Marcos 13:14-37

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Marcos 13:14-37

A Grande tribulação e a vigilância:

Introdução
Amados irmãos, continuamos aqui no sermão escatológico de Jesus.
Desde o início do sermão, que se dá no versículo 3 deste capítulo, é sabido que alguns fazem certa confusão na interpretação desta longa passagem bíblica (v.3-37) e dos textos paralelos, que possuem a mesma temática: escatologia; a doutrina dos últimos dias.
Bom, para além do que outros podem conjecturar sobre o texto, iremos seguir no sermão a visão adotada pela Igreja Presbiteriana e outras denominações reformadas.
OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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Nosso texto será dividido em três partes. A primeira dos v.14-23, a segunda dos v.24-27 e a terceira dos v.28-37.
A primeira parte trata da grande tribulação. Temos no sermão de Jesus uma palavra de admoestação aos discípulos de Jesus, para estes se prepararem pois que irão testemunhar muitas coisas. Seja pessoalmente ou de ouvir falar. Para eles alguns fatos seriam angustiantes. Vamos então considerá-los aqui.
No versículo 14, nosso Senhor cita o “abominável da desolação”, ou a depender da tradução “o sacrilégio da desolação”. Essa expressão é utilizada pelo profeta Daniel, nos seguintes texto: Dn 9:27; 11:31; 12:11. Referindo-se a um individuo que surgiria e profanaria o templo. Na história, este ser humano se mostrou apenas o primeiro a fazer tal coisa.
O texto faz referência a Antíoco Epifânio. Imperador Selêucida, que governou entre 175—164 a.C e matou milhares de judeus em batalhas. Mas não somente isto, ele profanou o templo. Ali ele erigiu um altar pagão sobre o altar do holocausto, poluindo a casa de Deus. Neste sermão, Jesus ecoa as palavras do profeta.
Lembrando que “assim como os lugares santos do Senhor foram profanados, no futuro isso aconteceria novamente”. E aconteceu com o Império Romano. Onde o imperador usava sua imagem e estandartes para ser adorado na região.
Isto que o imperador selêucida fez, e que outros que surgiram posteriormente fizeram — até mesmo sacrificando um porco no altar do holocausto — apontava em direção às legiões idolatras de Roma, assim também elas, por sua vez, prenunciavam a profanação final do anticristo de tudo o que é sagrado.
Jesus os adverte (v.14b): “fujam para os montes;”. Mas quando a época da provação chegou, o que acontece? Os judeus de modo geral fizeram o oposto: correram para a cidade. Mas e os discípulos de Cristo, escutaram a sua exortação? Segundo comentaristas sim.
Jesus advertiu seus ouvintes, sobre o que fazerem, do verso 14-18. Eles deveriam ficar vigilantes, pois quando acontecesse eles não poderiam preocupar-se com outras coisas. Como voltar para casa para pegar algo que entenderiam como importante. Corram para os montes.
E sobre as mulheres grávidas. Até o presente momento, as mulheres de maneira geral eram menosprezadas por muitos e até mesmo desprezados por alguns. Jesus foi aquele que mostrou bondade especial para com as mulheres, vide como ele se preocupava com às viúvas, ou as que viviam em pecado, até mesmo com a agonia final de sua mãe. Só em Jesus elas poderiam encontrar direção, ajuda e conforto. O que não é diferente hoje. Mas infelizmente muitas procuram em ideologias seculares.
Na presente passagem o Senhor revela compaixão para com mulheres, que durante épocas de grande aflição política ou social, estando grávidas, são esquecidas. Há uma grande diferença entre Menaém (2Rs 15:16) e o Messias. O primeiro, fora rei de Israel, após ter tomado o trono vago e marcou sua história com o sangue de todas as mulheres grávidas de uma cidade que recusou-se reconhecê-lo como rei. O segundo é o verdadeiro Rei de Israel. Segundo comentaristas: críticos argumentam que Menaém fez o que fez pois os tempos eram bárbaros. Mas parece que estes críticos fecham os olhos para os fatos que aconteceram na história moderna, e ainda hoje acontecem. Não foi diferente no holocausto?
Jesus fala ainda do inverno, e da dificuldade que eles teriam caso isto acontecesse nesse período. O desafio aumentaria para eles. Estes dias, portanto, foram de grande tribulação meus irmãos. Se o Senhor não tivesse feito intervenção ali, ninguém se salvaria. Ele fez isso por causa dos seus eleitos. Obvio, os seus servos que ali se encontravam, não uma etnia.
Mas Jesus alerta os discípulos sobre os que viriam e anunciariam um falso Cristo. Ou até mesmo se anunciariam como o tal. Nosso Senhor diz: não acreditem! Eles tentarão, se possível fosse, enganar até os eleitos. Jesus conclui então afirmando: “vocês estão avisados!”
Nossa segunda parte trata da vinda do Filho do Homem, temos quatro versículos. No v.24 Jesus anuncia um sinal que será visível para todas as pessoas. O Senhor retornará aqui em grande glória e reunirá os seus salvos, de todas as eras. “Da extremidade da terra até à extremidade do céu”.
A questão sobre o sinal aqui é: todos verão. O Nosso Senhor diz: “Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens...” (v.26A).
Jesus não anuncia sobre duas ou mais vindas, depois desta onde ele se faz presente com os discípulos. Ele retornará mais uma vez e virá diferente de como se apresentara nesta época da história. Ele virá em grande poder e glória. Será algo assombrosamente glorioso.
Por isso, todos os poderosos estremecerão e todos cairão de joelhos.
Na terceira parte então, temos o final deste sermão de Jesus Cristo, onde ele exorta seus discípulos à manterem a vigilância. Ele convida-os a observarem a figueira e como ela muda mediante as estações — os sinais deste acontecimento.
O Senhor ensina aos discípulos que os mesmos devem ficar atentos a história. Não para procurar os sinais escondidos e então fazer como alguns grupos fazem: calcular a volta de Jesus etc. Isso é até cômico.
O Senhor chama a atenção dos seus servos para olharem para a história, o passado e o presente deles, para perceberem como estavam vivendo neste tempo. Da tribulação. Jesus diz no versículo 30: “Não passará esta geração sem que tudo isso aconteça”.
Aqui ele estava se referindo as tribulações ali, mas ele coloca um ponto final nesse tempo de tribulação: a volta do Filho do Homem. Citado também no versículo 32. O Filho retornará (v.24-27), mas somente o Pai (v.32) sabe, nem mesmo o Filho.
Por isso Jesus exorta seus ouvintes que o escutem. Que atentem para a vida. Não durmam, vigiem! E não é uma questão de manter-se seguro, do tipo: “Não sei o dia, portanto é melhor acordar e vigiar, pois daí eu ganho mais com isso, quer ele volte hoje ou amanhã”.
Essa mentalidade é pragmática e portanto errada. Pois você não deve ficar preparado somente para o retorno do Filho do Homem, mas também, atentar para não abraçar os ensinamentos dos falsos profetas. Dos falsos Cristos. Em outras palavras o Senhor exorta seus discípulos a viverem atentos.
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TRANSIÇÃO: .
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Feitas estas considerações, vamos observar três verdades extraídas do texto. Se guardarmos nos nossos corações, certamente o Senhor nos abençoará, pois no momento que necessitarmos exortação, de ânimo para seguirmos, teremos o consolo do Senhor e seremos abençoados, pois recordaremos que o Senhor graciosamente nos preparou para vivê-las:
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1. O SENHOS NOS PREPAROU PARA A TRIBULAÇÃO
Entendemos que o Senhor preparou os discípulos para passarem pela tribulação, que não envolvia somente perseguição, mas também a exposição a falsas doutrinas e servos de satanás. Os falsos cristos e falsos profetas.
Os judeus à época, passaram por isso. Josefo registra no seu livro “Guerras Judaicas”, que o povo sofria pois existiam entre eles falsos profetas.
A tribulação foi inaugurada por Jesus, neste momento. Onde ele anuncia: “Em verdade os digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (v.30).
Aplicações:
Após essa notícia, como você se sente?
Você está com medo? Medo de sofrer? Medo de ter a fé testada?
Você sentiu que as estruturas da sua “fé” estremeceram?
TRANSIÇÃO:
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2. O SENHOR NOS PREPAROU PARA A SUA VOLTA
Do mesmo modo que o Senhor anuncia a tribulação, ele anuncia o final da mesma. A sua volta. Talvez com esta verdade, as estruturas que foram estremecidas, sejam gradativamente acalmadas, não é?
Mas veja que, Jesus não anuncia isto aos discípulos para os acalmarem. Mas para anunciar a sua grande vitória, sobre tudo e sobre todos.
Jesus declara: “Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória” (v.26). Ora, não é algo que acontecerá somente para a igreja. Não é um arrebatamento secreto como ensinam alguns. Como João escreveu em Ap 1:7:
Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!
Até os inimigos do Senhor o verão em grande glória. Aí então nós, mesmo que temerosamente, nos alegraremos, pois o Filho do Homem concluirá o que fora declarado por Deus-Pai em Gn 3:15:
Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Aplicações:
Depois de estremecer as bases, como você se sentiu ao ouvir sobre a vitória de Cristo?
Você imagina a cena? O Senhor vindo nas nuvens? Todo olho vendo, até mesmo dos que são da descendência da serpente? Aqueles que são filhos de Caim. Os não regenerados.
O que você sente ao ouvir estes versículos? Você tem medo deste dia? Porque?
Para responder essa ultima pergunta, vamos à terceira e última verdade.
TRANSIÇÃO:
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3. O SENHOR NOS PREPAROU PARA VIVER O PRESENTE
Jesus exorta os discípulos. Não negligenciem a piedade! Vigiem! Não durmam! E quando Jesus os exorta o Senhor não os prepara para o futuro escatológico, mas sim para o presente.
Se eles não sabem o dia, porque Jesus diria: “Vigiem amanhã! Preocupem-se com a vida de vocês amanhã!”. Não faria nenhum sentido.
Por isso o Senhor chama a atenção deles. Principalmente para não confiarem na força deles mesmos. Pois poderiam dormir (ser negligentes). Mas o Senhor, graciosamente chama a atenção deles.
Você tem medo deste dia? Um discípulo não deve ter medo da condenação, mas sim temor, pois será o Grande Dia do Senhor. O Dia da sua glória e justiça.
O dia onde acontecerá o que está escrito em Ap 6:15-17:
Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?
Onde homens preferiram viver segundo a força do seu braço, seguros nos seus poderes humanos — independente de classe social — E foram humilhados pois escolheram viver banhados no seu orgulho.
Aplicações:
Você tem medo deste dia? Medo de não se achar preparado?
Você teme este dia? Pois sabe que o Senhor é magnifico e terrível?
Como você tem vivido os seus dias? Mergulhado em orgulho e soberba, ou lançando-se aos pés do Senhor, como o publicano em Lc 18:13:
O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!
TRANSIÇÃO:
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RECAPITULAÇÃO:
1. O SENHOS NOS PREPAROU PARA A TRIBULAÇÃO;
2. O SENHOR NOS PREPAROU PARA A SUA VOLTA;
3. O SENHOR NOS PREPAROU PARA VIVER O PRESENTE.
CONCLUSÃO:
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