Marcos 15:16-21

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Marcos 15:16-21

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Introdução
Imagine-se como o tutor de alguém. Você é a pessoa responsável por comunicá-lo como será a jornada. Bom, ele tem expectativas quanto a esta peregrinação e você percebe como ele está excitado com o que viverá, mesmo sem saber o que o espera a frente. Mas o que ele realmente espera do trajeto a frente? Você já ajudou esta pessoa a sondar isto?
Não que o futuro deste dependa de você, mas é importante você ser transparente quanto as intemperes que o mesmo enfrentará. Não é sobre quebra de expectativas, propriamente dito, mas sobre o peregrino ter clareza de visão, durante a jornada.
Bom, vamos fazer considerações sobre o nosso texto e logo mais você compreenderá o porque introduzimos o sermão com esse discurso.
OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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Pilatos, para contentar a multidão (em outras palavras: satisfazê-la), entrega Jesus para ser açoitado e depois crucificado (Mc 15:15). Os soldados o levaram para dentro do palácio. Agora ele está entre os romanos, não com os judeus.
Ali todo o destacamento fora reunido. O que seria algo próximo a 600 soldados. O que segundo comentaristas não significa o número de soldados presentes, mas sim os convocados. Estavam ali, provavelmente um bom número, mas logicamente aqueles que estivessem disponíveis.
Bem, eles foram convocados para açoitar e surrar um judeu. Aqui temos o relato descrito pelo profeta, no livro de Isaías 53:7, que diz: “Como um cordeiro ele foi levado ao matadouro”. Aqui se cumpre a profecia.
Estes soldados não estavam ali para aplicar-lhe uma pena justa, até porque o nosso Senhor sofreu injustamente. Os soldados estavam ali para saciar seus impulsos sádicos. Para se divertirem, não somente zombando do Senhor Jesus, mas, para massacrá-lo mesmo.
Ali eles o despiram, expondo-lhe a vergonha; substituíram suas vestes por um tecido — possivelmente de cor indefinida (seria um tecido velho?), pois Mateus cita a cor Escarlate e Marcos a Púrpura —; eles tecem uma coroa de espinhos e para ferir a sua cabeça. E o saudavam, como faziam com seus deuses falsos; quando usam a expressão “salve”. Só que neste caso, eles usavam para fins de zombaria.
Eles batiam em sua cabeça com um caniço, um tipo de objeto que serviu neste momento como a representação do cetro de um rei. Eles colocaram em sua mão direita (Mateus 27:27), mas depois tomaram para o agredir. Ali, assim como fora no Sinédrio, ele foi cuspido.
Mas aqui, o nosso Senhor estava diante de homens que tinham especialização em escarnio. Eles se ajoelharam diante dele e fingiam adorá-lo, como o rei dos judeus.
Depois de todo esse momento de terror. Após os açoites com o tecido por cima, eles retiram o mesmo e o vestiram com suas próprias vestes (imagine a dor, nesta troca de vestes). Encerrou-se este momento. Mas ainda não era o momento, e eles partiram dali afim de o crucificarem (v.20).
Durante o caminho, encontraram Simão de Cirene. Ele era de uma província romana que ficava no Norte da África. O que ele fazia ali? Há duas hipóteses possíveis: (1) ele era um judeu que estava por ali para participar da festa (o que é possível pois havia ali uma grande população judia, datada do 4 Séc. A.C), ou (2) estava vindo do campo pois passou um período ali e precisava retornar para sua terra.
Para além das hipóteses possíveis, quanto ao motivo secundário que o levou até ali: ele encontrou-se com o Senhor Jesus. Este encontro muda a sua história. Ele contemplou o Senhor durante a Via Crucis. Diferente de como aconteceu com os discípulos, que caminharam com o Senhor Jesus durante seu ministério testemunhando milagres.
O que sabemos sobre Simão Cireneu? Marcos nos diz que ele era pai de Alexandre e Rufo. Romanos e discípulos de Jesus. Rufo, que é mencionado em Romanos 16:13. Comentaristas acreditam que há forte conexão entre o Rufo citado no evangelho e o na epístola, considerando que a tradição mais antiga declara que Marcos escreveu seu evangelho enquanto estava em Roma, para a igreja ali.
No livro de Atos, a província de Cirene é mencionada três vezes. Em Atos 2:10; 11:20; 13:1. Haviam ali, evangelistas como pode-se perceber em Atos 11:20 e profetas e mestre em Atos 13:1.
Creio na hipótese de que Simão foi o primeiro — possivelmente — desta província ao norte da África, a testemunhar o Evangelho. Quando falo testemunhar, me refiro ao que ele viu quando foi obrigado a carregar a cruz para o Senhor Jesus.
Isto mudou sua história e da sua família, como Marcos cita no versículo 21.
Imagine começar sua jornada como um discípulo de Jesus assim, igual Simão o Cireneu. Talvez assombrado com a visão ali na sua frente. Contemplando o Servo Sofredor, citado em Isaías 53.
Ou, imagine ser como um tutor para alguém, conduzindo-o nessa jornada. Agora você percebe as expectativas dessa pessoa e tem que ser franco: nem tudo será flores. Durante o trajeto meu querido, você encontrará desafios, talvez difíceis. Você suspeitará que serão maiores do que a sua força, e você não está errado. Mas você não deve esquecer daquele que está acima do seu tutor: o Servo Sofredor — o nosso Senhor Jesus Cristo.
Quando o Senhor nos chama, ele não esconde o que enfrentaremos pelo caminho.
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TRANSIÇÃO: .
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Feitas estas considerações, deixo com os irmãos três conselhos. Não somente para os que são tutores em potencial, mas, para os que estejam na fase difícil da jornada:
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1. PARA OS TUTORES EM POTENCIAL
Se você é um discípulo de Jesus, você é alguém que tem esse potencial para ser tutor. Aqui eu não me refiro a algum ofício eclesiástico, mas sim a grande comissão confiada a Igreja. O compartilhar a boa notícia: a redenção de pecadores.
Como você encara esse papel? Você simpatiza com falsas promessas e as compartilha com os que estão ao seu redor?
Promessas como: “você receberá a sua vitória”, ou “o Senhor te escolheu para brilhar”, ou até mesmo o famoso, “vai dar certo”, para quem está passando por algum momento difícil.
Independente de você entender que todo discípulo de Jesus tem um potencial como tutor, um conduzir pessoas comunicando o evangelho; você não pode compartilhar falsas promessas para as pessoas.
Por isso, muitos hoje escolhem o pragmatismo em detrimento do evangelho. Comunicando uma falsa boa notícia, ao invés da clara verdade. Jesus disse em Marcos 8:34:
Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
Pode ter certeza que isto comunicou algo muito claro aos que desejavam seguir o Senhor Jesus.
Aplicações:
Que evangelho você tem comunicado aos que o cercam?
Pergunte para você mesmo: você esqueceu da cruz?
TRANSIÇÃO:
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2. PARA OS QUE ESTÃO NA FASE DIFÍCIL DA JORNADA
Lembre-se quem disse que você deveria levar a cruz, se quisesse segui-lo: Jesus, o Servo Sofredor, profetizado em Isaías 53. Ele fez do mesmo modo. Mas claramente tem o sentido diferente da cruz que carregamos.
A cruz que carregamos, as dificuldades que enfrentamos na jornada são como bençãos para nós. Isso é paradoxal? Sim. E totalmente verdadeiro. Durante a jornada levaremos a cruz, negando a nós mesmos dia após dias, vivendo este processo de santificação.
Você que passa por esse momento difícil, não esqueça de Filipenses 1:6, que diz: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”. Isso faz parte do processo.
E também, não espere que este seja o único momento que você enfrentará intemperes. Talvez seja algo externo. Isso pode passar. Mas você sempre estará acompanhado desse “companheiro quieto” — a carne. Você sempre terá desafios, independente do grau, eles sempre estarão ali.
Aplicações:
Você lembra a si mesmo a promessa em Fp 1:6?
Como você tem enfrentado essa fase difícil? Como você descansa?
TRANSIÇÃO:
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3. CONFIE NO SENHOR E ESPERE OS FRUTOS
Como a fé de Simão se iniciou? O que marcou a sua memória? A cena não era bonita. E possivelmente ouvir, de terceiros, a mensagem que Jesus ensinou não foi tão agradável aos ouvidos.
Tomar ciência de que deveria carregar a cruz dia após dia, não deve ter sido atraente. E não é mesmo. Para o homem natural, não. Mas para aquele que é nascido de novo, é algo glorioso.
Não existe o “se” na história de Simão o Cireneu. Temos os relatos sobre Cirene e os pontos que se conectam.
Louvado seja o Senhor pelo testemunho, mesmo brevíssimo, que temos deste irmão. Ele teve frutos em sua própria casa: seus filhos.
Para confiar no Senhor você não precisa ver para crer. Como escreveu Stênio Marcius:
Eu quero ser, não quero ter
Eu quero crer, não quero ver
Que minha alegria seja tão somente me lembrar de Ti, meu Deus! Viver e só de Ti viver Morrer ansioso por te ver É minha oração É assim que eu queria ser
Aplicações:
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TRANSIÇÃO:
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RECAPITULAÇÃO:
1. ?????;
2. ?????;
3. ?????.
CONCLUSÃO:
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