Os questionamentos de um profeta

Quando Deus parece Distante  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Transcript

Introdução:

Você já passou por momentos de crise? Momentos em que as coisas não parecem fazer sentido? Situações que surgem muitos questionamentos: “por que isso está acontecendo?”, “será se nunca vai acabar?” “Como eu vim parar aqui?” “Será se Deus não se importa comigo?” “Por que minha orações não são respondidas?” São pensamentos que muitas vezes passam em nossas mentes no momento de crise.
O profeta Habacuque estava vivendo em um momento muito díficil, mas ao invés de se afundar mais em tristeza e em desanimo, ele leva os seus questionamentos profundos e sinceros a Deus, uma confissão, um abrir de coração com aquele que é soberano sobre tudo e todos.

Por que Deus não responde? v.2

Até quando Senhor, clamarei pedindo ajuda e tu não me ouvirás?
Habacuque está aqui confessando sua angústia de um clamor não respondido, o verbo clamarei, no hebraíco está em uma forma que demonstra intensidade! Ele já havia clamado repetidas e instensas vezes e pergunta: Até quando Senhor eu vou clamar e não receberei resposta? Por que não atentas para meu pedido? Habacuque não foi o primeiro a fazer essas pergunta ao Senhor, lemos Sl 13.1 e Lm 3.8 e a ideia é de que aparentemente Deus havia os abandonado, fechado seus ouvidos, escondindo o seu rosto.
Até quando gritarei: Violência e não salvarás?
Literalmente gritar! Clamar em alta voz, Deus olhe para a violência! Destruição, injustiça! O teu povo está vivendo em desobediência desenfreada! Eu estou gritando, clamando! Mas tu não nos salva! As Palavras do profeta na segunda parte desse versículo se parecem muito com o que Jó 19.7: “Eis que clamo: ‘Violência!’, mas não sou ouvido; grito: ‘Socorro!’, porém não há justiça.”
Observe a aflição desse homem! Deus parece distante, parece não ouvir o seu clamor, seu pedido de socorro e por isso sua alma está aflita e angustiada. Ele confessa que não consegue entender o silêncio de Deus e como Ele poderia permitir que essa situação permanecesse sem intervênção.
Aplicação:
Você já passou por momentos assim também? Seja uma doença, uma situção financeira, brigas em relacionamentos, você já tentou resolver de todas as manerias, você ora/clama, mas a resposta não vem?
Diante de situações assim podemos ter duas atitudes e somente uma é correta:
1º Se ressentir contra Deus, começando ali um papel de vitima (nós amamos fazer esse papel) “Deus não se importa comigo” “Porque que isso só acontece comigo?” “Senhor eu estou te obedecendo, servindo, por que eu estou passando por isso?” passamos a nos enxergar como pobres coitados, Preste atenção: vitimismo não combina com o povo de Deus! Se você é um crente que fica se doendo com tudo, você precisa se arrepender de seu pecado porque o vistimismo, o milindre, é característica de crente imaturo.
O pior dessa visão vitimista é que pensamos que Deus tem uma obrigação de resolver todos os nossos problemas, caso isso não aconteça, é uma clara demonstração de que ele não nos ama! Uma pessoa que adota essa atitude vai querer chantagear Deus! Não quer me ouvir? Então não vou mais para a igreja! Não vou mais contribuir! Vou deixar o meu cargo! Como se fosse possível chantageá-lo, veja como essa é uma atitude imatura!
ou 2º confessar e esperar sua resposta! Senhor eu não entendo o porquê disso está acontecendo! Eu não entendo porque o Senhor não ouve minha oração! Mas ore confiante sabendo que mesmo que você não saiba Ele sabe! Ore não com vitimismo e ressentimento, mas confiante de que ele responderá!
O Dr Robertson Palmer comenta: “a oração é dada especificamente como o veículo por meio do qual todos os fardos do povo de Deus podem ser depositados perante o Senhor, orações expressando perplexidade são aceitáveis, contanto que sejam oferecidas num contexto de confiança.”
É muito fácil confiar quando a resposta vêm de imediato ou Quando a resposta vem como querermos! Mas a verdadeira confiança é revelada quando ela não vêm de imediato, confiamos de que virá! E se não vir como nós queremos? Confiamos que Ele sabe o que está fazendo. De todas as maneiras devemos confiar.

Por que Deus nos faz ver o mal? v.3

A serie de perguntas do profeta continua no versículo 3: Senhor, por que me fazes ver a maldade? Eu tenho clamado e tu não tens respondido, então porque eu vejo e continuo percebendo a maldade!? Porque me fazes ver a opressão?
Ele prossegue: E a destruição (da sociedade, dos principios) e a violência (Atos de agressão físicos) estão diante de mim! Estão na minha frente! Vejo todos os dias! Além disso há contendas: Conflitos amargos, disputas, controvérsias e essas coisas se arrastavam até o tribunal.
Comentários do Antigo Testamento: Naum, Habacuque e Sofonias A. O Porta-Voz Profético Se Queixa contra as Orações não Respondidas por Alívio da Injustiça (1.2–4)

Anteriormente, Balaão ponderara sobre a bênção do povo de Deus observando que ele não conseguia encontrar “tribulação” (’āwen) e “sofrimento” (‛āmāl) em Israel (Nm 23.21). Mas agora a nação inteira era assolada por essas aflições. Tanto o pecado quanto suas consequências prevalecem em todo o país.

Aplicação: Porque Deus nos permite ver a maldade?
Em uma serie chamada One Piece, conta-se a história de um homem, que era um tinha um alto cargo na marinha, passou por muitas guerras e viu muita maldade, injustiças, opressão e corrpução no mundo, e, por causa disso, esse homem decide se tornar cego, para que a parti daquele momento não mais visse os horrores do mundo.
E muitas vezes o nosso desejo é que fossemos cegos para que não enxergassemos tanta coisa ruim que acontece nesse mundo! Habacuque estava vendo toda a maldade do povo! Clamava a respeito disso, mas Deus ainda não havia respondido, ele pergunta então, porque eu vejo? Por que o Senhor me mostra essas coisas? seria muito melhor não ver, assim não viveria nessa terrível aflição!
Por que Deus permitiu o profeta e nos permite ver a maldade do mundo?
Ele nos permite ver, porque Ele ver! Seus filhos, assim como o Pai, não são insensivéis a maldade do mundo, isso aflige nosso coração, porque também entristece o coração do Pai.
As pessoas vivem praticando a maldade e todos tipos de pecados e não veem problema algum nisso! Homens roubam milhões, matam milhões, oprimem milhões e a noite se deitam e dormem tranquilamente. Para eles, a justiça não importa.
Mas para Deus sim! A Palavra fala consecutivamente sobre a justiça e retidão de Deus!
“Dizer que a justiça é um dos atributos divinos é dizer que Deus sempre age segundo o que é justo, e que ele mesmo é o parâmetro definitivo do que é justo” - Wayne Grudem
Se Deus é justo, puro, Santo, toda injustiça, maldade e pecado é condenável diante dele! Logo, se somos filhos de Deus também somos justos, puros e santos e toda injustiça, maldade e pecado deve ser condenável por nós! Maldade, corrupção, injustiça devem ser motivos de nossa indgnação!
Não podemos ser apáticos e não podemos ser coniventes com a maldade, ser conivente é ver ou saber que alguém está fazendo o mal e podendo impedir não o faz.
Todas as vezes que a maldade, injustiça, corrupção estão diante dos nosso olhos e podemos fazer alguma coisa mas não fazemos, estamos pecando!
Tiago 4.17 “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando.”
“Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados.” (Edmund Burke, Pai do conservadorismo)
Deus nos permite ver a maldade, para que tomemos providência em oração e também em ação! Existem coisas que estão fora de nosso alcance então colocamos diante daquele que tem poder sobre todas as coisas! Existem outras coisas que nós podemos agir! Novamente nos colocamos diante de Deus em oração pedindo sabedoria e ousadia para agir e que Ele por nosso intermédio resolva essa situação da melhor maneira possível! Jesus nos ensina Mateus 5.6 “— Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.”

Por que Deus permite resultados desastrosos? v.4

O profeta diz que por essas coisas a lei se afrouxa, o verbo hebraico usado aqui denotada que a lei está entorpecida, paralisada, enfraquecida. é o mesmo verbo que descreve como Jacó ficou ao ouvir que seu filho José estava vivo. Gênesis 45.26“e lhe disseram: — José ainda vive e é governador de toda a terra do Egito. Com isto, o coração lhe ficou como sem bater, porque não podia acreditar no que diziam.”
Quando a lei de Deus que promove justiça, retidão e liberdade é esquecida, negligênciada os homens entram numa espiral de injustiça, violência e opressão. Quando a lei é esquecida, a injustiça passa a reinar.
A justiça não podia prevalecer. Embora o reino de Judá tivesse alguns reis que fossem bons (Josias, Asa, Ezequias) reis que buscaram a Deus e procuravam fazer o que é certo, essas mudanças não eram permanentes, os sucessores desses reis faziam o que era mau aos olhos do Senhor e a injustiça voltava a imperar!
A lei foi esquecida, a justiça não se manifestava, mas os perversos, os impios, injustos, pessoas malignas estavam se manifestando! Eles cercam os justos, como animais ferozes encuralando suas presas, os justos são encuralados pelos impios e a justiça é torcida, pervertida.
Diante de tudo isso, onde Deus está? Deus está onde ele sempre esteve, no seu alto e sublime trono, reinando soberanamente! O caos na terra não é por causa da omissão de Deus, mas causa da rebeldia do homem, porque os homens amam mais as trevas que a luz! É por isso que existe a maldade, a miséria, corrupção, porque o homem, no afã da liberdade, se rebelou contra o único que pode lhe fazer verdadeiramente livre.
Quero ler com vocês o relato dos anos finais do reino de Judá antes do cativeiro.
2Crônicas 36.11–16“Zedequias tinha vinte e um anos de idade quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Zedequias fez o que era mau aos olhos do Senhor, seu Deus, e não se humilhou diante do profeta Jeremias, que falava da parte do Senhor. Também se rebelou contra o rei Nabucodonosor, que o tinha obrigado a jurar fidelidade em nome de Deus. Foi teimoso e tanto endureceu o seu coração, que não voltou ao Senhor, Deus de Israel. Também todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam mais e mais as suas transgressões, segundo todas as abominações dos gentios. E contaminaram o templo que o Senhor tinha santificado em Jerusalém. O Senhor, Deus de seus pais, sempre de novo falou-lhes por meio dos seus mensageiros, porque teve compaixão do seu povo e da sua própria morada. Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus, desprezaram as palavras dele e debocharam dos seus profetas, até que a ira do Senhor veio sobre o seu povo, e não houve mais remédio.”
Aplicação:
Deus estava continuamente alertando seu povo que como crianças birrentas faziam de conta que não ouviam, então o martelo foi batido! A punição viria!
Deus não se agrada de ver seu povo em desobediência, rebeldia, violência e destruição. Aprendamos com o exemplo de Israel, não espere vir a disciplina de Deus para você mudar! Ouça a voz do Senhor! Ouça as exortações da Palavra e ao invés de considerar para os outros, considere para si mesmo (dar exemplos)! Quais os pecados você precisa deixar? Quais são as áreas que o Senhor quer trabalhar em sua vida?
Pastor eu acho que está tudo bem em minha vida, esse é um claro indicativo que nada está bem, o cristão luta contra o pecado e vai aprendendo mais do Senhor todos os dias, se você acha que não têm pecados para serem tratados, você tem se tornado insensível para a realidade espiritual. Ore e peça ao Senhor: “Senhor revele os pecados ocultos do meu coração”
Ao ser confrontado com um pecado, não fique com raiva de quem te exortou, fique com raiva do seu pecado! Deixe que Deus trabalhe em você!
Porque Hebreus 12.5–13 “E vocês se esqueceram da exortação que lhes é dirigida, como a filhos: “Filho meu, não despreze a correção que vem do Senhor, nem desanime quando você é repreendido por ele; porque o Senhor corrige a quem ama e castiga todo filho a quem aceita.” É para disciplina que vocês perseveram. Deus os trata como filhos. E qual é o filho a quem o pai não corrige? Mas, se estão sem essa correção, da qual todos se tornaram participantes, então vocês são bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais humanos, que nos corrigiam, e nós os respeitávamos. Será que, então, não nos sujeitaremos muito mais ao Pai espiritual, para vivermos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para o nosso próprio bem, a fim de sermos participantes da sua santidade. Na verdade, toda disciplina, ao ser aplicada, não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza. Porém, mais tarde, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. Por isso, levantem as mãos cansadas e fortaleçam os joelhos vacilantes. Façam caminhos retos para os seus pés, para que o manco não se desvie, mas seja curado.”

Conclusão:

Vemos que em um momento de crise, Habacuque eleva seu coração a Deus, pede que lhe responda e ajude a ver com clareza tal situação. Ele pergunta porque Deus não lhe responde, porque faz ver o mal e também porque permite essas coisas ruins acontecer ao seu povo. Vimos que para cada uma dessas perguntas, existem respostas do Senhor: Ele é Deus, e faz as coisas no seu próprio tempo e de sua própria maneira! Ele nos permite ver porque ele mesmo ver e não está insensível ao sofrimento humano, e os maus resultados vêm de nossa desbodiência a sua Palavra!
O profeta faz essas perguntas e no próximo domingo observaremos a resposta de Deus.
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