(Êx 25:9-22) A Arca da Aliança
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M. R. DeHaan: “O único prédio já construído neste mundo que era perfeito desde o início em cada detalhe e que jamais precisou de atenção, acréscimos ou alterações foi o tabernáculo no deserto. A planta, o padrão e o plano, o design e todas as suas especificações foram minuciosamente elaborados no céu, entregues a Moisés para os filhos de Israel enquanto esteve na montanha, pouco tempo após sua libertação do Egito. Cada detalhe foi planejado pelo Deus Todo-Poderoso, cada parte possuía um significado profético, redentor e típico. Não existe passagem bíblica mais rica em significado, mais perfeita em seu ensinamento do plano da redenção do que esse prédio divinamente projetado. O próprio Deus foi seu arquiteto, e cada detalhe aponta para algum aspecto do caráter e da obra da pessoa de seu Filho Jesus Cristo e, em sua forma completa, é provavelmente a revelação mais abrangente e detalhada de Jesus, Filho de Deus, e do plano da salvação em todo o Antigo Testamento.”
Êxodo 25.10–15 “Também farão uma arca de madeira de acácia; de dois côvados e meio será o seu comprimento, de um côvado e meio, a largura, e de um côvado e meio, a altura. De ouro puro a cobrirás; por dentro e por fora a cobrirás e farás sobre ela uma bordadura de ouro ao redor. Fundirás para ela quatro argolas de ouro e as porás nos quatro cantos da arca: duas argolas num lado dela e duas argolas noutro lado. Farás também varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro; meterás os varais nas argolas aos lados da arca, para se levar por meio deles a arca. Os varais ficarão nas argolas da arca e não se tirarão dela.”
A Arca da Aliança: As orientações de començam pela Arca, antes mesmo do próprio Tabernáculo. Arca era o principal. O centro da presença de Deus, que ficaria no Santo dos Santos - a câmara mais central do Tabernáculo.
Varas. No fundo da arcava ficavam os pés, literalmente, e não “cantos” como se traduz. Nesses pés ficava argolas por onde passariam as varas para erguer e carregar a Arca. Ninguém poderia tocar a Arca. A Arca só poderia ser erguida pelas varas que atravessavam as argolas. Isso representa a seriedade da coisa. A Arca era muito santa, a parte mais santa de toda construção. Quem tocasse a Arca morreira.
2Samuel 6.6–7 “Quando chegaram à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus e a segurou, porque os bois tropeçaram. Então, a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus.”
Não devemos brincar com as coisas de Deus. Essa santidade ainda existe e você deve levar a sério.
1Coríntios 6.19–20 “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.”
Se você acha que isso é coisa do Antigo Testamento lembre-se de Ananias e Safira, ou dos crentes que ficavam doentes e alguns que até morriam por participar da Ceia indignamente.
Hebreus 10.29 “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?”
Êxodo 25.16–22 “E porás na arca o Testemunho, que eu te darei. Farás também um propiciatório de ouro puro; de dois côvados e meio será o seu comprimento, e a largura, de um côvado e meio. Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; um querubim, na extremidade de uma parte, e o outro, na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório. Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho, que eu te darei. Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.”
Querubins. Querubins são anjos que guardam a presença de Deus. eles aparecem a primeira vez logo após a queda de Adão e Eva. Deus coloca querubins pra guardar o jardim.
Gênesis 3.24 “E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.”
Ezequiel 1.5–11 “Do meio dessa nuvem saía a semelhança de quatro seres viventes, cuja aparência era esta: tinham a semelhança de homem. Cada um tinha quatro rostos, como também quatro asas. As suas pernas eram direitas, a planta de cujos pés era como a de um bezerro e luzia como o brilho de bronze polido. Debaixo das asas tinham mãos de homem, aos quatro lados; assim todos os quatro tinham rostos e asas. Estas se uniam uma à outra; não se viravam quando iam; cada qual andava para a sua frente. A forma de seus rostos era como o de homem; à direita, os quatro tinham rosto de leão; à esquerda, rosto de boi; e também rosto de águia, todos os quatro. Assim eram os seus rostos. Suas asas se abriam em cima; cada ser tinha duas asas, unidas cada uma à do outro; outras duas cobriam o corpo deles.” Ezequiel 1.13 “O aspecto dos seres viventes era como carvão em brasa, à semelhança de tochas; o fogo corria resplendente por entre os seres, e dele saíam relâmpagos,”
A Bíblia diz que Deus está entronizado acima dos querubins (2Reis 19.15 “e orou perante o Senhor, dizendo: Ó Senhor, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, tu somente és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra.” Isso quer dizer que a arca da aliança era um símbolo terreno de uma realidade celestial.
Testemunho. A Arca guardava algo, era os Dez Mandamentos que seria dado ainda em duas tábuas de pedra. Por isso a Arca é chamada Arca da Aliança. Os Dez Mandamentos aqui são chamados de Testemunho.
A Bíblia diz que a arca era o estrado dos pés de Deus.
Salmo 132.7–8 “Entremos na sua morada, adoremos ante o estrado de seus pés. Levanta-te, Senhor, entra no lugar do teu repouso, tu e a arca de tua fortaleza.”
Foi ali no estrado dos pés de Deus que Moisés depositou os Dez Mandamentos. Ou seja, a lei estava diante do Senhor, entre ele e nós.
Propiciatório. Mas havia a parte de cima da Arca, que era a Tampa da Arca, chamada de Propiciatório. Deus estava acima da Arca, entronizado entre os querubins. A lei estava sob seus pés, ou seja, dentro da Arca.
A lei depositada na arca condenava seu pecado, e Deus estava diretamente em cima dela! É por isso que a tampa da arca era tão importante. Algumas traduções modernas a chamam de “cobertura da expiação”. Outras versões a chamam “sede da misericórdia”, termo usado primeiramente por Martinho Lutero e depois acatado por William Tyndale, quando traduziu a Bíblia para o inglês. A sede da misericórdia era um lugar em que a misericórdia podia ser encontrada – a misericórdia do perdão dos pecados. A sede da misericórdia era usada apenas uma vez no ano, no Dia da Expiação. A cobertura da arca era usada para fazer expiação pelos pecados. Primeiro o sumo sacerdote oferecia um sacrifício por seus próprios pecados.
A lei dizia: “Arão fará chegar o novilho da sua oferta pelo pecado e fará expiação por si e pela sua casa; imolará o novilho da sua oferta pelo pecado. [...] Tomará do sangue do novilho e, com o dedo, o aspergirá sobre a frente do propiciatório; e, diante do propiciatório, aspergirá sete vezes do sangue, com o dedo” (Lv 16.11,14).
Após fazer expiação por seus próprios pecados, o sacerdote oferecia um sacrifício pela nação de Israel. Depois, imolará o bode da oferta pelo pecado, que será para o povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho; aspergi-lo-á no propiciatório e também diante dele. Assim, fará expiação pelo santuário por causa das impurezas dos filhos de Israel, e das suas transgressões, e de todos os seus pecados [...] até que ele saia depois de feita a expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel. (Lv 16.15-16a-17b) Quando o sumo sacerdote aspergia sangue na sede da misericórdia, isso mostrava que o pecado estava perdoado, que a expiação havia sido feita. Em outras palavras, o povo estava protegido. O sangue sacrificial o protegia da ira de Deus.
Qual é o sentido de falar sobre uma linda arca dourada e depois lambuzá-la de sangue? A resposta é que “sem derramamento de sangue, não há remissão” (Hb 9.22). Não existe misericórdia sem sangue na sede da misericórdia. Deus está no alto, entronizado em majestade. Nós estamos aqui em baixo, violando sua lei. Se quisermos ser salvos, algo precisa se colocar entre sua perfeita santidade e nosso pecado ímpio – i.e., o sangue de um sacrifício aceitável a Deus. Era precisamente isso que Jesus estava fazendo na cruz. Ele estava oferecendo a si mesmo como um sacrifício aceitável a Deus. Foi um sacrifício sangrento – seu próprio sangue, derramado em favor dos pecadores. A Bíblia diz: Quando, porém, veio Cristo [...] mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. (Hb 9.11-12) Nossa sede da misericórdia – o lugar onde a expiação foi feita e onde podemos ser reconciliados com Deus – é a cruz em que Jesus derramou seu próprio sangue por nossos pecados. Muitas vezes o Novo Testamento descreve a obra salvadora de Jesus Cristo em termos da sede da misericórdia. Diz que Jesus veio para “fazer propiciação pelos pecados do povo” (Hb 2.17); que “Deus propôs [Jesus], no seu sangue, como propiciação, mediante a fé” (Rm 3.25); que “nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).
Lucas 18.13 “O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!”
