Isaias 5:1-7
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A MANIFESTAÇÃO DO CUÍDADO DE DEUS
A MANIFESTAÇÃO DO CUÍDADO DE DEUS
Introdução
O amado representa a figura física do senhor, o senhor como aquele que tem planos, projetos, e sempre espera o melhor, o senhor preparou o terreno para plantar, Deus usa a figura da agricultura para demosntrar ao seu povo o sentimento que ele tinha quanto a produção deles.
A vinha é identificada com a casa de Israel, que aqui é sinónimo da tribo de Judá, que representava toda a nação de Israel. A fim de que o povo ouvisse a voz de Deus, o profeta Isaías não somente fala, como também emprega, em suas profecias, sinais que declaravam a desgraça que estava por vir.
0 ensino por parábolas é, sem dúvida, muito produtivo. Quando completamente compreendida, a parábola é mais fácil de ser lembrada por seu estilo literário ser mais atraente.
O livro de Isaías foi escrito em uma época de grande iniquidade (ação ou coisa contrária à moral e à religião) e apostasia (renúncia de uma religião ou crença, abandono da fé) e aborda tanto acontecimentos dos dias de Isaías como acontecimentos futuros. O nome Isaias significa “ Yahweh é Salvação” ou “ Yahweh deu a Salvação”.
1. ENTENDENDO A SIMBOLOGIA DA VINHA (1-3)
1.1 Esses sinais eram advertências proféticas aos lares e aos corações de um povo que, em meio a muitos, foi escolhido, mas não compreendeu o seu chamado;
1.2 Acomodação e falta de amor verdadeiro ao Senhor;
1.3 Afastamento de Deus, que os transformou numa nação com índole corrupta, cheia de iniqüidade, orgulho, altivez, blasfêmia, incredulidade, irreverência, idolatria, rebeldia, homicídios, ganância, cobiça, extorsão e injustiça social;
1.4 Os israelitas se tornaram feiticeiros, advinhos, necromantes e adoravam os falsos deuses de Canaã e de outras terras;
2. DEUS CRIOU O SEU POVO PARA UMA PRODUÇÃO SAUDÁVEL (4)
1.1 O senhor questiona ao seu Povo, o que um agricultor que cultivou bem o terreno, limpou, organizou para o plantiu não faz, que ele não tenha feito?;
1.2 Mesmo o solo da vinha sendo adequado para o cultivo, era necessário prepará-lo para receber as mudas;
1.3 Isso significa que Deus trabalhou no sentido de moldar o coração do povo para receber sua Palavra.
1.4 A forma como o profeta retrata o cultivo da vinha evoca técnicas agrícolas primorosas e intenso trabalho. Todas as providências foram tomadas pelo vinhateiro para assegurar que surgiria uma vinha de primeira qualidade com produção de uvas de alta qualidade;
1.5 Todos os esforços foram investidos para que a vide produzisse bons frutos;
1.6 Deus tirou desse solo as pedras que poderiam fazer morrer as plantas da vinha. Jesus diz, na parábola do semeador (Mt 13.21), que as pedras significam a superficialidade da raiz.
1.7 No entanto, o que ela produziu foram uvas bravas. Israel era grande em número, mas a fé que professavam não refletia a justiça que verdadeiramente engrandeceria a nação;
1.8 Israel até podia estar visivelmente saudável como uma vide em toda a sua pujança, porém não havia nenhuma vida interior de piedade, não havia amor nem fé genuína, os frutos produzidos eram amargos como o fel e não ofereciam vida espiritual para quem destes frutos se alimentava;
1.9 Quando algo é plantado em solo pedregoso, não consegue se aprofundar e, vindo o sol, mata a planta.
1.10 Ou seja, as pedras eram os inimigos de Israel, seus perseguidores, que Deus removeu daquela boa terra para que seu povo se estabelecesse num bom lugar.
3. A ESCOLHA DO LOCAL E OS CUIDADOS
3.1 O vinhateiro escolheu um outeiro para plantar sua vinha, num lugar de terras muito férteis (Is 5.1);
3.2 Outeiro é um terreno com uma pequena elevação de terra que faz com que de longe se aviste a beleza do lugar, ou seja, Deus escolheu um lugar privilegiado para a vinha, querendo que ela fosse reconhecida pelo capricho do vinhateiro, pela beleza de sua organização e, consequentemente, pelas abundantes colheitas;
3.3 Com isso, ele esperava colher frutos de qualidade;
3.4 o povo tomou-os como escravos e, com isso, toda sorte de influências culturais e principalmente religiosas destes povos foi absorvida pelo povo de Israel. Além de não destruírem os inimigos de Deus, ainda concediam legalidade para que suas ideologias e valores profanos se disseminassem entre o povo escolhido.
3.5 Outra falha grave de Israel foram as alianças estabelecidas com nações pagãs na intenção de assegurar proteção à nação, favores políticos e outros benefícios.
3.6 A proteção de que Israel necessitava não viria de suas alianças, mas, sim, do pacto que tinham estabelecido com Deus (Ex 19.5)
4. DEUS PLANTOU AS MELHORES MUDAS
4.1 As uvas que a vide produziu foram de qualidade ruim;
4.2 Embora o agricultor tivesse plantado as melhores mudas, produziu apenas uvas bravas (Is 5.2-4);
4.3 Alguns estudiosos afirmam que a vide brava seria uma muda inútil da videira, a qual, como é claro, se parecia muito com uma videira cultivada, mas os frutos produzidos foram pequenos, ácidos e inúteis;
5. DEUS PROTEGE O SEU POVO
5.1 A torre remete à vigilância constante que Deus tinha de sua vinha;
5.2 Na antiguidade, as torres eram divididas de acordo com a função de cada uma: uma para guardar seus conteúdos (Is 5.2), e outra torre para defesa;
5.3 Mais uma afirmação do profeta que remete ao cuidado absoluto de Deus para com aqueles que Ele escolheu para ser seu povo.
5.4 Ninguém invadiria Israel se Deus assim não o permitisse, pois Ele estava sempre olhando tudo à volta do seu povo;
5.5 O próprio Deus era o vigia de sua vinha. Ele não dorme nem se cansa;
5.6 Está sempre alerta para proteger e guardar o seu povo;
5.7 A invasão de povos inimigos que destruíram o Reino do Norte e, dentro em breve, destruiriam o Reino do Sul não aconteceram por falta de atenção do vigia, e sim por permissão dEle, que se usou dessas nações como vara de sua ira para ensinar ao seu povo o que eles não foram capazes de aprender, apesar de todas as demonstrações de amor do seu Deus em ensinar seu povo;
5.8 O lagar era o local onde as uvas eram espremidas, geralmente com os pés (Is 63.3), depois da colheita;
5.9 Era o lugar de processamento da safra, que depois resultava em suco de uva ou vinho;
5.10 Construir um lagar antecipadamente é sinónimo de muita esperança para com a colheita.
6. A ESPERANÇA DE DEUS
6.1 O profeta afirma que o Senhor esperava que sua vinha desse uvas de excelente qualidade;
6.2 Depois de todo o cuidado e capricho de Deus ao cultivar a vinha, era justamente essa a consequência óbvia;
6.3 Se o fracasso do empreendimento não foi por falha do agricultor, resta então saber que anomalia de fato aconteceu com a videira, pois, de alguma forma, ela se virou contra a própria natureza e corrompeu a si mesma;
6.4 Prova disso são as uvas bravas e inúteis que produziu;
6.5 Deus não condena a vide por seu próprio capricho, mas a condena, sim, com base nos frutos que ela mesma produziu;
6.6 Da mesma forma, Israel seria condenado com base nos frutos que eles próprios haviam produzido (ver Dt 32.6; Jó 15.6; Lc 19.22; Rm 3.4).
7. O CASTIGO DA VINHA
7.1 Deus se aborreceu com seu povo, pois, diante de tantos cuidados, somente poderia haver boas colheitas;
7.2 Ele mesmo disse que fez de tudo pela vinha (Is 5.4);
7.3 Deus a abandonaria a seu próprio destino, afastaria dela seu amor e cuidado, ela viraria pasto, seria pisada, se tornaria desertificada, cresceriam nela plantas que a sufocariam, faltaria chuva para ela, ou seja, tudo isso era o destino natural daqueles que se rebelaram contra o cuidado de Deus;
7.4 A vinha de uvas azedas tinha perdido a razão de existir;
7.5 Ela não merecia continuar ocupando a terra;
7.6 O exílio era iminente;
7.7 Nenhuma força terrena poderia impedi-lo, e nenhuma força divina queria impedi-lo;
7.8 Deus removeria sua glória do meio deles, suas casas e santuários seriam derrubados e se tomariam despojo nas mãos dos inimigos.
