CORRENDO A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA

Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 2,460 views
Notes
Transcript

Igreja Batista Logos 26/03/2023

Texto Base: Hb12:1-3 “Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem desanimem.”
A) INTRODUÇÃO
Para obtermos bom entendimento do texto é preciso considerarmos alguns aspectos importantes, como: O texto que lemos é uma cena. O que quero dizer é que existe uma história principal, o plano original, o propósito de termos, não somente Hebreus, mais todos os livros do AT e do NT registrados. A mensagem principal trata-se do Deus de Amor e a Redenção através de Jesus Cristo. O livro de Hebreus está dentro desse contexto, escrito para esse propósito, e o que acabamos de ler é uma cena.
Nós fazemos parte dessa história, o plano de Deus alcançou os nossos corações, e ainda que pareça em alguns casos que não temos nada haver com tudo isso, temos sim tudo haver.
O texto que acabamos de ler diz que perseverantes precisamos correr a carreira que nos está proposta, ou seja, um chamado a não desfalecermos, mais irmos até o final.
Hebreus (1. Olhem para Jesus (12.1–3))
As testemunhas não são silenciosas. Na verdade, o escritor de Hebreus diz sobre Abel “E pela fé ele ainda fala, embora esteja morto” (11.4). Os heróis da fé mencionados no capítulo 11 falam, mas eles o fazem por meio das páginas das Escrituras. Eles nos encorajam, por assim dizer, porque a corrida que corremos refere-se à causa de Cristo. Por intermédio de suas vozes na Bíblia eles nos encorajam em nossa competição de fé.2 As testemunhas estão ao nosso redor, pois elas têm interesse pelo nosso sucesso (11.40)
b. Estorvos. “Livremo-nos de tudo que nos estorva e do pecado que tão facilmente nos embaraça”, escreve o autor. Ele olha para as roupas que vestimos e para a condição física em que nos encontramos. Quando disputamos uma corrida, vestimos uma roupa esportiva apropriada para nos dar o máximo conforto com o mínimo de peso. E, para ser qualificado como corredor, lutamos para perder a gordura corporal extra mediante o fortalecimento de nossos músculos. Tudo o que é demais em nosso corpo deve desaparecer, pois nos atrapalha na corrida que disputamos.Quais são os impedimentos que nos atrapalham? Jesus diz, “Sejam cuidadosos, ou vossos corações serão oprimidos pela devassidão, embriaguez e preocupações da vida” (Lc 21.34). Paulo instrui, “Mas agora deveis vos livrar de todas as coisas como essas: ira, raiva, malícia, difamação, linguagem obscena de vossos lábios” (Cl 3.8; veja também Tiago 1.21; 1Pedro 2.1).
Pecado. O estorvo em si não é pecado, mas porque retarda um competidor, pode tornar-se um pecado. O pecado embaraça, assim como uma túnica que chega aos pés embaraçaria um corredor nos tempos antigos. Livre-se desse impedimento, diz o autor de Hebreus. “Despojemo-nos de tudo que diminui nossa velocidade ou nos detém, e especialmente aqueles pecados que se enrolam tão fortemente ao redor de nossos pés e nos derrubam.”O escritor é bastante específico. Ele chama de pecado o pecado. O que ele quer dizer? Ele não responde a essa pergunta, mas outras passagens da Escritura sugerem que o pecado da cobiça comanda a lista entre as transgressões do homem. Lembre-se de que Eva caiu em pecado porque desejou adquirir sabedoria (Gn 3.6). O último mandamento no Decálogo proíbe a cobiça (Êx 20.17; Dt 5.21). E esse mandamento na verdade serve como um resumo para indicar que os mandamentos precedentes implicitamente são dirigidos contra a cobiça do homem. Em sua carta aos Colossenses, Paulo chama os maus desejos e a ganância de idolatria (3.5; veja também Ef 4.22). Embora o autor de Hebreus se refira a o pecado, ele mesmo deixa em aberto o significado preciso. A intenção dessa exortação é que devemos evitar o pecado, pois ele impede nosso movimento na corrida que devemos disputar.d. Corrida. Quando o escritor nos exorta “corramos com perseverança a corrida assinalada para nós”, ele ecoa as palavras de Paulo: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4.7). Paulo disse essas palavras no final de sua vida, quando sabia que estava se aproximando da linha de chegada e que a “coroa da justiça” o esperava.Nós, os competidores, devemos correr com perseverança. Nosso objetivo é alcançar a linha de chegada. Mas enquanto corremos este percurso que Deus colocou diante de nós, mantemos nossos olhos da fé fixos em Jesus. Ele nos encoraja a perseverar na competição, pois ele mesmo disputou a corrida. Jesus é aquele que fortalece o corredor e o capacita a suportar tudo.
Hebreus (1. Olhem para Jesus (12.1–3))
2. Fixemos nossos olhos em Jesus, o autor e aperfeiçoador da fé, o qual, em troca da alegria colocada diante dele, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à mão direita do trono de Deus.A ênfase central nesse versículo está na cláusula inicial. Todas as outras cláusulas descrevem Jesus em relação à sua obra, perseverança e posição. Observe que o autor introduz o nome Jesus para que os leitores se concentrem em sua vida terrena.a. “Fixemos nossos olhos em Jesus”. Imediatamente o refrão do hino de convite, composto por de Helen H. Lemmel, vem à mente:Volte teus olhos na direção de Jesus,Olhe bem para sua maravilhosa face;E as coisas da terra serão crescentemente ofuscadasÀ luz de sua glória e graça.Como competidores empenhados em disputar a corrida, não temos tempo para olhar ao redor. Devemos manter nossos olhos focados em Jesus e devemos fazer isso sem distração.
O escritor de Hebreus não coloca o nome de Jesus entre aqueles heróis da fé; ele lhe dá um reconhecimento especial, pois o chama de “o autor e aperfeiçoador da fé”. Jesus é “o autor da [nossa] salvação” (2.10) que, como precursor, entrou no santuário celestial (6.19–20) e abriu para nós “um novo e vivo caminho” que conduz ao santuário (10.20). Ele é o Começo e o Fim, o Alfa e o Ômega (Ap 1.17; 21.6; 22.13). E aquele a quem Deus aperfeiçoou por meio do sofrimento (Hb 2.10) aperfeiçoa seus irmãos e irmãs que colocam sua confiança nele. Como originador e aperfeiçoador de nossa fé, Jesus lançou seu fundamento em nossos corações e, com o tempo, leva a fé à conclusão. Ele pode fazer isso porque é capaz, e ele fará isso porque é nosso irmão (Hb 2.11–12). Em uma ideia similar, Paulo encoraja os filipenses quando diz que Deus “que começou boa obra em vós a levará à conclusão até o dia de Cristo Jesus” (1.6). Portanto, “Volte teus olhos na direção de Jesus”.b. “A alegria colocada diante dele”. Como interpretamos a palavra alegria? O escritor quer dizer que Jesus troca a alegria celestial pelo sofrimento terreno? Ou ele quer dizer que por causa da alegria que esperava Jesus depois de sua morte, Cristo voluntariamente “suportou a cruz”? Alguns estudiosos pensam que Jesus escolheu a morte na cruz em lugar da alegria da bem-aventurança celestial que tinha na presença de Deus (2Co 8.9; Fp 2.6–7). Eles são da opinião de que é isso o que o autor quer dizer. Outros eruditos discordam. Eles creem que a intenção é transmitir esta mensagem: Para obter a alegria que Deus havia planejado para ele, Jesus obedientemente sofreu a agonia da morte.A evidência parece favorecer a segunda interpretação. O contexto em geral e a frase colocada diante dele em particular apoiam essa abordagem. Isto é, Deus determinou o caminho do sofrimento para Jesus (Is 53.4–6) e depois o encheu com alegria (Sl 16.11; At 2.28). A cláusula “a alegria colocada diante dele” parece apontar para o futuro. Ela diz respeito à exaltação de Jesus, quando ele foi glorificado depois de sua morte na cruz.c. “Suportou a cruz”. Em sua epístola, o autor raramente fala diretamente sobre a vida terrena de Jesus. Na verdade, essa é a única vez que ele menciona a palavra cruz. O termo, juntamente com o verbo suportar, reflete toda a narrativa da paixão, julgamento e morte de Jesus. Jesus ficou sozinho durante seu julgamento perante o sumo sacerdote e perante Pôncio Pilatos. Jesus suportou a agonia do Getsêmani sozinho. E ele suportou sozinho a ira de Deus no Calvário. Em seu sofrimento, Jesus visivelmente demonstrou sua fé em Deus. Em obediência, ele suportou a angustia da morte na cruz.d. “Desprezando a vergonha”. Os judeus que exigiram a crucificação de Jesus queriam colocá-lo sob a maldição de Deus. Eles sabiam que Deus havia dito, “Qualquer um que é pendurado no madeiro está sob [minha] maldição” (Dt 21.23; veja também Gl 3.13). Eles queriam que Jesus experimentasse a maior de todas as vergonhas. Ele tomou a maldição sobre si para libertar seu povo e para experimentar com eles a alegria que Deus tinha colocado diante dele. Na verdade, o autor e aperfeiçoador de nossa fé triunfou quando assentou-se à mão direita de Deus.e. “E assentou-se à mão direita do trono de Deus”. Em poucas linhas o escritor fornece uma narrativa sobre a vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus. O ponto culminante, é claro, é a entronização de Jesus à mão direita de Deus. Esse lugar de honra pertence a ele e será dele por toda a eternidade. O autor repetidamente cita e se refere ao Salmo 110.1: “Assenta-te à minha mão direita até que eu faça de teus inimigos um estrado para teus pés” (1.13). Ele desenvolve um pensamento progressivo definido. Observe estes versículos:1.3 “Ele assentou-se à mão direita da Majestade no céu”8.1 “Que assentou-se à mão direita do trono da Majestade no céu”10.12 “Ele assentou-se à mão direita de Deus”12.2 “Ele assentou-se à mão direita do trono de Deus.”Jesus conclui sua tarefa na terra, assumiu seu lugar no céu e agora assegura ao crente a assistência divina na corrida assinalada para ele.3.
Reflitam sobre aquele que suportou tão grande oposição dos pecadores, para que não vos canseis nem desmaieis.Olhe atentamente para toda a vida de Jesus, diz o autor de Hebreus aos seus leitores, e reflitam sobre o que ele teve de enfrentar. Ele literalmente lhes diz para compararem suas vidas com a de Jesus e anotarem cuidadosamente tudo o que Jesus suportou. Jesus veio para cumprir as profecias messiânicas e, portanto, ele veio para seu próprio povo; “mas os seus não o receberam” (Jo 1.11). Em vez disso, Jesus encontrou incredulidade obstinada e oposição absoluta. Ele sofreu o ódio de um mundo pecaminoso que se coloca contra a verdade de Deus. Se, então, Jesus experimentou tal oposição, seus seguidores não participariam da mesma sorte (Jo 17.14)?O escritor revela-se um excelente pastor. Ele conhece a tendência de se olhar para o cristão e não para Cristo. A introspecção causa cansaço e desencorajamento espirituais, mas olhar para Jesus renova a força do cristão e aumenta sua coragem. Portanto, ao dirigir a atenção para Jesus, o autor exorta o cristão a refletir sobre o sofrimento que Cristo suportou não somente na cruz, mas durante todo o seu ministério. Quando o cristão entende que Jesus enfrentou o ódio dos homens pecaminosos por causa do crente, o cristão deve ter coragem. Então, seus próprios problemas se tornam mais fáceis de suportar, e ele, também, será capaz de continuar e, consequentemente, completar a corrida assinalada para ele.
Considerações práticas em 12.1–3
Somos individualistas e nos orgulhamos de nossas realizações. Porém, às vezes, essa atitude, ainda que louvável, pode se desenvolver em um complexo. Isto é, pensamos que estamos sozinhos neste mundo, pois somos os únicos cristãos que tem mantido a fé. Nos sentimos como o profeta Elias, que se queixou de ser o único que restou (1Rs 19.10). Como consequência, o desencorajamento entra em cena.Não estamos sozinhos, no entanto. Primeiro, considere a incontável multidão que tem mantido a fé e que foi transladada para a glória. O escritor de Hebreus os descreve como “tão grande nuvem de testemunhas”. A seguir, devemos olhar para Jesus, o autor e aperfeiçoador de nossa fé. Ele sempre está perto de nós e pronto para ajudar. E, por último, somos parte do corpo de Cristo, a igreja. Temos inúmeros irmãos e irmãs que estão combatendo o bom combate da fé.Todavia, como corredores empenhados em uma corrida, somos indivíduos. Cada crente deve correr a corrida que Deus lhe destinou. E cada um tem seu próprio conjunto de obstáculos, sua própria pista e suas próprias capacidades. Para correr a corrida que Deus nos deu devemos nos livrar de tudo o que nos estorva. A vestimenta de um corredor de longa distância consiste de camiseta, calção e tênis, e pesa menos que meio quilo. Na pista da fé, somos desafiados a ir longe. Portanto, devemos viajar com pouca bagagem.A vida cristã da fé é mais do que um feito único, uma realização isolada e uma explosão de energia espiritual repentina. O crente olha para Jesus sem distração, pois então ele persevera e vive uma vida de santidade. E assim ele progride à medida que corre na estrada da santificação.Carregamos nossa cruz, mas não carregamos a cruz que Jesus carregou. Ele carregou a cruz sozinho. Carregamos nossa cruz ao olhar resolutamente para ele. De sua posição exaltada no céu, à direita de Deus, Jesus nos capacita a persistir, a perseverar e a ser fiéis a Deus e à sua Palavra.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.