EBD - Marcos 13.14-37
O Evangelho de MArcos • Sermon • Submitted • Presented
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Marcos 13.14-37 (Nei)
Marcos 13.14-37 (Nei)
A Tribulação (Mc 13.14-27)
O capitulo 13 de Marcos fala sobre 4 eventos relacionados a um tipo de tribulação, é a resposta de Jesus a pergunta dos discipulos em Marcos 13.1–4
“1 Quando ele estava saindo do templo, um de seus discípulos lhe disse: “Olha, Mestre! Que pedras enormes! Que construções magníficas!” 2 “Você está vendo todas estas grandes construções?”, perguntou Jesus. “Aqui não ficará pedra sobre pedra; serão todas derrubadas.” 3 Tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, de frente para o templo, Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular: 4 “Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal de que tudo isso está prestes a cumprir-se?”
Mateus 24.1–3 “1 Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, seus discípulos aproximaram-se dele para lhe mostrar as construções do templo. 2 “Vocês estão vendo tudo isto?”, perguntou ele. “Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas”. 3 Tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se a ele em particular e disseram: “Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?”
O fim virá. Mas o fim de quê? De Jerusalém? Do mundo em geral? Um fato fica claro: o discurso de Cristo vai avançando para a chegada do fim.
Desses 4 eventos, 1 ja havia ocorrido e 3 naquela época, ainda iriam acontecer, para nós, nos dias atuais, 2 eventos ja aconteceram e 2 ainda estão por acontecer.
1 Evento
1.PROFANAÇÃO DO TEMPLO POR ANTIOCO EPIFANIO. Mc 13.14
Mateus 24.15 “15 “Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no Lugar Santo — quem lê, entenda —”
Daniel 9.27 “27 Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível, até que chegue sobre ele o fim que lhe está decretado”.”
Daniel 11.31 “31 “Suas forças armadas se levantarão para profanar a fortaleza e o templo, acabarão com o sacrifício diário e colocarão no templo o sacrilégio terrível.”
Daniel 12.11 “11 “Depois de abolido o sacrifício diário e colocado o sacrilégio terrível, haverá mil e duzentos e noventa dias.”
Antíoco IV Epifanio, Rei Grego, em 168 ac, profanou o templo em Jerusalém sacrificando um porco no altar, oferecendo a Zeus.
No ano de 168 a.C., o governante pagão Antíoco IV Epifânio teve a audácia de erigir um altar pagão no templo dos judeus. Em vez de sacrifi car novilhos, bodes e cordeiros, ele profanou o templo ao sacrifi car um porco. Isto foi o cúmulo da blasfêmia, porque os judeus viam os porcos como impuros.
R. C. Sproul
Esse seria o significado quando Marcos diz “Terrivel profanação”, quando um outro idolo é colocado no lugar de Deus.
2 Evento
2. DESTRUIÇÃO DO TEMPLO DE JERUSALÉM. Mc 13.14-18
Lucas 21.20 “Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos, vocês saberão que a sua devastação está próxima.”
Lucas 21.21 “21 Então os que estiverem na Judéia fujam para os montes, os que estiverem na cidade saiam, e os que estiverem no campo não entrem na cidade.”
A terrivel profanação, também pode se referir ao ano 70 d.C, quando os Romanos, comandado pelo general Tito. Os Romanos citiaram a cidade de jerusálem e os Judeus ficaram presos na cidade, sem ter como comer e beber, e chegaram ao ponto de se alimentarem com a carne dos seus bebês. Eles profanaram e destruiram o templo de Jerusalém e mataram milhoões de Judeus.
Willian Hendriksen comenta:
Quanto ao cumprimento da profecia, quando os judeus se rebelaram contra os romanos, Jerusalém foi tomada por Tito, filho do imperador Vespasiano (69–79 d.C.). O templo foi destruído (ano 70 d.C.). Acredita-se que mais de um milhão de judeus, que tinham se amontoado na cidade, morreram. Como unidade política, Israel deixou de existir. Como uma nação especialmente favorecida pelo Senhor, ela chegou ao fim da estrada mesmo muito antes do começo da guerra judaica.
Flávio Josefo (Que presenciou aquele momento) relata a história desse terrível cerco no quinto livro das guerras dos judeus. Diz-nos que foram tomados 97.000 cativos e que 1.100.000 pessoas pereceram por lenta inanição ou pela espada. Diz que:"Logo a fome ampliou seu avanço e devorou as pessoas por casas e famílias. Os aposentos altos estavam cheios de mulheres e meninos morrendo de inanição. As ruas da cidade estavam cheias dos cadáveres dos anciãos. Os meninos e jovens vagavam ao redor dos mercados como sombras, todos inchados pela fome, e caíam mortos em qualquer lugar sua miséria se apoderava deles. Quanto a sepultá-los, os que estavam doentes não eram capazes de fazê-lo, e os que estavam sãos e corajosos se desanimavam pela grande quantidade de mortos, e a incerteza sobre quando eles próprios morreriam, porque muitos morriam enquanto estavam enterrando a outros, e muitos foram a seus próprios ataúdes antes da hora fatal. Não havia lamentos nestas calamidades... a fome confundia todas as paixões naturais... Um profundo silêncio e uma sorte de noite letal havia se apoderado da cidade".
Para piorar as coisas, estavam os inevitáveis profanadores que saqueavam aos mortos. Josefo fala turvamente de como, quando não se conseguiam nem umas ervas, "algumas pessoas chegavam a tão terríveis extremos como procurar nos esgotos e nos montões de esterco, e comer o esterco que achavam, usando para alimentar-se, coisa que antes não podiam nem ver". Traça um quadro terrível de homens mastigando o couro de correias e sapatos, e conta a história estremecedora de uma mulher que matou e assou a seu filho, e ofereceu parte dessa terrível comida a alguns que lhe pediram de comer.
Marcos & Josefo
Marcos 13.17 “17 Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando!”
Josefo: “Ela então tentou a coisa mais natural, e agarrando seu filho, que era uma criança de peito, disse, ‘Oh, pobre criança! Para quem eu te preservarei nesta guerra, nesta fome e nesta rebelião? ...’ Logo que acabou de dizer isto, ela matou seu filho e, então, assou-o, e comeu metade dele, e guardou a outra metade escondida para si.” (Guerras, livro 6, capítulo 3, seção 4).
Jesus fala de uma outra tribulação futura, e sobre seu retorno (Parúsia)
3 Evento
3. A TRIBULAÇÃO. Marcos 13.19-27
Marcos 13.26, remete a Daniel 7.13 “Em minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença.”
A segunda vinda de Cristo será marcada por sinais cósmicos e pela reunião universal dos eleitos de Deus.
As tribulações são conhecidas pelas profecias do AT, pelas palavras de Jesus e pela visão de João no apocalípse.
Ez 32.7–8 “7 Quando eu o extinguir, cobrirei o céu e escurecerei as suas estrelas; cobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não dará a sua luz. 8 Todas as estrelas que brilham nos céus, escurecerei sobre você, e trarei escuridão sobre a sua terra. Palavra do Soberano, o Senhor.”
Joel 2.30–31 “30 Mostrarei maravilhas no céu e na terra: sangue, fogo e nuvens de fumaça. 31 O sol se tornará em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e temível dia do Senhor.”
Apocalipse 6.12 “ Observei quando ele abriu o sexto selo. Houve um grande terremoto. O sol ficou escuro como tecido de crina negra, toda a lua tornou-se vermelha como sangue,”
Sequencia da tribulação;
1° Evento: O Arrebatamento da Igreja. (1Ts 4:17. 2Ts 2:2).
2° Evento: O Anticristo aparece. (2Ts 2:2,3).
O surgimento do Anticristo, um líder mundial que enganará muitos.
A assinatura de um acordo de paz entre Israel e outras nações.
O início de um período de três anos e meio de aparente paz e prosperidade.
3° Evento: Paz seguida de grande tribulação. (Dn 9:27).
Início da grande tribulação (septuagésima semana de Daniel)
A quebra do acordo de paz pelo Anticristo, levando à perseguição dos cristãos.
A manifestação de sinais e julgamentos divinos, como terremotos, pragas e catástrofes naturais.
A batalha final entre o bem e o mal.
4° Evento: Segunda vinda de Cristo. (2Ts 2:1-3).
3.1 A Parúsia ( Chegada ou presença) A segunda vinda de Cristo Marcos 13.26-27
A Parusia é um termo que se refere à segunda vinda de Jesus Cristo ao mundo, um evento futuro em que Jesus Cristo retornará em glória e poder para julgar os vivos e os mortos.
A segunda vinda de Cristo é vista como o momento em que a salvação e a renovação de todas as coisas serão concretizadas. Durante este tempo Jesus Cristo presidirá o Juízo Final. Este evento marcará o início de uma nova era de paz e justiça.
Isaías 13.10 “10 As estrelas do céu e as suas constelações não mostrarão a sua luz. O sol nascente escurecerá, e a lua não fará brilhar a sua luz.”
Daniel 7.13 “13 “Em minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença.”
Apocalipse 1.7 “7 Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dele. Assim será! Amém.”
Algumas observações, referente a segunda vinda:
Será um período de refrigério ou descanso, vindo da parte do Senhor (Atos 3:19).
Significará a restauração de todas as coisas (Rom. 8:21; Efé. 1:10)
O cumprimento do mistério da vontade de Deus fará de Cristo o centro da Nova Criação na qual ele será tudo para todos
Consistirá da manifestação, aparecimento e revelação de Jesus Cristo (1 Ped. 1:7,13).
Será o dia de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tito 2:13).
Também será o Dia de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Cor. 1:8 e 2 Ped. 3:12).
Ê acontecimento predito nas páginas do A.T. (Dan. 7:13); e figura tão freqüentemente no N.T., que é mencionado numa média de um versículo em cada vinte e três. (Ver Jud. 14; Mat. 25:31; João 14:3; Atos 3:20 e 1 Tim. 6:14).
Esse acontecimento será precedido por certos sinais (Mat. cap. 24).
Sua maneira: será nas nuvens (Mat. 24:30 e Apo. 1:7): na glória de Deus Pai (Mal. 1:2–7); na glória de Cristo (Mat. 25:31); uma verdade literal (Atos 1:9,11); acompanhado pelos anjos (Mat. 16:27; 1 Tes. 3:13 e Jud. 14); em companhia dos crentes (1 Tes. 4:14); repentino (Mar. 13:36); como se fora um ladrão que assalta à noite (1 Tes. 5:2; 2 Ped. 3:10 e Apo. 16:15); será como um relâmpago (Mat. 24:27).
Cristo destruirá a morte quando de sua vinda (ver 1 Cor. 15:25,26).
Seus santos receberão a natureza e a semelhança de Cristo, mediante a ressurreição e a subseqüente glorificação; e isso atua neles, por enquanto, como uma esperança purificadora (ver 1 João 3:2,3 e 1 Tes. 4:14,16). Tal ocorrência redundará em glória tanto para Cristo como para os crentes (ver Col. 3:4). A coroa da glória será dada aos crentes nessa oportunidade (ver 2 Tes. 3:7 e 1 Ped. 5:4).
Então, terá início o reino milenar de Cristo (ver Dan. 7:27; 2 Tim, 2:12; Apo. 5:10 e 20:6).
Fonte: Enciclopédia de Bíblia, Teologia & Filosofia, Volumes 1–6 (Parousia)
Outros eventos depois desses, são a derrota de satanás, do anticristo e do falso profeta. O julgamento das nações e o milênio.
A lição da figueira. Marcos 13.28-31
Diferente das outras árvores da região, a figueira perde suas folhas no inverno, e só na primavera quando se aproxima o tempo quente é que os galhos começam a dar brotos. Ou seja, Jesus esta dizendo que esses eventos virão, mas não diz exatamente quando.
Então os discipulos sabiam quando o verão estava próximo, parecidamente, alguns anos depois, quande eles viram essas coisas acontecendo (Destruição de templo) eles perceberam qua não haviam apenas os terremotos, fomes e guerras, mas que a profanação do templo, o “Sacrilégio terrivel” (A aproximação dos Romanos) eles iriam entender que a destruição estava acontecendo.
Assim também será um dia, quando os cristãos (Que se converterão na tribulação) virão o AntiCristo realizando a profanação do templo e o “Sacrilégio terrivel”, todos saberão que o retorno de Cristo estará próximo.
O Dia e a Hora São Desconhecidos. Marcos 13.32-37
James Edwards diz algo interessante sobre esses versiculos; “O discurso do monte da oliveiras acaba com uma nota de mistério, aprendemos na conclusão que o conhecimento do fim excede qualquer possibilidade de saber o dia exato da volta do Cristo. Todos os sinais foram somados para uma conclusão: Não é possivel se preparar para o fim, a única preparação para fim é o ficar atento e a fidelidade no presente.”
O final do versiculo 37, Jesus deixa uma mensagem para toda a era da Igreja “O que lhes digo (Para os apóstolos que estavam ouvindo) Digo a todos (Nós os Cristãos atuais); Vigiem!
Massada: a Última Fortaleza
O ano 72 d.C. estava próximo de seu fim quando um sentinela judeu, que montava guarda num posto avançado nas montanhas, avistou uma nuvem de poeira aproximando-se no horizonte. Ele sabia que aquilo só podia significar uma coisa: os romanos estavam chegando. Foi dado o alarme. A última fortaleza da resistência judaica despertou. A guerra havia chegado a Massada.
A fortaleza
Massada, que, provavelmente, significa "lugar seguro" ou "fortaleza". O local é uma fortaleza natural, com penhascos íngremes e terreno acidentado, a face do penhasco se eleva 400 metros acima da planície circundante. O acesso só é possível através de uma difícil trilha que serpenteia pela montanha.
Flávio Josefo, o famoso historiador judeu do primeiro século, é a principal fonte de informação sobre a história de Massada. Embora alguns de seus relatos e números sejam muitas vezes questionados, grande parte do que ele descreveu foi confirmado pela arqueologia.
Massada tornou-se uma fortaleza judaica durante o período dos hasmoneus (cerca de 150-76 a.C.). Mais tarde, o rei Herodes fez ampliações e reforçou suas defesas (37-31 a.C.). Como era de se esperar, as reformas de Herodes foram impressionantes. Uma dupla muralha de pedra, com 140 metros de extensão e quase seis metros de altura em alguns pontos, estendia-se por todo o perímetro do platô. No espaço de 4 metros de largura que separava as duas muralhas, foram construídos vários quartos, que eram usados para guardar armas e alojar as tropas. A muralha tinha quatro portões e mais de trinta torres.
Herodes também construiu dois palácios com todo conforto e luxo da época: pisos de mosaicos, afrescos, colunatas e até uma piscina. Para garantir a auto-suficiência de seu refúgio no deserto, Herodes mandou plantar hortaliças e grãos na montanha, além de construir enormes cisternas escavadas na pedra para coletar água da chuva, com capacidade para mais de 40 milhões de litros. Suas despensas guardavam jarros de azeite, vinho, farinha e frutas. Herodes também tinha um estoque de armas suficiente para um exército de dez mil homens.
Após a morte de Herodes, a fortaleza de Massada foi ocupada por uma guarnição romana que ficou aquartelada ali por quase cem anos.
Os sicários
Surgiu entre os judeus daquela região uma quarta filosofia ou seita (além dos fariseus, saduceus e essênios). Josefo apontou essa seita como responsável pela destruição do Templo de Jerusalém, em 70 d.C. Esse partido defendia a rebelião contra Roma e não reconhecia nenhuma autoridade, senão a divina. Seus seguidores eram conhecidos como sicários, do latim sica, que significa "adaga curva". Alguns estudiosos identificam os sicários com os zelotes.
Josefo não tinha muitas palavras boas a dizer sobre os sicários. Ele os definiu como bandidos, que não assassinavam só os romanos, mas matavam e saqueavam seus próprios compatriotas, cometendo crimes bárbaros e fomentando a revolta, sob uma capa de patriotismo e ideais libertários.
No ano de 66 d.C., um grupo desses rebeldes entrou furtivamente na fortaleza de Massada e dizimou a guarnição romana aquartelada ali. Pouco depois, o líder dos sicários, Manaém, chegou a Massada com seus homens, saqueou o arsenal e seguiu em direção a Jerusalém, como líder autoproclamado da revolta contra Roma. Chegando em Jerusalém, Manaém agiu com extrema crueldade, assassinando todos os que não se submetiam à sua autoridade. Sua opressão tornou-se tão insuportável que provocou um levante num grupo de judeus de Jerusalém que consideravam sua tirania pior que a de Roma. Nessa revolta, Manaém foi preso e executado. Muitos de seus seguidores, inclusive um parente seu chamado Eleazar ben Jair, fugiram para Massada, onde Eleazar tornou-se líder dos sicários.
Durante os seis anos seguintes, os sicários de Massada demonstraram fervorosa devoção religiosa. Entretanto, em total incoerência com essa aparente piedade, Eleazar e seus homens costumavam atacar as povoações vizinhas, até mesmo as de judeus, para roubar provisões. A vila de En-Gedi, situada a cerca de 25 quilômetros ao norte de Massada, foi alvo de seu ataque mais cruel. Os sicários investiram contra a aldeia durante a Festa dos Pães Asmos, roubaram todos os mantimentos, expulsaram os habitantes judeus e, segundo Josefo, mataram setecentas pessoas.
Quando Jerusalém foi finalmente destruída pelos romanos, no ano 70 de nossa era, um pequeno punhado de sobreviventes dirigiu-se para Massada. Na época em que os romanos atacaram a fortaleza na montanha, no final de 72 d.C., a população judaica que ali vivia já somava 967 pessoas.
O cerco
Após a tomada de Jerusalém, os romanos começaram a operação de limpeza das áreas conquistadas. Massada foi deixada para o novo procurador, Flávio Silva.
Silva marchou em direção a Massada com a Décima Legião e uma tropa auxiliar de milhares de soldados, além de milhares de prisioneiros judeus que trabalhavam como escravos, produzindo alimentos e fornecendo água para o exército.
Ao chegar à base da fortaleza de Massada, Silva começou a elaborar uma estratégia para enfrentar o desanimador desafio que se erguia à sua frente. Após avaliar a situação, ele decidiu, primeiramente, construir oito acampamentos de base em torno da fortaleza. Um deles foi colocado na montanha que dava vista para Massada, no lado sul. O local era um ótimo posto de observação, permitindo acompanhar as atividades dos sicários. O quartel-general de Silva estava localizado num dos acampamentos maiores, a noroeste da fortaleza.
O primeiro objetivo de Silva era impedir que os sicários escapassem. Para isso, construiu uma muralha de três quilômetros de extensão e quase dois metros de espessura, circundando toda a montanha.
Os sicários sabiam muito bem quais eram as intenções dos romanos, e não ficaram assistindo de braços cruzados. Enquanto os romanos tentavam construir sua rampa, os judeus juntavam grandes pedras, pesando uns 50 quilogramas cada uma, e as mandavam rolando morro abaixo. Além disso, outros sicários arremessavam pedras menores com suas fundas.
Mas a resistência foi em vão. O plano inclinado foi concluído e as enormes máquinas de guerra dos romanos entraram em ação. Uma dessas torres tinha entre 20 e 30 metros de altura, e, lá de cima, os romanos lançavam uma chuva de setas e pedras sobre os atarantados rebeldes.
Sabendo disso, os sicários usaram um sistema engenhoso para reforçar a muralha exterior. Usando as vigas dos telhados de 90 por cento das construções de Massada, eles construíram uma muralha de madeira por dentro da muralha de pedra e encheram de terra o espaço entre as duas. Mas o sucesso da nova muralha de madeira não durou muito, pois ela tinha uma grande fraqueza: podia ser queimada.
Silva ordenou que suas tropas lançassem tochas flamejantes sobre a muralha, e, em pouco tempo, ela estava em chamas. Quando um vento vindo do norte soprou as chamas de volta na direção dos romanos, os judeus cercados sentiram a esperança renascer. Mas os ventos mudaram outra vez, levando as chamas novamente para a muralha. Enquanto suas defesas queimavam rapidamente, os sicários perceberam que o fim estava próximo.
O suicídio
Em vez de investirem para a matança, os legionários voltaram a seus acampamentos para passar a noite, preparando-se para desferir o ataque final pela manhã. Porém, durante a noite, Eleazar ben Jair convenceu seus compatriotas, embora com certa dificuldade, de que era melhor morrerem livres do que sofrerem a tortura que certamente estaria reservada para eles e suas famílias, nas mãos dos romanos. O suicídio coletivo era preferível à escravidão. Com grande tristeza, cada chefe de família matou sua mulher e seus filhos. Em seguida, foram sorteados dez homens para matar os restantes. Desses, um foi selecionado para matar os outros nove, incendiar o palácio onde todos haviam tombado e, depois, suicidar-se.
Com o raiar do sol, as tropas romanas precipitaram-se pelas fendas da muralha, preparadas para entrar em combate contra a resistência, mas tudo o que encontraram foi o silêncio. Intrigados, os soldados gritaram para atrair os guerreiros. Em vez disso, viram surgir das sombras duas mulheres e cinco crianças, que haviam escapado do massacre da noite anterior escondendo-se em cavernas subterrâneas. Os sobreviventes contaram aos romanos o que os sicários tinham feito, mas eles só acreditaram quando entraram no palácio incendiado e contemplaram o monte de cadáveres.
