Devocional para casais - Genesis 3
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Introdução
Introdução
No estudo passado vimos que o inicio dos conflitos ocorreu por erros do casal:
A mulher permitiu a intromissão de terceiros;
O homem nâo exerceu a sua liderança;
Ambos desobederam o mandamento de Deus.
As consequencias tambem já estudamos:
Afastamento de Deus;
Afastamento um do outro;
Dificuldades para o homem;
Dificuldades para a mulher.
Hoje veremos como Deus interviu para resoler toda essa confusâo.
Imagine que você descobriu que alguém estava vendendo drogas para seu filho adolescente na esquina da sua rua. O que você faria? Provavelmente daria um jeito de tirar aquele criminoso de perto da sua casa. Ao mesmo tempo, trabalharia na vida do seu filho para tirá-lo do mundo dos narcóticos.
Quando chegamos na segunda metade da trágica história da queda da raça humana em Gênesis 3, encontramos uma situação análoga. O “traficante” é Satanás; a droga, o pecado; o comprador, o casal, Adão e Eva. Na sequência, Deus primeiro vai atrás do traficante e, logo em seguida, disciplina seus filhos.
1. A Graça de Deus
1. A Graça de Deus
A primeira evidência da graça de Deus no fato de ele ter interrogado o casal sobre seu pecado. Em vez de matá-lo enquanto o fruto proibido ainda estava sendo mastigado, Deus dá a oportunidade de confissão e restauração.
A graça de Deus também é vista no fato de homem nâo ter sido amaldiçoado. A serpente foi amaldiçoada, a terra foi amaldiçoada, mas Adão e Eva não. O casal foi disciplinado, e não amaldiçoado. Essa distinção é importante, pois mais tarde Deus tomaria a maldição do pecado sobre si mesmo, na pessoa do seu Filho: Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: maldito todo aquele que for pendurado em madeiro (Gl 3.13).
Essa graça de Deus é apresentada na sua máxima expressão na pessoa de Jesus - Jo 1.14
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
2. A Promessa: Destruição da serpente (v.14-15)
2. A Promessa: Destruição da serpente (v.14-15)
O versículo 15 pronuncia um julgamento que vai muito além da serpente como animal, pois fala da destruição iminente de Satanás. Algum dia, a semente (singular) da mulher iria esmagar a cabeça de Satanás. Na cruz, Jesus efetivamente selou o destino do inimigo, embora ele mesmo fosse brutalmente castigado.
Encontramos aqui o que é conhecido como o “protoevangelho”, a primeira promessa das boas-novas do evangelho. É fascinante observar que, “mesmo diante do pecado terrível, Deus não passou a mão na cabeça, como um terapeuta, não minimizou o pecado, nem o tratou de forma desleixada. Pelo contrário, a resposta a todo e qualquer pecado é o evangelho. Deus não faz nada além de pregar o evangelho para Adão e Eva e para a humanidade
Ou seja, famílias precisam do evangelho, porque desde o início Deus está dando o antídoto para a “droga do pecado”. Pais nâo podem passar a mão na cabeça dos filhos achando o pecado é normal, eles precisam do evangelho.
Jesus é “o descendente”, a semente da mulher, prometido desde o jardim do Éden, que tomou sobre si a sentença do nosso pecado, mas desferiu um golpe fatal na morte. A morte morreu em Cristo.
3. O castigo: Lembrança da necessidade diária (v.16-20).
3. O castigo: Lembrança da necessidade diária (v.16-20).
O amor de Deus manifesta-se em sua disciplina do pecado, por meio de lembranças diárias que ele teceu no pano do universo e da nossa existência com respeito à natureza pecaminosa e nossa necessidade dele.
Hebreus, citando Provérbios, nos diz que Deus nos disciplina como bom Pai (Hb 12.5-11; Pv 3.11,12). O que alguns consideram uma “maldição” é disciplina que faz parte da cura. A cura do pecado começa quando vemos nossa necessidade do médico! Nunca chegaremos à cruz de Cristo até que compreendamos o estado devastador em que nos encontramos (Hb 4.12-16)!
Há graça em toda essa história e em toda disciplina bíblica. Se Deus tivesse se mantido distante ou indiferente diante do nosso pecado, poderia ter fulminado o casal ou simplesmente abandonado os dois à miséria do seu pecado. Mas não foi o que fez. Ele interveio. Deus providenciou lembranças constantes de que o mundo não é como deveria ser. Por isso precisamos dele.
Por isso a disciplina dos pais nos filhos é um ato de amor. Deixar os filhos sem disciplina é o primeiro para conduzi-los ao inferno (Pv 13.24 e Pv 19.18).
A resposta de Adão: Fé (v. 20)
A resposta de Adão: Fé (v. 20)
No versículo que segue a declaração de óbito da raça humana, Adão faz uma afirmação que indica que ele entende que Deus acabara de lhe oferecer graça. Parece que Adão agarrou-se na promessa de Gênesis 3.15, de que uma semente da mulher, Eva, seria seu próprio Redentor.
À luz do decreto de morte no versículo 19, Adão poderia ter chamado sua esposa de “Mortícia”. Mas, em vez de focar-se na morte iminente, ele deu o nome de “Eva”, ou seja, “Vida” à mulher.23 Assim, ele revela sua esperança de que a semente dela traria o antídoto do veneno do pecado.
4. A provisâo de Deus: O sacrificio (v.21-24)
4. A provisâo de Deus: O sacrificio (v.21-24)
O texto enfatiza a provisão de Deus. A religiosidade humana foi um fracasso total. O homem não consegue religar-se a Deus. Deus tem que tomar a iniciativa. Foi o que ele fez
Mais uma vez encontramos palavras de esperança. Nessa altura, Deus intervém e faz roupas para cobrir a nudez do casal. Suas folhas de figueira foram tristemente inadequadas num mundo marcado pelo pecado. Mas, para cobrir mesmo a sua nudez, a morte era necessária. Alguns animais precisavam morrer e seu sangue ser derramado para cobrir a vergonha.
Certamente isso constitui uma “prévia” do que Jesus faria por nós na cruz: … sem derramamento de sangue, não há remissão [do pecado] (Hb 9.22).
Como será nitidamente demonstrado mais tarde, somente Deus pode nos vestir com sua própria justiça pelos méritos de Jesus (2Co 5.21; veja Zc 3.15).
A resposta de Eva: Fé (4.1).
A resposta de Eva: Fé (4.1).
Eva viu no nascimento de Caim o cumprimento da promessa de Deus. Apesar de ela estar errada, sua atitude mostra que ela esperava em Caim a redenção do castigo pela desobediencia.
