A restauração do altar (1Rs 18:20-40)

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INTRODUÇÃO: Às vezes, quando passamos pela cidade, encontramos prédios abandonados, edificações que não foram concluídas, podemos até imaginar que foi feito um planejamento, iniciou-se a construção, mas, por algum motivo, não foi terminada a obra. E o que se vê é o abandono, terrenos tomados pelo mato, e o que era pra ser algo bom, se torna imagem daquilo que está em ruínas.
CONTEXTUALIZAÇÃO: O tempo registrado nos dois livros dos Reis nos apresentam histórias de homens abençoados e usados por Deus, mas também presenciamos vários que caíram em desobediência e idolatria.
Muitos reis, tanto de Israel quanto de Judá, fizeram o que era mau perante o Senhor, como é narrado em vários textos. Então, no período do reinado de Acabe, Deus levanta o profeta Elias para manifestar Seu poder em favor do Seu povo. Assim, o povo se encontra em ruínas em várias situações, estão distantes do Senhor Deus.
Elias é um profeta que usado por Deus para restaurar a adoração somente a Ele, deixando de lado toda a idolatria do povo. É neste intuito que eu gostaria de trazer aos irmãos o seguinte tema: A RESTAURAÇÃO DO ALTAR.
Dobradiça: O início do processo de restauração do altar começa com o seguinte:
1. DECIDIR SOBRE QUEM DEVE SEGUIR (v. 20-29)
1Reis 18.21 ARA
21 Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu.
Explicação: O profeta Elias está indignado ao ver que o povo está correndo para um falso deus. Liderados por Acabe e sua esposa Jezabel, muitos profetas do reino de Israel, ao invés de seguirem de maneira firme como profetas do Senhor, decidiram viver na idolatria servindo a Baal.
Acabe é um rei perverso e mau diante de Israel. Sucessor de reinado do seu pai Onri, ele tem um reinado longo e repleto de atos contrários aos ensinamentos de Deus para Seu povo. Confira comigo o que está relatado em 1Rs 16:30-34:
1Reis 16.30–33 ARA
30 Fez Acabe, filho de Onri, o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele. 31 Como se fora coisa de somenos andar ele nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e o adorou. 32 Levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria. 33 Também Acabe fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele.
O profeta Elias surge neste contexto e não se vende para este rei e sua maldade. Por sua firmeza no Senhor, ele ordena que Acabe leve todo o povo de Israel e seus profetas ao monte Carmelo para um importante desafio. Eles precisam se decidir. Em um dia, estão cultuando ao Senhor Deus, e no outro, a Baal.
O deus Baal é muito comum entre os cananeus. Seu nome significa “senhor” ou “marido”, é o deus da tempestade, da fertilidade, e considerado o principal entre aquele povo.
No v. 21, quando ele pergunta até quando eles irão ficar coxeando, ele utiliza um sentido figurado, como se aqueles homens não soubessem andar direito, mas caminhassem com dificuldade, como coxos. Eles estão vacilando em suas escolhas, e precisam reconhecer que são inconstantes e estão oscilando demais.
O próprio Senhor Jesus, no Sermão do Monte, ensina Seus seguidores a respeito de quem devemos servir e seguir:
Mateus 6.24 ARA
24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.
Os caminhos percorridos pelos profetas de Baal são extremamente opostos. É como se Elias estivesse os fazendo pensar: “em qual time vocês estão realmente jogando?”.
Desorientados, eles já não sabem mais o que precisa ser feito, então o profeta Elias os leva a tomar uma decisão sobre quem devem seguir de forma definitiva. Ele diz:
1Reis 18.24 ARA
24 Então, invocai o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por fogo esse é que é Deus. E todo o povo respondeu e disse: É boa esta palavra.
Foi ordenado que, primeiro os profetas de Baal, primeiro escolhessem o novilho e o preparassem para o sacrifício, mas que não deveriam queimá-lo, visto que o fogo que consumiria o animal deveria vir do deus que eles buscariam.
Se Baal é o deus da tempestade, é muito fácil que ele responda à invocação dos seus seguidores, mas Elias traz este desafio justamente para mostrar que este falso deus não tem poder para mandar fogo do céu. Aqueles homens fracassam no intuito de apresentar evidências da divindade e do poder de Baal.
No momento do sacrifício, se pode perceber o quão distantes eles estão do culto ao Deus Altíssimo, pois suas danças e seus rituais têm apenas o intuito de despertar o deus Baal. Como não há resposta, é interessante observar como Elias reage de forma irônica a esta situação:
1Reis 18.27 ARA
27 Ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará.
Segundo a lenda dos seguidores de Baal, ele viajava, guerreava, ia até o reino dos mortos, morria e voltava à vida. Elias os provoca a buscarem este falso deus até se cansarem. E a humilhação é grande, pois se cortam com espadas e facas até derramarem sangue, é o que fala no v. 28. Este tipo de ritual é totalmente condenável de acordo com a Lei de Moisés.
São vários fatores que caracterizam esta humilhação. Pense comigo: um profeta de Deus contra 450 profetas de Baal. Quem vence esta? Bem, a Bíblia está cheia de histórias em que triunfa aquele que está com Deus, mostrando que, com nosso Senhor, nunca seremos minoria.
Aplicação: Nosso mundo, atualmente, não está muito diferente. A realidade é que este mundo continua entregue. Os deuses falsos, agora, são outros, mas as humilhações dos seus seguidores permanecem sendo muito semelhantes.
Vemos o culto à beleza como solução para todos os problemas. Pessoas que se produzem pensando na exposição que terão, como serão vistas e admiradas, é muito comum às mulheres, mas homens também não fogem disto. É óbvio que precisamos estar bem apresentáveis, pois isso demonstra cuidado com o corpo que Deus nos deu, isto também glorifica a Deus. Mas tudo tem limite.
Servimos a dois senhores quando nos arrumamos elogios e olhares de admiração de alguns e de inveja de outros. Será que vale a pena? É possível que eu e você já tenhamos, alguma vez na vida, perdido a razão, agindo contra nossos princípios, assim como o povo de Israel fez por várias vezes.
E quando escolhemos o prazer momentâneo ou apenas descanso quando deveríamos estar buscando a Deus? O conforto do lar, da nossa cama, do sítio, de um lugar bom pra descansar, nada disso deveria nos atrapalhar na nossa comunhão com Deus.
Quando o coração está preocupado ou amargurado, para quem corremos? Seria natural que a primeira resposta fosse buscar um lugar que alivie nossa dor. Porém, mais do que um lugar, é em uma Pessoa que conseguimos obter a solução: o Deus eterno.
Precisamos tomar uma decisão firme e constante: quem controla nosso coração? Não ficamos fazendo rituais de dança nem nos cortando com facas e espadas como os profetas de Baal, mas queremos a satisfação e a resposta para nosso coração em coisas que não respondem como Deus pode responder.
O teólogo João Calvino, certa vez, afirmou que “O coração humano é uma fábrica de ídolos”. Ou seja, quando menos percebemos, estamos “coxeando” para falsos deuses que nos dão prazeres momentâneos.
Que Deus tenha misericórdia do nosso corrompido coração! Precisamos parar de correr atrás de falsos deuses que em nada nos auxiliam com soluções definitivas.
Dobradiça: Precisamos decidir no coração quem seguiremos. Em segundo lugar, temos de:
2. COMEÇAR A REEDIFICAÇÃO (v. 30-35)
1Reis 18.30 ARA
30 Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; Elias restaurou o altar do Senhor, que estava em ruínas.
Explicação: Um altar em ruínas representa um povo em ruínas. E um povo em ruínas precisa de uma urgente restauração. Por isso, depois de ver a humilhação daqueles falsos profetas, Elias traz o povo para ver a ação que estava para ser realizada.
E, se o altar está para ser restaurado, quer dizer que já existiu um dia um culto ao Senhor naquele local, mas foi destruído, provavelmente, por Jezabel e pelos profetas de Baal.
1Reis 18.31 ARA
31 Tomou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual viera a palavra do Senhor, dizendo: Israel será o teu nome.
O reino de Israel e o reino de Judá estão divididos, sendo dez tribos para Israel e duas para Judá. Simbolicamente, Elias trouxe doze pedras para a reconstrução, mostrando que, apesar desta divisão de reinos, todos fazem parte do mesmo Israel de Deus e devem participar da reedificação do altar.
É importante lembrar que o nome “Israel”, antes de ser o nome do povo, é o nome dado por Deus a Jacó como processo do seu compromisso firmado com o Senhor.
1Reis 18.32 ARA
32 Com aquelas pedras edificou o altar em nome do Senhor; depois, fez um rego em redor do altar tão grande como para semear duas medidas de sementes.
Juntamente com a reedificação do altar, Elias colocou algo como duas valetas, ou como fala no texto, os regos, não muito grandes, com o objetivo de recolher tudo o que transbordasse do que estava para ser consumido quando descesse o fogo de Deus. Para dificultar ainda mais, ele ordenou:
1Reis 18.33–35 ARA
33 Então, armou a lenha, dividiu o novilho em pedaços, pô-lo sobre a lenha 34 e disse: Enchei de água quatro cântaros e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. Disse ainda: Fazei-o segunda vez; e o fizeram. Disse mais: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez. 35 De maneira que a água corria ao redor do altar; ele encheu também de água o rego.
Em uma situação lógica, seria loucura encher vasilhas e derramar sobre o animal sacrificado e sobre a lenha, pois com tanta água, o fogo seria insuficiente para consumir tudo. O profeta Elias fez o contrário. A fim de não o acusarem de fraude, fez o possível para demonstrar a ação divina.
Aplicação: O coração de Elias está seguro quanto ao Deus que ele serve. E o nosso coração fica seguro quando nos envolvemos em uma situação que parece totalmente adversa?
Os opositores estão esperando uma resposta nossa sobre este Deus. Devemos iniciar com a restauração do local onde a adoração a Deus é o principal. E, quando falo em local, estou me referindo não necessariamente a um altar físico que devemos construir, pois ele já existe o local de culto onde nos reunimos e adoramos ao Senhor. E o próprio Jesus já deixou claro sobre a questão de onde se deve adorar:
João 4.23–24 ARA
23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. 24 Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.
A adoração é em espírito e em verdade, é lá dentro do coração onde se encontra a adoração mais sincera. E no nosso coração há um altar edificado ao Senhor? Ou há um altar dedicado às outras coisas que já falei anteriormente? Queridos, altares a falsos deuses jamais resolvem os problemas do coração.
O movimento aqui do que foi feito por Elias demonstra que, pois mais que tenhamos um coração duro, de pedra, Ele é Deus poderoso para responder e Se manifestar! Não há dificuldade para Deus, por mais rebelde que alguém seja, o Senhor entra e faz morada.
E como podemos reconstruir este altar em nossos corações? Iniciamos reconhecendo que nada anteriormente foi capaz de aquietar nossa alma, é uma avaliação interna. Sabe quando você pensa que uns dias de férias serão a solução dos seus problemas, que todo o cansaço físico e mental vai te fazer ficar renovado para retornar ao trabalho?
É tolice pensar que isto funciona como uma solução mágica que limpa nossa mente e nos faz voltarmos felizes para a rotina do dia a dia. Você retorna e são as mesmas pessoas, o mesmo ambiente, os mesmos horários, os mesmos problemas. A mudança começa dentro do que você considera como fundamental para ter uma vida leve e tranquila.
E quem mexe com o coração é Deus, Ele é especialista em mudança de mente, de pensamento. O teólogo Timothy Keller diz o seguinte:
“...ídolos não podem simplesmente ser removidos. Precisam ser substituídos. Se você apenas tentar extirpá-los [arrancar pela raiz], eles irão crescer novamente, mas podem ser suplantados. Pelo que? Pelo próprio Deus, claro. [...] O que precisamos é de um encontro ao vivo com Deus”. Este encontro ao vivo é uma transformação produzida pelo Espírito Santo em nós. Agora Ele mora dentro de nós.
A obra do Espírito nos ajuda a reestabelecermos as prioridades. Eu tenho de me perguntar: O que me faz eu me sentir seguro? Uma casa na praia? 1 milhão de reais? Mudar para Paris ou Nova York? Ou é o encontro com Deus por meio do Seu Espírito? Veja o que Paulo responde a respeito de para onde devemos olhar:
Colossenses 3.1–5 ARA
1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. 5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;
Dobradiça: Decididos sobre quem devemos seguir, já demos início à reedificação do altar, agora o que precisamos é:
3. CLAMAR INTENSAMENTE AO SENHOR (v. 36-40)
1Reis 18.36 ARA
36 No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta Elias e disse: Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas.
Explicação: Foi por volta de três da tarde que Elias se colocou preparado para que sua oferta fosse apresentada a Deus. Perceba que a oração dele não foi extravagante e cheia de rituais que não são aceitos por Deus. O Senhor Deus não precisa de muitos barulhos, não precisa de grandes manifestações vazias da nossa parte. O que Ele quer é um coração quebrantado:
Salmo 51.17 ARA
17 Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.
Seu clamor, e também, louvor, inicia reconhecendo que está falando com o mesmo Deus de Abraão, Isaque e Israel, que era Jacó, estes são patriarcas do povo de Israel que provaram da fidelidade e do amor do Senhor. Ele se coloca na realidade de um servo fiel e obediente. Toda a preparação do altar foi uma orientação do próprio Deus a Elias. Seu clamor segue:
1Reis 18.37 ARA
37 Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles.
O profeta não está falando com um deus qualquer. Ele está clamando ao Deus Altíssimo, criador do céu e da terra, o Deus que controla o fogo, a água e todos os outros elementos. Ele controla a criação, tudo está sob Seu poder.
É a manifestação do poder divino que fará o povo retornar a reconhecer que não há outro Deus, senão o Senhor dos Exércitos! Elias sabe que o coração do povo só se arrepende, retrocede, quando é o Senhor quem age, é uma transformação espiritual, sem a graça divina isto é impossível! E a resposta de Deus veio:
1Reis 18.38 ARA
38 Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego.
Que ação poderosa, maravilhosa, sobrenatural!! E o texto continua sendo relatado da seguinte forma:
1Reis 18.39 ARA
39 O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!
A humilhação chegou para Baal, o deus falso, e para seus seguidores, os falsos profetas.
Aplicação: O que Deus quer de nós é um coração totalmente disposto e entregue à sua soberana vontade. E não há nada de mal em se dispor ao Senhor, muito pelo contrário! Ao nos colocarmos em Sua santa presença, sentimos alegria, paz e um amor indescritível.
Se você pensa que consegue encontrar no mundo uma sensação como esta, é possível que nunca tenha provado do amor de Deus na intensidade que Ele oferece.
O encontro com o Senhor nos revigora, e a Sua manifestação destrói os falsos deuses, os inimigos. Ele faz uma limpa, restaura por completo!
Ao clamarmos a Deus, humildemente, para que fale conosco, podemos ser surpreendidos com Sua ação, com Sua envolvente presença que são o diferencial para o andamento da nossa vida. Esperamos a resposta, com fé no coração, e é tão bom quando, não somente nós, mas todos ao redor podem ver o que Deus faz.
Eu e você abandonamos os ídolos quando nos encontramos com o Deus verdadeiro. Tudo o que é falso é dissipado. Mas saiba que não será de uma hora pra outra. É um processo, muitas vezes, longo, e difícil, o que não pode te fazer desanimar, pois é o Senhor quem vence por você esta batalha, Ele vence a guerra!
John Newton, pastor e autor de hinos, certa vez falou sobre sua batalha espiritual:
“Se posso falar por experiência, acredito que manter meus olhos simplesmente em Cristo, assim como minha paz e minha vida, é de longe a parte mais difícil do meu chamado […]. Parece mais fácil negar o eu em milhares de instâncias de condutas superficiais que em seus intermináveis esforços para agir como uma fonte de justiça e poder”.
O que ele quer dizer com isto? Que ter uma rotina de vida espiritual que seja superficial acaba sendo mais fácil e confortável. O desafio é manter os olhos no Cristo ressurreto que já nos deu a salvação eterna e nos proporciona caminhos de estabelecer Sua justiça e Seu poder neste mundo. É somente com Cristo cravado no coração que todos os ídolos são expulsos de uma vez por todas.
PONTE CRISTOCÊNTRICA: Não vencemos sozinhos os ídolos do coração. Precisamos desesperadamente de Cristo. Ele restaura o altar do nosso coração. E isto vivemos no dia que morremos para o velho homem e ressuscitamos juntamente com Ele:
Romanos 6.8–11 ARA
8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, 9 sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. 10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. 11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.
CONCLUSÃO: Construções em ruínas precisam de ação daqueles que realmente podem restaurar. Elas foram construídas com um objetivo que se perdeu ao longo do caminho. Altares dedicados ao Senhor que estão destruídos também precisam ser restaurados. E o maior altar que precisa de restauração é o nosso coração.
Nosso coração precisa ser restaurado para que não haja ídolos nos dominando. É fundamental, para isto, decidirmos a respeito de quem devemos seguir, e assim, ao nos voltarmos para o Senhor, damos início ao processo de reedificação do altar. Com o altar construído, podemos clamar intensamente ao Senhor para que Se manifeste, e assim, outros podem conhecê-Lo, e nós viveremos em novidade de vida.
O Senhor nos ajudará, então, não desista! Ele está com você para te ajudar! Entregue seu coração somente a Ele! Que o Senhor Jesus abençoe sua vida!
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