1 Samuel 12:1-

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O propósito por trás da defesa de Samuel não era seu interesse pelo seu próprio legado ou reputação. Em vez disso, Samuel apresentou sua própria fidelidade como um preâmbulo para seu interesse principal: Samuel queria que o povo se lembrasse como era grande e fiel o Deus a quem eles serviam e a quem haviam ofendido com seu pedido por um rei. Esse foi outro propósito em citar Deus como testemunha da sua própria integridade. Tendo chamado o Senhor como testemunha, Samuel elabora sobre a fidelidade do Senhor a Israel.
Samuel começa com o êxodo, lembrando ao povo de Israel que seus antepassados...
“Porém”, lamenta Samuel, “esqueceram-se do SENHOR, seu Deus” (12.9). O resultado da infidelidade de Israel à aliança foi o castigo de Deus, entregando seu povo à opressão “nas mãos de Sísera, comandante do exército de Hazor, e nas mãos dos filisteus, e nas mãos do rei de Moabe” (12.9). Como era verdadeiro naquela época que padrões de pecado sem arrependimento levam à severa disciplina de Deus, também é verdadeiro para os cristãos (veja Hb 12.4s.). No entanto, os israelitas “clamaram ao SENHOR” novamente, dizendo: “Pecamos, pois deixamos o SENHOR e servimos aos baalins e astarotes” (1Sm 12.10), com o resultado de que Deus os salvou de novo
Nos dias dos juízes, Deus enviou heróis como Jerubaal (Gideão), Baraque e Jefté – e, finalmente, o próprio Samuel – de modo que sua fidelidade em salvar seu povo arrependido e crente não pode ser questionada. Mais recentemente, o povo havia enfrentado a ameaça de Naás, o amonita. Em vez de confiar no Senhor, exigiram que o Senhor lhes desse um rei.
A exigência deles de um rei era uma rejeição do Senhor como Rei. Portanto, considerando o consistente padrão de juízo e castigo pela idolatria do seu povo por parte de Deus, podemos ver Deus atendendo ao pedido por um rei como forma de juízo. O que Deus fez não foi tanto providenciar um rei, mas entregar o povo ao seu pecado e às suas consequências. “Agora, pois, eis aí o rei que elegestes e que pedistes; e eis que o SENHOR vos deu um rei” (12.13). Enquanto Saul viveu e reinou, ele continuou sendo “o outro rei”, enquanto Deus preparava seu povo, por meio de uma história de fracassos, para receber o verdadeiro Rei
Isso requer uma observação. Sempre que nos desviamos para nossos próprios esquemas e planos, ou para os esquemas e planos do mundo, como opostos aos de Deus, estamos caminhando para problemas. Esse abandono do Senhor raramente é explícito. Simplesmente somos seduzidos por alguma estratégia ou abordagem mundana ao ministério ou ao crescimento pessoal, tendo perdido a confiança na palavra de Deus e nos métodos ensinados nela. Sempre que isso acontece, estamos caminhando para o desastre, porque o caminho de Deus é o verdadeiro e certo e também porque Deus pune ativamente a incredulidade e a desobediência do seu povo.
Se descobrirmos que esse afastamento de Deus e de sua palavra aconteceu, o que devemos fazer? Samuel nos dá a resposta:
Se temerdes ao Senhor, e o servirdes, e lhe atenderdes à voz, e não lhe fordes rebeldes ao mandado, e seguirdes o Senhor, vosso Deus, tanto vós como o vosso rei que governa sobre vós, bem será. Se, porém, não derdes ouvidos à voz do Senhor, mas, antes, fordes rebeldes ao seu mandado, a mão do Senhor será contra vós outros, como o foi contra vossos pais (1Sm 12.14–15).
Essa é uma declaração notável e notavelmente encorajadora para nós. Samuel está dizendo que, embora o povo de Deus tenha pecado ao escolher Saul, e embora o reinado de Saul fosse uma afronta ao Senhor, se o povo e o rei Saul se humilhassem diante do Senhor e renovassem sua aliança com ele e se realmente seguissem “o Senhor, vosso Deus”, o Senhor seria gracioso e os abençoaria. Porém, eles teriam de ser sérios e Deus não seria enganado. Observe quanto a linguagem é meticulosa e definitiva: eles devem temer o Senhor, devem servir o Senhor e obedecer a sua voz; não devem ser rebeldes aos seus mandamentos e devem seguir o Senhor e atender a voz dele. Se fizessem essas coisas, Deus faria do novo reinado – apesar de toda a incredulidade, idolatria, mundanismo e desobediência por trás dele – um sucesso que abençoaria seu povo.
Esse mesmo princípio é válido para nós. O que acontece quando descobrimos que tomamos uma decisão errada ou percebemos que caímos em pecado e rebelião e nos colocamos em disputa com o Senhor? A Bíblia ensina que Deus nos permite começar exatamente onde estamos, humilhando-nos e confessando nossos pecados, confiando no Senhor e invocando seu nome e nos comprometendo novamente a uma nova obediência em fidelidade à sua palavra.
Não há situação ou problema em que os cristãos não possam ser abençoados pelo poderoso auxílio de Deus, se apenas se voltarem para ele em fé sincera, humilharem-se diante dele como seu Senhor e Deus e renovarem seu compromisso de andar na sua palavra. Essa é a solução para cada problema, e ela funciona porque Deus é tão gracioso e está tão disposto a receber seus filhos que erram quanto para abençoá-los. Arrependimento, fé e nova obediência são o caminho adiante para todo cristão onde quer que ele esteja, bem ou mal, exatamente neste momento. Davi expressou esse princípio no salmo 28.7, que começa com uma afirmação de confiança renovada no poder salvador de Deus que expressa fé nele, recebe o auxílio de Deus e, portanto, responde com alegre agradecimento: “O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido; por isso, o meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei”.
Essa foi a mensagem de Samuel a Israel, e é a mensagem da Bíblia para nós hoje. A Bíblia não diz que nossa vida será livre de problemas. Jesus disse: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). É a segunda afirmação que nos capacita a suportar a primeira. No entanto, se Israel se recusasse a aceitar a oferta de Samuel – “Se, porém, não derdes ouvidos à voz do SENHOR, mas, antes, fordes rebeldes ao seu mandado” – então não somente a bênção de Deus seria retida, mas “a mão do SENHOR será contra vós outros, como o foi contra vossos pais” (1Sm 12.15).Os israelitas eram o povo da aliança de Deus, por escolha de Deus e não deles mesmos, de modo que, tendo eles um rei ou não, eles ainda estavam sob o governo da aliança de Deus.
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