Amando a Deus no mundo (5)
Introdução
ilustração
Admiradores do Mestre
Qual o Custo do discipulado?
26Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs
Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs
Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs
A abnegação é conhecer apenas a Cristo, e não mais a si próprio; é ver somente a Cristo, que está à nossa frente, e não mais o caminho que nos impõe tantas dificuldades. A abnegação diz tão somente: “Ele vai à frente, apegue-se a ele”.
A palavra odiar (ou aborrecer) tem o mesmo sentido – amar menos – em Gênesis 29.31: “Jeová viu que Lia era odiada” [de acordo com a versão usada pelo autor; na versão ARA: “Vendo o Senhor que Lia era desprezada” – N.R.].
A graça barata é a inimiga mortal de nossa Igreja. Hoje, nossa luta é pela graça preciosa.
A graça barata é graça como resto de estoque, perdão barateado, consolo barateado, sacramento barateado; é graça como riqueza inesgotável da Igreja, graça que mãos levianas gastam sem vacilo nem limite; é graça sem preço, sem custo. A essência da graça seria justamente esta: a fatura paga antecipadamente e para sempre. Se a fatura já está paga, pode-se obter tudo gratuitamente. Porque o custo é muito alto, também são incontáveis as possibilidades de uso e desperdício
até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo
27E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.
Jesus, portanto, viu a necessidade de esclarecer a seus discípulos, com o máximo de objetividade, o imperativo do sofrimento. Assim como Cristo só é Cristo sendo aquele que sofre e é rejeitado, também o discípulo só é discípulo no sofrimento e na rejeição, como se com ele fosse crucificado. O discipulado como união com a pessoa de Jesus Cristo submete o discípulo à lei de Cristo, isto é, submete-o à cruz.
A cruz não é tragédia nem infortúnio; é o sofrimento resultante da união com Cristo. A cruz não é sofrimento casual, mas sofrimento necessário. A cruz não é sofrimento relacionado à existência mundana, mas sofrimento próprio da existência cristã. A cruz não é, em essência, apenas sofrimento, mas sofrimento e rejeição, e rejeição entendida no sentido mais rigoroso, isto é, rejeição por causa de Jesus Cristo, e não por qualquer outro tipo de atitude ou confissão.
A cruz é a compaixão com Cristo, é o sofrer com Cristo. Somente aquele que está unido com Cristo, tal como se dá no discipulado, está de fato sob a cruz.
A cruz é imposta a cada cristão. O primeiro sofrimento com Cristo, que cada um tem de vivenciar, é o chamado que rompe nossa união com este mundo. É a morte do velho ser humano no encontro com Jesus Cristo
O custo do discipulado de forma ilustrada
28Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?
29Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele,
30dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.
O que Jesus pede é uma devoção de todo o coração, uma lealdade a toda prova, uma negação completa de si mesmo, de seu tempo, de seu dinheiro, de suas possessões terrenas, de seus talentos etc., à disposição de Cristo.
