A Parábola Dos Talentos

Frutifiquem – O Que As Parábolas De Jesus Têm A Dizer?  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Notes
Transcript
Saudação à Célula Desperta: Irmãos, graça e paz a todos!!!
Cumprimento ao Pastor (se estiver presente): somente a Palavra de Deus...
Receber mais uma vez os visitantes: Valéria, Emerson, Gustavo, Giovana...
Menção à série: Frutifiquem – O que as parábolas de Jesus têm a dizer?
Menção à lição de hoje: A Parábola dos Talentos.
Leitura da Palavra:
Mateus 25.14–30 RAStr
14 Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.16 O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.17 Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.18 Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.23 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.24 Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,25 receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.26 Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?27 Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez.29 Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.30 E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.
Oração (pedir ao Pastor para que, por favor, a faça).

Em Cristo, Todos Nós Somos Muito Talentosos!!!

Para entendermos bem isso, meditemos, Irmãos, nos dois primeiros versículos...
Mateus 25.14–15 RAStr
14 Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.
O homem que se ausenta aqui é o póprio Jesus, que subiria aos ceús, às alturas.
O contexto era o da última semana antes de sua morte, ressurreição e ascensão.
Aqui, “ausentando-se do país” e “partiu” são a palavra ἀποδημέω (apodeméo),
viajar para longe do seu lugar habitual (de homem, mesmo sendo o próprio Deus),
porque Deus sempre habitou entre nós, como, de fato, deseja habitar entre nós.
(Jardim — teofanias — Tabernáculo — Templo — Verbo encarnado — Espírito Santo).
Existe um significado muito profundo entre a primeira e a segunda vinda de Cristo.
Queda (Antiguidade Oriental, idolatria, escravidão — Clássica, homem no centro);
Redenção (perseguição e vitória da Igreja — Idade Média, milênio, Cristo no centro);
Consumação (Renascimento, homem no centro — perseguição e vitória da Igreja).
Um outro texto bíblico que ilustra bem esse início da parábola é:
Efésios 4.7–8 RAStr
7 e a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo.8 Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.
Levar cativo o cativeiro é subordinar quem antes subordinava (inimigos d’alma);
principalemente, o Diabo, sobre quem hoje temos autoridade;
antes de Jesus e do advento do Reino, não tínhamos, basta ver a Antiguidade.
A palavra lembra a visão de César ao chegar em Roma, que, tendo vencido e
e trazido preso os inimigos, distribuía seus despojos ao povo (Arco de Tito).
Portanto, Jesus venceu, distribuiu dons a nós, a Igreja militante,
e reina nos céus com os santos que já partiram desta vida, a Igreja triufante.
Servos aqui consideremos nós, a Igreja; digo isso para aplicar a Palavra de Deus a nós,
pois todo homem infiel, na verdade, recebe dons também, e disso será cobrado no Juízo.
Nesse serviço consiste a verdadeira liberdade, a qual temos, e anunciamos ao Mundo.
2Coríntios 3.17 RAStr
17 Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
Ser servo de Cristo (δοῦλος, doulos, escravos) é incomparavelmente melhor que ser
escravo dos homens, escravo dos inimigos.
2Samuel 24.14 RAStr
14 Então, disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias; mas, nas mãos dos homens, não caia eu.
Sendo escravo do Diabo, da Carne e do Mundo, o homem enterra seu talento na Morte.
2Pedro 2.19 RAStr
19 prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.
Chamar aqui é pelo nome, é vocacionar, é convocar.
καλέω (kaléo) é exigir, com autoridade, a presença e a participação.
O convite do nosso querido irmão Formaggio foi uma convocação.
Omitir-se, ou negligenciar o serviço não é uma opção para o servo de Deus!
Neste ponto, uma sugestão de livro é o Vocação, de Kléos Lenz César.
Dar a cada um aqui é a todos, individualmente, sem exceção de ninguém.
Todos nós recebemos talentos de nosso Senhor!
Como também todos nós estamos envolvidos na responsabilidade de administrá-los.
E talento aqui é nossa vida toda, com todas virtudes e riquezas (família, patrimônio).
Não é um tostão; não é uma moeda, e sim uma grande quantidade de moedas.
É 34 kg de ouro ou de prata, conforme fosse a dracma, o denário (5,5g cada x 6.000).
Mesmo ao servo que o senhor tenha confiado um talento,
ainda assim, isso era um verdadeiro capital (capitalismo espiritual, eterno).
Jesus depositou em nós uma enorme gama de talentos e de confiança.
Além dos mais, talento é quantidade, não qualidade, que varia (ouro, prata, bronze).
Seus talentos podem ser em menor proporção que os de outros, mas valiosíssimos.
Por essas duas razões, devemos desenvolver os nossos dons, e não cobiçar os alheios.
Quem simples e sinceramente busca um dom espiritual, que busque o melhor (o amor).
1Coríntios 12.31 RAStr
31 Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente.
Por tudo isso, em Cristo, todos nós somos muito talentosos!
Na Igreja, o exercício do talento de cada um se torna muito mais feliz que no Mundo.
Primeiro por que o dom é de Cristo (seus bens, αὐτός, dele), não para nós mesmos.
Em Cristo, o dom cumpre a sua finalidade eterna, alcança seu verdadeiro sentido.
Os dons existem, afinal, para edificação da Igreja, para expansão do Reino de Deus.
1Coríntios 14.26 RAStr
26 Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação.
Se o dom foi projetado para isso, nisso funcionará melhor, é claro.
Segundo que o nosso Senhor é generoso, é o que melhor retribui nosso humilde serviço;
para ele, a quantidade de cinco talentos é pouca afinal (foste fiel no pouco);
o muito a que se refere é entrar num estado de imensa alegria, a qual já começa aqui.
εἰσέρχομαι, entrar em um estado.
χαρά, a emoção da felicidade.
Mateus 25.21 RAStr
21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Terceiro que, para a Igreja, o sentimento deve ser de cooperação, e não de competição.
A disputa, a inveja, e a ambição são carnais, pecaminosas e reprováveis.
Tiago 4.1–3 RAStr
1 De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?2 Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis;3 pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.
Competição, vaidade, e interesse próprio são o padrão do Mundo, mas não para nós.
Ler ideia exegética (proposição)
Como somos todos muito talentosos e, ainda por cima, há felicidade no serviço a Cristo,
então, tenhamos as mesmas atitudes dos servos bons e fiéis (e não do servo inútil)!
Fazer a oração interrogativa (pergunta)
Quais atitudes tiveram os servos bons e fiéis?
Ler a oração de transição (palavras-chave)
Foram três as atitudes dos servos bons e fiéis!

1ª Atitude: Tiveram Urgência em Produzir

Mateus 25.16 RAStr
16 O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.
εὐθέως, euthéos, imediatamente, sem hesitação.
ἐργάζομαι, ergátsomai, trabalhar, empenhar-se.
Mateus 25.17 RAStr
17 Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.
ὡσαύτως, hosautos, de modo semelhante, similar.
Vejam que os dois não perderam tempo; sem demora, se colocaram no mercado.
O Reino e as pessoas que esperam a sua manifestação têm pressa,
devemos buscar logo um lugar nele, e trabalhar.
Como encontrar seu lugar no Reino?
Pedindo orientação a Deus, conhecer seu dom, receber capacitação do Espírito,
e estar sempre em contato com o próximo, em comunhão com os irmãos, com a Igreja.
Ganhar aqui se refere a alcançar outras vidas para Cristo, através da nossa própria.
Corrigir nossa vida, orar por quem evangelizamos, e colocar em prática o amor de Cristo.
Quem trabalha, não dá trabalho.

2ª Atitude: Corresponderam à Confiança Depositada Neles

Mateus 25.14 RAStr
14 Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.
Mateus 25.23 RAStr
23 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
παραδίδωμι, paradídomi, entregar nas mãos, pessoalmente.
πιστός, pistós, leal, digno de confiança, que manteve a fé inabalável.
Mateus 25.18 RAStr
18 Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.
Mateus 25.24–25 RAStr
24 Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,25 receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
Os servos foram fidedignos, consideraram o interesse de seu Senhor em primeiro lugar.
Cristo espera que não vivamos apenas para os nossos próprios interesses.
Cristo espera que exercitemos uma fé viva e operosa, tal como a declaramos.
Houve uma contradição (má-fé) entre a prestação de contas e administração do servo inútil.
Se sabia que seu Senhor o cobraria, por que não se dispôs a produzir? Medo? Negligência?
Sobretudo, a fé desse servo era improdutiva, não era uma boa-fé , era uma fé morta.
ἀχρεῖος, achreios, que produz pouco ou nada.
Tiago 2.26 RAStr
26 Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.
Guardar o dom só para si é levá-lo para a cova junto consigo, sem ganho espiritual algum.
Se temos grandes ganhos materiais no Mundo, que, pelo menos, invistamos isso na Igreja.
Mateus 25.27 RAStr
27 Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.
Não consideremos que nosso Senhor se demora,
para que não nos vejamos descrendo da promessa.
Mateus 25.19 RAStr
19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.
2Pedro 3.9 RAStr
9 Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.
O talento não investido por causa da fé morta será tirado e dado a outro no Juízo.
Mateus 25.28–30 RAStr
28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez.29 Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.30 E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.
Uma alusão ao sistema de galardões (da graça de Deus) e de punição eterna à fé morta.
Apocalipse 22.12 RAStr
12 E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.

3ª Atitude: Produziram Conforme Suas Forças

Mateus 25.15 RAStr
15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.
Mateus 25.20 RAStr
20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
Mateus 25.22 RAStr
22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.
ἴδιος, ídios, própria, peculiar.
δύναμις, dínamis, força para realizar.
O nosso Senhor é justo, proporcional, não nos exigirá além daquilo de que somos capazes.
Jesus mesmo foi quem distribuiu nossos dons, ele nos cobrará na mesma medida apenas.
Não precisamos temer o Dia do Juízo, pois somos salvos pela graça, mediante a fé!

Que Sejamos Então Servos Bons e Fiéis!

Aplica e prega Jesus.
Que possamos sempre nos perguntar: Como estamos esperando por Jesus?
Que estejamos servindo e frutificando, tal como a mordomia cristã é ensinada na Palavra.
1Coríntios 4.2 RAStr
2 Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.
A) Qual foi o ensino relacionado a essa parábola que mais marcou o seu coração hoje?
Angel:
B) Você nota que existe algum talento (dom espiritual ou habilidades)
que você recebeu que ainda não está usando?
Como você acredita que deveria usá-lo?
Pr. Reinaldo:
C) Existe algum ministério ou projeto que você gostaria de se envolver
para multiplicar os talentos que recebeu, que devemos orar para que você inicie?

Avisos

DESAFIO DASEMANA
Programe junto com a sua célula servir ou conhecer um ministério da sua igreja ou social que ainda não seja conhecido por todos: exemplo – sopão, conhecer ABCP ou outra ONG etc. Pode ser fazer um evangelismo também. Distribua tarefas de todos os tipos buscando identificar o que tem e se gostaria de ficar com aquela parte: organizar, falar, articular a visita etc. Escolha um representante da ação para enviar para secretaria o dia da ação, nome da célula e o que vocês escolheram fazer juntos.
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