APOCALIPSE 3.7-13

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APOCALIPSE 3.7-13

ICT - Jesus elogiou a Igreja de Filadélfia porque guardou sua Palavra e não negou seu nome. Ao mesmo tempo prometeu guardá-la na provação e dar a ela a segurança eterna em seu Nome.
TESE - Jesus bendiz uma Igreja que ama sua Palavra e não nega seu nome durante a provação. Ele a sustenta diante das provas e promete a segurança eterna em seu Nome.
P.B. - Devocional/Pastoral
P.E. - Convidar os crentes a se manter fiéis em Cristo, guardando sua Palavra e a perseverança/Consolar os crentes que estão em aflição que o Senhor está guardando suas vidas e os levará em triúnfo no dia final.

INTRODUÇÃO

ELUCIDAÇÃO

O Senhor falou à Igreja em Filadélfia com o propósito de encorajar aquela comunidade de crentes a permanecerem fiéis a ele até o dia final. Não é que aqueles crentes não tivessem sido fiéis até aquele momento, pelo contrário. É porque aqueles irmãos estavam sendo fiéis que o Senhor os encoraja a perseverar. Esta Igreja é muito preciosa porque o Senhor não apresenta contra ela nenhuma acusação, como faz com várias outras igrejas. Por exemplo, as únicas igrejas a quem o Senhor só faz elogios são Filadélfia e Esmirna. Igrejas que são apenas elogiadas pelo Senhor Jesus. Inclusive, elas tem muito em comum no sofrimento e na promessa feita por Jesus a elas.
Filadélfia era uma cidade muito bonita na região da Àsia Menor, cheia de campos férteis ao seu redor e de grande prosperidade. Ali houve grande investimento do império romano, havia também um templo suntuoso para a adoração ao imperador de Roma. O próprio nome da cidade tinha um significado todo especial, pois seu fundador, cujo sobrenome era Filadelfo a construiu em homenagem a seu irmão e por isso o significado de Filadélfia se relacionava ao amor fraternal.
Porém por volta do ano 17 a.C. Filadélfia foi destruída por causa de um terremoto gerado por atividades vulcânicas em um grande vulcão próximo a cidade. Muitos prédios caíram e muitas pessoas tiveram que se mudar da cidade para os campos ao redor por medo de outra tragédia. Foram praticamente arrancadas dali. Sabendo disso, o imperador romano Tibério enviou recursos para sua reconstrução e a cidade, em gratidão teve seu nome mudada para “Neocesareia” que significa a cidade do novo imperador ou o novo césar e senhor de Roma. Outra vez, 30 anos depois Filadélfia teve o nome mudado para “Flávia” em homenagem a um imperador chamado Tito Flávio Vespasiano. E depois, mais alguns anos, já próximo à escrita da Carta foi chamada outra vez de Filadélfia. Essa constante mudança de nomes relacionada ao imperador mostra a disputa por poder naquela região e o poder de Roma.
O Senhor, então, por intermédio de João escreve ao pastor da Igreja em Filadélfia a fim de elogiar aqueles irmãos porque eles eram fiéis à Palavra e ao testemunho de Cristo, sem negar a fé. Por isso o Senhor os consola para que eles permanecessem firmes nas tribulações que teriam que enfrentar. No fim ele os recompensaria gloriosamente. Isso deveria servir de encorajamento a que fossem fiéis até o di de Cristo.
O judeus eram seus inimigos e mentiam contra os crentes.

TEMA: AS BÊNÇÃOS DO SENHOR SOBRE UMA IGREJA FIEL

P.S. - COMO O SENHOR TRATA UMA IGREJA FIEL?

1º O SENHOR EXALTA UMA IGREJA FIEL. V.8

EXPLICAÇÃO

Primeiramante, no início do versículo 8 o Senhor diz que conhecia as obras daquela Igreja. A frase que se repete para quase todas as igrejas demonstra as atitudes e o trabalho daquela comunidade no Reino de Deus. Especialmente a essa Igreja, o Senhor reconhece as obras daqueles crentes como dignas diante dele. Eles eram fiéis no serviço do Senhor.
Diante disso o Senhor faz um parêntese para dizer que havia posto diante daquela Igreja uma porta aberta. Essa expressão aqui pode facilmente ser interpretada à luz do Novo Testamento como sendo uma porta para a pregação do Evangelho, ou uma grande oportunidade de pregação do Evangelho aos gentios. Foi o que o apóstolo Paulo falou em Atos e em 1 Coríntios sobre a pregação aos gentios.
Essa porta não seria aberta, mas já estava aberta. A probabilidade é que aqueles crentes tivessem pregado o Evangelho aos gentios e a maior parte daquela comunidade era de crentes não judeus. Existem muitas possibilidades para o que poderia significar essa porta. Uma delas é a posição geográfica de Filadélfia. Ela é cortada por uma estrada que liga dois continentes, a Àsia e a Europa. Uma oportunidade excelente para a pregação dos que transitavam ali como também para que a própria Igreja pudesse pregar em outras regiões.
O fato é que as obras aprovadas pelo Senhor provavelmente estavam relacionadas à pregação do Evangelho entre os incrédulos. Aquela porta ninguém poderia fechar, pois o Senhor a abriu para aqueles irmãos. É por isso que o Senhor declara gloriosamente no versículo 7 que ele é o que tem as chaves de Davi. Ele tem o domínio e o governo. Aqueles irmãos que pregaram a Palavra deveriam continuar pregando pois a porta continua aberta para a pregação pois o Senhor que tem autoridade sobre ela continuaria mantedo-a aberta. Provavelmente os judeus que haviam ali estavam pressionando os judeus a não pregar aos gentios. Mas não era deles a autoridade, mas de Cristo.
A seguir o senhor diz que eles tinham pouca força, provavelmente porque eram uma igreja pequena e comparados aos judeus que eram em maior número na cidade e não tinham influência sobre seus governantes. Mas é nisso que consiste o elogio do Senhor Jesus. Pois apesar de toda perseguição e dificuldades, eles não rejeitaram nem abandonaram a Palavra do Senhor, mas a guardaram e se mantiveram nesta Palavra. Eles não negociaram a Palavra de Cristo para se livrar dos inimigos, mesmo sendo fracos.
Do mesmo modo o Senhor os elogia dizendo que eles se mantiveram firmes porque não negaram seu Nome. Além de se agarrar à Palavra de Cristo, a indicação aqui é que eles sofreram pelo Nome de Cristo. A imposição dos inimigos geralmente era que renunciassem o Nome de Cristo. Mas eles sofreram, verdadeiramente por este Nome.
Portanto, o elogio do Senhor Jesus à Igreja de Filadélfia consistia de três elementos: Seu trabalho, principalmente no que se refere à pregação do Evangelho entre os gentios, era uma igreja missionária; segundo, porque apesar de ter pouca força diante dos homens e talvez ser uma igreja pequena que não poderia resistir aos inimigos, eles não deixaram a Palavra de Deus e não negaram o Nome de Cristo. Mas foram fiéis. O Senhor exalta e louva a atitude daqueles irmãos.

APLICAÇÃO

É isso que o Senhor espera de sua Igreja e bendiz sua igreja quando ela é fiel nesses elementos. O Senhor espera que sua Igreja esteja pronta a trabalhar em sua obra, principalmente no que se refere à pregação do Evangelho. Nós precisamos desenvolver em nosso DNA como Igreja o ardor pela pregação do Evangelho. Nós devemos ter em nossa essência as características de uma igreja missionária. O Senhor requer de nós que sejamos produtivos nisso, que estejamos dispostos a pregar o Reino de Deus.
Não espere que Deus abra portas para a pregação do Evangelho, oportunidades para o evangelismo se seu coração não está disposto a servir a Cristo. Ele elogia essa Igreja porque ela tinha aproveitado as oportunidades de pregar aos gentios. É o que o Senhor requer das nossas vidas também, que toda a comunidade de crentes se envolva com a evangelização. Não apenas em eventos, mas com o entendimento de que em todo o tempo as oportunidades surgem para a pregação desse Evangelho.

ILUSTRAÇÃO

Há um tempo ouvi uma frase de Charles Spurgeon que dizia que não podia passar 15 minutos assentado ao lado de um estranho no trem sem entender que era a oportunidade de Deus para pregar o Evangelho.

APLICAÇÃO

Essa deve ser a nossa consciência como crentes, meus irmãos, que aqui na Brasília, no mercado, na rua, no ônibus, como nossos vizinhos, amigos e conhecidos, qualquer oportunidade de conversa seja também uma oportunidade de pregar o Evangelho de Cristo. Que sejamos intencionais nisso, que a nossa vida seja vivida para a pregação do Evangelho de Cristo. Uma Igreja missionária não é uma igreja que vive de eventos missionários, mas uma igreja que entendeu sua grande responsabilidade de pregar a Cristo em tempo e fora de tempo.
Do mesmo modo, o Senhor tem nos advertido semanalmente sobre a responsabilidade de sermos fiéis à sua Palavra e não egar o seu nome nos tempos que temos vivido. Embora seja mais fácil negar os nossos princípios e o que a Palavra nos ensina para que sejamos aceitos pelo mundo, onde trabalhamos, onde estudamos, ou pelo grupo de amigos que temos. Importa que sejamos fiéis ao Senhor! Importa que não venhamos negar o seu Nome Santo.
Verdadeiramente, meus queridos, aos olhos do mundo somos os que tem pouca força. Não não fomos chamados muitos ricos, poderosos, nem de nome nascimento. Diante do mundo somos desprezados, podemos ser zombados, podemos ser fracos e os homens podem tentar aproveitar disso para nos humilhar e tentar nos submeter a eles. Mas eu quero que lembre que apesar de sermos fracos diante do mundo, nós temos um Deus forte, dono de todo poder que nos faz fortes.
Não olhe para sua pouca força e tema os homens, não negue ao Senhor por medo que os homens poderosos se levantem contra sua vida e família. Mas saiba que o Senhor é quem sustenta e fortalece sua vida nele.

ILUSTRAÇÃO

Eu sempre lembro de uma história sobre o grande reformador escocês John Knox. Seus biografos contam que Knox era um homem fraco, de pouca aparência e franzino. Tentaram calar John Knox por causa de sua pregação do Evangelho. Mas uma das frases mais conhecidas sobre ele é que Maria, rainha da Escócia afirmou que temia mais as orações de John Knox que todos os exércitos da terra contra ela.

APLICAÇÃO

Meus queridos, o Senhor tem nos advertido todos os dias. Chegaram dias e já vivemos em meio a eles que nós teremos que escolher entre rejeitar a Palavra de Deus e abraçar o que o mundo diz ou viver de modo piedoso em sua presença sendo rejeitados e perseguidos. Não tema nada disso! Não é pela pouca força que você tem diante dos homens. Há um Senhor que governa sua vida. Busque-o em oração e você receberá dele força tal que homem algum poderá alcançar.
Uma igreja que é fiel ao Senhor e mesmo nas provas e na pouca força não o rejeita é louvada Por Cristo. Que assim seja em nossas vidas. Que possamos rejeitar o louvor dos homens para ter o louvor do Senhor.

2º O SENHOR GUARDA UMA IGREJA FIEL. V.9-10

EXPLICAÇÃO

Como vimos antes, os judeus eram os maiores oponentes contra essa igreja. Provavelmente eles estavam incitandos o governo de Roma contra aqueles crentes. Eles eram dos que se reconheciam como judeus, que faziam parte do povo de Deus, mas se tornaram o contrário, ao perseguir os cristãos e rejeitar a fé, eles se tornaram inimigos de Deus. O Senhor os chama de Sinagoga de Satanás. Eles eram apenas um ajutamento de ímpios, filhos da serpente, usados como instrumentos do diabo para se levantar contra o povo de Deus.
Isso poderia trazer temor ao coração desses crentes, mas eles recebem um consolo do Senhor. Eles, embora ímpios reconheceriam de joelhos que a Igreja de Filadélfia era o verdadeiro povo de Deus. Ele diz que alguns deles se prostrariam para honrar aqueles irmãos. O senhor os obrigaria a fazer isso. Hpa duas interpretações possíveis para esse texto, a primeira delas e mais provável, é que em algum momento aqueles que estavam acusando os servos de Deus seriam de tal forma humilhados pelo Senhor que se prostrariam envergonhados reconhecendo que o povo amado por Deus não eram os judeus segundo a carne, mas os verdadeiros crentes.
A segunda interpretação é que alguns entre os que estavam perseguindo a igreja veriam o amor do Senhor sobre seu povo e por isso reconheceriam a igreja como verdadeira, e assim se renderiam aos pés de Cristo em adoração. Seja um ou outro argumento, devemos entender que o Senhor está consolando sua Igreja no fato que seus perseguidores seriam aplacados por ele mesmo. É como se estivesse dizendo: Aguentem firme a perseguição, chegará uma hora que farei com que seus perseguidores se humilhem diante de vocês.
No versículo 10 o Senhor faz mais uma promessa a esses crentes de que pela sua fidelidade em guardar a Palavra de Deus e a perseverança, eles também seriam guardados da perseguição que viria sobre o mundo inteiro. O entendimento claro que o texto nos mostra sobre essa tribulação é que não há certeza se é sobre a Grande Tribulação como um evento final na história ou se é sobre as tribulações que os crentes teriam que enfrentar sempre no decorrer dos crentes, eu fico com essa segunda opção.
Outra questão é sobre o que significa a ideia de que o Senhor os guardaria da tribulação. Alguns erronêamente afirmam que é uma promessa feita de que o Senhor tiraria a igreja antes da Grande Tribulação. Não é isso que o texto quer nos ensinar, mas que os crentes enfrentariam sim a tribulação, mas o Senhor os guardaria durante esse tempo. A palavra guardar está relacionada àquilo que o Senhor Jesus ora em João 17 na oração sacerdotal: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guarde do mal”. Em nenhum momento da história o Senhor tirou sua igreja da tribulação, mas ele os guardou e sustentou em meio a ela.
O texto é maravilhoso e é um incentivo a guardar a Palavra de Deus. Os crentes deveriam ser fiéis ao Senhor, pois sendo fiés, os que guardaram a Palavra de Deus seriam guardados e protegidos por ele mesmo. Enquanto o mundo passaria por aflição e provação, os crentes estariam seguros no Senhor. Isso não é uma indicação de que os crentes não sofreriam. Sim, eles deveriam sofrer! Alguns poderiam até perder a vida, como algumas das outras cartas nos mostram, mas há uma segurança: Mesmo na morte o Senhor guardaria suas vidas eternamente. Eles poderiam matar o corpo, mas suas almas estariam seguras com o Senhor.
Por fim ele diz que eles deveriam estar atentos porque o Senhor viria sem demora. Este é o maior consolo para esses crentes. Embora a perseguiçao fosse dura e intensa, o seu Salvador em breve viria para arrancá-los dessa condição.
Assim eles deveriam ter uma atitude: Vigilância! Enquanto eles agurdavam, deveriam ser fiéis ao Senhor para que não fosse tomada a sua coroa. Mais uma vez é importante corrigir o entendimento sobre esse versículo. O Senhor não está dizendo que os não vigilantes perderiam a salvação. Mas a ideia de ter uma coroa se relacionaria ao vencedor, o crente que está na batalha. Ele deveria estar atento, guardando a Palavra e a perseverança. Pois só os perseverantes receberiam o prêmio no final. Não é que os que abandonam a fé perdem a coroa da salvação, mas que os verdadeiros salvos são os que perseveram até o fim. A marca da salvação é a perserança.

ILUSTRAÇÃO

APLICAÇÃO

3º O SENHOR OFERECE SEGURANÇA ETERNA A UMA IGREJA FIEL. V.11-13

EXPLICAÇÃO

ILUSTRAÇÃO

APLICAÇÃO

APLICAÇÕES FINAIS

CONCLUSÃO

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