SUMÁRIO HOMILÉTICO O MISTÉRIO DA BESTA

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SUMÁRIO HOMILÉTICO O MISTÉRIO DA BESTA EM APOCALIPSE 13 Pedro Silva de Araújo INTRODUÇÃO O capítulo 13 é uma continuação detalhada de Apocalipse 12:17; Com a finalidade de compreender melhor Apocalipse 13, será seguido a divisão estrutural sugerida por Stefanovic (2009, p. 409): o Apocalipse 13:1-4 – Apresenta o primeiro dos aliados de Satanás na crise final nos termos de Daniel 7; o Apocalipse 13:5–7 - Fornece identificação adicional da besta do mar ao descrever suas atividades durante o período de quarenta e dois meses. Assim, essas duas passagens são paralelas em pensamento; o Apocalipse 13:8 serve como uma espécie de introdução ao conflito final que ocorrerá nos últimos dias da história da Terra, que é descrito mais adiante em 13:11-18. O capítulo 13 apresenta intenção do Dragão de lutar contra Cristo e seus seguidores, mostrando seus aliados, a besta do mar e besta da terra. HISTORICISMO (Apocalipse 13.5 comparar Apocalipse 12.6; 11.3) Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos e tereis experiência do meu desagrado. Números 14.34 Quarenta dias te dei, cada dia por um ano. Voltarás, pois, o rosto para o cerco de Jerusalém, com o teu braço descoberto, e profetizarás contra ela. Ezequiel 4:7 Essa miniatura de dia/ano pode ser um princípio hermenêutico para clarear o texto de Apocalipse 13.5; A natureza dessa visão é simbólica e corrobora com a ideia de 1260 anos de perseguição. (TIMM, 2004, p.41). • 2. • • • •
3. • • • “Os adventistas do sétimo dia consideram o ano 538 d.C. como o ano em que a igreja se estabeleceu como um poder eclesiástico para marcar o início do período de 1.260 anos. O ano de 1798 d.C. marca assim o fim deste período profético” (STEFANOVIC, 2009, p. 411). “Quarenta e dois meses ou três anos e meio são o mesmo que 1.260 dias”. (KISTEMAKER, 2014, p.495). AS AÇÕES DA BESTA Nos versos 5 e 7 apesar de não está traduzido para o português, aparece a expressão (kai edothē auto - Καὶ ἐδόθη αὐτῷ) traduzido como “foi-lhe dada”, o próprio Dragão dar a besta alguns recursos para suas ações: o Dar uma boca para falar com arrogância e blasfêmias - A boca no versículo 5 está funcionalmente ligada à boca vista anteriormente no versículo 2, e a blasfêmia ouvida aqui (v. 5) está ligada ao nome de blasfêmia visto escrito nas cabeças (v. 1). O versículo 6 então retoma o tema da blasfêmia novamente e conta exatamente o que é blasfemado: Deus, Seu nome e Seu santuário celestial. Blasfêmia é assumir ser o próprio Deus; Blasfêmia é assumir a capacidade de perdoar; Interferir no processo de intercessão como apresentado no santuário. o Dar autoridade para agir por 1260 anos; o Dar autoridade para pelejar contra os santos; o Dar autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação. Opera grandes sinais; Seduz os que habitam na terra; Comunica folego a imagem da primeira besta. • • • AS DUAS BESTAS 4. 4.1 A primeira besta • “Em Apocalipse, a besta representa o símbolo do poder político por meio do qual Satanás atua ativamente ao longo da história da Terra, em geral, e nos últimos dias, em
particular” (Ap 11:7; 13:1–18; 14:9). –11; 15:2; 16:2, 10, 13; 17:3–17; 19:19–20; 20:4, 10) (STEFANOVIC, 2009, p. 410). “A primeira besta do Apocalipse simbolizava um poder antagônico a Deus” (RODRIGUES; DIAS, 2008, p.10). “Mas a Reforma Protestante trouxe a percepção de que essas passagens retratam não um indivíduo, mas um sistema eclesiástico, há muito presente na igreja, a saber, o papado” (MAXWELL, 1992, p.41). “Os adventistas do sétimo dia aceitam a análise protestante dessas passagens como correta e sustentam que, para ser fiel às Escrituras, devemos encontrar a “marca” em associação com o papado” (MAXWELL, 1992, p.41). 4.2 A Segunda besta LaRondelle, em um trabalho publicado em particular, sustenta que a inferência de “a terra” significa uma área geográfica restrita (como a Palestina ou a Ásia Menor) ou uma região esparsamente povoada (representando a América)” (STEFANOVIC, 2009, p. 422); “O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, de acordo com a interpretação adventista tradicional, sustenta que tal inferência pode ser razoavelmente assumida” STEFANOVIC, 2009, p. 422); “Os Estados Unidos se encaixam na profecia com precisão” (MAXWELL, 1992, p.100) “Que os Estados Unidos eram o “poder ímpio” que promulgaria a legislação dominical foi apresentado pela primeira vez entre os adventistas dois anos depois, quando J. N. Andrews assim interpretou a profecia” na Review and Herald de 19 de maio de 1851 (MAXWELL, 1992, p.101). Ellen G White – a primeira besta é o papado, a segunda besta, Estados Unidos da América; 5. • • O MISTÉRIO DO NÚMERO “Esse número representa um sistema” (FEYERABEND, 2006, p. 117); “Há uma trindade aqui, uma trindade demoníaca: o dragão, a besta do mar e a besta da terra. Todos se unem em um propósito, criar uma imagem de um deles (a besta do mar)
6. • • • • • • • • • e dar vida a ela. Esse poder impõe cruelmente a adoração no domingo, o dia há muito estabelecido em oposição ao sábado para supostamente honrar a ressurreição de Cristo” (MAXWELL, 1992, p.101). 666 – Estátua, 60 côvados de altura e 6 côvados de largura; 6 instrumentos eram tocados; Rodrigo Silva – Calcule, revigoração do império romano que era inimigo do povo de Deus; UM SISTEMA DE OPOSIÇÃO (adoração e missão) Versos 1-3 uma descrição e verso 4 uma imposição a adoração; Versos 5-6 uma explanação e verso 8 uma imposição a adoração; Verso 16 se não adorar a besta morre; Apocalipse 11:3 existe uma linguagem missionária, o sistema do capítulo 13 se opõe; Apocalipse 12:6 a igreja que tem uma missão é perseguida; O sistema bem estruturado do capítulo 13 se opõe a verdadeira adoração e a missão. A ÚNICA SAÍDA 7. “escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” Apocalipse 13:9
Referências KISTEMAKER, Simon. Apocalipse. Traduzido por Jonathan Hack, Markus Hediger e Mary Lane. 2a edição. Comentário do Novo Testamento. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2014. MAXWELL, C. Mervyn. "A Marca da Besta". In: HOLBROOK, Frank B. (ed.). Simpósio sobre Apocalipse: Estudos Exegéticos e Gerais, Livro 2. Vol. 7, Daniel and Revelation Committee Series. Silver Spring, MD: Instituto de Pesquisa Bíblica da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, 1992, p. 41. RODRIGUES; DIAS, Uma Visão bíblico-histórico da Igreja Adventista do Sétimo Dia Quanto a Apocalipse 13:3 “a ferida”, “a cura” e “a terra se maravilhou”. 2008 SHEA, William H. "Profecias de Tempo de Daniel 12 e Apocalipse 12–13". In: HOLBROOK, Frank B. (ed.). Simpósio sobre Apocalipse: Estudos Introdutórios e Exegéticos, Livro 1. Vol. 6, Daniel and Revelation Committee series. Silver Spring, MD: Biblical Research Institute of the General Conference of Seventh-day Adventists, 1992, p. 356. STEFANOVIC, Ranko. Revelação de Jesus Cristo: Comentário sobre o Livro do Apocalipse. 2a ed. Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2009. TIMM, Alberto. Simbolização em Miniatura e o Princípio ‘Dia-Ano’ de Interpretação Profética. 2004 WHITE, Ellen G. O Grande Conflito. 1a Ed. Tatuí/SP, Casa Publicadora Brasileira, 2022.
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