Salmo 1
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Felicidade plena do Justo
Felicidade plena do Justo
Bem-aventuradoo homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.
Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.
Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.
Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos.
Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.
Enquanto com o irmão Pedro vamos seguindo no estudo das Bem-aventuranças, e quero pegar um pouco nisso, para meditarmos nos salmos 1 e 2.
Estes 2 capítulos são vistos como uma introdução acabam por ser para muitos autores o prefácio deste grande livro que é Salmos.
O salmo 1 destaca o profundo contraste entre a vida feliz do justo e a infelicidade do impio.
Parece muitas vezes difícil entender isto desta forma no nosso dia a dia, viver “corretamente” parece trazer sempre um peso enquanto quem vive sem rei nem roque tudo é uma leveza.
Este não é um sentimento novo e já neste livro dos Salmos encontramos alguém que fez mesmo referencia a isso, quase da mesma forma como muitas vezes vemos e temos dificuldade em expressar.
Na verdade, Deus é bom para o povo de Israel, ele é bom para aqueles que têm um coração puro.
Porém, quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles.
Os maus não sofrem; eles são fortes e cheios de saúde.
Eles não sofrem como os outros sofrem, nem têm as aflições que os outros têm.
até que entrei no santuário de Deus e descobri qual seria o fim deles.
O salmo 1 é então á semelhança com o Sermão do Monte a apresentação da felicidade no seu expoente máximo.
Em vez de uma felicidade terrena - onde tudo tem valores em constante mudança.
o Salmista apresenta então:
Uma felicidade Plena - onde o que é valioso não sofre desvalorização é completo e imutável
em vez de uma felicidade mundana - onde é verdade enquanto se tem pessoas perto
o Salmista apresenta então:
Uma felicidade espiritual - onde mesmo sós o Consolador nos dá a paz
em vez de uma felicidade passageira - onde os anos passam e as alegrias se transforma em dores.
o Salmista apresenta então:
Uma felicidade eterna - onde os anos vão passando e vamos aprendendo a envelhecer
Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias,e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer;
antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens depois do aguaceiro;
no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas;
e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem;
como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça;
antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,
e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.
Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.
aguardando ansiosamente que o Senhor nos chame para sempre habitarmos na Sua presença
Vi novo céu e nova terra,pois o primeiro céu e a primeira terra passaram,e o mar já não existe.
Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.
E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
A felicidade do justo decorre de três razões .
Em primeiro lugar, o justo é feliz por aquilo que evita (1:1): “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”.
o salmista lista três tipos de pecadores (impios, pecadores e escarnecedores), três expressões de pecado(andar, deter e sentar) e três lugares de pecado disponíveis(conselho,caminho e roda), que não são frequentados pelo homem justo.
Este versículo ensina o justo a precaver-se das opiniões dos ímpios, do estilo de vida dos pecadores e da associação com os escarnecedores.
William MacDonald diz que diariamente o mundo está a fazer uma lavagem cerebral às pessoas, dizendo que a verdadeira satisfação é encontrada nos prazeres da carne. Televisão, rádio, filmes e revistas sugerem que a permissividade é a estrada da plenitude e que a vida de pureza não passa de um puritanismo antiquado.
Puro engano! O pecado oferece primeiro o prazer, mas depois produz uma dor permanente e incurável, ao passo que a virtude oferece primeiro a dor da renúncia, mas depois proporciona uma alegria perfeita e eterna.
Em segundo lugar, o justo é feliz por aquilo que faz (1:2). “Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.”
A vida cristã tem um aspecto negativo e outro positivo. Negativamente, devemos evitar o que Deus reprova e, positivamente, devemos fazer o que Deus ordena. O justo não apenas se aparta do conselho dos ímpios, do caminho dos pecadores e da roda dos escarnecedores, mas também dedica-se ao estudo prazeroso e à meditação diária da lei do Senhor.
Existe então uma troca de ocupação, não é deixar de fazer as coisas e já está, é ocupar-se do conhecimento e intimidade com Deus.
Para os salmistas, a lei é mais preciosa do que muito ouro depurado e mais doce do que o mel e o destilar dos favos (19:10). Na lei de Deus, encontramos instrução, direção, proteção e deleite
meditar torna-se mais do que reflexão silenciosa - a meditação é para o homem interior o que a digestão é para o corpo, isto é, pela meditação a Palavra torna-se parte da nossa vida e por ela nós crescemos.
Em terceiro lugar, o justo é feliz por aquilo que é (1:3). “Ele é como árvore plantada junto a correntes de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido.”
O justo não é uma árvore nativa ou silvestre, mas uma árvore plantada, cultivada e cuidada.
Não é uma árvore plantada nos terrenos baldios e secos, mas junto a correntes de águas.
Se um ribeiro secar, tem outro. O rio da graça é fonte de provisão que jamais seca.
Não nutrimos a nós mesmos. Estamos plantados em Cristo, enxertados nele, e dele procede todo o poder.
O justo não é inconstante em sua frutificação, pois no devido tempo dá o seu fruto: paciência na aflição, gratidão na prosperidade, zelo na oportunidade.
Arival Dias Casemiro destaca cinco características do justo que é comparado a uma árvore: 1) sua permanência — está firmemente plantada; 2) sua posição — está plantada junto a corrente de águas; 3) sua produtividade — no devido tempo dá o seu fruto; 4) sua perpetuidade — a folhagem não murcha; 5) sua prosperidade — tudo quanto faz será bem-sucedido.
Tem momentos que parece que o que fazemos não é bem sucedido, quero partilhar uma pequena história. - Visita irmão Zé Maria.
Então temos que:
A verdadeira felicidade do justo acontece porque sabe o que tem de evitar.
Todas as coisas me são lícitas,mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.
A verdadeira felicidade do justo é evidente no que faz
Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.
A verdadeira felicidade do justo é refletida pelo facto que sabe o que foi chamado para ser.
Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.
