GÊNESIS 13
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Gênesis 13
Gênesis 13
ICT - Abrão e Ló separam-se por causa de uma contenda pela terra. Ló vislumbra as campinas do Jordão e se aparta para longe da Bênção, Abrão permanece confiando na promessa.
TESE - Aqueles que amam este mundo se apartam da bênção do Senhor, mas aqueles que confiam na promessa permanecem debaixo da bênção.
PB - Evangelístico/Devocional
PE - Convidar os descrentes a olhar para a promessa da salvação em Cristo, rejeitando os prazeres do mundo/Convidar os crentes a se aproximar do Senhor, descansando na sua promessa em Cristo.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Alguém já disse que os olhos são as janelas da alma, eles lançam luz em nosso interior. Outros já disseram que os olhos também são a vitrine da alma, eles revelam aquilo que há dentro do nosso coração. Os nossos olhos geralmente são atraídos por aquilo que nosso coração ama e deseja. Por isso Jesus disse que os olhos são a lâmpada do corpo, se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso, se, porém, os teus ohos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. A Bíblia e a literatura de modo geral colocam os olhos como instrumentos de grande importância para o nosso corpo, e eles são. Mas ao mesmo tempo, que olhos tem funções tão importantes, eles podem nos colocar em grandes apuros. Os nossos olhos podem nos levar para situações e lugares que não deveríamos ir. Por isso o próprio Jesus disse: Se teu olho te faz pecar, arranca-o e lança fora, pois é melhor entrar no Reino caolho do que ser lançado no inferno com os dois.
Os nossos olhos são instrumentos para o pecado, por isso aquele antigo ditado diz: O que os olhos não veem o coração não sente. Nossos desejos mais inofensivos podem ser guiados pelos nossos olhos, e também os mais pecaminosos. Lembro que quando estávamos no Peru um dos missionários viu uma vitrine muito bonita de uma padaria, achou um doce tão atraente que fez todo o nosso grupo esperar que ele voltasse para comprar o doce. O que ele não esperava era que aquele doce o deixaria uma semana dom dor de barriga e com outros sintomas bem desagradáveis que não é lícito mencionar aqui. Como uma criança ao ver um briquedo em uma loja chora até que o pai compre, ou então que leve uma surra por causa daquele escândalo desnecessário. As vezes até ganha o que estava implorando, mas a bronca que levou foi tão grande que o que os seus olhos desejaram não tem tanto prazer mais.
O fato é que nossos olhos andam procurando algo que lhes agrade, mas se eles não estiverem direcionados para o lugar certo, debaixo da direção do Senhor, eles podem nos colocar em uma situação desesperadora. Foi isso que aconteceu com Ló, no texto que nós lemos. Um homem que deixou de confiar nas promessas de Deus para ir onde a sua limitada visão humana o levaria.
ELUCIDAÇÃO
ELUCIDAÇÃO
Abraão está de volta daquele fatídico episódio que aconteceu no Egito, quando Sara disse ser sua irmã para preservar sua vida. Abraão mentiu, enriqueceu por meus ilícitos, fez tantas coisas que parecia ter se afastado plenamente da presença do Senhor. Mas o Deus da misericória levou Abrão pelo mesmo caminho de onde ele partiu para o Egito, voltando à terra prometida. Foi pelo Neguebe, ao sul da terra de Israel e depois partiu para o lugar onde fez o primeiro acampamento e ergueu um altar ao Senhor, entre Betel e Ai, o centro da terra da palestina.
O texto diz algo muito interessante sobre Abrão, que ele era muito rico, tinha gado, ouro e prata. Diz que Abrão era pesado na terra. Abrão conquistou riqueza no Egito e ali onde estava. A mesma coisa se disse de Ló, seu sobrinho, que também enriqueceu. Os dois se tornaram “pesados” na terra, e a terra não podia com os dois (v.6). Era uma grande tribo nômade com cerca de 300 pessoas, entre servos, servas e pessoas que se agregaram ao grupo.
Ló parecia ter acompanhado Abrão porque creu no Deus e nas promessas feitas ao seu tio. Não havia problema nisso, como alguns pensam. Todos os que quisessem crer no mesmo Deus de Abrão podiam seguí-lo. Porém, o problema é que neste ponto algumas desavenças surgiram. Os pastores de Abrão e os pastores de Ló começaram a contender, talvez por pasto e água. Ao que nos parece indicar a passagem, o conflito dos servos chegou até os seus senhores e pela resposta de Abrão a Ló, o sobrinho parece ter levado o conflito a Abrão buscando algum direito na questão.
É aqui que entra a parte central do enredo. Depois de Abrão determinar que os dois deveriam se separar, Ló encheu seus olhos pelas campinas do jordão, lugar de pecado e perdição. Enquanto Deus ordeu que Abrão levantasse seus olhos para ver a terra que ele daria à sua descendência. Um foi levado pelo que seus olhos humanos viram, o outro, foi levado a ver o que os olhos do Senhor contemplaram em seu plano eterno.
TRANSIÇÃO
TRANSIÇÃO
Diante disso, quero convidar os irmãos a meditar comigo sobre o tema:
TEMA: ALÉM DO QUE OS OLHOS PODEM VER
TEMA: ALÉM DO QUE OS OLHOS PODEM VER
PS: Para onde devemos olhar durante a nossa peregrinação?
PS: Para onde devemos olhar durante a nossa peregrinação?
1º DEVEMOS OLHAR ALÉM DO QUE ESTE MUNDO TEM A NOS OFERECER. V.7,10-13.
1º DEVEMOS OLHAR ALÉM DO QUE ESTE MUNDO TEM A NOS OFERECER. V.7,10-13.
EXPLICAÇÃO
EXPLICAÇÃO
1.1. Ló contendeu com Abrão por causa de terras e do sustendo, mesmo o Senhor já tendo-o sustentado em tempos de escassez. v.7.
1.1. Ló contendeu com Abrão por causa de terras e do sustendo, mesmo o Senhor já tendo-o sustentado em tempos de escassez. v.7.
O texto indica que os pastores de Brão e Ló contenderam, mas como já dissemos, essa desavença parece chegar até o tio e o sobrinho. O problema aqui não era a escassez, como antes, o problema aqui era a abundância. Era um problema bom. O que é curioso e que na falta de alimento e água por causa da fome que assolou a terra Ló foi com Abrão para o Egito, ele seguiu seu tio por onde foi. Quando saiu do Egito, Ló provavelmente já era rico, mas mesmo assim seguiu Abrão mesmo diante daquele conflito. Mas a abundância fez com que enchesse seu coração contra Abrão.
Outro problema está no fato de que os cananeus e ferezeus habitavam a terra, gerando ainda mais disputa entre os pastores desses povos.
1.2. Ló viu somente aquilo que os olhos humanos desejavam. v.10.
1.2. Ló viu somente aquilo que os olhos humanos desejavam. v.10.
Abrão deu a Ló uma opção clara: Para evitar a contenda, se você for para a direita eu irei para a esquerda, se for para a esquerda eu irei para a direita. Abrão tinha o direito da terra, mas ele dise: “a terra está diante de você, escolha o que melhor parecer a você”. Mas observe o que está contido no versículo 10: Ló levantou os olhos e o que ele viu? As campinas do jordão. Ló parecia estar em um dos montes mais altos da região. Ele viu uma região muito bonita. Tão atraente que quando Moisés a comparou disse que era tão bem regada, com muitas águas, como o jardim do Senhor, que é uma referência ao Éden, regado por quatro rios. Ele a compara a terra de Zoar, caminho para o Egito, conhecido do povo de Israel, uma região muito verde, própria para as plantações.
Em comparação com a terra de Israel, inclusive o neguebe, por onde Abrão, onde havia fome, aquela região era um verdadeiro paraíso. Ló não se lembrou da promessa que Deus fez ao seu tio, que naquela terra traria bênção para todas as nações e procurou outras terras.
1.3. Ló se apartou da presença do Senhor e do portador da Bênção. v.11.
1.3. Ló se apartou da presença do Senhor e do portador da Bênção. v.11.
Ló não deixou apenas seu tio Abrão, ele deixou mais, deixou o Senhor. O texto diz que ao escolher as campinas do jordão, Ló foi para o oriente, para o leste. Mais uma vez isso indica lugar da maldição, quando Adão e Eva expulsos da presença do Senhor foram lançados para o oriente, ou quando Caim matou Abel e fugiu para o oriente, ou quando os moradores de Babel foram em direção ao oriente para se afastar da presença de Deus. Moisés estava ensinando isso por causa da quantidade de povos que habitam ao oriente da palestina e não conheciam o Senhor, com os quais o povo não devia se relacionar. Há uma indicação no texto de que Ló se afastou da presença do Senhor.
Isso se dá pelo fim do servísiculo que afirma que eles se separaram. Ló não se separou apenas de seu tio Abrão, não foi apenas uma separação entre parentes. Mas Ló apartou-se daquele que era o portador da bênção de Deus. Ele escolheu a maldição.
1.4. Ló partiu em uma rota progressiva para a região dominada pelo pecado. v.12-13.
1.4. Ló partiu em uma rota progressiva para a região dominada pelo pecado. v.12-13.
O verso 12 diz que enquanto Abrão pemaneceu em Canaã, Ló foi em uma louca jornada para onde não deveriam ir. Ele foi parando em cada cidade da campina do jordão ia armando suas tendas até Sodoma. O texto indica que ele estava peregrinando rumo àquela cidade cheia de pecado. Ele passava um tempo em uma cidade, depois desarmava a tenda e caminhava em direção à Sodoma. Dias depois fazia a mesma coisa, até chegar ali. Havia algo atraente naquela cidade, talvez fosse uma cidade desenvolvida para a época, talvez a vida fácil chamasse sua atenção e de sua família.
O texto faz uma pausa par dizer algo que será repetido no cpítulo 19: Os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores. Eles não eram apenas pecadores, mas grandes pecadores. A maldade havia chegado até o Senhor. Isso se dá por vários motivos, acima de tudo a imoralidade sexual. Dali vem a expressão sodomita, homens que praticavam a homossecualidade. Ló deixou o Senhor para peregrinar até um lugar tão perverso.
Ali Ló foi sequestrado em uma batalha entre reis estrangeiros e Abrão teve que resgatá-lo, ali Ló viu não só o pecado, mas a destruião daquela cidade, ali Ló perdeu sua esposa que se tornou uma estátua de sal por amar os prazeres de Sodoma, ali Ló viu suas filhas se perverterem e cometerem incesto com seu próprio pai para lhes dar descendência. Quanta desgraça!
1.5. O Senhor estava ensinando por meio de Moisés ao Israel recém liberto do Egito quais eram as consequências de deixar a terra prometida e ir em busca da terra das outras nações em redor.
1.5. O Senhor estava ensinando por meio de Moisés ao Israel recém liberto do Egito quais eram as consequências de deixar a terra prometida e ir em busca da terra das outras nações em redor.
Havia um motivo para Moisés registrar aquele acontecimento. Ele estava alertando o povo de Israel recém saído do Egito que iria tomar posse da terra prometida sobre os perigos de deixar o lugar do Senhor para ir em busca de uma terra habitada por homens que não conheciam o Senhor. Eles deveriam lembrar que aquela terra dada pelo Senhor ao Patriarca seria suficiente para eles, visto que ali ordenara o Senhor a sua bênção. Eles deveriam confiar na providência, nada além disso.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Há alguns anos ouvi o testemunho de um homem que deixou sua terra natal com um sentimento muito parecido com o de Ló. Ele foi criado em uma cidade pequena no interior, ali foi levado pelos seus pais a uma pequena igreja presbiteriana, onde serviu até se tornar adulto. Era uma rapaz muito envolvido com a igreja, com a mocidade e vários outros trabalhos. Alguns pensavam que aquele rapaz se tornaria pastor pelo amor que tinha pela igreja.
Mas a situação financeira não era tão confortável, embora tivesse tudo o que precisava. Aquele rapaz recebeu uma proposta de emprego em uma cidade grande e dexando tudo para trás foi em busca de uma vida melhor. A primeira coisa que sua mãe disse foi: meu filho, quando chegar lá, procure uma igreja, e o rapaz lhe fez essa promessa sem nem pensar duas vezes.
Porém, quando chegou ali, as coisas não eram tão fáceis assim, a igreja mais próxima ficava vários quilómetros de sua casa, não havia transporte, sua carga de trabalho era tão grande que ele não tinha tempo para ir aos cultos. Passaram os dias, os meses e até os anos e aquele rapaz fervoroso não se lembrava mais do Senhor.
Vinte anos depois ele regressou para uma visita aos seus pais. Muito rico, dono de sua própria empresa, ele olha para sua mãe e diz: Veja, minha mãe, tudo o que eu ganhei ao sair daqui. Mas a mãe, temente ao Senhor disse: Veja, meu filho tudo o que você perdeu ao sair daqui. A comunhão com o seu Salvador, a maior riqueza que você já teve na vida.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
As vezes os nossos olhos vão nos levar para lugares que parecem os melhores, mas eles estão longe da presença de Deus. Ah, como nossos olhos são levados a buscar aquilo que nos agrada como homens pecadores!
1º Olhamos com insatisfação aquilo que o Senhor nos deu e buscamos satisfação olhando o que não é nosso. Não somos satisfeitos com os bens e recursos que o Senhor nos deu e buscamos algo que seja mais fácil de ser conquistado. Não somos satisfeitos com a esposa ou o marido que o Senhor nos deu e buscamos algo que pareça mais agradável de ser visto pelos nossos olhos pecaminosos. Somos insatisfeitos com a nossa vida e queremos a vida que o Senhor concedeu a outros. A insatisfação é a desgraça da nossa vida...
2º Nossos olhos sempre buscam aquilo que é melhor para nós, em uma ótica pecaminosa. Quantos jovens ao ver o que o mundo tem a nos oferecer e os prazeres que estão diante de nós deixam o Senhor e sua igreja para se deleitar nesses prazeres. Afinal, as campinas do jordão são aparentemente mais atrantes que a terra prometida. Quantos buscam caminhos que parecem retos aos seus próprios corações. Outro diz eu ouvi de um jovem que estava deixando a igreja que ele estava saindo do nosso meio porque a igreja não deixava ele viver a vida que ele queria viver e não dava a ele a liberdade que buscava. Quantas pessoas hoje progressivamente estão se afastando do Senhor e buscando algo que agrade seu coração. Como ass crianças que talvez queiram algo que seus pais disseram não porque pensam que é o melhor para suas vidas.
3º Mas ao final, esses caminhos que ao homem parecem ser bons, são, na verdade, caminhos de morte. Eles vão nos levar para longe do Senhor. Todas as essas decisões, tomadas pela nossa própria vontade, longe do Senhor, vão nos levar para a destruição. Foi o que aconteceu com Eva quando ela viu aquele belo fruto, agradável aos olhos, ela o desejou, afinal, o que um simples fruto poderia fazer? Mas ela colheu o pior de todos os castigos, foi afastada da presença de Deus.
Todos nós tendemos a buscar aquilo que é melhor para nós em uma ótima humana, queremos um trabalho que nos dê maiores condições, uma faculdade que nos dê um bom retorno, um casamento que seja vantajoso para nós. Queremos que nossos filhos sejam bem sucedidos, sonhamos com boa faculdades para eles, uma boa condição de vida. E isto é pecado? Claro que não, isso faz parte também da bênção do Senhor, afinal, Abrão era ainda mais rico que Ló e estava debaixo da bênção de Deus.
Mas onde está o perigo nisto? É olharmos para todas essas coisas em uma ótica humana e pecaminosa. Nós não pensamos: Esse emprego vai me aproximar de Deus? Essa faculdade vai permitir que eu permaneça fiel ao Senhor em meu relacionamento com meus colegas? Meu filho vai continuar em comunhão com Cristo quando ele for bem sucedido? Não, nós pensamos em tudo isso em uma ótica humana, mas nós nunca queremos a glória de Deus como prioridade. Afinal quem quer, por exemplo, que seu filho seja pastor ou missionário, se ele pudesse ser um médico respeitado?
Mas a nossa visão é muito horizontal. Apenas aquilo que podemos ver pelos olhos carnais. E assim como Ló caminhamos para a destruição e levamos nossa família junto, nós não confiamos na providência de Deus, mas pensamos que nossas decisões e escolhas são as melhores.
Meus amados, não importa que tenhamos riqueza ou não, importa que vivamos na presença do Senhor. Bem pouco importa eu habitar, em alto monte, à beira mar, em casa ou gruta, boa ou ruim. Importa que ali esteja a presença do amado da minha alma. Não importa que meu filho nasça em berço de ouro ou em uma manjedoura, como meu Salvador, importa que ele nasça em uma casa onde resplandesça a presença de Cristo. Essas coisas vão além do que os olhos humanos podem ver, mas elas levam ao lugar de glória.
2º DEVEMOS OLHAR ATRAVÉS DA PROMESSA DE DEUS. V.3-4, 8-9, 12, 14-18.
2º DEVEMOS OLHAR ATRAVÉS DA PROMESSA DE DEUS. V.3-4, 8-9, 12, 14-18.
EXPLICAÇÃO
EXPLICAÇÃO
2.1. Em sua riqueza de Abrão continuou servindo e adorando ao Senhor em sua peregrinação. v.1-4.
2.1. Em sua riqueza de Abrão continuou servindo e adorando ao Senhor em sua peregrinação. v.1-4.
O texto faz uma clara oposição entre os dois personagens. Abrão é descrito de modo diferente de Ló. Embora o capítulo anterior mostre a fraqueza do Pai da fé, este capítulo mostra a perseverança em se voltar para o Senhor. Embora Abrão tenha se enriquecido sobremaneira, ele não deixou o Senhor, mas em todos os lugares onde ele armou a sua tenda ele levantou altares para invocar o Nome do Senhor. O versículo 4 diz que durante essa peregrinação ele entregava ao Senhor o seu culto.
2.2. Abrão preferiu abrir mão da terra a viver em paz, deixando seu direito por amor a Ló. v.8-9.
2.2. Abrão preferiu abrir mão da terra a viver em paz, deixando seu direito por amor a Ló. v.8-9.
Enquanto Ló parece ter entrado em discórdia por causa da posse da terra, há um contraste com Abrão, que deseja, se possível, abrir mão da posse da terra, se for preciso para evitar desavença com seu sobrinho. No versó 8 ele diz, não haja contenda entre mim e ti, porque somos parentes chegados. A palavra usada aqui é irmãos. Embora Ló fosse sobrinho de Abrão, ele o trata como seu igual. Há uma condescendência entre Abrão e Ló.
Ele oferece a terra, até mesmo a terra da promessa para Ló, caso ele quisesse. Abrão sabia que Deus havia prmetido essa terra a ele e iria realizar a promessa, o Deus da providência o recompensaria mesmo diante de tamanha decisão. Ele não teme, mas é generoso com seu sobrinho. Ele não tinha porque fazer aquilo, ele era o patriarca e lider do clã, Ló lhe devia obediência, mas ele prefere abrir mão da sua razão e de seus direitos a fim de que houvesse paz entre eles. Ele não entra em conflito, mas é manso e humilde para não reinvidicar seus direitos para que houvesse paz. Outro elemento de condescendência é visto aqui.
Assim como Barnabé e Saulo depois da primeira viagem missionária se separaram para que não houvesse discórdia entre eles como servos do Senhor, Abrão agiu assim aqui para testemunhar da sua fé. Abrão entendeu que em alguns momentos é melhor perder os direitos e a razão para não perder a paz.
2.3. Abrão permaneceu na terra da promessa, como o Senhor havia ordenado. v.12.
2.3. Abrão permaneceu na terra da promessa, como o Senhor havia ordenado. v.12.
O outro contranste foi feito no verso 12. Enquanto Ló foi para longe da terra da promessa, Abrão permaneceu em Canaã. Por mais que aquele região fosse muito mais atraente, ele sabia que deveria permanecer ali pois foi aquela terra qu Deus prometeu, fosse ela árida ou não, seria ali que o Senhor iria sustentar o seu servo. Ele descansa pela fé, outra vez, no Deus da providência.
2.4. Deus fez com que Abrão levantasse os olhos para a terra que prometera, em contraste com Ló, que viu uma terra estranha. v.14-15.
2.4. Deus fez com que Abrão levantasse os olhos para a terra que prometera, em contraste com Ló, que viu uma terra estranha. v.14-15.
Mas vamos agora para o versículo 14. Há outro contraste claro aqui com o versículo 10. Enquanto Ló levantou os olhos e viu o melhor da terra e a desejou, Abrão não levanta os olhos para escolher o que parece melhor aos olhos humanos, mas é o Senhor que manda que Abrão levante os olhos para ver aquilo que ele havia preparado para o seu servo. Abrão não vê através de seus próprios olhos humanos, mas através do plano eterno do Senhor.
2.5. Deus prometeu a terra e também uma descendência que herdaria aquela terra. v.15-16.
2.5. Deus prometeu a terra e também uma descendência que herdaria aquela terra. v.15-16.
Ele não teria apenas a posse da terra, Deus promete também uma descendência que herdaria aquela terra. Aquele era o lugar de Deus e o Senhor estava preparando através de Abrão um povo para si, o povo de Deus para habitar no seu lugar. A bênção é dupla, a terra e uma descendência.
2.6. Deus transfere a posse da terra para Abrão, por ele ter permanecido ali. v.14-15,17.
2.6. Deus transfere a posse da terra para Abrão, por ele ter permanecido ali. v.14-15,17.
Mas há algo muito claro aqui, porque no fato de Abrão não ter cobiçado a terra, nem ter sido egoísta com ela, Deus trás uma recompensa: A posse da terra. Nos versículos 14 e 15 e depois no 17 Deus diz que daria a posse da terra a Abrão. A palavra usada aqui é semelhante a de alguém que recebia a escritura de uma terra como propriedade.
No versículo 17 Deus manda que Abrão percorra a terra no cumprimento e na largura para receber a propriedade. Isso era comum entre os reis que dominam algum território, eles percorriam os muros da cidade, os os limites da terra como forma de delimitar o território. Por confiar no Senhor, ele deu a Abrão a garantia de que aquela terra seria dos seus descendentes.
2.7. Abrão continuou peregrinando em direção à adoração ao Senhor, diferente de Ló. v.18.
2.7. Abrão continuou peregrinando em direção à adoração ao Senhor, diferente de Ló. v.18.
O versículo 18 há mais outro contraste entre Abrão e Ló. No verso 12 Ló ia armando progressivamente suas tendas até Sodoma, aqui diz que Abrão foi armando e mudando suas tenda até os carvalhais de Manre, próximo a Hebrom, no meio da terra prometida. O que ele fez ali? Ele levantou mais um altar e adorou ao Senhor. Enquanto Ló armou suas tendas para longe Deus, Abrão armou suas tendas em uma jornada de adoração ao Senhor.
2.8. Deus estava ensinando a Israel sobre a bênção e a recompensa de confiar nele na terra prometida.
2.8. Deus estava ensinando a Israel sobre a bênção e a recompensa de confiar nele na terra prometida.
É mais um ensino claro que Moisés apresenta a Israel que está saindo da terra do Egito. Eles deveriam confiar no Deus da providência, no Deus que vez as promessas. Ele era fiel para cumprir o que prometeu! Eles não deveriam duvidar, mesmo diante dos inimigos que habitam na terra, Deus prometeu que a daria em herança a eles.
E ele ensina algo mais, que eles deveriam se manter e se conformar com aquela terra, pois ali o Senhor iria sustentar seu povo como fez com Abrão. Eles não precisavam de outras terras, nem dos recursos de outros povos, o Senhor lhes sustentaria.
O Ensino destes versos é claro, Abrão não olhou com olhares humanos, ele olhou através da promessa de Deus e o Senhor garantiu a bênção como recompensa de sua fé na providência.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Há alguns anos eu conheci uma comunidade que vivia em um assentamento entre Iati e Águas Belas, conhecida com Campo do Uruçu. Um lugar seco, no meio do nada. A seca matou metade dos animais e para que as pessoas pudessem sobreviver era necessário buscar água em um jumento há 9 km. Muitas família mudaram daquele lugar e algumas insistiram em permanecer mesmo naquelas condições. Os que permaceram eram chamados de loucos, não havia como viver ali.
Mas a providência de Deus alcançou aquele lugar. Deus mandou um missionário, “por acaso” que trabalhava com a Missão Sal da Terra que conheceu aquele lugar, viu a situação e buscou ajuda para perfurar um poço naquela comunidade. Aquilo parecia outra loucura, pois várias instituições fizeram a mesma tentativa anos antes, mas sem sucesso. Até que Deus, pela sua bondade enviou um senhorzinho, com um galho de goiabeira na mão e encontrou água não só para aqueles que moravam ali, mas para toda a região. Aquele lugar se tornou um manancial.
Mas isso seria muito humano se a história terminasse aqui. Deus fez com que os aparentes loucos que ficaram ali ouvissem o Evangelho e várias famílias se renderam a Cristo. Eles não receberam apenas da água física, mas a água da vida que mata a sede de todo homem.
Aqueles que foram embora pensando em ter uma vida melhor, talvez jamais tiveram a oportunidade de ouvir sobre Jesus Cristo. Mas os que ficaram, sem saber o motivo, ficaram para receber a salvação dos seus pecados. O Deus da providência os manteve ali, em um lugar tão árido. Foi isso que Deus fez com Abrão! Ficar em uma terra muito menos produtiva aos olhos dos homens, escolher o que não parecia tão atraente redundou em muito maior glória, porque essa era a vontade de Deus.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Por meio de Abraão, Deus nos ensina a descansar em sua providência e a olhar além do que os olhos humanos podem ver, mas a confiar na promessa e olhar através dela para vermos o cuidado do Senhor. Ele nos convida a não olhar mais aquilo que deste mundo pode nos dar segurança, mas a descansar no Senhor pela promessa que ele fez.
1º O Senhor nos ensina a deixar de confiar nas coisas deste mundo para confiar nele. A parar de olhar para o mundo em uma visão horizontal. O Senhor nos convida a não preocupar o nosso coração com bens materiais, com riquezas, com segurança de trabalho, com algo que esse mundo tem a nos oferecer. Isso é pequeno demais diante da providência desse Deus. As maiores propostas e ofertas, longe do Senhor, não tem serventia alguma. Mas devemos entender que o que tivermos, por pouco que seja, é suficiente para que Deus possa agir e nos sustentar. É melhor ter pouco nas mãos do Deus da providência, do que o mundo de riquezas longe de sua face.
2º Devemos ser generosos, assim como Abrão em dar a posse da terra para Ló, se necessário para manter a paz. Devemos parar de brigar pelo que é material, por recursos, por heranças, por dinheiro, se isso prejudica o nosso testemunho e a honra de Cristo. Devemos, se necessário, abrir mão do que é nosso, sabendo que o nosso Deus pode nos dar infinitamente mais se descansarmos nele. Há um tempo eu ouvi o testemunho de uma irmã que deixou o direito de herança por causa de uma disputa de outra pessoa da família, mas Deus deu infinitamente mais, casa, bens. Descansar na providência de Deus nos faz ver as coisas daqui como nada. Quem tem os olhos na promessa maior não se apega às coisas menores deste mundo.
3º Durante a nossa peregrinação devemos caminhar em direção ao Senhor e à sua vontade. Assim como Abrão que armou as tendas diante do altar do Senhor. Ele nos chama a peregrinar com um foco: Nós fomos criados e salvos para a glória de Deus, os nossos olhos devem estar postos na adoração ao Senhor, em viver uma vida na sua presença, porque isso agrada a Deus.
APLICAÇÕES FINAIS
APLICAÇÕES FINAIS
Mas Brão nos ensina mais que essas lições, ele revela a Cristo, que é o descendente para o qual Abrão apontava! Não é Abrão o exemplo maior, mas Cristo. Cristo é aquele que tendo o direito sobre todas as coisas abriu mão desse direito para realizar a sua obra. Mesmo sendo superior aos homens, ele não buscou seus direitos, nem se defendeu diante das acusações. Mas ele, manso e humilde de coração sofreu o dano em lugar dos pecadores. A fim de promover a verdadeira paz entre o homem e Deus, o próprio Deus encarnado condescendeu, assim como Abrão deixando seu direitos para nos dar a salvação.
Ele tinha todos os direitos de retrucar as acusações dos homens, mas ele se calou, a fim de sofrer o dano em lugar dos pecadores. Ele recebeu a proposta de ter todos os reinos do mundo, pela oferta de Satanás, mas preferiu experimentar o sofrimento da cruz para a fazer a vontade do Pai. Ele foi obediente em todas as coisas, levando toda glória a Deus durante a sua peregerinação.
Essa condescendência e essa obediência podiam parecer loucura ou uma estratégia falida. Mas Cristo, que se fez menor e rejeitou toda riqueza do pecado recebeu a Glória pela sua Obra. Ele recebeu, segundo a Escritura, um Nome que está acima de todo Nome no Céu e na terra. Ele não recebeu apenas uma pequena terra na palestina como sua herança, mas recebeu por direito o trono do Universo como prêmio da sua obra gloriosa. Embora tudo fosse seu por direito, ele o recebeu por ter deixado toda glória para fazer a vontade do Pai. Mas não recebeu apenas o universo como sua herança, ele recebeu um povo, comprado pelo seu sangue, uma descendência santa e gloriosa, que somos nós.
Agora, todos nós, que cremos nele como nosso Senhor e Salvador podemos fazer parte desse povo que tem uma pátria garantida no céu. Todos os que consideraram a sua vida como nada, que rejeitam esse mundo e o que os olhos humanos podem ver, os que não consideram as riquezas daqui, mas que aspiram uma pátria superior, estes, sim tem a garantia da vida eterna em Cristo Jesus. Estes receberão dele a vida eterna.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Alguém já disse que os olhos são as janelas da alma, eles lançam luz em nosso interior. Outros já disseram que os olhos também são a vitrine da alma, eles revelam aquilo que há dentro do nosso coração. Os nossos olhos geralmente são atraídos por aquilo que nosso coração ama e deseja. Por isso Jesus disse que os olhos são a lâmpada do corpo, se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso, se, porém, os teus ohos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. A Bíblia e a literatura de modo geral colocam os olhos como instrumentos de grande importância para o nosso corpo, e eles são. Mas ao mesmo tempo, que olhos tem funções tão importantes, eles podem nos colocar em grandes apuros. Os nossos olhos podem nos levar para situações e lugares que não deveríamos ir. Por isso o próprio Jesus disse: Se teu olho te faz pecar, arranca-o e lança fora, pois é melhor entrar no Reino caolho do que ser lançado no inferno com os dois.
Os nossos olhos são instrumentos para o pecado, por isso aquele antigo ditado diz: O que os olhos não veem o coração não sente. Nossos desejos mais inofensivos podem ser guiados pelos nossos olhos. Lembro que quando estávamos no Peru um dos missionários viu uma vitrine muito bonita de uma padaria, achou um doce tão atraente que fez todo o nosso grupo esperar que ele voltasse para comprar o doce. O que ele não esperava era que aquele doce o deixaria uma semana dom dor de barriga e com outros sintomas bem desagradáveis que não é lícito mencionar aqui. Ou qual criança ao ver um briquedo em uma loja chora até que o pai compre, ou então que leve uma surra por causa daquele escândalo desnecessário. As vezes até ganha o que estava implorando, mas a bronca que levou foi tão grande que o que os seus olhos desejaram não tem tanto prazer mais.
O fato é que nossos olhos andam procurando algo que lhes agrade, mas se eles não estiverem direcionados para o lugar certo, debaixo da direção do Senhor, eles podem nos colocar em uma situação desesperadora. Foi isso que aconteceu com Ló, no texto que nós lemos. Um homem que deixou de confiar nas promessas de Deus para ir onde a sua limitada visão humana o levaria.
