Salmo 1

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Felicidade plena do Justo

Salmo 1.1–6 BEARA
Bem-aventuradoo homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa. Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.
Enquanto com o irmão Pedro vamos seguindo no estudo das Bem-aventuranças, e quero pegar um pouco nisso, para meditarmos nos salmos 1 e 2.
Estes 2 capítulos são vistos como uma introdução acabam por ser para muitos autores o prefácio deste grande livro que é Salmos.
O salmo 1 destaca o profundo contraste entre a vida feliz do justo e a infelicidade do impio.
Parece muitas vezes difícil entender isto desta forma no nosso dia a dia, viver “corretamente” parece trazer sempre um peso enquanto quem vive sem rei nem roque tudo é uma leveza.
Este não é um sentimento novo e já neste livro dos Salmos encontramos alguém que fez mesmo referencia a isso, quase da mesma forma como muitas vezes vemos e temos dificuldade em expressar.
Salmo 73.1–5 NTLH
Na verdade, Deus é bom para o povo de Israel, ele é bom para aqueles que têm um coração puro. Porém, quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles. Os maus não sofrem; eles são fortes e cheios de saúde. Eles não sofrem como os outros sofrem, nem têm as aflições que os outros têm.
Salmo 73.17 NAA
até que entrei no santuário de Deus e descobri qual seria o fim deles.
O salmo 1 é então á semelhança com o Sermão do Monte a apresentação da felicidade no seu expoente máximo.
Em vez de uma felicidade terrena - onde tudo tem valores em constante mudança.
o Salmista apresenta então:
Uma felicidade Plena - onde o que é valioso não sofre desvalorização é completo e imutável
em vez de uma felicidade mundana - onde é verdade enquanto se tem pessoas perto
o Salmista apresenta então:
Uma felicidade espiritual - onde mesmo sós o Consolador nos dá a paz
em vez de uma felicidade passageira - onde os anos passam e as alegrias se transforma em dores.
o Salmista apresenta então:
Uma felicidade eterna - onde os anos vão passando e vamos aprendendo a envelhecer
Eclesiastes 12.1–8 BEARA
Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias,e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer; antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens depois do aguaceiro; no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas; e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem; como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça; antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.
aguardando ansiosamente que o Senhor nos chame para sempre habitarmos na Sua presença
Apocalipse 21.1–4 BEARA
Vi novo céu e nova terra,pois o primeiro céu e a primeira terra passaram,e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
A felicidade do justo decorre de três razões .
Em primeiro lugar, o justo é feliz por aquilo que evita (1:1): “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”.
o salmista lista três tipos de pecadores (impios, pecadores e escarnecedores), três expressões de pecado(andar, deter e sentar) e três lugares de pecado disponíveis(conselho,caminho e roda), que não são frequentados pelo homem justo.
Este versículo ensina o justo a precaver-se das opiniões dos ímpios, do estilo de vida dos pecadores e da associação com os escarnecedores.
William MacDonald diz que diariamente o mundo está a fazer uma lavagem cerebral às pessoas, dizendo que a verdadeira satisfação é encontrada nos prazeres da carne. Televisão, rádio, filmes e revistas sugerem que a permissividade é a estrada da plenitude e que a vida de pureza não passa de um puritanismo antiquado.
Puro engano! O pecado oferece primeiro o prazer, mas depois produz uma dor permanente e incurável, ao passo que a virtude oferece primeiro a dor da renúncia, mas depois proporciona uma alegria perfeita e eterna.
Em segundo lugar, o justo é feliz por aquilo que faz (1:2).Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
A vida cristã tem um aspecto negativo e outro positivo. Negativamente, devemos evitar o que Deus reprova e, positivamente, devemos fazer o que Deus ordena. O justo não apenas se aparta do conselho dos ímpios, do caminho dos pecadores e da roda dos escarnecedores, mas também dedica-se ao estudo prazeroso e à meditação diária da lei do Senhor.
Existe então uma troca de ocupação, não é deixar de fazer as coisas e já está, é ocupar-se do conhecimento e intimidade com Deus.
Para os salmistas, a lei é mais preciosa do que muito ouro depurado e mais doce do que o mel e o destilar dos favos (19:10). Na lei de Deus, encontramos instrução, direção, proteção e deleite
meditar torna-se mais do que reflexão silenciosa - a meditação é para o homem interior o que a digestão é para o corpo, isto é, pela meditação a Palavra torna-se parte da nossa vida e por ela nós crescemos.
Em terceiro lugar, o justo é feliz por aquilo que é (1:3). “Ele é como árvore plantada junto a correntes de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido.
O justo não é uma árvore nativa ou silvestre, mas uma árvore plantada, cultivada e cuidada.
Não é uma árvore plantada nos terrenos baldios e secos, mas junto a correntes de águas.
Se um ribeiro secar, tem outro. O rio da graça é fonte de provisão que jamais seca.
Não nutrimos a nós mesmos. Estamos plantados em Cristo, enxertados nele, e dele procede todo o poder.
O justo não é inconstante em sua frutificação, pois no devido tempo dá o seu fruto: paciência na aflição, gratidão na prosperidade, zelo na oportunidade.
Arival Dias Casemiro destaca cinco características do justo que é comparado a uma árvore: 1) sua permanência — está firmemente plantada; 2) sua posição — está plantada junto a corrente de águas; 3) sua produtividade — no devido tempo dá o seu fruto; 4) sua perpetuidade — a folhagem não murcha; 5) sua prosperidade — tudo quanto faz será bem-sucedido.
Tem momentos que parece que o que fazemos não é bem sucedido, quero partilhar uma pequena história. - Visita irmão Zé Maria.
Então temos que:
A verdadeira felicidade do justo acontece porque sabe o que tem de evitar.
1Coríntios 6.12 BEARA
Todas as coisas me são lícitas,mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.
A verdadeira felicidade do justo é evidente no que faz
1Coríntios 10.31 BEARA
Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.
A verdadeira felicidade do justo é refletida pelo facto que sabe o que foi chamado para ser.
2Coríntios 3.17–18 BEARA
Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.
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