Paulo e o Evangelho

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Na aula passada, tivemos um pouco de contextualização de como era a dimensão do poder e da atuação do Império Romano, que subjulgava diversas cidades nos tempos de Jesus, sobretudo Jerusalém.
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A quem Paulo destinava a carta de Romanos?
Personalidades fortemente influenciadas por Romanos: Martinho Lutero (Justiça de Deus); John Wesley (visita a uma sociedade anglicana onde se lia a carta aos Romanos e ele sentiu que dependia apenas de Deus e que seus pecados haviam sido perdoados) e John Stott (misto de amor e ódio pela carta).
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Hoje vamos aprender sobre Paulo e o Evangelho.
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Paulo não foi e nem viveu como um dos apóstolos que tiveram a oportunidade de aprender e exercer ministério com Cristo. A conversão de Paulo foi algo surreal e posterior a ascensão de Cristo.
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O que é mais lindo nos escritos paulinos é essa sensibilidade e a percepção que ele tem. Ele, Paulo, que era um perseguidor dos primeiros cristãos, tem um encontro com Jesus na estrada de Damasco, e sua vida muda para sempre. Foi uma transformação radical, a qual ele sempre evidencia, baseando seu princípio de vida agora no evangelho de Cristo.
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Paulo tinha consciência de que Deus estava escrevendo uma nova história na vida dele, por isso dirige-se à igreja de Roma de forma tão íntima e acolhedora para dar exortações.
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Nos versículos de introdução da carta, temos 20 pronomes possessivos relacionados à primeira pessoa. Paulo chama aquela igreja para perto para passar a mensagem que havia recebido.
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Alguns teólogos e estudiosos gostam de chamar Romanos de um Tratado do Evangelho porque ele vai tratar de temáticas muito significativas como a condenação (1-3), justificação (4-5), santificação (6-8), eleição (9-11), entre outros. Em Romanos lemos muito sobre a ira de Deus, mas também sobre a sua graça.
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O que é um evangelho? A definição da revista traz: “Evangelho é, portanto, um desvendar, uma revelação da justiça de Deus, porque explica como, pelo sacrifício e ressurreição de Cristo, Deus possibilitou o acesso do pecador a Ele, que permanece justo e santo”.
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Estudar sobre Paulo e o evangelho significa, portanto, aprender sobre o quanto este homem levou a sério o seu chamado de ensinar às pessoas o valor do sacrifício e a plenitude da ressurreição de Cristo em favor delas. Em um período extremamente difícil.
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LEITURA
Romanos 1.1–16 (BS:NVT)
Eu, Paulo, escravo de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo e enviado para anunciar as boas-novas de Deus, escrevo esta carta. Deus prometeu as boas-novas muito tempo atrás nas Escrituras Sagradas, por meio de seus profetas. Elas se referem a seu Filho, que, como homem, nasceu da linhagem do rei Davi, e, quando o poder do Espírito Santo o ressuscitou dos mortos, foi demonstrado que ele era o Filho de Deus. Ele é Jesus Cristo, nosso Senhor. Por meio dele recebemos a graça e a autoridade, como apóstolos, de chamar os gentios em toda parte a crer nele e lhe obedecer, em honra de seu nome.
E vocês estão entre esses gentios chamados para pertencer a Jesus Cristo. Escrevo a todos vocês que estão em Roma, amados por Deus e chamados para ser seu povo santo.
Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Antes de tudo, quero dizer que, por meio de Jesus Cristo, agradeço a meu Deus por todos vocês, pois sua fé nele é comentada em todo o mundo. O Deus a quem sirvo em meu espírito, anunciando as boas-novas a respeito de seu Filho, sabe como nunca deixo de me lembrar de vocês em minhas orações, sempre pedindo, se for da vontade de Deus, uma oportunidade de ir vê-los. Desejo muito visitá-los, a fim de compartilhar com vocês alguma dádiva espiritual que os ajude a se fortalecerem. Quando nos encontrarmos, quero encorajá-los na fé, e também quero ser encorajado por sua fé.
Quero que saibam, irmãos, que muitas vezes planejei visitá-los, mas até agora fui impedido. Meu desejo é trabalhar entre vocês e ver frutos espirituais como tenho visto entre outros gentios, pois sinto grande obrigação tanto para com os gregos como os bárbaros, tanto para com os instruídos como os não instruídos. Por isso, aguardo com expectativa para visitá-los, a fim de anunciar as boas-novas também a vocês, em Roma.
Pois não me envergonho das boas-novas a respeito de Cristo, que são o poder de Deus em ação para salvar todos os que creem, primeiro os judeus, e também os gentios.
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Identificação de Paulo
Ele se apresenta como:
Servo - Tinha alegria em se apresentar assim. Se fez, voluntariamente e por amor, prisioneiro de Cristo e da mensagem dele;
Apóstolo - Ele demonstra que foi chamado para ser apóstolo, escolhido por Cristo, com autoridade, para ser representante do evangelho;
Separado - Paulo tinha noção da sua condição. Ele havia sido escolhido para ser mensageiro das boas novas.
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O evangelho não é de Paulo, mas de Deus
Para não deixar dúvidas de que o evangelho não é algo nascido em sua mente, mas é algo que existe desde sempre nos planos de Deus, Paulo evidencia três características importantes:
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1ª O evangelho é prometido no AT (Rm 1.2) - Romanos tem 65 citações do AT. O mais citado é Isaías;
2ª O evangelho é da encarnação do Filho de Deus (Rm 1.3);
3ª O evangelho é da ressurreição (Rm 1.4).
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O apostolado de Paulo
O apostolado diz respeito a homens que foram chamados e ensinados pelo próprio Cristo para que continuassem o ministério terreno dele. Como sabemos, Paulo não foi um dos 12, mas aprendeu do próprio Jesus:
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a) A origem é o Senhor Jesus Cristo;
b) O objetivo é despertar a obediência pela fé;
c) Alcançar todos os gentios entre os quais se incluem os cristãos de Roma.
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É muito interessante aprender com Paulo sobre a sensação de gratidão que ele tem em relação à salvação. O que nós sentimos? A salvação resulta em alegria na sua vida?
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Paulo e os Romanos
Como visto, Paulo se dirige a uma igreja mista (judeus e gentios). Graça diz respeito ao favor imerecido de Deus, concedido aos homens, já a paz trata da reconciliação de Deus com os homens. Desta forma, saúda a gentios e a judeus.
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Três são as características dos convertidos em Roma:
a) Chamados para ser de Jesus;
b) Amados de Deus;
c) Chamados para ser santos.
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Que é o evangelho?
Paulo já disse estar entusiasmado em pregar o evangelho em Roma e deu três declarações importantes: “sou devedor” (Rm 1.14), “estou disposto” (Rm 1.15) e “não me envergonho do evangelho” (Rm 1.16).
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Paulo não dá brechas para entendermos a evangelização como escolha, mas como dever. Por vezes, vemos pessoas relutando em cumprir o chamado que Deus nos deixou. Ao sermos relutantes, ao não falarmos de Cristo às pessoas, estamos confessando que nos envergonhamos do evangelho.
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O evangelho é uma dívida para com o mundo
Ainda que não sejamos apóstolos, somos devedores para com o mundo no sentido de anunciar a mensagem da redenção. Da mesma forma que a mensagem chegou até nós, devemos trabalhar para que chegue a outras pessoas.
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2. O evangelho é o poder de Deus para salvação
Aqui é o grande tema da carta. Paulo expõe em Romanos 1.16-17
Romanos 1.16–17 BS:NVT
Pois não me envergonho das boas-novas a respeito de Cristo, que são o poder de Deus em ação para salvar todos os que creem, primeiro os judeus, e também os gentios. As boas-novas revelam como Deus nos declara justos diante dele, o que, do começo ao fim, é algo que se dá pela fé. Como dizem as Escrituras: “O justo viverá pela fé”.
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Esta ideia é concluída depois de extensa argumentação. Paulo só vai terminar esta argumentação em Rm 3.20-21
Romanos 3.20–21 BS:NVT
Pois ninguém será declarado justo diante de Deus por fazer o que a lei ordena. A lei simplesmente mostra quanto somos pecadores. Agora, porém, conforme prometido na lei de Moisés e nos profetas, Deus nos mostrou como somos declarados justos diante dele sem as exigências da lei:
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É preciso estar atento às argumentações e à ideia principal que está sendo desenvolvida.
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Quando você foi chamado por Deus? De que forma esse chamado mudou seu objetivo de vida?
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Conclusão
O evangelho não é, portanto, algo que nasceu da mente de Paulo, mas é algo direto do Senhor. O evangelho é cristocêntrico e deve ser profetizado a todos e deve ser por todos compreendido assim, como uma regra de fé.
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