#76 PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO - O GOLPE DE LANÇA (João 19,31-37)

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O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós.

Anúncio do Evangelho Segundo São João 19.31-37

GLÓRIA A VÓS SENHOR!

PALAVRA DA SALVAÇÃO. GLÓRIA A VÓS SENHOR.

Meu querido irmão e minha querida irmã, amados!

A comemoração da páscoa judaica não tinha um dia fixo da semana

como a Páscoa cristã que sempre acontece no domingo,

mas era comemorada no dia 14 de Nissan, que naquele ano,

o ano da morte de Jesus, ocorreu num sábado, por isso diz São João que:

“esse sábado era particularmente solene.” (Jo 19:31)

Isso não é uma coincidência, mas sim a providência divina atuando na nossa história.

O Cordeiro de Deus foi imolado na véspera da páscoa judaica,

o dia da preparação, quando eram imolados oficialmente no Templo os cordeiros pascais.

São João relaciona Jesus Cristo ao cordeiro pascal ao dizer que:

“Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado.” (Jo 19:36),

recordando a passagem do livro do Êxodo que diz:

“O cordeiro será comido em uma mesma casa:

tu não levarás nada de sua carne para fora da casa e não lhe quebrarás osso algum.” (Ex 12.46).

Ao destacar esta providência divina,

São João quer demonstrar que o sacrifício de Cristo

substituiu todos os sacrifícios da antiga Aliança e

inaugurou a Nova e Eterna Aliança em Seu Sangue.

A Santíssima Trindade está realizando ali,

naquela cena horrenda da crucificação,

a nova criação em Jesus Cristo.

Assim como, enquanto Adão dormia, do seu lado aberto,

Deus tira a matéria prima para fazer Eva, sua esposa;

enquanto Jesus - o novo Adão - dormia,

de seu lado traspassado jorraram sangue e água,

matéria prima para a nova Eva, a esposa de Cristo, a Igreja,

é o que nos explica Santo Agostinho:

“Ali abria-se a porta da vida, donde manaram os sacramentos da Igreja,

sem os quais não se entra na verdadeira vida (…).

Este segundo Adão adormeceu na cruz para que dali

fosse formada uma esposa que saiu do lado d’Aquele que dormia.

Oh morte, que dá vida aos mortos!” (In Ioann. Evang., 120,2)

Conclui o santo.

Este trecho do Evangelho de São João termina dizendo que se cumpriu a escritura:

“Olharão para aquele que transpassaram” (Jo 19:37),

que se refere à profecia de Zacarias que diz:

“Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém

um espírito de boa vontade e de prece,

e eles voltarão os seus olhos para mim.

Farão lamentações sobre aquele que traspassaram,

como se fosse um filho único;

eles o chorarão amargamente como se chora um primogênito!” (Zc 12.10)

Jesus já havia dito que:

“Como Moisés levantou a serpente no deserto,

assim deve ser levantado o Filho do Homem,

para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna.” (Jo 3.14–15)

A salvação do mundo se realiza na crucificação de Jesus,

era necessário que fosse assim, pois essa era a vontade de Deus,

é por isso que ao contemplarmos e adorarmos a Santa Cruz de Cristo

na liturgia da Sexta-Feira Santa nós rezamos:

“Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo.”

E é da vontade de Deus que, para nossa salvação

a nova criação se dê em cada um de nós individualmente

pelo assentimento livre da nossa vontade ao Seu projeto,

precisamos “nascer de novo pela água e pelo Espírito” (Jo 3:5)

como disse Jesus à Nicodemos,

e isso só acontece quando nos tornamos membros da Esposa de Cristo, a Igreja.

O comentário da Bíblia Ave Maria, Edição de Estudos diz que:

“o Espírito é testemunho da fé;

a água é o sacramento do batismo; e o sangue é a eucaristia.

Daí em diante, a salvação será possível quando existir um olhar de fé

dos discípulos para Jesus crucificado,

de onde mana a sacramentalidade da Igreja, vivificada pelo Espírito Santo”.

Eis o motivo por que Satanás quer que acreditemos em suas mentiras relativistas:

“o importante é crer em alguma coisa”,

“todas as religiões são boas”, “todas as religiões salvam”.

Ora, já existiam religiões na terra antes da encarnação do Verbo de Deus,

portanto, se todas as religiões salvam,

então Jesus se encarnou e morreu em vão.

Pergunta Santo Agostinho: Existe coisa mais pura que este sangue?

Existe ferida mais salutar que esta?” (In Ioann. Evang., 120,2), não, não existe,

e Jesus não morreu em vão, mas sim para a salvação daqueles que creem n’Ele.

A salvação é para todos, pois todos somos convidados a crer na Verdade,

mas somos livres para crer em qualquer mentira, ideologia ou heresia,

é uma escolha individual, porém, com consequências eternas,

pois nossa alma se alimenta de Verdade, se não damos Verdade a ela, ela definha e morre.

SEJA LOUVADO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,

PARA SEMPRE SEJA LOUVADO! AMÉM.

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