Romanos Aula 5
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Recapitulação
Recapitulação
Capítulo 1: Somos apresentados aos motivos que levaram Paulo a escrever a carta. Também vemos o apóstolo enfatizar a universalidade do pecado. Descreve a condição da humanidade afastada de Deus, praticando a idolatria e se entregando a pecados de várias formas. Paulo argumenta que todas as pessoas, gentios e judeus, estão debaixo do pecado e da ira de Deus.
Capítulo 2: Neste capítulo, Paulo adverte os judeus sobre a hipocrisia de julgarem os gentios enquanto praticam as mesmas coisas. Ele destaca a importância da obediência à Lei de Deus e ressalta que o verdadeiro judeu é aquele que obedece a Deus de coração.
Capítulo 3: Aqui, Paulo continua a explicar a universalidade do pecado e a necessidade da salvação pela fé em Jesus Cristo. Ele enfatiza que ninguém é justificado pelas obras da Lei, mas somente pela fé em Jesus, que é o meio de reconciliação com Deus.
Capítulo 4: Paulo usa o exemplo de Abraão para ilustrar como a fé é o requisito para a justificação diante de Deus. Ele mostra que Abraão foi justificado pela fé muito antes da Lei ter sido dada, e que a promessa de Deus se cumpre através da fé, não das obras da Lei.
Capítulo 5: Já na última aula, Paulo nos apresenta os benefícios da justificação pela fé. Ele destaca que, através da fé em Jesus Cristo, temos paz com Deus e acesso à graça. Paulo contrasta a obra de Adão, que trouxe o pecado e a morte ao mundo, com a obra de Jesus, que trouxe a justificação e a vida para aqueles que creem Nele.
Os próximos capítulos vão nos apresentar um outro ponto muito importante da teologia e da vida cristã: A santificação. É uma continuação da argumentação do Apóstolo, se até aqui Paulo nos falava sobre como nos tornamos justos diante de Deus, agora ele nos escancara qual é o resultado disso: Uma vida de santidade.
Objetivo da aula: Vamos olhar para os capítulos 6 e 7 de Romanos e continuar a descobrir verdades preciosas que nos são apresentadas por Paulo.
Capítulo 6
Capítulo 6
O capítulo 6 começa com uma pergunta retórica:
Nova Versão Internacional 6.1 Mortos para o Pecado, Vivos em Cristo
Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente?
Nova Versão Internacional 6.15 Escravos da Justiça
E então? Vamos pecar porque não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça?
Essa pergunta surge como resultado do que nos é apresentado nos versos 20 e 21.
Nova Versão Internacional 5.12 Morte em Adão, Vida em Cristo
20 A Lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça, 21 a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
Se como o pecado aumenta, a graça aumenta também, podemos então cometer mais pecados?
Não sabemos se Paulo:
Lança essa dúvida para apresentar um ponto
Se em algum momento em sua carreira, tenha encontrado falsos mestres que tentarem imprimir sua lógica nisso.
Ele se preocupa com a possibilidade de alguns entenderem de maneira errada as implicações dessa alegre promessa e pensar que poderiam receber mais e mais graça se eles apenas continuassem pecando (literalmente, “permanecer em pecado”).
O capítulo 6 é praticamente uma resposta a essa pergunta.
O capítulo 6 é praticamente uma resposta a essa pergunta.
Paulo passa, após essas perguntas, a traçar argumentos e implicações que irão nos ajudar a responder essas questões.
Morremos para o pecado (2) - Morremos para o pecado, ele não faz mais parte de quem somos. Em Cristo agora podemos dizer não ao pecado. Sabemos que essa situação não é final, mas nos tornamos capazes, por intermédio do Espírito Santo, de vencermos o pecado, dizermos não para o desejo de pecar. ( Não podemos pecar, não podemos não pecar, podemos escolher não pecar, não pecaremos mais)
União em Cristo Jesus pelo batismo (3-4)- Ao sermos batizados, somos ligados a Cristo em sua morte, morremos com ele! Assim como quando Adão pecou, estávamos com ele, quando Cristo morre, pelo batismo, morremos com ele. Não significa que o batismo salva, mais é o que representa visivelmente o que aconteceu no coração. Fomos introduzidos a essa relação mística, ligados a Cristo.
Vivermos a ressurreição (5-11) - Essa união com Cristo não é apenas em sua morte, mas também em sua ressurreição, Assim como ele, também ressuscitamos (outra referência ao batismo), agora para vivermos uma nova vida. A morte e a ressurreição de Cristo não são apenas fatos históricos e doutrinas significativas mas também experiências pessoais já que através da fé e do batismo nós mesmos viemos a participar deles.
Não somos mais escravos do pecado (15-21)- - A conversão nos leva a uma vida de servidão. Precisamos nos lembrar que o homem é sempre escravo de algo: do pecado ou de Deus; Quando somos escravos do pecado, estávamos debaixo de jugo opressor, éramos cativos das nossas paixões vivíamos entregues as paixões e iniquidades. Agora pela conversão em Cristo saímos de um reino para o outro de um senhor para o outro de um estilo de vida para outro agora estamos no reino da luz agora somos servos de Cristo.
Aplicações que Paulo faz:
Não permitam que o pecado continue dominando o seu coração (12) - Uma vez que estamos mortos para o pecado e regularmente nos consideramos assim (v. 2, 11), controlamos nossos impulsos carnais e nos recusamos a permitir que o pecado “reine em [nosso] corpo mortal, fazendo com que obedeçam[os] às suas paixões”. “Corpo” aqui não significa apenas nosso corpo físico, mas toda a nossa pessoa. Devemos controlar cada área da nossa vida para que o pecado não “reine” sobre nós.
Ofereçam o corpo de vocês como instrumentos de justiça. (13) - devemos restringir todas as nossas habilidades e ações para a glória de Deus e nunca permitir que nada na nossa vida tenha um resultado mau. A ideia por trás de “oferecer” alguma coisa como um “instrumento da injustiça” poderia ser uma imagem militar de oferecer nossas armas ao serviço de um tirano, ou talvez nossos serviços para um governante, ou ferramentas para um mestre artesão.
O resultado da vida em pecado é a morte (22 e 23)
O resultado da vida consagrada a Deus é a santidade e ela leva a eternidade (22 e 23)
Capítulo 7
Capítulo 7
O capítulo 7 é um dos textos mais complexos e difíceis da carta de Romanos, talvez um dos mais densos de todo o novo testamento, rico em teologia, em conexões com toda a escrituras.
Qual é o seu propósito: O propósito no capítulo 7 é nos mostrar qual é o lugar da lei de Deus na vida do cristão: Qual é o seu fim? Ela é a causa do pecado? É a causa da morte? Devemos ignorá-la?
Paulo acabava de argumentar no capítulo 6 que o crente morreu para o pecado agora ele explica a forma pela qual ele se torna morto para a lei.
E é importante uma compreensão saudável sobre a lei para que não haja ensinos hereges ou uma compreensão equivocada de seu papel:
Nos versos 1-6: Paulo nos ajuda a combater a religiosidade legalista, sua intenção é mostrar que por meio da morte de cristo e da nossa morte junto com ele fomos libertos do pecado. - Paulo comparara a lei à situação de um casamento. Ele explica que, assim como uma mulher é livre para se casar novamente após a morte do marido, os crentes também são libertos da lei (da condenação da lei) por meio da morte de Cristo. Agora eles estão ligados a Cristo e devem viver para Deus.
Nos versos 7-13: Paulo rebate os libertinos, que olham para a lei como a causadora de todos os problemas, como sem valor, alguns que olham para o VT tentando o desmistificar e descredibilizar.
Aqui o apóstolo aborda o propósito e a natureza da lei. Ele explica que a lei revela o pecado, mas não é o pecado em si. Pelo contrário, a lei mostra o pecado como transgressão, tornando-se um espelho que revela a condição pecaminosa da humanidade.
Ele traça alguns adjetivos a lei:
A Lei é santa, é justa, o mandamento é santo, justo e bom (12)
John murray: Na qualidade de santa, justa e boa, a lei reflete o caráter de Deus sendo a cópia das suas perfeições ela traz as impressões de seu autor na qualidade de santo o mandamento reflete a transcendência e a pureza de Deus exigindo de nós consagração e pureza correspondentes na qualidade de justo o mandamento reflete aí com a idade de Deus e requer de nós em suas exigências e sanções nada além do que a equitativo e na qualidade de bom o mandamento promove o mais elevado bem-estar do homem expressando desse modo a bondade de Deus
Paulo nos ajuda a entender que:
O propósito da lei é revelar o pecado (7-8) - o pleno conhecimento do pecado vem pela lei, ela é o espelho que revela o ser interior e mostra como somos imundos. A lógica de Paulo é muito clara é irrefutável sem lei está morto pecado, onde não há proibição não há transgressão, sem lei o pecado não pode ser caracterizado juridicamente.
O propósito da lei é Condenar o pecado (9-11) - Quando um criminoso é pego em flagrante de seu delito a lei exige que ele pague por seu crime ele é preso porque a lei o condena. É importante ressaltar que a lei expõe e condena o pecado mas não é responsável por eles nem por nossa morte. O grande vilão da história somos nós mesmos e o nosso pecado. Calvino ressalta que o pecado resiste reside em nós e não na lei uma vez que a perversa concupiscência da nossa carne é a sua causa
Versículos 14-25: A partir do verso 14 o Apóstolo descreve sua própria luta pessoal com o pecado. Ele reconhece a tensão entre a vontade de fazer o bem e a presença contínua do pecado em sua vida. Paulo fala sobre a incapacidade humana de vencer o pecado por conta própria e a necessidade de Cristo para a libertação.
Essa perícope descreve o apóstolo como um crente, lutando contra a lei e o pecado. Ele está quase derrotado, com a vitória vindo somente quando se rende e aprende a depender apenas de Cristo. Nessa seção é crucial entender que mesmo que o cristão tenha “morrido para a lei” (7.4) e tenha sido “liberto” dela em Cristo (7.3), a lei ainda está presente em nossas vidas de uma forma secundária como cumprida nele (Mt 5.17–20). Ela é cumprida ou completada por Cristo (Rm 10.4),
Há algumas expressões interessantes, que revelam essa verdade
Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou Rm 7.14.
No íntimo do meu ser tenho prazer na Lei de Deus; 23 mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Rm 7.22–23.
Essa passagem retrata Paulo (e nós) tentando derrotar o pecado na sua/nossa própria força e finalmente aprendendo a render-se a Cristo e ao Espírito.
