HUMILDADE O EXEMPLO DE CRISTO
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OS DESAFIOS DA HUMILDADE CRISTÃ
OS DESAFIOS DA HUMILDADE CRISTÃ
A NOSSA PRIMEIRA PERGUNTA DEVE SER - POR QUE NÃO SOMOS HUMILDES?
Nosso orgulho, que é realmente a raiz de todos os nossos pecados, reporta-se a Gênesis 3, quando Adão pecou contra Deus no Jardim do Éden. Deus foi muito claro e direto quando disse: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”(Gn 2.16-17).
Enquanto Eva foi enganada, Adão agiu de vontade própria (1Tm 2.14) – foi uma escolha consciente de fazer o que fez.
Em poucas palavras, Adão era orgulhoso.
À semelhança de outro ser criado, chamado Lúcifer e também conhecido como Satanás ou Diabo, Adão não quis se submeter à autoridade de Deus e, portanto, decidiu rebelar-se e revelou o orgulho que havia em seu coração.
Em quem Adão estava pensando quando fez essa escolha?
Quem se tornou a pessoa mais importante no coração de Adão?
A resposta a todas essas perguntas é “Adão”! Sua forma de pensar era egoísta e seu coração estava cheio de orgulho.
Em Romanos 5.12, Paulo escreveu: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.
Por que não somos humildes? Por causa dos efeitos da maldição do pecado na vida de cada um de nós.
A resposta breve a esta pergunta é: Orgulho. E no centro do orgulho está o “eu”
Por que a humildade é tão difícil?
Todos nós somos orgulhosos, em diferentes graus, e cada um de nós luta com o orgulho em várias áreas da vida e de várias maneiras porque somos egoístas, embora estejamos crescendo em nossa caminhada com o Senhor.
Algumas pessoas lutam muito com submissão à autoridade, especialmente se pensam que a autoridade está errada. E mesmo se a autoridade está errada, alguns reagem de forma orgulhosa e são rápidos em apontar as imperfeições da autoridade e procurar maneiras de projetar uma boa imagem pessoal ou presumir que seu desempenho teria sido melhor se comparado àquele da autoridade.
Isso muitas vezes leva a comparações entre nós que, de acordo com aquilo que Paulo escreveu: “…revelam insensatez” (2Co 10.12).
MEUS IRMÃOS A humildade é tão difícil porque nosso orgulho é tão forte.
Queremos o primeiro lugar, queremos atenção, pensamos estar com a razão, pensamos ser mais importantes que outros, queremos que todos façam nossa vontade, queremos ser servidos em vez de servir aos outros.
Em resumo, precisamos nos despir do egoísmo e da atitude de sempre querer levar vantagem, e substituir o orgulho pela humildade.
Vs5 - Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
O apóstolo deseja que os filipenses continuem nutrindo a disposição descrita nos versículos 1–4, a mesma disposição que também caracteriza a Cristo Jesus.
Certamente que há uma área em que Cristo não pode ser nosso exemplo.
Não podemos imitar seus atos redentivos e nem sofrer e morrer vicariamente.
Aqui não se trata do exemplo de uma “pessoa nobre” à qual devotamos “admiração” sem que nós mesmos sejamos mudados.
Aqui somos confrontados com uma história extraordinária.
Na verdade essa história não tem nada a ver comigo e com você.
Se o caminho aqui descrito tiver realmente sido trilhado por Jesus, o Jesus a quem conhecemos, a quem amamos, a quem pertencemos, porque ele é “nosso” Jesus, nosso Redentor, nossa“vida”, somente então o aqui relatado mexerá com todo o nosso ser.
Vs6 - pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;
Existindo em forma de Deus – ouvimos esse testemunho de inúmeras maneiras no NT:
ele é o “Verbo” que “estava com Deus” e era “Deus por natureza”, diz João.
Ele “é a réplica exata do ser de Deus, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder”, diz a carta aos Hebreus.
Ele é a “imagem do Deus invisível”, “por meio dele e em direção dele foram criadas todas as coisas”, diz a epístola aos Colossenses.
Jesus participa da divindade de Deus, Jesus possuía a “imagem de Deus” pelo fato de que o próprio Deus se expressou nele, de Deus ter apresentado nele uma réplica de seu ser, sua imagem diante de si, de que por meio dele Deus proporcionou origem e alvo ao universo e à riqueza que abrange coisas visíveis e invisíveis.
Obviamente ninguém é capaz de “entender” isso.
“existindo em forma de Deus”.
No entanto não cabe compreender a “forma” como oposta ao “ser”. O termo grego morphé expressa justamente a “essência”. Jesus era partícipe do “jeito” de Deus.
O que Paulo está dizendo, pois, em Filipenses 2.6, é que Cristo Jesus sempre foi (e continuará sempre sendo) Deus por natureza, a expressa imagem da Deidade.
O caráter específico da Divindade, segundo se manifesta em todos os atributos divinos, foi e é sua eternidade. Conferir Colossenses 1.15,17 (também Jo 1.1; 8.58; 17.24).
“Ele, existindo em forma de Deus não considerou um roubo ser igual a Deus.”
Meditou-se muito sobre a curiosa expressão “não considerou um roubo”. O termo em si pode referir-se tanto ao ato de roubar quanto ao produto do roubo, os despojos
Jesus não considerava o “ser igual a Deus”, a existência em forma de Deus, como algo que tivesse de ser segurado e aproveitado como um roubo ou como uma coincidência. Essa acepção já é suficiente para nos atingir de forma poderosa.
Paulo conhecia bem o sedutor que havia tentado os humanos no paraíso com o “ser igual a Deus”, pois esse desejo violento e rebelde ardia também em seu próprio coração? Satanás de fato considerava um roubo ser igual a Deus! Sob essa ótica a primeira frase deste texto já teria em vista a história da salvação no tocante à primeira queda e ao arqui-inimigo.
Afinal, toda a trajetória de Jesus descrita por Paulo tornou-se necessária somente por causa da queda do ser humano e por sua profunda miséria.
Quem é como Deus?!”, o arqui-inimigo que tentou roubar para si e usurpar o “ser igual a Deus”, é combatido pelo anulador da queda, o Filho, que era legítimo proprietário da forma de Deus e não a transformou em “roubo”, contrastando radicalmente com o pensamento mais íntimo do inimigo.
Vs7 - antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,
A pergunta é: do quê Cristo Jesus se esvaziou? Seguramente não foi de sua existência “na forma de Deus”. Ele jamais deixou de ser o possuidor da natureza divina. “Em seu estado de humilhação, ele não poderia prescindir de sua Deidade… Mesmo em sua morte, ele teve de ser o poderoso Deus, a fim de, por sua morte, conquistar a morte”
A inferência natural é que Cristo se esvaziou de sua existência-na-forma-de-igualdade-a-Deus
Sobre as bases da Escritura, podemos particularizar assim:
(1) Ele renunciou sua relação favorável à lei divina.
Enquanto permanecia no céu, nenhuma carga de culpa pesava sobre ele. Entretanto, em sua encarnação, ele tomou sobre si essa carga e começou a carregá-la para fora (Jo 1.29).
E assim ele, o único justo imaculado, que jamais cometeu qualquer pecado, “ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21). Esta é a base para tudo o mais.
(2) Ele renunciou suas riquezas.
“… sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por sua pobreza se tornassem ricos” (2Co 8.9).
De fato ele renunciou tudo, até a si mesmo, sua própria vida (Mt 20.28; Mc 10.45; Jo 10.11). Tão pobre era ele que estava sempre pedindo emprestado: um lugar onde pudesse nascer (e que lugar!), uma casa onde pudesse pernoitar, um barco de onde pudesse pregar, um animal em que pudesse cavalgar, uma sala onde pudesse instituir a Ceia do Senhor e, finalmente, um túmulo onde pudesse ser sepultado.
(3) Ele renunciou sua glória celestial.
Quão profundamente ele sentiu isso! E foi por esta razão que ele, na noite anterior à sua crucificação, teve de clamar do mais íntimo de seu imenso coração: “… e agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto a ti, antes que houvesse mundo” (Jo 17.5).
(4) Ele renunciou o livre exercício de sua autoridade.
De fato ele se tornou servo; aliás, o Servo, “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hb 5.8). Ele mesmo disse: “… não procuro minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou” (Jo 5.30; cf. 5.19; 14.24).
Paulo prossegue: e se tornou semelhante aos seres humanos (ou, mais literalmente, “na semelhança de seres humanos tendo-se tornado”).
Quando Cristo assumiu a forma de um servo, ele, que desde toda a eternidade possuiu natureza divina e continuará para sempre a possuí-la, tomou sobre si a natureza humana. Em consequência, a pessoa divina de Cristo possui agora duas naturezas, a divina e a humana (Jo 1.1,14; Gl 4.4; 1Tm 3.16).
Ele, porém, assumiu a natureza humana, não na condição de Adão antes da queda, nem na condição na qual o mesmo Cristo desfruta hoje no céu, tampouco na que há de se revelar no dia de seu glorioso regresso, mas na condição caída, enfraquecida, carregada com os resultados do pecado (Is 53.2).
Vs8 - . Paulo prossegue: Assim, reconhecido na forma de um ser humano.
Quando Jesus veio em carne, como foi considerado pelos homens? O que viram nele ou como o classificaram? A resposta é a seguinte: em sua apreciação, não viram nele mais que um mero ser humano, igual a eles em muitos aspectos:
Mas, ainda que estivessem certos em reconhecer sua humanidade, estavam errados em dois aspectos: rejeitaram
a. Sua humanidade impecável e
b. Sua deidade.
E ainda que toda sua vida, particularmente suas palavras e atos poderosos, manifestasse “a divindade velada na carne”, todavia, de um modo geral, rejeitaram suas reivindicações e o odiaram ainda mais por causa delas (Jo 1.11; 5.18; 12.37). Cumularam-no de escárnio, de modo que “era desprezado e o mais rejeitado entre os homens…” (Is 53.3).
O mais espantoso, contudo, é que, “quando ultrajado, não revidava com ultraje…” (1Pe 2.23), ele se humilhou.
Desde o princípio, ele se fez obediente, a saber, a Deus o Pai, como claramente o versículo 9 o indica (notem bem, “Pelo que também Deus”, etc.).
Além do mais, sua obediência não conheceu limites: até à morte. Nessa morte ele, atuando tanto como sacerdote quanto como a oferta pela culpa, deu-se a si mesmo como um sacrifício expiatório pelo pecado (Is 53.10).
Por isso, essa morte não foi uma morte comum, mas foi como disse Paulo: morte numa cruz.
Vs9 - . A gloriosa recompensa que Jesus Cristo recebeu está descrita a seguir: Por isso Deus o exaltou ao máximo. O mesmo que se humilhou foi exaltado.
Paulo prossegue: e lhe deu o nome que está acima de todo nome. Deus, o Pai, lhe conferiu (lit. Ele, graciosamente, ou seja, gratuita e magnanimamente, lhe concedeu) o nome (segundo as melhores interpretações, não simplesmente um nome).
Vs10. - O propósito da exaltação é: para que ao nome de Jesus, não ao nome “Jesus”, mas ao nome completo com que Jesus é agora recompensado e que ora ostenta – nome que treme nos lábios de Paulo, mas que agora ainda não o menciona plenamente, mas que o guarda como clímax –, se dobre todo joelho, dos que estão nos céus, dos que estão na terra e dos que estão debaixo da terra.
Em seu regresso em glória, Jesus será adorado por “toda corporação de seres inteligentes, em todos os setores do universo”
Vs 11. - Finalmente Paulo chega ao clímax do assunto para o qual vem preparando [seus leitores]. E assim ele completa a menção do nome que está acima de todo nome: e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus o Pai.
Conferir Isaías 45.23; Romanos 14.11.
Não só renderão plena reverência, mas, ao agirem assim, também reconhecerão e proclamarão publicamente o soberano senhorio de Jesus. Confessarão que JESUS CRISTO (é) SENHOR
