O pecado é contagioso!

Quatro mensagens de Ageu  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Ageu 2.10-19

Introdução:
"O acidente de Chernobyl aconteceu em 26 de abril de 1986, e foi o maior acidente nuclear da história. Era 1h23min da madrugada quando essa tragédia ocorreu na Usina V. I. Lenin, localizada na cidade de Pripyat, a cerca de 20 km da cidade de Chernobyl, na extinta União Soviética (atual território ucraniano). Matou milhares de pessoas e contribuiu para apressar o fim da União Soviética."
Esse acidente aconteceu no reator 4 da usina de Chernobyl e foi resultado de falha humana, uma vez que os operadores do reator descumpriram diversos itens dos protocolos de segurança. Além disso, foi apontado posteriormente que os reatores RBMK tinham um grave erro no seu projeto, o qual permitiu que o acidente acontecesse.
Tudo ocorreu durante um teste de segurança que estava em curso e resultou na explosão do reator 4. Com a explosão, dois trabalhadores da usina foram mortos e, na sequência, um incêndio iniciou-se e estendeu-se durante dias. A explosão deixou o reator nuclear exposto, e o incêndio foi responsável por jogar na atmosfera uma elevada quantidade de material radioativo."
Irmãos, na atmosfera havia uma quantidade elevada de material prejudicial à saúde humana, e no ambiente do povo judeu havia uma quantidade imensurável de irresponsabilidade espiritual com Deus. Essa, infelizmente, se tornou a marca do povo, e nessa passagem Deus quer deixar claro que: A santidade é resultado da obediência. Ela não é um resultado produzido de qualquer modo, e isso o povo judeu estava falhando em reconhecer, veremos esse conceito em duas partes no texto.
1. Santidade não é transmissível (10-14)
1. Estamos chegando ao final do pequeno livro de Ageu, que apesar do tamanho fala de grades coisas e de tempos distantes.
2. A terceira mensagem e a última foram entregues no mesmo dia, diferentemente do modo como ocorreu antes, onde houve espaços de tempo.
3. A data em que a mensagem foi entregue tem ligação com o conteúdo dela.
4. O dia descrito no início do verso 10 era no mês do cultivo para o povo judeu, mais ou menos na metade de temporada.
5. Mas, fica um impasse no ar, Deus tinha mandado construir o templo, certo?
6. E lembramos que o templo de Salomão levou sete anos para ser concluído, e a situação que atualmente se encontrava era similar a um trabalho do zero, ou seja, até o término levaria também muito tempo.
7. E a quantidade de pessoas para ajudar no andamento da obra não era tão considerável quantos antes.
8. Logo, o que fazer? Plantar e garantir subsistência ou obedecer a ordem do Senhor?
9. Temos outro dilema considerável nesse livro.
10. Esse é um passo importante a ser pensado antes de entrar a fundo no que será dito nesses versos.
11. Esta mensagem foi entregue cerca de 63 dias após a segunda, e o verso 10 basicamente repete a mesma estrutura já utilizada para demonstrar que o profeta entregou uma mensagem da parte de Deus, não temos nenhuma mudança, e nem teremos na próxima mensagem do verso 20.
12. Entretanto, note que no verso 11 há um direcionamento específico da mensagem, um grupo importante, entre o povo judeu, é o alvo das palavras do Senhor.
13. Os sacerdotes, os que cuidavam da área espiritual do povo, são chamados para também pensar no seu papel.
14. A negligência que aconteceu também estava na conta deles, pois não advertiram o povo durante o tempo de descaso com a casa de Deus. E nem cuidaram da espiritualidade individual dos remanescentes.
15. No seguimento do verso, a pergunta que será feita a eles está baseada no conteúdo da Lei de Moisés.
16. De modo simples, eles terão que responder com base nela.
17. No seguimento desse raciocínio Ageu faz duas perguntas, e o conclui no verso 14.
18. Na primeira pergunta que estar presente no verso 12, ele diz: “Se alguém leva carne santa...”
19. Primeira coisa que precisamos entender é, o que seria a carne santa?
20. Seria a carne de um animal sem defeito que foi dedicado de modo exclusivo a Deus, e por meio dessa separação exclusiva a ele, o objeto era considerado santo.
21. Em Lv 6.24-30 podemos ver essa descrição de modo mais claro.
22. Certo, mas como é o processo descrito aqui na passagem?
23. Essa carne santa tornaria qualquer objeto que a tocasse em santo também.
24. O “ela” presente no texto se refere à borda já mencionada.
25. No entanto, esse objeto que foi tocado por ela poderia “transmitir” santidade?
26. Esse é o problema contido no verso. Assim, ele aponta para algumas possibilidades como é descrito no texto que destacam a alimentação do povo.
27. Mas a resposta dos sacerdotes é não! A santidade não é transmissível. Os objetos que tocaram a carne não têm essa capacidade.
28. Isso pode ser ilustrado da seguinte forma: Imagine que você vai ao hospital visitar alguma pessoa, e você está cheio de saúde, no entanto, a sua saúde não pode ser transferida para ela.
29. E muitas vezes queríamos que isso fosse possível, preferíamos ver a doença em nós do que em quem amamos.
30. Mas a saúde como a santidade não podem ser transferidas de um objeto ou de uma pessoa para à outra.
31. No verso 13, há uma pergunta que está seguindo a lógica que Ageu quer demonstrar aos sacerdotes.
32. Por isso o Então, que segue o pensamento, no verso 13 ele pergunta o inverso.
33. Enquanto a santidade é algo intransferível, a impureza não é assim.
34. Se uma pessoa tocava em alguém morto, ou qualquer coisa morta, isso seria o significado estendido de corpo morto, ela ficava impura.
35. Pensando no Covid, basicamente é a mesma ideia, por mais que estivéssemos saudáveis, não era possível curar uma pessoa que estava com ele, mas essa pessoa poderia nos contaminar.
36. E no verso 14, Ageu conclui, que o povo estava nessa condição.
37. Não estavam reparando o seu próprio pecado, e não buscavam viver uma vida santa diante de Deus.
38. Logo, se eles não estavam reparando sua condição espiritual, como poderiam oferecer alguma oferta ao Senhor? Era possível algo ser aceito por Deus assim?
39. Não! Tudo estava imundo porque eles não tinham se corrigido.
Aplicação:Um ponto que fica claro para nós irmãos, e que santidade não se transmite por contato, o fato de você conviver com pessoas que buscam a santidade não te fará santo, mas a impureza tem um alto potencial de se alastrar. Não adianta viver uma vida de aparência e pensar que está agradando a Deus, é mais provável o nosso pecado infectar os outros. Deus não nos quer de qualquer jeito, e não aceitou as ofertas impuras do povo, e nem se agradará com uma vida impura. Deus nos quer inteiramente, e nos adverte à santidade.
40. O povo passou aqueles quinze anos nesse mesmo pecado, sua vida com Deus estava inteiramente manchada pelo pecado.
41. Os sacerdotes viam aquilo, e não tomavam nenhuma atitude, a partir do verso 15 Deus os rememora o que aconteceu antes, e os conforta com a certeza de um futuro diferente.
42. Mas a pureza não poderia ser outra vez esquecida.
2. A benção é o resultado natural da obediência (15-19)
1. Note que o verso 15 aparece outra vez a palavra “considerai”, o modo como ela é utilizada ser assemelha ao que ele fez no capítulo 1.
2. Tanto é que note qual palavra aparece no início do verso 18? A mesma!
3. A palavra agora se liga ao aspecto do tempo, é como se eu falasse, observem as coisas de “agora em diante”. O marcador temporal é dito mais adiante, a reconstrução do templo.
4. De forma geral seria a mesma coisa de uma pessoa narrando sua vida antes e depois de tomar um remédio: Antes ele sentia muita dor, não conseguia fazer nada o dia todo, mas após tomar o remédio se sente outra pessoa, porque sua saúde estava voltando.
5. A prosperidade também estava voltando aos judeus porque eles obedeceram ao Senhor, isso é o que o verso 15 quer dizer. Já que Deus estava novamente entre eles como foi dito no verso cinco desse capítulo.
6. No verso 16, ele descreve outra vez a situação do antes, o tempo da expectativa frustrada.
7. O povo ia buscar num local que deveria ter por volta de vinte medidas, mas só tinha dez.
8. Imagine a tristeza ao ver isso, é como se você depositasse mil reais na sua conta e planejasse dar um grande presente para alguém da sua família.
9. Chega na loja, escolhe aquele presente, vai passar o cartão e dá saldo da insuficiente.
10. Porque quinhentos reais sumiram, a mesma frustração passava esse povo por conta do seu pecado.
11. Nunca iam colher a quantidade que estavam esperando!
12. E irmãos, como já foi dito, isso tudo estava previsto na aliança, em Deuteronômio 28.20 diz “O Senhor mandará sobre ti a maldição, a confusão e a ameaça em tudo quanto empreenderes...”
13. O povo deveria observar os sinais claros que Deus estava mandando!
14. Porém não observou, por isso eles seguiram:
15. O verso 17 direciona para a parte do campo, e Deus declara que veio da parte dele essa peste: Eu vos feri com Queimaduras, ferrugem e saraiva.
16. Queimaduras se refere a um forte vento quente, um vento frio é muito bom no calor.
17. Mas imagina numa época que não chovia? E ainda vem um vento assim?
18. Ferrugem era uma doença que acontecia nas plantas em consequência da ausência das chuvas.
19. E a saraiva é o mesmo que chamamos de granizo. Esse trio fez um grande desastre que abateu a produção do povo.
20. E perceba às semelhanças dessas palavras com Deuteronômio 28.22“O Senhor te ferirá com a tísica, e a febre, e a inflamação, e com o calor ardente, e a secura, e com o crestamento, e a ferrugem…”
21. Lá prometeu, e o cumprimento aqui, e verso 17 fecha “não houve que voltasse para mim”.
22. É incrível como isso é um paralelo perfeito à situação do Faraó do Êxodo, todas as coisas acontecendo e ele inerte em seu pecado.
23. O povo estava passando por tudo isso, os sacerdotes não agiam, a plantação só piorando…
24. Até que Ageu é levantado por Deus e começa seu ministério.
25. Assim, Deus no verso 18 os convida a considerar à situação diferente que sobrevirá sobre eles, por conta da mudança de atitude para com Deus.
26. E a palavra aparece duas vezes nesse verso o que faz a data dessa mensagem se sobressaia.
27. Por isso a importância que coloquei lá no início, esse cultivo será diferente.
28. Agora, o povo que revisou a situação, os sacerdotes que sabem que não podem permitir uma oferta impura, verão como as coisas serão diferentes por conta da fidelidade que deve ser vivida.
29. A antiga produção que foi feita no período antes da construção do templo e foi horrível, como já citado, tanto que já não havia nada, o que é colocado no verso 19.
30. Mas, agora que o povo decidiu obedecer ao Senhor, eles serão abençoados, e consequentemente terão uma colheita farta.
31. Essa é a ideia presente no restante do verso 19.
32. De agora em diante “o dinheiro não sumirá” e ainda renderá.
Aplicação: Irmãos, não precisamos apenas dar dízimo na igreja e pensar que cumprimos nosso papel diante de Deus, qualquer oferta que damos a ele precisa vir acompanhada de uma vida correta, com Deus não se barganha, ele não precisa de nada. Você pode domesticar animais, Deus não! Dê o seu melhor, e viva uma vida que o agrada.
Conclusão: A infidelidade só gera frustração, essa foi a vida que o povo judeu teve até rever a importância dos termos da aliança. Nós que vivemos sob uma nova aliança não podemos e nem devemos pensar que o pecado é algo a ser desconsiderado. Deus não precisa de nada que podemos oferecer, tudo o que oferecemos a ele, no fim das contas, é algo que nos fará bem se for acompanhado de obediência, por isso nossas obras devem ser acompanhadas da nova vida em Cristo. Ageu deixou claro ao povo que Deus não aceitaria a vida que eles viviam, e eles obedeceram. Mas, há alguém que ainda ouvirá algumas coisas sobre o futuro, e outra vez, isso nos afeta diretamente, na próxima semana, com a graça de Deus, observaremos como fecha esse livro. Amém.
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