Tiago 5:13-20
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Estudo 11
Estudo 11
Como usar a eficácia da oração
(Tiago 5.13–20)
Na versão ARC quanta vezes é mencionada a oração nesta passagem? Sete vezes. Tiago escreve uma carta prática e, por isso, ele começa e termina esta carta com oração.
Desperdiçamos tempo e energia quando tentamos viver a vida sem oração. Um cristão maduro é aquele que tem uma vida plena de oração diante das lutas da vida. Em vez de ficar amargurado, desanimado e constantemente a reclamar, ele coloca a sua causa diante de Deus e Deus responde ao seu clamor.
Neste parágrafo Tiago encoraja-nos a orar.
1. Devemos orar pelos que sofrem (Tg 5.13)
Tiago destaca três verdades fundamentais neste versículo.
· Em primeiro lugar, nos problemas não devemos murmurar, mas orar. O sofrimento aqui é provado por circunstâncias adversas: saúde, finanças, família, relacionamentos, deceções. Em vez de murmurar contra Deus, falar mal dos irmãos (5.9), ou ficar presos nos nossos pensamentos e ansiedades devemos apresentar esta causa a Deus em oração, pedindo sabedoria para usar essa situação para a glória de Deus (1.5).
· Em segundo lugar, Deus muda as circunstâncias pela oração. A oração pode remover o sofrimento, mas também nos dá poder para enfrentar os problemas e usá-los para cumprir os propósitos de Deus. Paulo orou para Deus mudar as circunstâncias da sua vida, mas Deus deu-lhe poder para suportar as circunstâncias (2Co 12.7–10). Jesus clamou ao Pai, com abundantes lágrimas, no Getsémani, para passar dEle o cálice, mas o Pai lhe deu forças para suportar a cruz e morrer pelos nossos pecados.
· Em terceiro lugar, ao mesmo tempo temos pessoas a chorar e outras a celebrar na igreja. Ao mesmo tempo há pessoas a sofrer e há pessoas alegres (5.13). Deus equilibra a nossa vida, dando-nos horas de sofrimento e horas de regozijo, há um tempo para tudo (Ecl 3:1e 4). Mas o cristão maduro canta mesmo no sofrimento (Jó 35.10). Paulo e Silas cantaram na prisão (At 16.25). Josafá cantou no meio da batalha (2Cr 20.21). Muitas vezes saímos dos caminhos floridos da alegria para os vales do choro num mesmo dia, mas mesmo que os nossos pés estejam no vale o nosso coração pode estar no planalto. Pelo poder de Deus, podemos transformar o pranto em alegres cantos de vitória. Quando o diamante é lapidado é que ele reflete a sua beleza mais profunda. Quando a flor é esmagada é que ela expele o seu mais doce perfume. A alegria mais poderosa é aquela que, muitas vezes, vem banhada de lágrimas.
2. Devemos orar pelos enfermos (Tg 5.14–16)
Tiago fala sobre a atitude do enfermo, a atitude dos presbíteros e a atitude dos irmãos.
· Em primeiro lugar, vejamos o que o enfermofaz. Neste caso, parece-nos que Tiago está a dizer que a pessoa está doente por causa do pecado (5.15b,16). Nem toda a doença é resultado de pecado pessoal, mas o caso mencionado por Tiago parece-nos retratar uma doença provocada por um comportamento pecaminoso.
O doente reconhece a autoridade espiritual dos presbíteros da igreja (5.14). O crente impossibilitado de ir à igreja chama os presbíteros da igreja à sua casa. O doente reconhece assim, que os presbíteros, e não um homem ou mulher que tem o dom de curar, é que devem orar por ele. J. A. Motyer faz um importante comentário acerca dessa questão da cura,
“Mesmo quando vamos ao médico, nossos olhos continuam firmados no Senhor. Somente Deus tem o poder de curar. “
Não podemos assumir que Tiago esteja aqui a desconsiderar ou a desaprovar o trabalho do médico, pelo fato de não o mencionar. Na verdade, o que Tiago enfatizava é que há sempre uma dimensão espiritual na cura. Em nenhuma ocasião um cristão deveria procurar o médico sem procurar a Deus, visto que toda cura vem de Deus, pois é Ele quem sara todas as nossas enfermidades.
Alguns estudiosos entendem que o uso do óleo consistia no uso dos melhores recursos médicos daquele tempo. Desta forma, o que Tiago estaria a defender era a oração e o emprego da melhor medicina aceite e consagrada da época. Assim, Tiago estaria a recomendar a oração e o remédio
Tiago enfatiza também a necessidade de o doente confessar os seus pecados (5.16). A confissão é feita aos santos e não a um sacerdote. Devemos confessar o nosso pecado a Deus (1Jo 1.9) e também àqueles que foram afetados por ele.
· Em segundo lugar, vejamos o que os presbíterosfazem: primeiro, eles oram pelo enfermo com imposição de mãos, a oração da fé (5.14,15). A oração da fé é a oração feita na plena convicção da vontade de Deus (1Jo 5.14,15). Os presbíteros são pastores do rebanho daqueles que lhes foram confiados. Eles oram com imposição de mãos, num gesto de autoridade espiritual. Segundo, eles ungem o enfermo com óleo em nome do Senhor (5.14). Não é a unção que cura o enfermo, mas a oração da fé. Quem levanta o enfermo não é o óleo, é o Senhor. O óleo é apenas um símbolo da ação de Deus.
· Em terceiro lugar, vejamos o que os irmãosfazem (5.16). Os crentes confessam os seus pecados uns aos outros e oram uns pelos outros. Há uma terapia divina quando há confissão, perdão e reconciliação. A oração é um privilégio de todos os crentes. J. A. Motyer diz que a posição bíblica acerca da confissão de pecados deve ser resumida da seguinte maneira: “A confissão deve ser feita à pessoa contra quem pecamos, e de quem nós necessitamos e desejamos receber perdão”. A mágoa adoece, a confissão traz cura. O ressentimento produz prostração, o perdão restauração.
3. Devemos crer na eficácia da oração (Tg 5.17,18)
Israel afastou-se de Deus e Elias apareceu no cenário para confrontar o rei, o povo, e os profetas de Baal. Elias orou para não chover e as comportas do céu foram fechadas. Depois de três anos e meio, orou, firmado na promessa de Deus, para chover e houve abundantes chuvas. Os céus fecharam-se e abriram-se em resposta às orações de Elias. Ele não só falou aos homens, confrontando os seus pecados; mas também falou com Deus, clamando por chuva.
Os crentes, embora sujeitos a fraquezas, podem ter vitória na oração. Elias era homem sujeito às mesmas fraquezas (teve medo, fugiu, teve uma depressão, pediu para morrer), mas era justo e a oração do justo pode muito na sua eficácia. A história mostra o progresso da humanidade: poder do braço, poder do cavalo, poder da dinamite, poder da bomba atómica. Mas o maior poder é o poder de Deus que se manifesta através da oração dos justos.
Elias orou fundamentado na promessa de Deus. Em 1Reis 18.1 Deus disse que enviaria a chuva e em 1Reis 18.41–46, Elias orou pela chuva. Não podemos separar a Palavra de Deus da oração. A Palavra Deus dá-nos as promessas pelas quais devemos orar.
Elias orou com persistência. Muitas vezes, nós fracassamos na oração porque desistimos muito cedo, no limiar da bênção.
Elias orou com intensidade, de coração. Ele pôs o seu coração na oração. Devemos orar pela nação hoje, para que Deus traga convicção de pecado sobre o povo e um reavivamento para a igreja.
4. Devemos esforçar-nos pela restauração dos desviados (Tg 5.19,20)
Há sempre o perigo de uma pessoa se desviar da verdade “Por isso convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas” (Hb 2.1). O resultado desse desvio é o pecado e possivelmente a morte (5.20). O pecado na vida de um crente é pior do que na vida de um não crente.
Devemos ajudar os membros que se desviam da verdade, porque essa pessoa precisa de ir para o caminho da verdade (Lc 22.32). Precisamos de nos esforçar para salvar os perdidos, mas também precisamos nos esforçar para restaurar os salvos que se desviam. Judas 23 usa a expressão “arrebatando-os do fogo”.
Tiago, neste parágrafo, deu a sua última instrução: oração pelos que sofrem, pelos enfermos e cuidado e restauração para os que se desviam. O nosso coração deve estar cheio de compaixão pelos que sofrem, pelos enfermos e pelos que se desviam, para que as nossas orações possam subir ao trono da graça em favor deles.
