A maior glória que já vi!

Quatro mensagens de Ageu  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Ageu 2.1-9

Intro:
Qual foi a maior glória que você já viu? Se essa pergunta fosse feita ao povo que viu o templo de Salomão eles teriam uma nostalgia imensa. Um lugar que demorou sete anos para ser feito, mas que despertava a admiração pela sua esplendorosa beleza. O mesmo rei que teve vários anos de paz, ao ponto de várias promessas feitas os patriarcas, aparentemente, serem cumpridas. Mas elas não foram, o reino dividiu Norte e Sul, o primeiro caiu no ano de 722 a.C e o outro em 593 a.C começou a ir ao cativeiro.
Mesmo aquele grande templo não resistiu à investida sangrenta dos babilônios, muitas memórias, igualmente dor, sofrimento e até lágrimas. No entanto, Deus motiva o povo, aquela glória não foi a final e nem a maior de todas, e isso notaremos no texto, pois: A presença de Deus é a maior glória de todas. Notaremos isso no texto em duas partes, a primeira:
1. A presença de Deus é a motivação necessária para continuar (1-5)
1. A segunda mensagem do livro de Ageu foi entregue cerca de 27 dias após o povo retomar efetivamente ao trabalho no templo.
2. Devemos lembrar que o modo como é finalizada a seção anterior nos elucida sobre duas coisas: a provisão dos recursos e o reinício da obra.
3. A data que é destaca no verso 1, dentro do calendário Judaico era bastante especial, era o último dia da festa dos tabernáculos que recordava o povo da provisão de Deus durante os quarenta anos no deserto.
4. No entanto, o que deveria ser uma data alegre, acabou sendo marcada pela tristeza que boa parte do povo enfrentava ao ver sua situação social e a condição que estava o templo.
5. A situação social será focalizada mais na próxima mensagem de Ageu, aqui o alvo é o templo.
6. Recordando como estava a situação do templo, a palavra “ruínas” esclarece como penosamente alguns recordavam a grandeza dele antes do cativeiro, e isso se mostrará um problema ao longo do texto.
7. Note que há uma mudança no verso dois, em comparação à estrutura da primeira mensagem em 1.1
8. Além dos dois personagens que exerciam liderança sobre o povo, o remanescente judeu também é citado.
9. O que teria ocasionado essa mudança?
10. Nessa parte do livro todo o povo que estava com as mãos ao trabalho, e os desafios de ver o antigo templo em desolação, serão motivados por Deus a não desistir de reconstruí-lo.
11. No início do verso três, Deus começa a lidar com esse sentimento do povo.
12. Primeiro ele fala com aqueles que viram o primeiro templo, lidando com sua tristeza, ao comparar o antes e o depois, para reajustar o seu desânimo presente.
13. Para eles era difícil observar toda essa situação, e era fato que reconstruir igual foi um dia não era o caso aqui. Ver cada pedra ser colocada, e lembrar que jamais fariam a mesma coisa, doía bastante.
14. O texto utiliza a expressão “esta casa” o que se assemelha a “este povo” do verso quatro, indicando que uma nova audiência acontecia em razão do último dia da festa.
15. Deus aqui quer que cada parte do povo tenha algo em mente durante o processo de reconstrução, notamos isso pelo uso da expressão: Sê forte.
16. Era necessário que cada um deles persistisse na obra, e não deixassem as lembranças passadas os afogarem no mar da melancolia.
17. Esse não era o momento, agora deveriam ir adiante e terem coragem mesmo nessa situação difícil. O início do verso quatro indica essa mudança de disposição, de lamentar para trabalhar! “Mas agora!” - Tradução alternativa.
18. Essa expressão também foi dita para Josué assim que ele assumiu a liderança do povo, após a morte de Moisés.
19. Também não era algo fácil para ele, mas Deus o conforta dizendo algo semelhante ao que foi dito aqui em Josué 1.9“Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.”
Aplicação: Diante dos desafios da vida a primeira coisa que você buscar é a certeza da presença de Deus.
20. A certeza da presença de Deus é a segurança que o povo precisava, e foi o estímulo para Josué vence qualquer temor que poderia sentir.
21. A mesma certeza, irmãos, deve ser o nosso combustível para permanecer confiando em Deus.
22. Apesar de eles não repetirem o mesmo templo de Salomão, são chamados a trabalhar como o texto aponta. TRABALHAI!
23. Também observe como a palavra -Porque-aparece, “Porque eu sou convosco”, essa era a razão para eles seguirem. E a nós cabe o mesmo.
24. No verso cinco o texto busca recordar fatos mais antigos para contrapor a lembrança mais próxima do povo, e preparar o povo para um futuro ainda mais distante.
25. Aqui, Deus lembra da aliança uma outra vez com o povo e junta isso com o momento histórico em que ela foi dada.
26. Deste modo, o povo ao seguir no serviço comandado por Deus, teria em mente a imagem de Deus libertando seus antepassados da escravidão egípcia e formalizando a aliança.
27. E aponta que o Espírito dele estaria entre o povo, e essa certeza os confortaria como aconteceu no deserto onde não havia um templo, mas por haver a presença de Deus as dificuldades eram superadas.
28. E se a presença de Deus estava com eles agora, qualquer desanimo ou lembrança serão superadas por essa certeza.
29. E desde aqui, Deus já deixa uma certeza para o povo, a sua presença é mais importante que o templo, mas isso não exclui o povo do papel de adorá-lo naquele lugar.
30. Por isso, eles não precisam desanimar, na verdade eles não devem temer nada.
31. A mensagem da aliança não é prejudicial para aqueles que são fiéis, mas é um consolo para todos que vivem sob os mandamentos de Deus.
32. E a nós, irmãos, que vivemos sob uma nova aliança, não apenas temos a certeza de que Deus está perto de nós, mas que ele habita em nós, não podemos esquecer. Um momento superior chegou.
33. Ele tem nos abençoado na congregação, e estamos progredindo a cada dia, que possamos recordar disso, e agradecer por cada passo que tem sido dado aqui.
34. Como falei, a imagem do Êxodo não aponta apenas ao passado, mas também para um futuro distante, e isso que veremos agora.
2. O templo de Salomão será superado (6-9)
1. Irmãos o livro de Ageu está contido na seção de profecia, e ainda que muitas vezes o profeta tenha o papel de interpretar o presente, ele também deixa rastros de como será o futuro.
2. O passado, presente e futuro são tempos que estão no horizonte da profecia, isso pode ser compreendido partindo deste livro e nos demais.
3. Nessa parte do capítulo dois ele partilhará isto conosco.
4. Aqui o povo com a mente voltada para o Êxodo, passado, agora é levado a uma nova imagem dele, Deus descreve que fará um novo Êxodo. Futuro!
5. Por isso há a utilização da expressão: “ainda uma vez”, o que indica que aqueles eventos um dia serão repetidos. Eles formam um padrão que é reutilizado ou intensificado com o tempo.
6. Apesar do “dentro em pouco” indicar um tempo imediato, essa palavra de Deus se cumprirá em parte nesse contexto de Ageu, e de modo completo após a segunda vinda de Jesus.
7. Isso não é nada novo entre os profetas, eles recebiam mensagens que não se cumpririam completamente no seu tempo. Aqui é um exemplo disso.
8. A parte que foi cumprida nesse tempo são as “as coisas preciosas” das nações chegarem até o templo, e a presença de Deus.
9. Note a semelhança que houve com o Êxodo, os irmãos devem lembrar que naquele tempo, o povo ao sair do Egito, despojou coisas valiosas daquela terra, você pode conferir isso em Êxodo 12.
10. No momento do profeta Ageu, recordamos do decreto de Ciro.
11. Quando ele divulgou que o povo deveria retornar para sua terra, deixou recursos do seu reino para ajudar na obra. Note a semelhança: Nações dando suas preciosidades.
12. Igualmente, Dario fez com o povo judeu. Quando lembramos do contexto de Ed 3-6, é dito que ele também enviou recursos.
13. Não no momento que o povo trouxe madeira, mas num período mais adiante, quando ele ordenou que a reconstrução não fosse outra vez parada.
14. Por isso falamos aos irmãos que o povo deveria confiar em Deus, como ele fez Ciro ser favorável também fez Dario ser. O povo não precisava parar. Mas demoraram quinze anos para viver essa verdade.
15. Pensando no futuro, note que Deus diz que fará “abalar todas as nações”. Basta lembrarmos de quando ele falou no Sinai, Êxodo 19.18. Temos os dois referentes saída do Egito e quando ele formou a Aliança com o povo. Há um entrelaçamento deles.
16. É fato que o povo judeu ao retornar para sua terra trouxe medo aos seus vizinhos, por isso tantos tentaram embargar a obra.
17. Porém, em Hebreus 12.26 aparece a mesma expressão o que nos ajuda a compreender que há um cumprimento futuro para o que foi dito na passagem. Ao fim do novo Êxodo, Cristo virá.
‌18. A ajuda de Hebreus é essencial, pois com esse livro compreendemos que esse evento será o estabelecimento do reino de Deus aqui na terra.
19. Outra coisa que colaborar para isso, note a expressão “darei a paz” e fica a seguinte pergunta: Quando isso aconteceu com o povo judeu? Nunca! Ou mesmo com os crentes? também não.
20. Essa promessa é algo que ainda permanece em aberto. Deus fará maravilhas maiores do que já fez, no segundo advento de Cristo, ao ponto de a submissão dos povos ser totalmente dele.
21. Ao ponto que quando o seu reino for estabelecido, a paz será uma marca daqueles dias.
22. Um ponto interessante a ser colocado, é que não haverá imposição, como foi no tempo de Salomão.
23. Na eternidade, de modo mais específico, essa oferta, “as coisas preciosas”, que os povos darão será totalmente dedicado com amor a Deus.
24. Partindo de textos como esse, entendemos que naquele momento histórico, igualmente, haverá trabalho, pois observe Apocalipse 21.26 “E lhe trarão a glória e a honra das nações.” Há semelhança textual com Ageu.
25. Haverá trabalho na eternidade, pois hoje para se ter riquezas é necessário trabalhar, podemos concluir que essa condição também constituirá o tempo eterno, só não temos revelação suficiente para cravar como será.
26. Outra coisa, sabe por que o povo deveria continuar sem se importar com o templo de Salomão? observe o verso 8.
27. Deus era o dono dos recursos, mais importante que um templo glorioso era a presença de Deus, isso fortaleceria o povo, e os ajudaria a repensar sobre aquele templo.
Aplicação: A nossa congregação não é um grande templo como foi esse, mas é o local que Deus lhe colocou para desenvolver os talentos que ele lhe deu! Não espere um grande templo, mas sirva com a certeza de que Deus está aqui conosco.
28. O mais importante, como é destacado no texto, era fazer a casa, pois ela faz parte do plano de Deus e nos faz olhar para um templo mais glorioso do estado eterno.
29. Do mesmo modo como o remanescente compõe a linha até a chegada do Messias, este templo compõe a linha até o último templo. Era o modo de nome de Deus continuar sendo propagado até aquele que é “Maior que o templo” chegasse.
30. Por isso há o destaque para a “gloria será maior que a da primeira”, pois ela simboliza o templo final onde há a plenitude da presença de Deus. Já somos o templo de Deus na Nova Aliança, mas um dia veremos o templo Celeste habitar entre nós, como o próprio Messias um dia habitou.
31. A profecia falhou? Não, mas ela falava de coisas que iam além do tempo do profeta, ela é escatológica.
32. Essa parte cumprida nos ajuda a entender e crê na grandiosidade que irá superar o que já aconteceu.
33. Deus moverá corações de reis para serem favoráveis aos judeus, e um dia abalará e restaurará a terra como um novo Éden.
34. Onde a marca desse novo jardim será a presença plena de Deus, e nosso serviço voluntário e dedicado a ele. Você é templo de Deus, mas como esse templo tem sido usado?
35. Com isso em mente, o que te impede de hoje já dedicar serviço ao Senhor? Desde já somos convidados a não desanimar, mas persistir em seu caminho.
36. Há uma última glória a ser desfrutada por todos nós, mas que hoje já pode ser sentida por todos aqueles que já amam ao Senhor.
37. Se você já tem prazer em servi-lo hoje é uma clara evidência que verá todos esses acontecimentos com os próprios olhos.
38. Damos graças a Deus pela esperança futura, que nos consola e nos impele no serviço cristão.
Aplicação: O templo era a ação necessária para aqueles dias, o povo foi motivado a seguir em frente, com vistas na mesma presença constante do Senhor, e a nós também devemos partilhar do mesmo sentimento, por isso:
1. A igreja imperfeita não é uma barreira no serviço, apenas uma demonstração de que ainda não estamos no céu, e de que você mesmo é falho!
2. Deus é o dono da prata e do ouro, logo, mesmo que não tenhamos um templo maravilhoso, o mais importante é adorá-lo na casa que ele nos colocou!
3. Mais do que um templo bonito, reflita sobre se a presença de Deus é real em você. Essa presença é mais importante.
4. Sabemos que somos o templo que Deus habita conforme 2Coríntios 6.16, e o que você tem feito com seu corpo? Tem honrado ou desonrado o nome de Deus?
Conclusão:O povo foi motivado a não desanimar com as condições sociais, Deus já garantiu que estaria com ele, Zorobabel e o remanescente judeu seguiu no serviço, mas havia uma parte do povo que seria advertida por Deus. Isso veremos na próxima semana, conforme a vontade do Senhor, amém.
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