JESUS MULTIPLICA PÃES E PEIXES

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João 6.1-15.
O evangelho de João revela Jesus como o Filho de Deus, e o proposito deste evangelho é dito por João neste livro.
João 20.31 “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”
Estamos diante do quarto milagre de Jesus registrado pelo apóstolo João e este foi escrito e registrado para que nós creiamos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo tenhamos vida em seu nome.
O Evangelho de João parece supor que os leitores estavam familiarizados com o conteúdo do grande Ministério Galileu.
Após registrar o milagre que ocorreu bem no início deste ministério onde Jesus curou o filho do oficial do rei (4.43–54), o apóstolo João agora passa de uma vez para o final do ministério de Jesus na Galileia. Este fim termina com o milagre da alimentação dos 5.000 homens (sem contar as mulheres e crianças) e este milagre não somente está registrado em João, mas, em todos os quatro Evangelhos (Mt 14.13–23; Mc 6.30–46; Lc 9.10–17; Jo 6.1–15). Este capítulo atual também revela, talvez mais claramente do que qualquer outra porção da Bíblia, o tipo de Messias que o povo queria; a saber, um que fosse capaz e estivesse disposto a suprir suas necessidades físicas.
V.1: Depois destas coisas, atravessou Jesus o mar da Galileia, que é o de Tiberíades.
A expressão depois destas coisas significa que um período passou desde os acontecimentos do capítulo 5. Não sabemos exatamente quanto tempo, mas sabemos que Jesus viajara da região ao redor de Jerusalém até o mar da Galileia. Quando o texto diz que ele atravessou o mar, provavelmente isso significa que ele foi da costa noroeste até a costa nordeste. O mar da Galileia era também conhecido como mar de Tiberíades, por causa da cidade de Tiberíades estar localizada na margem oeste. Essa cidade, a capital da província da Galileia, recebeu esse nome por causa do imperador romano Tibério.
João: As Glórias do Filho de Deus Capítulo 11: Uma Multidão Alimentada (Jo 6.1–15)

O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes é o mais documentado e o mais público dos milagres. Está registrado em todos os evangelhos. Embora João omita vários detalhes do registro dos Evangelhos Sinóticos, oferece outros pormenores que não estão contemplados naqueles. Os Evangelhos Sinóticos, por exemplo, mencionam dois motivos pelos quais Jesus e seus discípulos foram para o lado oriental do mar da Galileia. Primeiro, eles andavam muito atarefados com as demandas variegadas das multidões e nem sequer tinham tempo para comer. Segundo, estavam abatidos com a notícia trágica da morte de João Batista, por ordem do rei Herodes.

Antes da multiplicação de pães e peixes por Jesus, os Sinóticos ainda nos informam que ele curou seus enfermos (Mt 14.14) e falou a eles sobre o reino de Deus (Lc 9.11), porque estava movido de profunda compaixão, já que eram como ovelhas sem pastor (Mc 6.34).

V.2-3: 2 Seguia-o numerosa multidão, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos. 3 Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos.
Muitos seguiam Jesus por conta que Ele fosse o Filho de Deus, o Salvador, mas, por conta que eram curiosos, e que estavam o seguindo para ver quais os próximos feitos d’Ele.
Lemos ainda em Mateus 14.13; Mc 6.33; Lc 9.11) que o povo, notando que Jesus havia entrado em um barco e ia para Betsaida, contornou o lago, a partir de várias cidades e vilas, para estar com ele mais uma vez. Não porque estivam interessados em um Salvador, mas ficaram definitivamente impressionados com um operador de milagres. Ora, esses milagres eram, na verdade, sinais.
Então, enquanto o povo andava em volta do lago, Jesus o cruzava. Quando ele chegou do outro lado na cidade de Betsaida, Ele sobre ao monte e se senta com os seus discípulos nesse monte.
V.4: Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima.
Este milagre aconteceu exatamente durante acontecia a festa da Páscoa que era um lembrete para os judeus do livramento da escravidão no Egito. Portanto, era neste dia em especial que os pensamentos dos judeus se revolviam quanto à questão: “Quando seremos libertos do jugo dos Romanos?”.
V.5: Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer?
Jesus sendo Deus sabia porque aquelas pessoas estavam vindo até Ele. porém, apesar disso, Jesus não se incomoda com isso, pelo contrário, os outros evangelhos registram que Jesus curou enfermos (Mt 14.14) começou a lhes ensinar sobre o reino de Deus (Lc 9.11) e Marcos de que ele estava movido de compaixão por elas, pois, elas eram como ovelhas sem pastor. (Marcos 6.34).
A pergunta de Jesus a Felipe é interessante, e muitos pensam que Jesus perguntou a Filipe porque a sua fé precisava ser provada, mas, vamos ver que sim, mas não apenas a de Filipe.
E Jesus pergunta a ele talvez por conta que Felipe era dessa cidade chamada Betsaida, e Jesus diz: onde tem uma padaria aqui próxima para compramos pães para dar de comer a essa multidão?
E essa pergunta de Jesus tinha um propósito de provar a fé de Felipe.
V.6: Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer.
Felipe então responde:
V.7:7 Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço.
Filipe vê aquela multidão e começa então a calcular, e diz ao Senhor Jesus, mestre, mesmo se tivéssemos duzentos denários, isso não seria suficiente para cada um receber o seu pedaço.
Um denário era o equivalente ao valor da diária de um trabalhador comum daquela época. Ou seja, a cada dia trabalhado você receberia um denário por dia.
V.8-9: 8- Um de seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus: 9- Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente?
Outro discípulo entra em cena, e dessa vez é André, o irmão de Pedro que diz: tem no meio da multidão um menino que tem cinco pães e dois peixes. Mas, André termina dizendo: mas o que é isso para tanta gente?
Fica evidente nesse texto que a fé dos demais discípulos não era nem um pouco mais forte do que a de Filipe. Ninguém parece ter se lembrado do poder de Jesus. Todos calcularam, mas falharam em exercer fé.
Jesus constantemente levantava dilemas e fazia perguntas que Ele mesmo sabia a resposta e que usava exatamente para testar e fortalecer a fé do seu povo.
A resposta de Filipe revelou a fé insuficiente dele. Ele já havia visto Jesus Cristo fazer muitos milagres. André, pelo menos tentou encontrar uma solução, porém, logo depois se mostrou igual a Filipe ao dizer: Mas, o que são cinco pães e dois peixes para uma multidão como essa?
Os pães nem sequer eram de trigo. Eram pães de cevada, um produto agrícola usado na época para alimentar os animais. Somente o quarto evangelho especifica que eram pães de cevada, o pão barato das classes mais pobres. E os peixes eram bem pequenos, e comentaristas vão dizer que era o equivalente as sardinhas enlatadas que temos hoje. Os peixes serviam para cobrir o pão como tempero, ou para serem comidos como um acompanhamento.
Muitos sermões já foram pregados sobre este rapaz. Apresentam informações sobre ele que não encontramos na Escritura nem em outro livro.
Por exemplo, que este rapaz foi enviado por sua mãe às compras, e voltava para ela com os pães e peixes pedidos; ou, que estava passeando e levara seu lanche consigo e André deve ter usado uma linguagem muito persuasiva para privar este rapaz de seu lanche; ou (não muito melhor) que esse rapaz simplesmente conduzia seu negócio sendo um vendedor de petiscos (como hoje!).
Porém, isso não está na Bíblia, e muito menos vamos inventar isso.
A luz que se concentra aqui é sobre o Senhor, não sobre o rapaz. É suficiente saber que Jesus estava disposto a usar esse rapaz.
Também o fato do Pão ser considerado em certos círculos, como “o pão dos pobres” e que Josefo até fala deste tipo de pão como sendo “muito desprezível para o consumo do homem”. Mas, não interpretamos assim, mas era pão, um alimento bom e saudável. O alimento comido pelos pobres não é necessariamente uma comida pobre!
O problema aqui não são os pães e muito menos os peixes.
André considera os cinco pães – apenas cinco! – e os dois peixes – apenas dois! – e a multidão enorme faminta, mas não considera Jesus e seu poder e amor. Ele exclama: “o que é isso para tantos?”. E tal como André falou, assim pensavam todos eles.
V.10: 10 Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se; pois havia naquele lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
Jesus não fala mais nada sobre a incredulidade dos discípulos, mas manda que eles façam o povo se assentar ali mesmo onde havia muita relva. A fé dos discípulos foi falha, mas, a sua obediência estava em dia, eles assim fizeram como Jesus ordenou, e cerca de mil homens havia ali, sem contar as mulheres e crianças, então, esse número pode chegar de 10 até 20 mil pessoas. Os outros evangelhos dizem que foram divididos em grupos de 50 e de 100 pessoas.
V.11: 11 Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam.
Agora Jesus realiza o milagre. Jesus tomou, deu graças, distribuiu.
Assim como fez na Santa Ceia.
Observe que primeiro veio a gratidão e depois veio o milagre.
Aprendemos que, após dar graças, o Senhor tomou os pães e passou a parti-los em pedaços (de tamanho comestível); daí os deu aos discípulos, que os levaram para o povo (em cestas coletadas da multidão?). O procedimento com os peixes foi bastante similar. O ponto enfatizado é que os que estavam presentes receberam quanto queriam. Alguns até pegaram mais do que podiam consumir. Assim, o milagre é relatado com simplicidade majestosa. Os pães se multiplicaram nas mãos do Salvador? Exatamente em que ponto ocorreu o milagre? Tudo o que sabemos é que aconteceu um grande milagre, um sinal de natureza transformativa. Assim como Jesus não criou simplesmente vinho em Caná, mas mudou a água em vinho, aqui também ele não apenas cria pães, mas transforma pães em mais pães. Isto se alinha completamente com o propósito de sua vinda à terra. Ele não veio para criar, mas para transformar. No processo desta obra gloriosa, ele demonstra a sua maravilhosa generosidade (e, portanto, também do Pai): tudo o que ele dá, ele dá generosamente.
V.12-13: 12 E, quando já estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13 Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido.
Apesar de ter Jesus multiplicado os alimentos e ter até sobrado, isso não é desculpa para desperdício. O desperdício é pecado. Depois que todos se fartaram, Jesus ordenou que os discípulos recolhessem os pedaços que haviam sobrado, para que nada se perdesse. Os discípulos recolheram doze cestos cheios de pães de cevada, um cesto para cada discípulo. Com isso, o Senhor nos ensina que, mesmo havendo fartura, o desperdício jamais é permitido.
Existe esse princípio na sua casa? Na sua vida? na sua família?
Hoje temos mais de sete bilhões chegando á 8 bilhões de habitantes no planeta terra. E mesmo com tanta fabrica, com tanta comida mais de um bilhão de pessoas vão para a cama com o estômago roncando de fome. O problema do mundo não é falta de provisão, mas a distribuição injusta.
Concordo com Hernandes: O que falta no mundo não é pão, mas compaixão. O que é desperdiçado na mesa do rico é o alimento que falta na mesa do pobre. Em vez de desperdiçar o pão que sobra em nossa mesa, deveríamos recolhê-lo e reparti-lo com os famintos.
V.14-15: 14 Vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo. 15 Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte.
Não compreenderam a mensagem que Jesus queria passar. Quando a multidão viu o sinal que Jesus fizera, declarou entusiasmada ser ele o profeta que deveria vir ao mundo. Alimentados por suas esperanças messiânicas, de um reino terreno e político, resolveram arrebatá-lo com o intuito de o proclamarem rei. Concordo com William Hendriksen quando ele diz que o presente capítulo revela, talvez mais claramente do que qualquer outra porção das Escrituras, o tipo de Messias que o povo queria, ou seja, alguém que tudo fizesse a fim de suprir as necessidades físicas do povo e tivesse poder para tanto.
Jesus aqui é levado a mias uma tentação.
Jesus já demonstrara seu poder de curar doenças; agora mostrara poder também para expulsar a fome. Se agora ele mostrasse seu poder de libertar seu povo, nada o poderia deter. Este certamente era o líder que eles estavam esperando; com ele como general e rei, vitória e paz estavam garantidas. Se ele não tomava a iniciativa de apresentar-se como líder, eles o levariam a fazê-lo. Porém, Jesus viu na atitude deles uma reincidência das suas tentações do deserto. Ele sabia que não seria desta maneira que deveria cumprir a vontade de seu Pai e conquistar a libertação do seu povo. Por isso, evitou a multidão, retirando-se para as colinas de Golã.
Charles Erdman diz que a fé em Jesus atingira o auge naquele povo, mas não era verdadeira fé; era apenas aquela crença de ser ele um realizador de milagres, como se viu na Judeia. As multidões eram levadas, por essa crença, a esperar uma série de prodígios que acudiriam o povo em seus sofrimentos físicos e nas aperturas sociais em que ele vivia, e ainda lhe assegurariam independência política. No dia seguinte, essa crença foi submetida à prova, revelando-se enganosa.
Percebendo que essa bandeira levantada pela multidão não era o propósito de sua vinda e que isso seria uma tentação para seus discípulos, Jesus se retirou sozinho para o monte. Os outros evangelistas nos informam que primeiro Jesus compeliu os discípulos a embarcarem para o outro lado do mar, enquanto ele mesmo ficou despedindo as multidões. Só então Jesus se retirou para o monte a fim de orar e orar pelos seus discípulos, que enfrentariam uma terrível tempestade!
APLICAÇÕES:
Tome cuidado com a incredulidade
Os desafios e provações são para que você seja provado e que se firme em Deus, confiando n’Ele e em sua vontade para o presente.
Faça contas, planejar não é errado, mas, confie em Deus como o provedor. Deus é poderoso para resolver os nossos problemas.
Jesus quer que participemos do que Ele está fazendo
Jesus nos ensina a colocar o pouco nas mãos d’Ele. Por isso, participe!
Você precisa participar da obra de Deus, do que Deus está fazendo, portanto, mesmo com pouca fé, mesmo estando assim, fraco, triste e doente, mas, participe, ore, leia a Palavra e não deixe de fazer a obra de Deus, obedeça nos dias fáceis e difíceis.
O que você tem feito com os pães que Deus te deu?
O pouco nas mãos de Jesus é uma provisão suficiente para uma grande multidão. Há um ritual seguido por Jesus: ele toma os pães e os peixes e dá graças; ele os entrega aos discípulos, que os repartem com a multidão. A multidão come a fartar. Nenhuma necessidade. Nenhuma escassez de provisão. Jesus tem pão com fartura. Aquele que se alimenta dele não tem mais fome. Ele satisfaz plenamente. Assim como Deus alimentou o povo com maná no deserto, agora Jesus está alimentando a multidão. O mesmo Deus que multiplicou o azeite da viúva está agora multiplicando pães e peixes. O mesmo Jesus que transformou a água em vinho está agora exercendo o seu poder criador para multiplicar os pães e os peixes. O milagre da multiplicação é da economia de Cristo; a obra da distribuição é da responsabilidade dos discípulos. Jesus sempre tem pão com fartura para os famintos; cabe-nos, porém, a sublime tarefa de alimentá-los!
Somos cooperadores de Deus. O milagre vem de Jesus, mas nós o repartimos com a multidão. Não temos o pão, mas o distribuímos a partir das mãos de Jesus.
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