A Criação
Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 21 viewsNotes
Transcript
Introdução
Introdução
A criação é obra do Deus Triúno (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 33.6; Is 40.12, 13; Jo 1.3; 1Co 8.6; Cl 1.15–17). Em oposição ao panteísmo, devemos manter que a criação foi um ato livre de Deus. Equivale dizer que Deus não necessitava do universo material (Ef 1.11; Ap 4.11). Em oposição ao deísmo, afirmamos que Deus criou o universo de modo que este dependesse dele para sempre. Portanto, Deus é quem deve sustentá-lo dia após dia (At 17.28; Hb 1.3).
A Criação em geral
1.1. O tempo da criação. A Bíblia nos ensina que Deus criou o mundo “no princípio”, ou, seja, no princípio de todas as coisas temporais. Por trás deste princípio nos achamos diante de uma eternidade infinita. Gn 1.1; Sl 33.9; 148.5; Rm 4.7; Hb 11.3)
1.2. O propósito final da criação. Há quem ensine que o propósito da criação é a felicidade do homem. Seu argumento é que Deus não pode ser, em si mesmo, o propósito final da criação, porque ele é um ser em si mesmo suficiente. Ao contrário, o homem existe para Deus, e não Deus para o homem. A Bíblia nos ensina claramente que Deus criou o mundo para assim manifestar sua glória. Is 43.7; 60.21; 61.3; Ez 36.21, 22; 39.7; Lc 2.14; Rm 9.17; 11.36; 1Co 15.28; Ef 1.5, 6, 12, 14; 3.9, 10; Cl 1.16
1.3. Substitutos para a doutrina da criação. (1) Há quem diga que a matéria original é eterna, e que o universo surgiu dela por mera casualidade ou por efeito de alguma força superior. (2) Outros afirmam que Deus e o universo são, na realidade, uma só coisa, e que o universo é a consequência necessária ou o produto do ser divino. (3) Finalmente, há quem se refugie na teoria da evolução.
2. A obra dos seis dias. No primeiro dia, Deus criou a luz e formou o dia e a noite com o fim de separar a luz e as trevas. Isto não contradiz o fato de que o sol, a lua e as estrelas foram criados no quarto dia, já que os astros não são a própria luz, mas apenas luminares. A obra do segundo dia foi também uma obra separadora. Deus separou as águas superiores e as inferiores, e estabeleceu o firmamento. No terceiro dia, a obra de separação continuou com a separação do mar e a terra seca. Além disso, Deus estabeleceu neste dia o reino vegetal, as árvores e as plantas. Pelo poder de sua palavra, Deus fez com que a terra produzisse plantas em flor, os vegetais e árvores frutíferas, cada uma segundo sua semente e espécie. No quarto dia, Deus criou o sol, a lua e as estrelas para vários fins, ou, seja, para dividir o dia da noite, ser sinais das condições atmosféricas, regular a sucessão de dias, meses e anos e das estações, mas, ao mesmo tempo, para serem luminares da terra. A obra do quinto dia foi a criação das aves e peixes, os habitantes do ar e das águas. Finalmente, o sexto dia marcou o clímax da obra criadora. Deus criou os animais superiores, e, como coroa desta criação, pôs nela o homem criado à imagem de Deus. O corpo do homem foi feito do pó da terra, mas sua alma foi produto da criação imediata de Deus. No sétimo dia, Deus descansou de sua obra e se alegrou ao contemplar a mesma.
Notemos o paralelo que existe entre a obra dos três primeiros dias e a dos três últimos:
1º dia: criação da luz.
2º dia: criação da expansão e separação das águas.
3° dia: separação de águas e terra seca, e desta para ser habitação dos animais e do homem.
4° dia: criação dos luminares.
5° dia: criação dos pássaros do ar e dos peixes do mar.
6° dia: criação dos animais do campo, gado e répteis e, finalmente, do homem.
