SALVO EM MEIO AO DESERTO

Semana de Reencontro 2021  •  Sermon  •  Submitted
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SALVO EM MEIO AO DESERTO
Texto – Atos 8:26-39
INTRODUÇÃO
Hoje vamos começar o sermão pedindo que você responda às seguintes perguntas: Como foi a sua decisão para o batismo? Você decidiu sozinho com Deus? Alguém foi a sua casa e lhe fez um apelo? Ou foi um sermão que te o levou a decisão? Uma música? Como foi esse momento?
Agora imagine que o Céu tenha decidido que hoje você será chamado para tomar a decisão de entregar sua vida a Deus publicamente por meio do batismo. Como seria mais fácil para você receber esse chamado e tomar a decisão pelo batismo?
Seria mais fácil se o chamado viesse por meio de um anjo ou por um ser humano? Pense comigo: Imagine um anjo chegando agora na sua frente com asas de anjo de quase 12 metros de envergadura, coroa de anjo, brilho de anjo e espada de anjo. Imagine-o parado na sua frente e dizendo: “Olá! Sou um anjo e acabo de ser enviado por Deus para lhe fazer o convite de aceitar publicamente a Jesus por meio do batismo”. Eu imagino que a maioria das pessoas aceitariam rapidamente o batismo, e o evangelho seria pregado em poucos minutos. Haveria uma conversão em massa.
A pergunta a ser respondida agora é: Por que, Deus não utiliza essa técnica? Por que Ele não fez isso no passado e por que não faz isso hoje? VAMOS LER ATOS 8.26-31. No caso do eunuco, por que Deus não enviou logo um anjo para falar com ele no deserto? Já que o anjo faria uma viagem do Céu para a Terra para dar a ordem a Filipe, por que não ir direto falar com o eunuco? Ele foi à casa de Filipe e pediu a ele que fosse falar com o eunuco. O risco de o eunuco não aceitar o convite feito por meio de um ser humano era bem maior do que se fosse o anjo convidando, você concorda?
Existem pelo menos duas respostas para essa pergunta importante. É a compreensão dessas respostas que nos faz entender o método de Deus para nos salvar.
I – O MÉTODO DE DEUS
A primeira resposta é a mais óbvia: para apresentar a salvação aos seres humanos, Deus usa seres humanos, e não anjos. Porque apenas um ser humano para compreender outro. A verdade, é que se você quer encontrar a verdade, deve acreditar nos instrumentos enviados por Deus para sua salvação.
Em certa igreja, um homem chamado Carlos foi batizado. A decisão dele não era a mais simples ou fácil de ser tomada. Ele já era um homem experiente, e toda a sua vida adulta havia sido mergulhada em todos os tipos de vícios imagináveis.
Certo dia, seu vizinho resolveu lhe oferecer estudos bíblicos, na esperança de que o poder do evangelho o libertasse daquela vida de vícios e autodestruição. Carlos foi batizado e liberto, não apenas de um passado de pecado e condenação, mas também dos vícios que o dominavam no presente. Sua vida agora tinha brilho, luz e alegria. Agora imagine o que seria da vida de Carlos se ele ficasse esperando um anjo vir do Céu e levá-lo à decisão pelo batismo. Imagine onde ele estaria hoje se não percebesse naquele vizinho o instrumento de Deus para sua salvação.
Você consegue compreender? Quem o convidou para estar aqui hoje? Um vizinho, seu esposo, sua esposa, seu filho? Há uma história por trás desse convite que talvez você ainda não tenha percebido. Muitas dessas histórias só serão reveladas quando chegarmos ao Céu. Algumas das histórias são mais ou menos assim: sua esposa, seu filho, seu pai ou amigo está orando por você há muito tempo, pedindo a Deus um momento ideal para convidá-lo para esta semana, e o que ela ou ele não sabe é que algumas coisas aconteceram na sua vida nos últimos meses que fizeram você baixar um pouco a guarda e estar disponível para um convite para assistir a um sermão. Então, no mundo invisível e espiritual, seu anjo se comunicou com o anjo da pessoa que o convidou, e ela foi o instrumento de Deus para que você estivesse aqui hoje. Você compreende?
Deus tem um plano maravilhoso para sua vida e usou a pessoa que o convidou para estar aqui hoje para que esse plano se tornasse realidade. Eu me emociono ao imaginar como será no Céu ouvir as histórias de tudo o que aconteceu por trás dos convites para uma semana como esta. Por isso, saiba que Deus está buscando você. E hoje, mais uma vez, Ele está demonstrando isso por meio da maneira como você chegou aqui hoje.
II – O ARGUMENTO DE DEUS
Na introdução, eu disse que havia pelo menos duas respostas para a pergunta de por que Deus enviou Filipe, e não o anjo. E a segunda resposta tem a ver com o argumento de Deus para nos salvar. Sejamos sinceros: se um anjo aparecesse com brilho, espada e asas dizendo que você deveria tomar a decisão pelo batismo, qual seria seu primeiro sentimento? Eu nunca vi um anjo, mas imagino que a maioria das pessoas, assim como eu, temeria e tremeria diante de um anjo, e aceitaria qualquer coisa que ele dissesse por medo, e não por vontade própria. E aí está o segundo motivo pelo qual Deus não envia anjos.
Nossa decisão de segui-Lo nunca deveria ser por medo, e sim por amor. Alguns dizem que Deus chama por amor e, quando não funciona, Ele usa a dor. Sinceramente, eu não acredito nesse argumento, pois não há nenhum poder maior que o poder do amor. Deus sempre chama por amor, mas de tanto rejeitar o amor de Deus, o ser humano inevitavelmente acaba tendo dor, sofrimento e decepções na vida. Não é que Deus se canse do amor e use um “poder maior” que o amor, ou seja, a dor. Não! É a rejeição do amor de Deus que nos leva inevitavelmente à dor e ao sofrimento, mas, mesmo em meio à dor e ao sofrimento, Deus continua estendendo Seus braços de amor e convidando você a uma decisão pela vida eterna.
Eu não sei há quanto tempo você tem rejeitado os convites divinos de voltar para os braços de amor de Jesus. Eu não sei há quanto tempo você está afastado dos caminhos de Deus e vivendo uma vida vazia e sem um sentido real. Mas hoje, Deus está convidando você por meio deste sermão, das músicas que você ouviu, da pessoa que o convidou para vir. Deus está convidando você para voltar. Tudo o que ouviremos esta semana tem como objetivo mostrar o único argumento de Deus para convidá-lo: Ele ama você e não desistirá de você, mesmo se a dor chegar à sua vida e as decepções tomarem conta do seu coração. Deus estará lá dizendo: Eu te amo!
III – UMA PROVA DE AMOR
Talvez você esteja pensando que essas palavras são apenas retóricas de um sermão, mas há outro ponto da história do eunuco que nos faz compreender esse amor divino. A Bíblia faz questão de afirmar que o eunuco estava no meio do deserto. Por favor, responda: o que existe no deserto? Isso mesmo, nada além de vazio e areia.
O eunuco estava sozinho em meio ao deserto; os parentes dele não sabiam onde ele estava; os amigos dele não sabiam; a rainha da Etiópia não sabia onde ele estava, mas o Deus do universo sabia onde ele estava e não apenas sabia, mas via que o coração dele estava tão vazio quanto o deserto que ele atravessava, e enviou um anjo para a casa de Filipe, e enviou Filipe ao encontro do vazio do seu coração com uma palavra de esperança.
Então, não pense que falar do amor de Deus por você é apenas retórica de um sermão. Uma das coisas mais extraordinárias da Bíblia é a revelação de que, para Deus, não somos um aglomerado de pessoas ou um número em um computador. Para Deus, você é único e especial. Ele sabe exatamente o problema pelo qual você está passando; Ele sabe quantas lágrimas você derramou de ontem para hoje; Ele sabe que você está a ponto de perder o emprego; Ele sabe das dificuldades que você está enfrentando com seus filhos. Ele sabe o deserto que você está atravessando e me enviou aqui hoje para lhe dar um recado. O recado é que Ele ama você e sabe exatamente pelo que você está passando. Ele não veio pessoalmente, mas me enviou como instrumento para lhe dizer que sabe exatamente pelo que você está passando, e está ao seu lado nesse momento para atravessar o deserto com você, e conduzi-lo em segurança à Canaã celestial.
IV – UMA DECISÃO PESSOAL
O eunuco entendeu esse amor divino, mas não simplesmente pela presença de Filipe, e sim pela compreensão do texto bíblico que ele estava lendo naquele dia. O texto bíblico que ele leu, mas não entendia era esse: VAMOS LER ATOS 8:32-35.
O eunuco vinha do templo em Jerusalém, tinha a Bíblia aberta na mão, conhecia os rituais dos judeus, mas não conhecia Jesus Cristo. Esse é o ponto entre a vida e a morte no aspecto espiritual. Você precisa de um encontro pessoal com o Cordeiro que morreu por você na cruz do calvário.
Thiago era o filho de um advogado bem-sucedido. Seu pai sempre foi um adventista reconhecido pela comunidade como um líder espiritual, mas à medida que crescia, ele via incoerência na vida de seu pai, e começou a achar que as regras e doutrinas da igreja não faziam sentido no mundo real. Seu pai não permitia que ele fosse ao aniversário de seus amiguinhos, pois dizia que era uma festa pagã; os sábados eram um sofrimento para ele ao olhar pela janela e ver seus amigos brincando enquanto ele mal podia se mexer para não quebrar o sábado. À medida que crescia, começou a se sentir preso por regras e normas que não lhe traziam felicidade.
Quando Thiago chegou à idade de tomar suas próprias decisões, ele decidiu abandonar a igreja e tudo o que havia aprendido. Em sua mente, a única maneira de ser livre era se afastar da igreja. Ele decidiu fazer isso gradualmente para não ter que enfrentar uma guerra com seus pais. Ele começou a faltar aos cultos de quarta-feira, depois não frequentava mais aos domingos, chegava tarde para não participar da escola sabatina no sábado, não assumia mais nem um cargo na igreja e tudo que lhe era pedido para fazer ele não aceitava e, infelizmente, percebeu que ninguém notava sua ausência. Por fim, ele decidiu cortar definitivamente os laços com a igreja e experimentar o que ele chamava de liberdade; mas essa liberdade o levou por caminhos de dor. Seu casamento terminou em divórcio, e ele começou a se envolver com vícios antes desconhecidos e repugnante. Um dia, ele percebeu que sua vida havia se tornado um deserto vazio e sem paz. Ele cogitou retornar para a igreja e começou a estudar a Bíblia novamente. Na Bíblia, ele encontrou um amigo em Jesus Cristo, alguém que queria seu coração antes de sua obediência, e ele se deu conta de que, assim como o eunuco, ele nunca havia conhecido Jesus e Seu amor. Ele conhecia as regras e doutrinas, mas essas só fazem sentido se você experimenta o amor maravilhoso do Deus que vai ao seu encontro no deserto que você está atravessando e se você mostra amor, cuidado e amparo.
Thiago conheceu esse Jesus, e toda a doutrina bíblica começou a fazer sentido para ele. Talvez você se identifique com a história dele e queira hoje conhecer esse Deus que olha para você com amor, e Se aproxima com cuidado e ternura.
O eunuco da história bíblica era um alto oficial, um homem importante e de prestígio, mas nenhuma riqueza ou reconhecimento social era capaz de preencher o vazio que ele carregava em meio àquele deserto. Só Jesus é capaz de fazer com que um deserto tenha vida, e vida em abundância. E sabe como isso aconteceu na vida do eunuco?
CONCLUSÃO
A Bíblia diz que quando o eunuco percebeu o amor e o cuidado de Deus demonstrados por meio da morte de Jesus no calvário, ele teve uma reação: VAMOS LER ATOS 8:36-38.
A compreensão de quem é Jesus e do amor demonstrado por Ele na cruz do calvário deve nos levar a uma ação. E a ação inicial da aceitação do amor divino é o batismo. Isso mesmo: o batismo é uma declaração pública de que você compreende o que foi feito na cruz do calvário e de que você quer viver o resto da vida ligado a esse amor. Por esse motivo, a Bíblia compara a relação com Deus com um casamento.
Há duas semelhanças entre o batismo e o casamento:
1° – Um casal não descobre que se ama no dia do casamento. Eles já se amavam, e o casamento é uma declaração pública desse amor. Você chama as pessoas importantes para você e, por meio da cerimônia do casamento, você declara publicamente seu amor. O mesmo acontece no batismo. Você conhece Cristo, descobre o tamanho do amor que Ele tem por você, e essa descoberta o leva a sentir o desejo de demonstrar publicamente que você tem um compromisso sério com Ele. Não é apenas como um namoro em que você se encontra com a pessoa apenas algumas vezes, mas não tem um compromisso real. O batismo é um casamento e um compromisso público do seu amor por Jesus.
2° – Assim como o casamento, o batismo não me transforma em outra pessoa da noite para o dia. Após o casamento, vem a convivência, com seus desafios e diferenças. O casal começa a descobrir suas incompatibilidades e percebe que apenas o amor mútuo é capaz de vencer as diferenças a ponto de se tornarem um. No batismo, acontece algo semelhante: você sai da água do batismo com a natureza pecaminosa e as lutas pessoais que tinha antes do batismo, mas disposto a viver ao lado de Cristo e caminhar com Ele, a ponto de um dia poder dizer como o apóstolo Paulo: “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).
Sabe como termina a história do eunuco? Termina com algumas simples, mas profundas palavras. A Bíblia nos diz que ele “foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo” (At 8:39). Até aquele momento, a vida dele era tão deserta quanto o deserto em que ele estava, mas, após o batismo, o deserto de seu coração floresceu e virou um manancial de água viva. Eu gosto de imaginá-lo chegando em casa, chegando ao trabalho e reencontrando os amigos após o batismo. Gosto de imaginar seu rosto brilhando de alegria pelo maravilhoso encontro que teve com Jesus.
Lembra-se da história de Carlos que contei no início do sermão? Ouça o que aconteceu com ele: após o batismo, ele foi tomado pelo desejo de testemunhar sobre sua nova história em Cristo. Sua vida era um testemunho poderoso do poder do evangelho. As pessoas simplesmente não acreditavam no que viam. Como alguém que vivia sujo, jogado nas calçadas e alheio ao que acontecia na sociedade, estava agora vestindo roupas limpas, andando de cabeça erguida e com um incrível sorriso nos lábios?
Os amigos de Carlos, que por anos viviam como ele vivera, começaram a procurá-lo para saber o que havia acontecido. Havia uma explicação, e ele estava sempre disponível para compartilhá-la. Ele dizia: “Eu estava morto e revivi, estava perdido e fui achado”. Esses amigos de vício começaram a acompanhá-lo à igreja para assistir aos cultos e conhecer o caminho de liberdade experimentado por ele. Durante toda a programação, Carlos ficava sentado perto deles para tentar manter a ordem. E quando alguém lhes perguntava o motivo pelo qual estavam indo à igreja, eles respondiam emocionados: “Quero ser igual ao irmão Carlos”.
APELO
Estamos iniciando esta semana, e eu gostaria que você soubesse de início o que o aguarda. A cada mensagem, descobriremos um pouco do imenso amor de Deus por nós, mas também seremos convidados a responder a esse amor. Quantos gostariam de hoje dizer: “Senhor, eu aceito Teu amor por mim. Percebo que Tua presença em minha vida pode transformar meu deserto em jardim, e, neste momento, quero retornar aos Teus braços de amor”? Hoje eu gostaria de orar por aqueles que decidiram entregar a vida a Cristo por meio do batismo e por aqueles que querem retornar aos braços de amor de Deus por meio do rebatismo.
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