FIRME FUNDAMENTO 2TM 3:14-17

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INTRODUÇÃO

MEUS IRMÃOS VIVEMOS EM UM MUNDO ONDE DEPOSITAMOS NOSSA FÉ (ESPERANÇA) EM COISAS OU PESSOAS.
“A esperança bíblica é uma expectativa alicerçada nas promessas de Deus”.
Salmo 33.20, 21 – Nossa alma espera no SENHOR, nosso auxílio e escudo. Nele, o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome..
Salmo 39.7 – E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.
Salmo 62.5 – Somente em Deus, ó minha alma, espere silenciosa, porque dele vem a minha esperança.
Jeremias 17.7 – Bendito aquele que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR.
VAMOS VERIFICAR COMO COMEÇA O CONTEXTO DA NOSSA PASSAGEM 2TM 3.1 .
Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,
FOME? MISÉRIA? CALAMIDADES? PRAGAS? TERREMOTOS? ETC.........
Tempos difíceis: começam e estão às portas tempos perigosos, ameaçadores, graves. Afirmações acerca da depravação dos seres humanos no fim dos tempos são conhecidas no AT e no NT. O tempo final sempre possui a marca da urgência.
O fim dos tempos é o que começou com a vinda do Messias na carne. Por isso não existe, no entendimento do NT, contradição entre as três afirmações: o fim dos tempos virá, ele já começou, e ele está presente agora.
Os diversos autores enfatizam apenas aspectos distintos desse fenômeno único que forma um todo. “Os últimos dias” não são um acontecimento localizado, mas se cumprem em várias etapas.
Hb 1.2 - Nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.
A BÍBLIA FALA DE ALGO MUITO PIOR
2 pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, 3 desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, 4 traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,
O último grupo mostra como estas atitudes interiores ou deficientes se expressam exteriormente em palavras de ódio e atos de crueldade.
Caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, 4 traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus
Vs 14 - Tu, porém, permanece nas coisas que aprendeste. Ainda que a impiedade estivesse crescendo e prevalecendo, não obstante o apóstolo diz a Timóteo que se mantivesse firme.
Certamente que este é um teste real para nossa fé, quando com zelo infatigável resistimos a todos os intentos recusando-nos a alterar o curso frente a todos os ventos que sopram, e assim permanecemos inamovíveis na verdade de Deus como uma âncora segura.
À luz do contexto (v. 15) deduzimos que os dois fatos (aprender e convencer-se) começaram a produzir-se numa idade muito tenra.
É natural presumir que havia continuado até o exato momento em que Paulo o admoesta a permanecer nessas coisas. A aprendizagem havia crescido ao longo dos anos e a convicção se aprofundara.
Notem que aprender não basta. O que se aprendeu deve ser aplicado pelo Espírito Santo ao coração, para que também se chegue ao convencimento, com uma convicção que transforme a vida.
Deus aprouve comunicar, por meio de indivíduos humanos devotos, à mente e ao coração de Timóteo
A primeira razão é expressa nestas palavras: sabendo de quem as aprendeu. Timóteo não deve jamais esquecer que ele aprendera essas coisas de ninguém menos que o próprio Paulo (ver vv. 10 e 11, ) e, retrocedendo no tempo, daquelas duas mui estimadas dignidades: a avó Loide e a mãe Eunice (2Tm 1.5),
Vs 15 - E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.
Naturalmente, o conteúdo desse corpo de educação teocêntrica era “O temor do Senhor é o princípio do saber, e o conhecimento do Santo é prudência” (Pv 1.7; 9.10). Este era também seu propósito: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem” (Ec 12.13).
As crianças, por sua vez, eram admoestadas a prestar atenção à instrução de seu pai e a não rejeitar o ensino de sua mãe (Pv 1.8; 6.20). Eram ensinadas a honrar e a obedecer aos seus pais (Êx 20.12; 21.15–17; Lv 20.9; Dt 21.18; Pv 30.17; cf. Ef 6.1–3).
As Escrituras refutam a falsidade destrutiva da alma de que se deve permitir à criança fazer “o que lhe agrada”. Os pais piedosos não infligiam essa crueldade a seus tenros filhinhos!
Por conseguinte, a avó Loide e a mãe Eunice haviam instruído o “pequeno” Timóteo (2Tm 1.5) à maneira dos israelitas piedosos. Note a expressão “desde a infância”. Literalmente, Paulo diz: “desde pequeno.”
Não obstante, Paulo não estaria errado em dizer que Timóteo fora instruído em “toda escritura” desde os dias de sua infância, pois quando ele era bem pequeno, Loide e Eunice só conheciam o Antigo Testamento.
Mas era definitivamente certo que, desde sua mais tenra idade até o momento em que Paulo está escrevendo essas palavras, Timóteo estivera constantemente aumentando seu conhecimento do Antigo Testamento.
Os sagrados escritos… os quais podem fazê-lo sábio para a salvação.” O simples ABC, não pode fazer alguém sábio para a salvação; os escritos sagrados podem! Eles são “o testemunho de Deus” e seus “mandamentos” que fazem uma pessoa sábia (Sl 19.7; 119.98;
Ora, essa maravilhosa obra de Deus, pela qual os pecadores são emancipados do maior dos males e entram na posse do maior dos bens, não é produzido de uma forma mecânica por simplesmente ouvir, ler ou estudar “os escritos sagrados”.
É necessário aprender a visualizar Cristo Jesus no Antigo Testamento. É necessário que a pessoa renda sua vida (note: “pela fé”) ao Salvador Ungido, sem o qual “os escritos sagrados” não têm sentido
16, 17. Paulo agora expande a ideia que ele acaba de expressar. Ele faz isto de três formas:
a. Não é somente “os escritos sagrados” (v. 15) que são de inestimável valor; também o é “toda escritura”.b. Esta literatura sagrada não só “faz sábio para a salvação” (v. 15), mas é também definitivamente inspirada por Deus e, como tal, capaz de levar uma pessoa a ser inteiramente apta “para toda boa obra”.c. Beneficiará não só a Timóteo (v. 15), mas também fará o mesmo a todo “homem de Deus”.
Consequentemente, Paulo escreve: Toda escritura [é]162 inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para preparar na justiça.
Toda escritura, distinta de “[os] escritos sagrados” (ver a respeito comentário sobre o v. 15), significa tudo o que, por meio do testemunho do Espírito Santo na igreja, é reconhecido pela igreja como canônico, ou seja, com autoridade. Quando Paulo escreveu estas palavras, a referência direta era a um corpo de literatura sagrada que ainda então compreendia mais que o Antigo Testamento
A palavra divinamente inspirada, que ocorre somente aqui, indica que “toda escritura” deve sua origem e seu conteúdo ao sopro divino, ao Espírito de Deus. Os autores humanos foram guiados poderosamente pelo Espírito Santo.
Como resultado, o que eles escreveram não só está isento de erro, mas é de valor supremo para o homem. É tudo o que Deus quis que fosse. Constitui a infalível regra de fé e prática para a humanidade.
Ora, em virtude do fato de “toda escritura” ser inspirada por Deus, ela é útil ou benéfica ou proveitosa. Ela é muito prática, sim, um instrumento ou ferramenta indispensável para o mestre (implícito aqui). Timóteo faria bem em usá-la:
a. para o ensino. O que está implícito é a atividade de comunicar conhecimento acerca da revelação de Deus em Cristo. - Timóteo 5.17. Isto é sempre básico a tudo mais.
5.17. Os presbíteros que governam bem sejam dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino.
διδασκαλία -ας, ἡ; (didaskalia), SUBS. ensino; instrução.
b. para repreensão (cf. Sl 38.14; 39.11). É preciso fazer advertências baseadas na Palavra. Os erros em doutrina e em conduta devem ser refutados no espírito de amor. Os perigos devem ser realçados. Os falsos mestres devem ser expostos (cf. 1Tm 5.20; Tt 1.9, 13; 2.15; então Ef 5.18; e ver C.N.T. sobre João 16.8–11).
ἐλεγμός -οῦ, ὁ; (elegmos), SUBS. repreensão.
c. para correção. Se repreensão enfatiza o aspecto negativo da obra pastoral, a correção enfatiza o lado positivo.
O pecador deve ser não só advertido a abandonar a vereda errada, mas deve ser também guiado na vereda certa ou reta (Dn 12.3). Isto também “toda escritura” é capaz de fazer. A Palavra, especialmente quando é usada por um consagrado servo de Deus que é diligente no cumprimento de seus deveres pastorais, é restaurada em seu caráter (cf. Jo 21.15–17).
ἐπανόρθωσις -εως, ἡ; (epanorthōsis), SUBS. correção; aperfeiçoamento.
DN 12.3 - Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente
d. para a preparação na justiça (cf. 2Tm 2.22). O mestre deve preparar seu povo. Cada cristão necessita ser disciplinado, de modo que prospere na esfera onde a vontade santa de Deus seja considerada normativa. Este é o caráter do treinamento na justiça (cf. Tt 2.11–14).
Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.
O mestre (neste caso de Timóteo, porém a palavra se aplica a alguém a quem as almas humanas são confiadas) necessita de “toda escritura”, a fim de capacitá-lo a cumprir sua quádrupla tarefa (ensinar, administrar repreensão, corrigir, treinar na justiça), com um glorioso propósito em mente, propósito este que a sua própria maneira e a seu próprio tempo Deus levará à concretização nos corações de todo seu povo: a fim de que o homem de Deus seja equipado, plenamente equipado para toda boa obra.
O homem de Deus (ver sobre 1Tm 6.11) é o crente. Cada crente, considerado como pertencente a Deus, e como tal investido com o tríplice ofício de profeta, sacerdote e rei, recebe aqui este título. Para exercer adequadamente este tríplice ofício, o crente deve ser bem equipado
1TM 6.11 - Você, porém, homem de Deus, fuja dessas coisas e corra atrás da justiça, da fé, do amor, da paciência, da mansidão.
Paulo (e o Espírito Santo falando por intermédio dele) não se satisfaz enquanto a Palavra de Deus não cumprir plenamente sua missão e o crente não tiver alcançado “a medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.12, 13).
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