Daniel 5

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Basta! Quando Deus manifesta a Sua ira.
Introdução:
Belsazar: filho de Nabucodonosor, último rei da Babilônia. Foi um homem que testemunhou as obras de Deus dentro de sua casa, mas as desprezou. Ele presenciou todos os acontecimentos relatados nos capítulos 1 a 4 daquele livro. Ele devia ter a idade de Daniel e viu seu testemunho, bem como o testemunho de seus amigos. Viu como Deus libertou os amigos de Daniel da fornalha, como Nabucodonozor foi arrancado do trono para tornar-se um animal, até que seu coração foi humilhado e convertido. Stuart Olyott diz que Belsazar foi um homem que viu Deus tratando de modo pessoal com alguém próximo a ele. Sabia o que era conversão. O verdadeiro Deus fora louvado e adorado no palácio que agora ele ocupava como rei. Belsazar foi um homem que desprezou o conhecimento de Deus e não lhe deu glória, a despeito de conhecer a verdade.
Deus transforma os prazeres do pecado em perturbação (Dn 5.5,6,9). Enquanto eles celebram aos seus deuses, bebendo vinho nos vasos do templo do Senhor, no mesmo instante, aparecem uns dedos escrevendo na parede.
Deus confunde os sábios do mundo com Seus mistérios (Dn 5.7,8). O rei busca uma explicação para a misteriosa aparição nos sábios da Babilônia. Mas eles são impotentes. Eles não podem discernir as coisas espirituais. A sabedoria humana não pode ajudar um homem aflito, em rebelião contra Deus.

Olhando de fora, esse era um glorioso evento, cheio de pompa e circunstância, ao qual mil de seus nobres foram convidados para beber vinho com o rei (Dn 5.1). Historiadores gregos, como Heródoto, registram vários desses pródigos banquetes da parte dos babilônios, e esse foi um dos melhores. Todos estavam vestidos com suas mais finas roupas e as mesas estavam ornamentadas com talheres de prata. No entanto, por concentrar nossa atenção nesta festa elaborada como o único evento que vale a pena mencionar em seu relato, o narrador salienta sutilmente o vazio do resto da vida de Belsazar. Diferentemente de seu ilustre predecessor, o rei Nabucodonosor, que destruiu e pilhou cidades (Dn 1.2), fez grandes estátuas (Dn 3) e construiu as maravilhas da Babilônia (4.30), a única coisa que Belsazar podia fazer era um banquete. O anterior formou um império, enquanto o último planejava festas. Até mesmo as peças centrais do banquete de Belsazar – os cálices de ouro que foram trazidos do templo de Jerusalém – foram trazidas por Nabucodonosor e não por Belsazar (1.2). A única contribuição de Belsazar foi profanar aqueles sagrados e preciosos cálices da casa do Senhor, usando-os em um banquete no qual louvava seus próprios deuses – deuses feitos de ouro, prata, bronze, ferro, madeira e pedra (5.3–4).

Belsazar, entretanto, não teve muito tempo para aproveitar seu banquete. Enquanto ele e seus nobres estavam louvando seus deuses feitos por homens, uma revelação vinda de Deus atrapalhou a festa
Foi deixado a uma mulher, a rainha-mãe, resolver o dilema do rei Baltasar, um cenário que deve ter sido humilhante no contexto da cultura antiga. Ela lembrou a Belsazar a existência de Daniel, cuja habilidade de interpretar problemas difíceis4 foi repetidamente demonstrada durante o tempo de seu ilustre predecessor, Nabucodonosor.
A repreensão implícita da rainha-mãe talvez explique o tom de voz defensivo do rei Belsazar quando Daniel finalmente foi convocado a estar diante dele. Ele não se referiu a ele como o Daniel a quem seu pai fez o chefe dos sábios, mas como Daniel a quem seu pai trouxe como exilado de Jerusalém. Ele desejava pôr Daniel em sua posição inicial. Além do mais, ele colocou um ponto de interrogação sobre a habilidade de Daniel interpretar sonhos, prefaciando-a com um “tenho ouvido” (Dn 5.14,16). É como se Belsazar estivesse registrando seu ceticismo acerca de Daniel, afirmando que havia uma diferença entre ouvir e acreditar.
Em troca, a resposta de Daniel omitiu a educação diferenciada comum na corte babilônica. Ele disse ao rei Belsazar abruptamente que deveria manter suas recompensas para si: os serviços de Daniel não estavam à venda para quem desse o maior lance, como se fosse dar uma interpretação favorável do sonho pelo peço certo (Dn 5.17). Contudo, antes de interpretar a misteriosa inscrição para Belsazar, Daniel pôs o oráculo em seu contexto, um contexto que novamente comparava e contrastava Belsazar e seu pai, Nabucodonosor. De fato, o contraste foi enfatizado pela estrutura de abertura da sentença. Daniel começou: “Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e grandeza, glória e majestade” (5.18). Isto implicava que Daniel sugeria que o Senhor não tinha dado semelhante soberania ou glória a Belsazar. No entanto, ainda que Nabucodonosor tenha recebido do Senhor verdadeira grandeza e majestade, com poderes divinos para exaltar e humilhar, matar e manter vivo, quando se tornou arrogante, o Senhor o humilhou e derrubou de sua sublime posição de honra.
O ponto do discurso de Daniel é claro: O rei Nabucodonosor tinha tido algo do que se orgulhar e, ainda assim, o Senhor o humilhou. Belsazar, que decerto ficou muito aquém das realizações de Nabucodonosor, deveria ter aprendido desta experiência e se humilhado igualmente. Mas ao contrário, conquanto Belsazar tenha sabido o que aconteceu a Nabucodonosor, exaltou-se contra o Senhor, profanando sacrilegamente os cálices do templo de Jerusalém por usá-los em seu ato de culto idólatra. Ele louvou aos seus ídolos impotentes, enquanto negligenciou o único e verdadeiro Deus, que foi quem lhe deu a sua própria vida. Daniel trouxe essa acusação contra ele, explicando por que Deus o estava advertindo desta forma.
Daniel, então, leu e interpretou o oráculo: “Esta, pois, é a escritura que se traçou: Mene, Mene, Tequel e Parsim. Esta é a interpretação daquilo: Mene: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. Tequel: Pesado foste na balança e achado em falta. Peres: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas.” (Dn 5.25–28)..
Daniel: Um Homem Amado no Céu Um Homem que Foi Fortemente Confrontado pelo Profeta de Deus (Dn 5.18–23)

Daniel enumera quatro razões em seu confronto. Em primeiro lugar, ele confrontou Belsazar porque ele deixou de reconhecer que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens (Dn 5.18–21). Foi Deus quem deu o reino, grandeza e poder a Nabucodonozor (v. 18). A grandeza da Babilônia não era conquista de seus reis, mas dádiva de Deus. Nabucodonozor demorou muitos anos para entender isso. Mas seu filho, ainda não está reconhecendo. E, por isso, é confrontado.

Em segundo lugar, porque Belsazar deixou de se humilhar diante de Deus, a despeito de exemplo tão forte dentro da sua própria casa (Dn 5.22). Quanto mais luz temos, mais responsáveis somos. Ele viu o que aconteceu com o rei Nabucodonozor, indo comer capim com os bois, porque endureceu sua cerviz. A despeito de tantos exemplos, esse rei ainda mantém seu orgulho, sua soberba e sua incredulidade. O rei está tão cego que ainda não consegue enxergar sua ruína. Faz promessas aos sábios da Babilônia (v. 7) e a Daniel (v. 16) que não pode cumprir. Ele ainda pensava que podia honrar aqueles que lhe prestassem favores, sem saber que naquela noite morreria e seu império estaria nas mãos de outro rei. Belsazar foi condenado por seu orgulho. Aquele que não adora a Deus acaba adorando a si mesmo ou a outros deuses.

Em terceiro lugar, porque Belsazar fez um mau uso do conhecimento que recebera (Dn 5.22). O conhecimento das coisas de Deus nos torna responsáveis. O rei pereceu não por falta de luz, mas por cegueira deliberada. Ele morreu não por ignorância, mas por rebeldia.

Em quarto lugar, porque Belsazar afrontou a Deus em cujas mãos estava sua vida (Dn 5.23). Ele profanou os vasos do templo. Deu louvores aos deuses de ouro e pedra e não exaltou a Deus, em cujas mãos estava sua vida. A idolatria é uma afronta a Deus, é levantar-se contra o Senhor.

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