01 - A família assolada pela tormenta - Sl 107.23-32

A Família em Meio à Tormenta  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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01 - A família assolada pela tormenta - Sl 107.23-32

Introdução

A vida é composta de momentos alegres e maravilhosos, mas também nos reserva situações contrárias.
Existe uma ilustração cristã que diz que Deus é como um tapeceiro que utiliza tons coloridos e alegres as vezes, mas também utiliza cores cinzentas e muitas vezes sombrias, mas quando são somadas na mesma tapeçaria, formam uma linda figura.
Isso ilustra bem o que é a família.
Não existe nada nessa vida que nos provoque tanto amor e alegria como nosso lar. Mas é exatamente esse lar que intensifica também nossas preocupações e que nos causa problemas.
Na família recebemos amor, apoio e conforto, especialmente nos momentos difíceis. No entanto, essa mesma fonte de felicidade também pode nos tornar vulneráveis à dor. Afinal, nossos laços familiares são tão fortes que qualquer problema que afete um membro da família pode afetar a todos. Se um ente querido está doente, passando por dificuldades financeiras ou emocionais, todos na família podem sentir a dor e o sofrimento juntos. Além disso, conflitos entre familiares também podem causar dor e tristeza.
Podemos chamar essas adversidades de tormenta, ou tempestade. E trataremos disso ao longo desse mês de maio, mês da família.
Hoje, de maneira introdutória, conversaremos sobre A FAMÍLIA ASSOLADA PELA TORMENTA, baseado no Salmo de número 107.23-32.

Desafios na jornada

Salmo 107.23–27 (NVI)
23 Fizeram-se ao mar em navios,
para negócios na imensidão das águas,
24 e viram as obras do Senhor,
as suas maravilhas nas profundezas.
25 Deus falou e provocou um vendaval
que levantava as ondas.
26 Subiam aos céus e desciam aos abismos;
diante de tal perigo, perderam a coragem.
27 Cambaleavam, tontos como bêbados,
e toda a sua habilidade foi inútil.
A água é algo fundamental para a vida, mas também pode causar terror.
O mundo da Bíblia era agrário, no qual a sobrevivência de nações, tribos, vilas e familias dependia da chuva. Já o mar era a personificação do caos, da desordem e do perigo. Aqueles que navegavam sobre as águas não podiam se iludir pensando ter algum controle sobre o oceano, sobretudo se fossem revirados de um lado para o outro por uma tormenta repentina.
Logo, não é de se espantar que, com grande frequência, as nações antigas vizinhas do povo de Deus transformassem as tempestades em Deus. Muitos de seus deuses eram divindades da fertilidade, que traziam chuva caso fossem devidamente apaziguadas. As tempestades no antigo Oriente Médio podiam comunicar todo tipo de coisa acerca dos ídolos. Traziam água o suficiente para impedir a fome, mas o fogo e o trovão assustavam as pessoas, lembrando-as de que também eram capazes de matar. Era possível clamar a esses deuses pedindo chuva, mas também estar disposto a sacrificar uma vida humana a fim de acalmar uma tempestade prestes a fazer um barco virar (Jn 1.11-15). Mesmo iludidas, as nações conseguiam reconhecer algo bem verdadeiro: dentro da tormenta se encontra, ao mesmo tempo, uma bênção e uma maldição. E tanto na bênção da chuva quanto nos perigos da tormenta, perdemos todas as nossas ilusões de controle.
E o texto apresenta esses dois lados também na navegação, onde navios saem para negócios na imensidão das águas e com isso tem a alegria de ver as obras do Senhor e aquilo que ele realizou em terras distantes. Mas essa mesma navegação encontra um vendaval e fortes ondas no caminho.
A família é assim também; uma fonte de bênção de vida, mas tambem de terror em alguns momentos. Nossa familia pode ser cheia de alegria, mas sempre nos torna vulneráveis a dor. Nada é capaz de mostrar que você é amado e pertence a um lar como a família. E nada é capaz de privá-lo de suas almejadas pretensões e ilusões confortantes como a família.
E com a família, assim como acontece com a tempestade no mar, reconhecemos inevitavelmente que somos incapazes de fazer qualquer coisa em relação ao que nos assola.
Mas quando temos essa consciência, de que a solução não está em nossas mãos, ficamos extremamente desconfortáveis. Quando estamos no meio da tempestade, sendo levados para cá e para lá pelas ondas, tudo o que nos resta é esperar passar. Para nós que servimos ao Senhor, nos resta confiar que ele sustentará nossa casa, e que a calmaria vai chegar.
É isso que o texto continua dizendo:

Socorro na jornada

Salmo 107.28–30 (NVI)
28 Na sua aflição, clamaram ao Senhor,
e ele os tirou da tribulação
em que se encontravam.
29 Reduziu a tempestade a uma brisa
e serenou as ondas.
30 As ondas sossegaram, eles se alegraram,
e Deus os guiou ao porto almejado.
Em nossos dias nossas famílias passam por inúmeras situações que são comparadas a uma tempestade em nosso lar. O mundo em que vivemos é violento; nos convida ao pecado o tempo todo, tanto a pais quanto a filhos; problemas financeiros; própria formação cultural; gerações com pensamentos tão distintos entre si… Tudo isso quando acontece isoladamente não parece grande coisa, mas quando esses problemas começam a se juntar, se torna uma tremenda tempestade.
E nós estamos acostumados com essas situações e temos alguns caminhos que surgem como opção para nós.
• Podemos procurar resolver do nosso jeito. Com nossas forças, nossos meios, nossos contatos, nossos recursos… Mas nossas mãos são limitadas.
E por mais que nos esforçamos, tem momentos que percebemos que não vamos conseguir.
• Podemos talvez simplesmente ignorar e fingir que está tudo bem. Essa talvez seja a opção que menos nos desgasta a princípio, mas o fim é lamentável.
O conforto de não enfretar os problemas familiares quando aparecem se transforma em um desconforto quase insustentável quando já não há mais o que fazer.
• Ou nós podemos então clamar ao Senhor, aquele que possui todo domínio em suas mãos, que criou os céus, a terra e o mar, e ele sim é poderoso para acalmar a tempestade.
Quando nos humilhamos diante do Senhor em favor de nossas famílias nós podemos experimentar uma conversa de compaixão.
Não é simplesmente uma oração de criatura para Criador; de servo para Rei. Passa a ser uma conversa de um pai para outro Pai. De uma mãe para um Pai. De um filho para um Pai.
Um pai amoroso que sabe o que quanto custa o sofrimento de um filho.
Ele se dispõe a ouvir o seu clamor. Assim como naquele dia, relatado pelo salmista.
A tempestade que assolava os navios se transforma em brisa suave. As ondas agitadas se sossegam. E isso produz grande alegria! O próprio Deus guia os navios ao porto desejado.
Podemos nos alegrar no Deus que guia e livra nossas famílias das tempestades dessa vida.

Gratidão na jornada

Salmo 107.31–32 (NVI)
31 Que eles dêem graças ao Senhor
por seu amor leal e por suas maravilhas
em favor dos homens.
32 Que o exaltem na assembléia do povo
e o louvem na reunião dos líderes.
É fácil reclamar dos desafios que enfrentamos como famílias e nos concentrarmos apenas nas coisas que não estão indo bem. Mas, como cristãos, devemos ser gratos por tudo o que Deus nos dá. Devemos ser gratos por nossos cônjuges, nossos filhos, nossos amigos e parentes. Devemos ser gratos pelas oportunidades que Deus nos dá para crescer e amadurecer em nossos relacionamentos. Gratos pelos livramentos de Deus, aqueles que percebemos e aqueles que jamais saberemos. E, acima de tudo, devemos ser gratos pelo amor e perdão que Deus nos oferece através de Jesus Cristo.
É graças ao amor leal de Deus que nossas famílias estão de pé.
O que seríamos de nós se Deus não estivesse constantemente nos sustentando e nos guiando ao porto almejado? Por isso somos constrangidos pelo salmista a agradecer a Deus por seu amor e suas maravilhas em nosso favor. E a exaltar e louvar a Deus diante do povo.
Deus merece nossa confiança. Ele merece nossa gratidão por tudo o que ele fez. Ele merece nossa adoração.
Que possamos desfrutar das alegrias de ser família, desse amor compartilhado entre nós que nos move; e que diante dos desafios que se apresentam ao nosso lar, possamos confiar que nosso Deus nos conduzirá durante a tempestade, e nos guiará ao porto desejado.
Seja lá o que sua família tem passado, os dilemas que vocês enfrentam, Deus conhece seu lar. E ele está acessível no meio da tormenta para acalmar seu entorno e te colocar novamente na rota que ele traçou pra sua casa.
Com o auxílio do Senhor a tormenta fica para trás, e só restará a alegria de chegar ao porto desejado. E então cantaremos ao nosso Deus e o adoraremos por seu amor por nós e por suas maravilhas.
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