc 19.10) também veio para destruir os demônios, isto é, já (cf. Mt 8.29) jogá-los no abismo ou poço onde Satanás está preso (Ap 20.3).
Lucas 19.10 RA
10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.
Mateus 8.29 RA
29 E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?
Quando o demônio declara “eu sei quem você é”, ele não está mentindo. Existem certas coisas que são conhecidas pelo príncipe do mal e seus servos. Veja Tiago 2.19. Além disso, esse conhecimento faz que eles tremam e fiquem assustados. Eles sabem que, para eles, não há salvação, somente uma punição tremenda. O demônio está pensando exatamente nisso quando percebe que, nesse momento, está sendo confrontado por seu grande oponente, a quem ele corretamente chama de “o Santo de Deus”. Ele sabe que a santidade não pode tolerar o pecado
Tiago 2.19 RA
19 Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem.

A CURA DA SOGRA DE PEDRO

Marcos 1.31 RA
31 Então, aproximando-se, tomou-a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los.

A ORAÇÃO DE CRISTO NA MADRUGADA

Jesus passou a noite na casa de Pedro e esse discípulo, ao levantar, descobriu que o Mestre já tinha partido? Isto é possível, mas simplesmente não sabemos. O que sabemos é que “Muito cedo pela manhã, enquanto ainda estava escuro”, e estava apenas começando a amanhecer (Lc 4.42), Jesus se levantou, saiu da casa (a sua casa ou a de Pedro) e saiu para um lugar afastado ou solitário, um retiro silencioso. Ali ele derramou seu coração em oração diante do Pai. Pode ter sido uma oração de ação de graças pelas bênçãos já recebidas e uma petição das forças necessárias para o ministério galileu que estava prestes a começar.
Jesus dava muita importância à oração. Ele mesmo orou quando foi batizado (Lc 3.21); momentos antes de escolher os doze discípulos (Lc 6.12); em relação ao milagre da multiplicação dos pães que alimentou cinco mil pessoas (Mc 6.41,46; cf. Mt 14.19,23); quando estava para fazer aos seus discípulos uma pergunta importante (Lc 9.18); no monte da transfiguração (Lc 9.28); antes de fazer sua generosa oferta, “venham a mim todos que estão cansados…” (Mt 11.25–30; Lc 10,21); antes de ensinar seus discípulos a fazerem a oração do Senhor (Lc 11.1); diante da tumba de Lázaro (Jo 11.41–42); por Pedro, antes de sua negação (Lc 22.32); durante a noite da instituição da Ceia do Senhor (Jo 17; cf. 14.16); no Jardim do Getsêmani (Mc 14.32,35–36,39; cf. Mt 26.39,42,44; Lc 22.42); na cruz (Lc 23.34; Mc 15.34; Mt 27.46; Lc 23.46); depois de sua ressurreição (Lc 24.30). Essas referências devem ser consideradas como meros exemplos de uma vida muito maior de oração e ação de graças.
Jesus também estimulou seus discípulos a orarem (Mc 9.29; 13.18,33; 14.38; cf. Mt 7.7–11; Lc 18.1–8) e mostrou-lhes como orar e como não orar (Mt 6.6–8). Neste contexto ele lhes ensinou a oração que é conhecida como “oração do Pai-nosso” (Mt 6.9–15).

RESUMO DO QUE VIMOS ATÉ AGORA

Marcos, como interprete de Pedro, apresenta Jesus aos Romanos;
Faz a conexão entre Jesus e o AT;
Jesus é batizado e logo após é encaminhado para o deserto;
Depois da prisão de João Batista, Jesus vai até a Galiléia;
Convoca os quatro primeiros apóstolos: Simão e André; Tiago e João.
Vai até a sinagoga onde cura um endemoniado e logo após vai até a casa de Pedro onde cura a sogra de Pedro e pela madrugada levanta e vai orar. Em seguida sai a pregar e a curar por toda a Galiléia.

A SINAGOGA durante os tempos do NT

Marcos A Sinagoga Durante os Tempos do Novo Testamento

Exatamente quando as sinagogas surgiram, não é determinado. Fica claro, porém, que, durante os dias do Novo Testamento, já era considerada uma conhecida e antiga instituição (At 15.21). Contudo, somente nos dias do cativeiro babilônico foi que as sinagogas obtiveram um lugar permanente na vida do povo judeu. Alguns estudiosos acreditam que isso só aconteceu depois do cativeiro; portanto, talvez nos dias de Esdras, com a sua ênfase na importância e na sacralidade da santa lei de Deus. Seja qual for o caso, a destruição do templo e a grande distância entre o povo judeu e sua terra natal e o templo de Jerusalém fez da contrução de sinagogas uma necessidade. Elas apareceram em todos os lugares. De acordo com uma afirmação no Talmude de Jerusalém, na época da destruição de Jerusalém (70 d.C.) existiam 480 sinagogas – um exagero, é claro.

A sinagoga era o lugar onde a lei de Deus era lida e explicada ao povo.
Marcos A Sinagoga Durante os Tempos do Novo Testamento

A existência do templo e da sinagoga nunca foi um problema. Embora ambos oferecessem facilidades para o ensino (Jo 18.20), mas, no templo, a ênfase eram os sacrifícios e, na sinagoga, o ensino

A sinagoga também era um ambiente onde as pessoas podiam ir e derramar seu coração em orações e ações de graça e também funcionavam como escolas elementares.

Como era a liturgia nas sinagogas?

Lucas 4.16–27 RA
16 Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e apregoar o ano aceitável do Senhor. 20 Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. 21 Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. 22 Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José? 23 Disse-lhes Jesus: Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra. 24 E prosseguiu: De fato, vos afirmo que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. 25 Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; 26 e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. 27 Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro.
Atos dos Apóstolos 13.15 RA
15 Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a.
Marcos 1.39 RA
39 Então, foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expelindo os demônios.

A CURA DE UM LEPROSO

Marcos 1.44 RA
44 e lhe disse: Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo.
Jesus menciona o AT obedecendo a lei
Levítico 14.1–7 RA
1 Disse o Senhor a Moisés: 2 Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote; 3 este sairá fora do arraial e o examinará. Se a praga da lepra do leproso está curada, 4 então, o sacerdote ordenará que se tomem, para aquele que se houver de purificar, duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo. 5 Mandará também o sacerdote que se imole uma ave num vaso de barro, sobre águas correntes. 6 Tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o estofo carmesim, e o hissopo e os molhará no sangue da ave que foi imolada sobre as águas correntes. 7 E, sobre aquele que há de purificar-se da lepra, aspergirá sete vezes; então, o declarará limpo e soltará a ave viva para o campo aberto.
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