AS CINCO CONVICÇÕES SOBRE A NOSSA SALVAÇÃO

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IGREJA EVANGELICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM PONTA GROSSA PASTOR PRESIDENTE ALTAIR DE MORAES JESSÉ MELKZEDEQUE LAMP IEADPG – TEMPLO CENTRAL
TEXTO SOLENE: ROMANOS 8.31-39
TEMA: AS CINCO CONVICÇÕES SOBRE A NOSSA SALVAÇÃO
Paulo inicia o livro de Romanos, se apresentando. Ele se identifica dizendo: “Eu sou Paulo, servo de Cristo, separado para apóstolo e chamado para o evangelho”. Muitos consideram o livro de Romanos o mais sublime de todo novo testamento, e não desmerecendo os demais livros. Mas Romanos é considerado por muitos o maior tratado teológico de todos os tempos, sendo considerado o quinto evangelho. Mas Romanos vai falar sobre Deus, quem Ele é e o que tem feito. Romanos fala de Cristo e o que a sua morte alcançou, fala também, sobre nós, o que éramos sem Cristo e quem somos depois de confiarmos em Cristo. O livro de Romanos vai exemplificar sobre a salvação, a justificação do homem, vai mostrar a natureza que tínhamos ou quem somos, mas também, vai mostrar a natureza que ganhamos ao sermos alcançados por Deus, ao sermos comprados por Deus, ao sermos salvos por Deus, ou seja, éramos caídos. Escravos do pecado, porém, uma vez conquistado por Deus, sendo resgatado pelo sangue de Cristo, nos tornamos filhos por adoção, coerdeiros de Cristo.
Mas o capítulo 8 de Romanos, é conhecido como “declaração de liberdade dos cristãos” e podemos elencar pelo menos 4 liberdades as quais são:
- Liberdade do julgamento (nenhuma condenação há Rm 8.1-4);
- Liberdade da derrota (nenhuma obrigação Rm 8.5-17);
- Liberdade do desânimo (nenhuma frustração Rm 8.18-30);
- Liberdade do medo (nenhuma separação Rm 8.31-39).
Ou seja, somente por Cristo, em Cristo e através de Cristo podemos encontrar a liberdade que o mundo não nos oferece. É João quem vai escrever as palavras de Jesus dizendo: “se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Cristo estava dizendo: A liberdade que vocês procuram, sou eu quem dou. A liberdade que vocês desejam está em mim.
Só que o interessante é que quando Paulo vai encerrar o capítulo de número 8, ele encerra fazendo pelo menos 5 perguntas, perguntas estas que são irrespondíveis, ou seja, não há como respondê-las. Não existe uma maneira de responder as perguntas que Paulo vai fazer.
A primeira pergunta que Paulo faz é:
Se Deus é por nós, quem será contra nós? - Paulo faz uma pergunta que não nos deixa incertezas e nem dúvidas, por mais que, ao olharmos para a pergunta e a primeira impressão é de que exista uma possibilidade de incerteza pelo “se”, mas este “se” é de certeza e segurança.
Percebe-se que Paulo não pergunta: “Quem é contra nós”, ele pergunta, “quem ‘será’ contra nós”. Este “será” muda todo o sentido da pergunta, pois, se ele pergunta “quem é contra nós”, é bem verdade que o inferno todo seria contra nós. Mas o simples fato de Paulo escrever “quem será”, limita toda ação do inferno. Ou seja, em outras palavras quem vai ser ousados de se levantar contra a igreja do Senhor. Uma pessoa com Deus está em maioria contra todo o resto da humanidade. Lembremo-nos de Eliseu, quando ora para que Deus abrisse os olhos do moço, e o moço viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor.
515 DA HARPA
Se Cristo comigo vai, eu irei
E não temerei, com gozo irei, comigo vai
É grato servir a Jesus, levar a cruz
Se Cristo comigo vai, eu irei!
O Apóstolo Paulo está perguntando a igreja de Roma ou aos irmãos de Roma “se Deus é por nós, quem será contra nós”, é bem provável que, apesar de toda explicação teológica a respeito da salvação, Paulo quer colocar a afirmação no coração dos irmãos que não existe nada que possa se levantar contra a igreja.
Mas é interessante que toda vez que pronunciamos esta frase, se Deus é por nós, quem será contra nós. Logo, respondemos: “ninguém”. Mas ainda que respondemos ninguém, a pergunta continua sem resposta, talvez alguém até fala “satanás tenta contra nós todos os dias”. Mas é ai que nós nos engamos, nós atribuímos muitas das vezes ou todas as vezes algo de ruim que aconteceu a satanás. Mas a verdade é que esquecemos que é apenas a consequência das nossas escolhas.
Lembremo-nos, Deus está dando testemunho de Jó para satanás, satanás pede a permissão de Deus para tocar na vida de Jó, ou seja, tudo o que acontece na vida de Jó é obra de satanás, mas, foi permissão de Deus.
Então se Deus é por nós, se Deus age em favor de nós, muitas das vezes Ele nem está permitindo que satanás tente contra a sua vida, mas tudo aquilo que está acontecendo na tua vida é apenas resultado da sua escolha.
Tenha a certeza, que se Deus é por nós, nem mesmo o inferno pode se levantar contra nós.
A segunda pergunta:
Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entrou por todos nós, como não nos dará, juntamente com ele, gratuitamente todas as coisas?
Ao lermos esta pergunta e ao tentarmos respondê-la, iremos formular uma resposta equivocada, pelo simples fato de lermos “gratuitamente todas as coisas”, é como se Deus tivesse a obrigação de nos dar alguma coisa.
Paulo formula a pergunta não dando espaço para dúvida ou incerteza daquilo que Deus pode fazer. É interessante que ele começa a pergunta: “aquele que não poupou a seu próprio Filho”. Se, quando éramos escravos do pecado, quando estávamos longe dEle, Deus nos deu o seu melhor. Com toda certeza, agora que somos filhos, Ele nos dará tudo aquilo que precisamos.
Lembremo-nos de Mateus 6, Cristo está ensinando que não devemos nos preocupar com coisa alguma, se Deus alimenta os pássaros, quanto mais a nós que somos filhos. Deus tem lhe dado provisão. É Deus quem provê todas as coisas, Ele deu provisão ao povo no deserto. Quando Moises teve o encontro com Deus e ao perguntar sobre o nome de Deus, Deus falou “EHYEH ASHER EHYEH”, Deus estava dizendo para Moisés através do seu Nome, Eu serei o que serei. Na nossa tradução diz: “EU SOU O QUE SOU”. Quando Cristo desce na terra, Ele vai pronunciar algumas vezes a palavra “EU SOU”, mas toda vez que Cristo fala EU SOU, ela vem acompanhada de um adjetivo. Ele está dizendo, Eu sou o pão para quem tem fome. Eu sou a água para quem tem sede. Eu sou o caminho para quem está perdido. Eu sou a porta para quem deseja entrar. Eu sou a vida. Eu sou a salvação.
A terceira pergunta:
O Apóstolo Paulo eleva o seu discurso para o próximo nível e a elaboração das próximas duas perguntas, nos faz transportar, pela imaginação, a um tribunal.
A terceira pergunta aponta para a ideia de ser possível alguém apresentar alguma acusação contra os escolhidos de Deus
Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?
Está pergunta tem uma expressão tão forte, “quem intentará acusação”. É bem verdade que o inimigo da nossa alma, satanás, trabalha dia e noite para trazer acusações contra a nossa vida. A principal obra de satanás não é nos provocar tentações, apesar dele provocar tentações. Mas o maior empenho de satanás, é acusar. Ele trabalha nos lembrando dos nossos pecados, nos lembrando das nossas imperfeições. Porque é através das acusações que ele tira toda a nossa segurança, que ele tira toda a nossa alegria.
É fato que, se a questão permanecesse em "Quem nos acusará?" Haveria muitas vozes acusando. Nossa própria consciência nos acusa. Satanás nunca cessa de impor acusações contra nós (Ap 12.10). A principal obra de Satanás não é somente a tentação, sua principal obra é acusação. Ele nos acusa, a fim de tirar a nossa segurança e confiança da salvação que temos em Cristo.
O apóstolo já apresenta parte da resposta chamando-nos de "eleitos" ou "escolhidos de Deus". Que em certo sentido, somente isso já bastaria, pelo fato de Deus ser Deus e ter nos escolhidos para fazermos parte do seu povo. Mas Paulo não para nisso e termina dizendo: "É Deus quem justifica".
A ideia é que nenhuma acusação pode ser levantada contra nós porque Jesus Cristo, nosso advogado, nos defende, e porque Deus, o Juiz, já nos declarou justificados. Apesar de sermos pecadores e estarmos destituídos da glória de Deus (Rm 3.23), fomos "justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo" (Rm 3.23).
Está é a certeza que todos nós devemos ter e carregar em nosso coração. Nossos pecados já foram perdoados. Nossa dívida já foi paga. A justiça de Cristo já foi creditada em nossa conta (2 Co 5.21). Estamos justificados, este fato é real, absoluto e irrevogável.
Mas se satanás nos acusa ou tenta nos acusar, como que Paulo escreve perguntando “quem intentará acusação”, se satanás já está acusando. Só que Paulo, traz uma colocação para a pergunta, é Deus quem justifica. Ou seja, Paulo está nos lembrando em Cristo foi levado todos os nossos pecados e pelo seu sangue fomos purificados. É isto que Paulo está falando através desta pergunta, satanás pode nos trazer acusações. Mas tenham em mente, estas acusações não tem poder sobre a sua vida, porque não há pecado, não há delito, não existe erro, não existe culpa, não existe nada que pode te acusar.
A quarta pergunta:
Quem nos condenará?
A terceira e quarta pergunta que encontramos em romanos 8.31-39, de certa forma estão ligadas e unidas. Novamente, quando pensamos em um tribunal, se por um lado existe a possibilidade de alguém fazer uma acusação, por outro lado, existe a possibilidade de alguém condenar.
Apesar da pouca diferença que há entre as duas perguntas, Paulo, deseja demonstrar que necessariamente precisamos estar seguros, certos da nossa posição e sem nenhum tipo de dúvida.
A grande questão aqui é, "quem os condenará?" A certeza infalível que todo cristão deve ter é, Deus não enviou o seu Filho a este mundo para condenar o mundo, mas para salvar. Entretanto, aquele que não crê nEle já está condenado, não há necessidade de Cristo condenar, pois, o mundo já está sob condenação.
Mas a pergunta continua, "quem os condenará?" Não há dúvidas que muitas pessoas gostariam de nos condenar. O nosso coração, os críticos e todos os demônios do inferno procuram condenar-nos.
Mas nenhuma condenação prevalece para aqueles que estão em Cristo Jesus (Rm 8.1). Paulo apresenta a segurança, que não há condenação, pois, "É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está a direita de Deus e também intercede por nós".
Quando Estevão estava sendo apedrejado, viu o Filho do homem em pé, à direita de Deus (At 7.54-60). O fato é que, o tribunal terreno o condenou à morte, mas na corte celestial, o Juíz de toda a terra foi o conselho de defesa de Estevão. O que importa é onde o tribunal está sentado e este está assentado à direita de Deus.
Portanto, conforme escreve John Stott: "Podemos, com toda confiança, desafiar o universo inteiro, com todos os seus habitantes, sejam humanos ou demoníacos: Quem nos condenará? Nunca haverá uma resposta.
Precisamos ter essa certeza cravada em nosso coração, não haverá condenação.
A quinta pergunta:
Paulo chega no final da sua exposição, encerrando com chave de ouro o seu capítulo oito.
Quem nos separará do amor de Cristo? v.35
A última pergunta deste capítulo, é o degrau mais alto. Ao atingi-lo, o próprio Paulo faz agora aquilo que nós fazemos. Primeiro ele indaga e depois, busca por uma resposta listando uma espécie de amostragem, de adversidades e adversários que poderiam ser considerados como algo capaz de interpor-se entre nós e Cristo.
Nesta listagem, o apóstolo Paulo explora algumas coisas que tem algum tipo de potencial para colocar um divisório entre nós e Cristo: "Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?"
De fato, a lista poderia ser longa, mas Paulo, lista apenas sete aflições. As quais são sofrimentos reais, desagradáveis, difíceis de suportar e um desafio à fé. E o Apóstolo Paulo sabia do que estava falando, pois ele mesmo havia experimentado todas essas aflições.
Mas Paulo, acrescenta que embora exista estas e outras aflições. Embora, pareça existir alguma coisa que pode nos separar de Cristo. Ele, traz uma segurança que precisamos guarda com convicção: "Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores " v.37.
Mas é no versículo 38 que chegamos ao ponto culminante da sua argumentação. Paulo começou com "sabemos" v.28; agora termina sua exposição com um tom mais pessoal, ao dizer "porque eu estou bem certo" ou "convencido".
O apóstolo, demonstra a sua convicção firme, consciente e irremovível. Ele começa perguntando se haveria alguma coisa capaz de separar-nos do amor de Cristo; mas encerra ressaltando que nada e nem ninguém jamais poderá.
Paulo, encerra listando dez itens que, segundo alguns teólogos, teriam o poder para estabelecer uma barreira entre nós e Cristo. Entretanto, mesmo trazendo uma lista, ele expõe: "nem qualquer outra criatura", dando segurança que não existe nada, tudo o que existe na criação está sob o controle de Deus.
E se tudo está no controle de Deus, nada será capaz de nós separar deste amor de Deus que está em Cristo.
Paulo encerra sua argumentação, nos dando cinco indagações em respeito ao amor de Deus (v.31-39).
No mundo de hoje, onde nada mais parece ser estável, estas indagações constituem uma necessidade urgente. É esse o amor de Deus que, na mais sublime das manifestações, foi demonstrado na cruz.
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