Jesus Na Festa dos Tabernáculos

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João 7.1-53.
A narrativa do capítulo 6 destaca o ministério de Jesus na Galileia. O capítulo 7 começa com Jesus ainda na Galileia. Durante uma festa em Jerusalém, Jesus curou o homem paralítico num dia de sábado, e isso precipitara uma onda de perseguição contra Jesus (5.16). Agora, outra festa se aproxima, a festa dos tabernáculos (7.2).
Jesus, como cumpridor da lei, devia frequentar as festas religiosas de seu povo. Os requerimentos para essa festa estão descritos em Levítico 23 e Deuteronômio 16. Levítico 23.34 diz que a festa devia durar sete dias. Joe Amaral ressalta que havia três aspectos básicos nessa festa: as atividades de Deus no passado, presente e futuro.
A festa dos tabernáculos relembra-nos a intervenção sobrenatural de Deus na libertação do seu povo da escravidão no Egito. Deus demonstrou seu poder sobre os deuses do Egito. Deus revelou seu braço forte abrindo o mar Vermelho. Providenciou durante quarenta anos maná do céu e água da rocha. Dirigiu seu povo durante o dia por uma coluna de nuvem e durante a noite por uma coluna de fogo. Nesses quarenta anos, eles habitaram em tendas, e Deus os protegeu, os abençoou e os conduziu.
Os judeus, nos dias de Jesus, celebravam essa festa no final das colheitas para agradecer a Deus sua provisão. Habitavam em cabanas para relembrar como Deus os havia protegido na peregrinação pelo deserto. Separavam-se do conforto para habitar em tendas improvisadas com vistas a se identificarem com os peregrinos do passado e demonstrarem que sua alegria estava em Deus, e não no conforto dos bens materiais.
F. F. Bruce diz que os hebreus davam a essa festividade o nome de festa das tendas (sukkôth) porque durante toda a semana de duração as pessoas viviam em barracas feitas de galhos e folhas (Lv 23.40–43), construídas pelos moradores das cidades no quintal ou sobre o telhado plano das casas. Muitos judeus de regiões distantes da Palestina e da Dispersão iam a Jerusalém para a festa, que marcava uma das três grandes peregrinações do ano judaico.
No entanto, essa festa também apontava para o futuro, para aquele glorioso dia em que Deus armará sua morada definitiva com os remidos, quando, então, veremos nosso Senhor face a face (Ap 21.1–4).
Joe Amaral relaciona cada um dos aspectos dessa festa a um fato bíblico importante. A primeira área se refere à dedicação do templo de Salomão ocorrida durante essa festa (2Cr 7.1–10). Por causa disso, o povo associava essa festa ao retorno da glória de Deus ao templo (2Cr 7.1–3). Essa expectativa cumpriu-se em Cristo, pois aquele que é a própria glória de Deus em carne estava no templo.
Outra tradição ligada a essa festa era a cerimônia da libação da água. Isaías 12.3 era uma profecia messiânica, mostrando que, quando o Messias viesse, o povo tiraria com alegria água das fontes da salvação. Havia, portanto, em cada dia dessa festa, a expectativa de que Deus lhes daria a água viva. Foi no auge dessa festa que Jesus clamou: […] Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Como diz a Escritura, rios de água viva correrão do interior de quem crê em mim (Jo 7.37,38). Mais uma vez, Jesus é o cumprimento dessa festa!
Finalmente, a essa festa é associada outra tradição, chamada de “a cerimônia da iluminação do templo” e representada pelo candelabro. Jesus também cumpriu esse aspecto, ao afirmar: Eu sou a luz do mundo (8.12). E ele não apenas afirmou essa verdade, mas a demonstrou, curando um homem cego de nascença (9.1–7), milagre que os judeus acreditavam que só Deus poderia realizar.
Resumindo: Os judeus tinham três festas principais: a Páscoa, o Pentecostes e a festa dos tabernáculos. Todo o enredo do capítulo 7 está ligado à última, a festa em que o povo, durante uma semana, desabalava de todos os cantos para Jerusalém, habitando em tendas improvisadas, para agradecer a Deus pelas colheitas e pelo livramento e, ao mesmo tempo, renovar sua esperança messiânica.
Início da ,festa (7.1–13), meio da festa (7.14–36) e fim da festa (7.37–53).
V.1: “Passadas estas coisas, Jesus andava pela Galileia, porque não desejava percorrer a Judeia, visto que os judeus procuravam matá-lo.”
Tudo que ocorreu entre os meses de abril até outubro do ano 29, João resume neste versículo dizendo que logo após tudo isso, Jesus andava pela Galileia, e não deseja ir a Judeia, pois, os judeus estavam em sua busca para matá-lo. Em Mateus, Marcos e Lucas, temos o relato detalhado dos acontecimentos que pertencem a estes seis meses do ministério de Cristo. Costumeiramente chamamos esse tempo de seis meses de ministério recluso, isso porque ficou caracterizado por conta que diversas vezes Jesus se retirava, em especial você notará isso quando fizer a leitura do Evangelho de Marcos, dos capítulo 7-9.
Marcos 7.24 “Levantando-se, partiu dali para as terras de Tiro [e Sidom]. Tendo entrado numa casa, queria que ninguém o soubesse; no entanto, não pôde ocultar-se,”
Marcos 7.31 “De novo, se retirou das terras de Tiro e foi por Sidom até ao mar da Galileia, através do território de Decápolis.”
Marcos 8.10 “Logo a seguir, tendo embarcado juntamente com seus discípulos, partiu para as regiões de Dalmanuta.”
Marcos 8.13 “E, deixando-os, tornou a embarcar e foi para o outro lado.”
Marcos 8.27 “Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesareia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu?”
Marcos 9.30 “E, tendo partido dali, passavam pela Galileia, e não queria que ninguém o soubesse;”
Marcos 9.33 “Tendo eles partido para Cafarnaum, estando ele em casa, interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho?”
E João então afirma que neste período de seis meses, Jesus estava indo pela Galileia, e em todos esses momentos Jesus se retirou da presença das multidões de Cafarnaum para estar com seus discípulos, por isso o nome “ministério da reclusão.”
E neste tempo ele não foi para Judeia por conta que os judeus procuravam a Ele para o matar.
V.2: “Ora, a festa dos judeus, chamada de Festa dos Tabernáculos, estava próxima.”
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