OS BRADOS NA CRUZ
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Transcript
IGREJA EVANGELICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM PONTA GROSSA
PASTOR PRESIDENTE ALTAIR DE MORAES
JESSÉ MELKZEDEQUE LAMP
IEADPG – TEMPLO CENTRAL
Texto Solene: Lucas 23.34,43,46
Tema: Os brados de Cristo na cruz
INTRODUÇÃO
Os textos que lemos, embora estejam separados. Estão dentro do mesmo contexto que reflete a crucificação de Cristo.
A morte de Jesus foi e é um evento histórico divinamente ordenado pelo qual Ele amorosamente realizou a expiação, comprando a nossa liberdade das amarras do pecado, nos fez justo diante de Deus Pai, e triunfou sobre a tirania de Satanás.
Entretanto, antes de falarmos sobre os brados de Cristo na cruz. É importante termos em mente o que nos trouxe até aqui. O que nos levou até esse ponto da história.
E para isso, é necessário voltarmos um pouquinho na história. Quando Deus criou o homem, Deus o fez para desfrutar de um relacionamento, para compartilhar de uma amizade entre o Criador a criatura.
Porém, o homem peca contra Deus. Através de Adão vem a Queda. Agora, o homem vai ser separado, vai ser distanciado da intimidade com Deus.
Todavia, Deus na sua infinita bondade traçou um plano para resgatar o homem e reconcilia-lo novamente.
O homem necessita da salvação que somente Cristo poderia trazer. O poder do pecado fica evidente na história da humanidade. Porém, o pecado não é a última palavra.
O plano da Salvação estava traçado, Cristo desceria na terra para salvar o pecador, trazendo a graça e a misericórdia de Deus.
O Salvador nasce, Ele cresce e desenvolve seu ministério terreno.
Mas quem é este homem? Quem é este salvador?
Em...
Gênesis – é o descendente da mulher (3.15);
Êxodo – o cordeiro pascal (12.1-5);
Levítico – sacrifício perfeito (4.13-21);
Números – aquele que foi levantado para nossa cura e redenção e rocha ferida (21.9; 20.7-13);
Deuteronômio – é o verdadeiro profeta (18.18-22);
Josué – é o capitão de nossa salvação (5.13-15);
Juizes – é o nosso libertador (3.9);
Rute – é o parente resgatador (3.8-18 e Tt. 2.14);
Samuel – é o Rei esperado da Nação (1Sm. 8.5);
Reis – é o Rei prometido (1Rs. 4.34);
Crônicas – é o descendente de Davi (1Cr. 3.10);
Esdras – é o ensinador divino (7.10);
Neemias – é o reconstrutor (2.18-20);
Ester – é a providência divina (4.14);
Jó – é o nosso redentor que vive (19.25);
Salmos – é o nosso socorro e alegria (46.1);
Provérbios – é a sabedoria de Deus (8.22-36);
Eclesiastes – é o pregador perfeito (12.10);
Cantares – é o nosso Amado (2.8);
Isaías – é o servo do Senhor (42.1);
Jeremias – é o Senhor dos Exércitos (31.18);
Lamentações – é o Consolador de Israel (1.2);
Ezequiel – é o Senhor que reinará (33);
Daniel – o ancião de dias (7.13)
Oséias – o Marido Fiel, o orientador (1:1 – 3:5)
e Joel – é o Juiz das nações (Jl. 3.12);
Amós – é o Deus do fogo (1.4);
Obadias – é o Salvador (21);
Jonas – é a salvação do Senhor (2.9);
Miquéias – é o Ajuntador de Israel (2.13);
Naum – é o cavaleiro da Espada Flamejante (3.3);
Habacuque – é o puro de olhos (1.13);
Sofonias – é o pastor de Israel (3.13);
Ageu – é o que faz tremer os céus e a terra (2.6,7);
Malaquias – é o Sol da Justiça (Ml 4:2)
Zacarias – é o renovo (6.12);
Mateus – é o Rei e Messias (2.6);
Marcos – é o servo de Deus (15.9);
Lucas – é o Filho do Homem (12.8);
João – é o Filho de Deus (1.14);
Atos – é o Cristo Ressurreto (2.24);
Romanos – é a Justiça de Deus (8.30);
I Coríntios – é o Cristo crucificado (1.23);
II Coríntios – é a Imagem de Deus (4.5);
Gálatas – é o Cristo que liberta (5.1);
Efésios – é a cabeça da Igreja (4.15);
Filipenses – é o viver (1.21);
Colossenses – é o homem perfeito (1.28);
I e II Tessalonicenses – é o senhor que virá (1Ts. 4.14; 2Ts. 2.1)
I Timóteio – é a Nossa Esperança (1.1.);
II Timóteo – é o Nosso General (2.1);
Tito – é o Nosso Salvador (3.6);
Filemom – é o Doador do bem (v. 6);
Hebreus – é o Sacerdote Eterno (7.3);
Tiago – é o Legislador (4.12);
I Pedro – é o Rei (2.17);
II Pedro – é o nosso Senhor (1.2);
I João – é o Cristo (5.1);
II João – é o filho do pai (v.3);
III João – é a verdade (v.4);
Judas – é o único dominador e Senhor (v.4);
Apocalipse – é o Alfa e o ômega (22.13).
UM BRADO DE PERDÃO (LUCAS 23.34)
Durante a sua vivencia na terra, por algumas vezes Cristo nos ensinou a respeito do perdão. O perdão não só liberta o ofendido, mas como liberta aquele que ofendeu.
O primeiro brado proferido por Cristo no Calvário. É um brado de perdão, que mesmo após dois mil anos esse grito continua ecoando pelo mundo.
Quando olhamos para a narrativa bíblica, é notório que durante o seu ministério terreno, Cristo possuía autoridade para perdoar pecados, pelo fato dEle ser Deus. Vejamos (Marcos 2.5,10-11)
Entretanto, na cruz, Cristo, não exerceu sua autoridade divina, era Deus, mas recusou a sua divindade. Rogou ao Pai, para que Ele perdoasse todos nós.
Perceba, que na cruz Ele se humilhou por completo. Deixou sua divindade e exerceu seu papel como Cordeiro de Deus. Como Deus, Cristo poderia perdoá-los dizendo: Eu perdoo vocês! Vocês estão me maltratando, mas eu perdoo. Só que ao contrário, Ele roga ao Pai para perdoa-se.
Isso nos revela a profundeza do evangelho. Mesmo sendo maltratado, mesmo sendo ferido, mesmo sendo castigado, mesmo sofrendo todo tipo de zombaria. Quem sabe o seu rosto estava todo desfigurado, quem sabe os seus ossos estavam expostos. Provavelmente suas feridas estavam abertas, talvez mal conseguia enxergar e falar. Cristo, expressa dizendo: “Pai, perdoa-os”.
A palavra perdão aqui, significa: Apagar completamente suas transgressões. Na soberana graça de Deus, fazer com que os homens se arrependam realmente, de modo que possam e sejam completamente perdoados.
UM BRADO DE SALVAÇÃO (LUCAS 23.43)
O segundo brado de Cristo na cruz é um brado de salvação. Quando olhamos para esse cenário, é necessário termos em mente. Que não apenas um ladrão, mas os dois ladrões estavam zombando de Cristo durante o caminho.
Mas agora, por alguma razão, um deles começa a demonstrar fruto de arrependimento.
Quem sabe a atitude de Cristo, de perdoa os seus inimigos. De pedir por perdão para aqueles que estavam maltratando-o. Fez com quem aquele ladrão tivesse uma outra visão daquele homem que estava sendo crucificado ao seu lado.
Mas quem era esse homem? Não sabemos o seu nome, não há registro na história de quem ele era. Este homem, na cruz, não tinha nenhuma expectativa. Era muito tarde para um novo começo, muito tarde para esperar que suas boas ações prevalecesse as más.
Mas agora, esse ladrão começa a crer que aquele ao seu lado, era verdadeiramente o Filho de Deus.
Um escritor chamado Arthur Pink, escreve dizendo a respeito: “Ele não tinha como trilhar as veredas da virtude, pois tinha um prego atravessado nos pés. Não tinha como realizar nenhuma boa ação, pois tinha um prego atravessado nas mãos. Não tinha como virar a página e seguir vivendo uma vida melhor, pois estava morrendo”.
É nesse cenário que nós nos encontramos, em um cenário sem esperança, sem vida. Mas é nesse momento que o Salvador está ali ao nosso lado, é no momento que já não temos mais nenhuma expectativa e a nossa única esperança é as palavras desse ladrão “lembra-te de mim, quando entrares no seu reino”.
O fato desse ladrão ser salvo, nos mostra que há mais graça no coração de Deus que pecado em nosso passado.
Não importa quem você foi, não importa o que você fez, não importa o teu passado a graça anula tudo.
Onde abundou o pecado, superabundou a graça.
UM BRADO DE COMPAIXÃO (JOÃO 19.26-27)
O terceiro brado é um brado de compaixão.
Na cruz, Cristo, suspenso, pensou nos outros. Antes que a presença de Deus se afastasse e as trevas se espalhassem sobre a terra, Cristo tomou providências com relação a sua mãe.
Provavelmente, José, o seu pai terreno, já havia falecido. E naquela época, a mulher não tinha toda o amparo que hoje há na sociedade. E cabia ao filho sustentar a casa. Maria tinha outros filhos, Jesus tinha outros irmãos. Porém, tudo indica que eles não estavam ali no momento da crucificação e, além disso, os irmãos de Jesus só foram crer que Ele era o Messias depois da ressurreição.
Mas agora, aos pés da cruz, estava a sua mãe, seu discípulo e Ele se refere a João, o discípulo amado, dizendo: “eis ai a tua mãe”. Dando a ordem para João cuidar dela. Nas suas necessidades, ajude ela. João cumpriu a ordenança e cuidou de Maria, pois, quando era pastor em Éfeso, Maria estava lá com ele.
Para a sua mãe, Cristo vai dizer: “ai está o seu filho”. Dando o sentido, o que a senhora precisar, João, vai te ajudar.
Na cruz, Cristo demonstrou o seu cuidado com a sua mãe. Na cruz contemplamos seu eterno cuidado e nisso temos o padrão de Cristo apresentado a todos os filhos para que eles o imitem, ensinando-nos como se portar para com os pais.
Mesmo na morte, o filho estava cuidando da sua mãe. Existe uma crença errônea, em relação alguns textos bíblicos, principalmente, em relação a Gênesis 2.24 que diz: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Só que o texto não está dizendo para abandonar o pai e mãe. Pelo contrário, está escrito: “Honra pai e mãe”.
Mesmo diante a morte, Cristo continua nos ensinando lições extraordinárias.
UM BRADO DE ANGÚSTIA (MATEUS 27.46)
O quarto brado, nos revela a dureza da cruz. As palavras de Cristo nos revela a razão de hoje estarmos aqui.
Cristo, sentindo o desprezo de Deus, o abandono do Pai. Vai gritar dizendo: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste”.
Cristo não estava simplesmente se sentindo desamparado; Ele estava sendo desamparado. Ele não estava sendo desamparado pelos seus amigos, ou pela sua mãe, nem tão pouco pelos seus irmãos. Mas estava sendo pelo Seu Pai Celeste. Deus estava desamparando-o porque precisava desamparar o pecado. Se isso não tivesse acontecido, nós teríamos sido desamparados por Deus. É através da rejeição de Cristo, que hoje, nós temos a reconciliação com Deus.
As Sagadras Escrituras nos revela que de meio dia até às três horas da tarde, houve trevas. Não sabemos o que aconteceu durante esse período. Mas tudo o que sabemos, que nessas três horas que se passaram, houve silencio.
Cristo estava sofrendo intensa agonia. Ele estava sendo feito pecado por nós (2Co 5.21), um maldito (Gl 3.13). Ele estava sendo ferido por nossas transgressões e moído por nossas iniquidades. Deus estava lançando sobre ele a iniquidade de todos nós (Is 53).
Quem sabe, você tem sentido desprezo. Quem sabe estão lhe abandonando. Talvez a sua família esteja te desamparando. Mas a verdade bíblica é está, Deus não te desampara, Ele não te deixará só.
UM BRADO SOFRIMENTO (JOÃO 19.28)
O quinto brado de Cristo, traz à tona mais um cumprimento das profecias.
No inicio de seu ministério terreno, Cristo, ensinava dizendo: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.37-38).
Mas quando imaginamos esse cenário, Cristo estando ali, durante seis horas. De repente Ele grita dizendo: “Tenho sede”. A pergunta é, como é possível que o Criador dos rios e dos oceanos poderia ter sede? Como é possível que a Onipotência estivesse sedenta? Como é possível que aquele que acalmou o mar com sua palavra ansiasse por algumas gotas de refrigério?
Esta simples frase, “Tenho sede”, possui uma infinidade de significados. Ele fala a todos os que têm sede, a todos os que têm desejos não realizados.
Quando pensamos na sede, há inúmeros textos que apontam para Aquele que nos dá de beber. Entretanto, é importante termos em mente, que no inferno será um tormento de falta de água. A história do Rico e Lázaro, podemos ver claramente essa representativa.
Um escritor, escrevendo a respeito diz: “Os tormentos do inferno são representados por uma violenta sede, na queixa do homem rico que suplicava por uma gota de água fresca em sua língua. Estaríamos todos condenados a essa sede eterna se Cristo não tivesse sofrido na cruz”.
A fonte de águas vivas, estava sentido sede para saciar a nossa sede. Jesus sofreu com os lábios ressecados para que pudéssemos beber das fontes da salvação.
Na cruz o Salvador sentiu sede, mas chegará um dia que se cumprirá o último convite das Sagradas Escrituras, como está escrito: “O Espírito e a noiva dizem: ‘Vem!’ E todo aquele que ouvir diga: ‘Vem!’ Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida” (Ap 22.17).
O convite é esse, quem tem sede, venha!
UM BRADO DE VITÓRIA (JOÃO 19.30)
O sexto brado, é um brando de vitória. Ao expressar “Está consumado”, Cristo, estava concluindo tudo aquilo que havia sido designado para realizar.
Os últimos momentos da existência terrena de Cristo, acontecem nesse momento. Ele recebe ou prova o vinho azedo do caniço, faz um suspiro final e entrega seu espírito a seu Pai.
É nessas palavras que encontramos a certeza de nossa salvação, a convicção de que nossos débitos para com o Pai foram pagos na cruz.
A palavra está consumado vem do grego tetelestai, que vem do verbo telco, que significa “terminar, completar, realizar”. Isto significa a conclusão bem sucedida de um trabalho.
Ao gritar Tetelestai, Cristo deu o maior brado de vitória em toda história da humanidade. Ele afirmou para o mundo que havia completado com sucesso uma grande e poderosa obra.
O suspiro de uma palavra (Tetelestai) é bastante significativo, significando que toda a obra de Deus designada ao Cristo está “consumada”. Há aqui um duplo significado — “consumad[a]” estava sua vida terrena e ao mesmo tempo “consumado” estava seu destino divinamente designado por Deus. Com as implicações da Páscoa, significa que Jesus agora realizou sua obra de expiação na cruz
Ou seja, a nossa dívida está paga. A nossa dívida do passado, a nossa dívida do presente, a nossa dívida do futuro. Não há mais nada para pagarmos, Ele pagou o preço em nosso lugar e não só isso, Ele depositou crédito em nossa conta. Estamos livres do pecado, estamos livres da condenação.
UM BRADO DE OBEDIÊNCIA (LUCAS 23.46)
Por fim, as últimas palavras de Cristo na cruz ou o seu último brado, são as palavras: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”.
O espírito é a parte mais nobre de nosso ser. Os animais possuem alma, mas somente os seres humanos possuem espírito, que torna possível a comunhão com Deus.
Cristo, entregou seu espírito ao Pai, colocando-se em segurança sobre os cuidados dEle. E a boa notícia é que eu e você podemos morrer com a mesma segurança, porque o nosso espírito voltará para Deus.
O interessante, é que nenhum autor do Novo Testamento se contenta em dizer que Cristo morreu. Todos dizem que o seu espírito foi para as mãos de Deus. Ou seja, cada autor quer nos ensinar que a morte de Jesus não foi o fim, mas o início de uma nova jornada, de um novo relacionamento, de uma nova vida, a qual viveremos eternamente com Deus.
O ato de entregar seu espírito nas mãos do Pai revela a confiança absoluta de Jesus na soberania e na bondade de Deus, mesmo no momento mais sombrio de sua vida terrena. Em vez de expressar desespero ou derrota diante da morte iminente, Jesus demonstra uma paz inabalável e uma submissão voluntária à vontade de Deus.
CONCLUSO
Estes foram os brados de Cristo na cruz.
Somos confrontados com a profundidade do amor e da redenção que foram manifestados nesse momento da história da humanidade. Cada uma dessas sete palavras pronunciadas por Cristo revela uma verdade única de Sua missão salvífica, desde o perdão até a entrega total do seu espírito nas mãos do Pai.
Ao examinarmos esses brados, somos levados a contemplar a extensão do sacrifício de Cristo por nós. Ele suportou a dor, a vergonha e a agonia da crucificação para que pudéssemos ser reconciliados com Deus e encontrar a salvação. Em cada palavra, vemos a compaixão infinita de Jesus pelos pecadores, sua disposição de perdoar até mesmo aqueles que o crucificaram e sua preocupação com aqueles que estavam ao seu redor, incluindo sua mãe terrena e o ladrão arrependido.
Cristo, gritou por perdão, pois, necessariamente precisávamos de perdão. Ele gritou por salvação, pois, precisávamos ser salvos. Ele gritou por compaixão, pois, necessitamos de compaixão. Ele gritou por angústia, pois, levou sobre si os nossos pecados. Ele gritou por sofrimento, pois, sofreu em nosso lugar. Ele gritou por vitória, pois, venceu satanás em nosso lugar. Ele gritou por obediência, pois, obedeceu até o fim em nosso lugar.
Apelo final.
Meu irmão, você está em mundo que é cheio de problemas. A vida tem muitas provações e tentações. Sua alma é ameaçada de todos os lados, em toda direção há perigos e armadilhas. O mundo, a carne e o diabo entraram em combinação contra você.
Mas na cruz, Cristo, se entregou para te garantir a salvação. Somente Ele pode te salvar.
