Sexto Mandamento

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Não matarás

Introdução
Entender o que o mandamento fala:
No seu contexto imediato: O QUE A LEI NOS ENSINA?
Como se aplica no NT e atualmente: O QUE JESUS NOS ENSINA?
O que quer dizer, MATAR?
Para o Português o NÃO MATARÁS, engloba todos os tipos de mortes.
Aqui, neste contexto, ela tem um conjunto de significados mais estritos.
Várias palavras hebraícas pertencem ao campo semântico de “matar”.
Existem palavras específiicas para cada tipo de morte:
tabah (abater um animal);
hikkâ (matar em um campo de batalha);
zabah (matar um animal para sacrifício).
Aqui no mandamento ela aparece como:
rátsah (tirar a vida de um inocente).
NÃO MATARÁS”: Está sendo proíbido o assassinato de inocentes.
Por que não pode MATAR? O QUE A LEI NOS ENSINA?
A base deste mandamento está em: Gn.9:5,6. O Homem em coletividade (Humanidade).
Há um pressuposto básico para não matar.
Por que todo HOMEM é em ESSÊNCIA a imagem de Deus.
Aqui está na ALIANÇA feita com Noé. A vida humana não deve ser retirada.
Quão sério é este crime, que quando for cometido de forma voluntária, DEVE SER PAGO COM A PRÓPRIA VIDA.
RESUMO:
A Lei proíbe o assassinato de inocentes.
PONTE:
Se o mandamento nos fala de formas especifícas de não retirar a vida, é esperado então que exista excessões em que tirar a vida não é uma violação ao 6º mandamento. Concordam?
Três formas em que retirar a vida de alguém não era uma transgressão à Lei:
LEGÍTIMA DEFESA: Onde se encaixa?
Se durante À NOITE um malfeitor invadisse uma casa e ao se defender o invasor fosse morto, o dono “não seria culpado de Homicídio”Ex. 22:2,3.
Se acontecesse durante o dia, o dono da casa seria culpado de Homicídio.
A lei leva em consideração que durante o dia há mais recursos para avaliar as situações.
PENA CAPITAL:
A Lei reconhecia alguns crimes puníveis com PENA DE MORTE:
Eram 23 entre as 613 LEIS, puníveis com a morte.
Não era uma punição feita de qualquer forma, havia um julgamento feito de forma bastante rigorosa.
Era preciso ter provas e testemunhas sobre o ocorrido.
A GUERRA: No campo de batalha.
Acontece no AT em vários momentos quando uma terra era tomada.
Acontecia também como juízo trazido a uma determinada nação.
Defesa de um território.
RESUMO:
Quando um Israelita tirava a vida de um estrangeiro em tempos de guerras, este mandamento não o tornava um transgressor.
O que era então considerado um Assassinato do ponto de vista da Lei?
A FORÇA DO MANDAMENTO: Como ele TRANSCENDE uma ordem Objetiva e alcança dimensões Subjetivas.
O Assassinato Voluntário, Premeditado. CRIME DOLOSO
Quando alguém, de forma deliberada, tira a vida do outro.
Tal crime era penalizado com a PENA DE MORTE.
O Assassinato Involuntário, sem intenção de matar. CRIME CULPOSO
O que acontecia quando um crime deste ocorria?
Havia um dispositivo para tal ocorrido, AS CIDADES DE REFÚGIO. Dt. 19: 4-10 e Nm.35:9-33.
O Assassinato por Negligência. ASSUMINDO O RISCO
Exemplos: Ex. 21:28-30. Dt. 22:8.
Nos nossos dias… Carro sem freios, Pneus careca, até mesmo dentro de casa.
RESUMO:
Não bastava não derramar o sangue inocente.
Deveria ativamente buscar a proteção da vida do próximo.
O Princípio da proteção da vida.
Nota:
Há uma progressão do mandamento.
Bastava então ser uma espécie de Técnico em Segurança???
Não basta NÃO MATAR ou TOMAR AÇÕES PARA PROTEGER A VIDA.
Há mais progressão na força do mandamento.
Há um CÍRCULO ainda maior na força do mandamento.
Somos obrigados a AMAR (e não chegamos no NT): Lv. 19:17,18.
Olha o círculo grande que o mandamento alcança.
E quem é o MEU PRÓXIMO?
Aquele que vem depois de mim
Ex. 23:4,5. Pv. 25.21,22.
COMO se aplica no NT e Hoje: O QUE JESUS NOS ENSINA?
“Ouvistes o que foi dito eu porém vos digo...” Mt. 5:21-26.
Jesus está refutando a Hermenêutica da TRADIÇÃO sobre o 6º mandamento. (assim como acontece com a deturpação do 5º em Mc. 7.)
E o que a tradição aplicava do mandamento?
Bastava evitar o derramamento de sangue inocente e pronto.
Jesus está dizendo que, bastava se irar contra alguém.
A ira viola o que está nos domínios do CÍRCULO do mandamento.
Quando há IRA, o indivíduo já ASSUME para si o risco do assassinato (é o que vai acontecer com o adúlterio também), (quem ASSUME O RISCO, também comete crime na lei).
Irar-se é um assassinato de mente/coração. (Subjetividade) um crime que só Deus julga.
Ireis mas não pequeis”: Esse texto não pode ser lido de forma separada, como se pudéssemos separar a primeira da segunda parte.
O sentido é simplesmente o seguinte: “Que sua ira não esteja associada ao pecado”.
Há dois tipos de ira aqui:
Furor contra alguém. “Pecado”
Indignação justa contra o mal. “Só é eficaz quando vem de Deus”
Mesmo que a nossa seja por causas justas. Tg. 1:20.
Nós sabemos que nossa ira é banal.
A importância do que Jesus está dizendo:
Nós banalizamos esse mandamento quando tratamos com normalidade a condulta de quem se ira (nervozinho, é assim mesmo).
A ira no discurso (discurso de Ódio).
Promover o Ódio = FOMENTAR O ÓDIO. (Sabemos que essa palavra se perdeu no Campo Semântico).
Responder com ações que ferem o mandamento (o atentado contra o jornal Charlie Hebdo em 2015, contra o Porta dos Fundos).
Há uma progressão inversa do mandamento quando esta não for freada.
Ela vai nos corroer por dentro
Como cumprir o Sexto Mandamento?
RECONCILIAÇÃO Mt. 5:23.
Reconectar os relacionamentos.
Sofrer o dano
Sem reconciliação, não há culto.
O culto precisa fazer sentido. Rm. 12:1,2.
“Se você não ama a quem ver como vai amar Aquele que não ver”
Tendi Paz com todos Rm. 12:18.
Bem-aventurados os pacificadores.
Fomos Reconciliados com Deus
Chamados para o ministério da reconciliação
Conclusão:
O Mandamento é Sobre a Valorização da Vida do Próximo
A Parábola do Bom Samaritano Lc. 10:25-37.
Quem viola o Sexto Mandamento?
Os Salteadores
O Sacerdote
O Levita
Todos eles desprezaram a vida
O princípio do mandamento está no AMOR AO PRÓXIMO.
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