A Ceia do Senhor - A Segunda Ordenança da Igreja

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Recaptulação: Sacramento e Batismo

Sacramento: Definição do comentarista da CPAD

- A tradição católica e alguns segmentos do protestantismo histórico veem a prática do batismo como um sacramento.
A palavra “sacramento” vem do latim sacramenntum, significando um sinal sagrado capaz de conferir graça àquele que dele participa.
Dessa forma, na visão de algumas tradições cristãs, o batismo torna-se necessário para a salvação.
Não é um sacramento, que de forma mágica concede graça aos que dela participam(Escrito na conclusão da Lição da Ceia)

Sacramento: Definição da tradição católica e alguns segmentos do protestantismo histórico (Reformado)

OBS: Na Etimologia (origem da palavra sacramento), a palavra sacramento deriva do latim "sacramentum", que significa juramento.
O termo “sacramentum”, originariamente, significava o juramento militar prestado pelos legionários romanos. Portanto, ao fazer esse “sacramentum”, ou esse “juramento”, o soldado ligava-se ao seu superior com o dever de obediência irrestrita às suas ordens. Podemos, então, concluir que o sacramento possui, ao mesmo tempo, um aspecto jurídico (juramento ou um contrato) e um aspecto sagrado (esse juramento era sagrado).
“Incorporando-me (à Marinha do Brasil; ao Exército Brasileiro; ou à Força Aérea Brasileira), prometo cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado, respeitar os superiores hierárquicos, tratar com afeição os irmãos de armas, e com bondade os subordinados, e dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja Honra, Integridade, e Instituições, defenderei com o sacrifício da própria vida. ”
No casamento, e acho que outras profissões como Medicina e Direito também há este “Juramento”

Definição da tradição católica

OBS: O comentarista da Lição deu a DEFINIÇÃO DA PRÁTICA CATÓLICA: “Catecismo da Igreja Católica, no número 1131, que oferece a seguinte definição: “Os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, pelos quais nos é dada a vida divina.”

Alguns segmentos do protestantismo histórico (Reformado)

OBS: Na prática do protestantismo histórico (ou Reformado), se refere aos sinais e selos da aliança de Deus com seu povo. E que representam o Evangelho e identificam o povo de Deus.
Só podemos entender os sacramentos à luz da doutrina do pacto da graça que Deus fez com seu povo.
a. As alianças que Deus fez com seu povo tinham sinais externos que as representavam e pelas quais as partes envolvidas se obrigavam a deveres e privilégios.
b. Assim, na dispensação do Antigo Testamento, Deus deu sinais ou selos do pacto da graça que ele tinha feito com seu povo, a saber, a circuncisão e a Páscoa.
c. Ele também, na dispensação da nova aliança, concedeu selos e sinais dessa aliança ao seu povo, que são o batismo e a ceia do Senhor.

Batismo: Definição do comentarista ds CPAD

A palavra grega baptizo possui o sentido de “mergulhar” e “submergir” tanto na Bíblia como fora dela.

Batismo e palavra grega “baptizo”

OBS: 1) mergulhar repetidamente, imergir, submergir (de embarcações afundadas)
2) limpar megulhando ou submergindo, lavar, tornar limpo com água, lavar-se, tomar banho
3) submergir
James Strong, Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong (Sociedade Bíblica do Brasil, 2002).

Batismo: Representação em alguns segmentos do protestantismo histórico (Reformado)

O batismo representa o lavar regenerador do Espírito Santo (Citar o “lavar” de Strong”)

Comentário sobre os comentaristas das Revistas das CPAD

Comentar sobre minha insatisfação a respeito dos comentaristas em relação às Igrejas Históricas/Reformadas

I – A NATUREZA DA CEIA DO SENHOR NA TRADIÇÃO CRISTÃ

Lembre-se de que, na Roma do século I, os cristãos eram acusados do crime de canibalismo. Havia rumores de que os cristãos estavam se reunindo em lugares secretos, como as catacumbas, para devorar o corpo de alguém e beber o sangue dessa pessoa. Mesmo nesse início da história da igreja, a ideia de uma conexão real entre o pão e a carne e o vinho e o sangue já havia surgido.

1. Na tradição romana (Transubstanciação)

O cálice não é dado ao povo, mas somente o sacerdote bebe dele.
Sempre que a eucaristia é celebrada no culto católico (e isso acontece em todas as missas), o sacrifício de Cristo se repete. (Por isso celebram sua ceia num altar e não numa mesa como fazem as igrejas evangélicas)
Argumento:
- As Escrituras ensinam que o sacrifício de Cristo ocorreu uma vez por todas, não havendo necessidade de que se repita (Rm 6.9-10; Hb 7.27; 9.12, 26, 28; 10.10; 1Pe 3.18).
Compreende que pão e vinho, literalmente, se transformam no corpo e no sangue de Cristo na consagração dos elementos. De forma que o evento é visto pelo sacerdote como “o santo sacrifício da Missa”.
Argumentos:
- Quando Jesus celebrou a última Páscoa, Ele estava presente e, portanto, não poderia estar fisicamente no pão e muito menos no cálice, já que fisicamente ele se encontrava lá. (Não poderia estar presente em pessoa, no pão e vinho ao mesmo tempo)
- Jo6.35 (comer a carne de Cristo é buscá-lo; enquanto beber seu sangue é crer nele)
- Jesus disse que era a porta Jo 10.9; o caminho, a verdade, e a vida Jo14:6; a videira verdadeira Jo15.1 (linguagem não literal)
Portanto, nenhum crente em Cristo deveria participar da missa católica, uma vez que ela é uma afronta às Escrituras que nos ensinam que o sacrifício de Cristo é único e já foi feito de uma vez por todas.

2. Na tradição protestante (Luterana) (Consubstanciação)

O corpo de Cristo estava fisicamente presente em e com o pão e vinho, mas que o pão não deixava de ser pão, nem o vinho deixava de ser vinho.
No Catecismo Menor de Lutero: “é o verdadeiro corpo e sangue de nosso Senhor Jesus Cristo para ser comido e bebido por nós, cristãos, sob o pão e o vinho”. (Visão esta é defendida pelos Luteranos)
Lutero ensinava, pois, que o corpo físico de Cristo tinha onipresença. Daí a possibilidade de estar junto aos elementos da ceia e servir de alimento para os cristãos.

3. Posição do reformador suíço Zwinglio (Em memória apenas)

Apenas um memorial, “isto é o meu corpo” é totalmente figurado, Cristo não estava presente.
Benefícios da ceia eram puramente espirituais, não havendo sentido nem necessidade de qualquer presença corporal de Cristo no pão e no vinho
“O memorialismo bíblico, porém, não é do tipo que despreza as realidades espirituais ligadas à ceia. Na verdade, um enunciado que leve realmente em conta a totalidade da evidência neotestamentária deve afirmar que a ceia do Senhor é um memorial que recorda o sacrifício de Cristo, memorial este celebrado em meio a uma realidade espiritual que transcende a experiência regular da igreja, à medida que proporciona aos crentes uma cumplicidade mais plena com o próprio Senhor presente de forma intensa no momento da celebração. Ora, é evidente que, desfrutar de uma cerimônia assim, provocará transformações nos participantes, mais do que meras recordações.” - Pr. Marcos Granconato

4. A posição pentecostal

A tradição pentecostal entende que o pão e o vinho não se convertem fisicamente no corpo de Jesus nem tampouco Jesus está presente fisicamente neles. Contudo, Jesus se faz presente espiritualmente nos símbolos da Ceia. Essa é a posição da maioria dos pentecostais. Também enfatizamos o aspecto memorial na celebração da Ceia do Senhor.

5. A posição Protestante Calvinista (A mesma da Pentecostal)

1 Coríntios Capítulo 11

Esteja plenamente certo de que o Senhor realmente executará o que o leitor entende ser o sentido das palavras, a saber: que seu corpo, o qual o leitor de forma alguma vê, é o alimento espiritual para cada um de nós. Parece inacreditável que somos alimentados pela carne de Cristo, a qual se acha tão distante de nós. Lembremo-nos de que tal fato é uma obra secreta e grandiosa efetuada pelo Espírito Santo, e seria algo pecaminoso tentar medi-lo pelo tacanho padrão de nosso próprio entendimento.

Refutação a Posição do reformador suíço Zwinglio (Em memória apenas)
1 Coríntios (Capítulo 11)
Alguns extraem uma inferência desta frase, dizendo que, nestas circunstâncias, Cristo não está presente na Ceia, visto que não pode haver memorial [memoria] de algo [ou alguém] que se acha ausente. Isso pode ser facilmente respondido: segundo esse raciocínio sobre a Ceia como recordação [recordatio], Cristo realmente está ausente dela. Pois ele não se acha presente visivelmente, e nem é visto por nossos olhos como vemos os símbolos, os quais, por representá-lo, nos estimulam a lembrar-nos dele. Finalmente, a fim de estar presente conosco, ele não deixa seu lugar, senão que, do céu, nos envia a eficácia de sua carne para estar presente em nós.
Explicação de como seria a relação de Cristo com os elementos da Ceia (pão e vinho)
“Nós participamos do sol, não tendo a massa e o corpo do sol colocados em nossas mãos, mas o fazemos pelos raios de sol que são lançados sobre nós; da mesma forma, participamos de Cristo ao participarmos de sua graça, e dos frutos abençoados do partir de seu corpo.” - Matthew Henry (Puritano [John Bunyan também era], elogiado Antônio Gilberto, publicado pela CPAD e “disponível em PDF” [Não incentivar a pirataria])
OBS: Interpretações da Ceia do Senhor na imagem

II – O PROPÓSITO DA CEIA DO SENHOR

- Leitura de Ex12.1-14
v.3 e 4 Cordeiro que seria alimentado era compartilhado com quem não tinha (Comunhão ) ;
v.5 Cordeiro sem mácula (Jesus [sem pecado]);
v.7 Sangue do Cordeiro na porta da casa onde seria alimentado
Êxo 12:13 E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.
Êxo 12:14 E este dia vos será por memória, e celebra-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
- Leitura de 1Coríntios 5.7 “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado.”
- Explicado ao longo da leitura de 1Cor11.17-34

III – O MODO DE CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR

Explicado ao longo da leitura de 1Cor11.17-34

CONCLUSÃO

Sob diferentes perspectivas, vimos a natureza Ceia do Senhor e como se portar diante dela.

Observações:

Não há empecilho para que, por motivos diversos, uma igreja prefira celebrar com suco de uva, uma vez que também é “fruto da vide” (Mt 26.29).
Ex12.11
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