Marcos 16:1-13

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Marcos 16:1-13

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Introdução
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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Estamos localizados aqui no domingo, o primeiro dia da semana, após o sabbath judaico.
[Ler dos v.1-4]
As personagens aqui apresentadas, Maria Madalena, Maria, Mãe de Tiago e Salomé. São personagens que conhecemos, tirando Salomé que é mencionada somente neste momento nos evangelhos e não tem biografia descrita.
Elas vão até o sepulcro, preocupadas. Elas esperaram o sábado passar, para poderem então ir até o túmulo e ungir o Senhor novamente. Talvez a preocupação delas seria: “Nós encontraremos um corpo em decomposição e o que poderemos fazer”.
Elas levavam óleos aromáticos que compraram para ungir o corpo dele. Este era um ato religioso praticado pelos judeus, o corpo deveria ser ungido para embalsamar (como José de Arimateia e Nicodemus fizeram) e depois de morto também, como elas fariam.
Elas vão até lá, “muito cedo, ao despontar do sol”, como nos é informado em Lc 24.1: era “alta madrugada” e em Jo 20.1: era “ainda escuro”. Era aquele horário onde a visão ainda está meio embaçada, mas que você sabe que logo o sol irá raiar.
Bom, as Marias e Salomé iam durante o caminho, conversando sobre o desafio que teriam ali: rolar a grande pedra que selava o sepulcro, e quem poderia ajudá-las nisso (v.3). Elas “diziam umas às outras: — Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo”?
Para a surpresa delas então, a pedra estava removida; que maravilha! Esta parte do trabalho fora realizado com sucesso! Mas daí em diante se inicia o assombro.
[Ler dos v.5-7]
Em Lc 24.3-4 nos é comunicado que elas ao entrarem e não encontrarem o corpo de Jesus, ficam perplexas. Percebam que até este momento elas não tinham visto/testemunhado nada.
O assombro em si, acontece quando entram no lugar e encontram um jovem (um ser angelical), um mensageiro do Senhor (cf. Mt 28.2 e Lc 24.4). Perceba como a cena nos leva a esse tipo de situação.
Elas vão de madrugada até um sepulcro, com a expectativa de encontrar o corpo e não o encontram, pelo contrário, dão de cara com um jovem (ou melhor: um anjo) sentado e ficam sem entender. Mas com muito medo. Pois os textos paralelos nos ajudam a compreender o que acontece.
Mateus relata que este anjo “desceu do céu e houve grande terremoto”, tanto que os soldados romanos tremeram e desmaiaram. A roupa do anjo e próprio resplandeciam, de modo que Mateus descreveu seu aspecto como de um relâmpago.
Mas este mensageiro estava ali com um propósito. E não era assustar ninguém. O alvo era comunicar-lhes a seguinte mensagem: [Ler v. 6]. E dar a seguinte ordem [Ler o v. 7]: “… vão e digam aos discípulos dele”. Ele relembrou algumas coisas as mulheres ali, uma delas foi o que o Senhor havia dito, um tempo antes da crucificação: “… ele vai adiante de vocês para a Galileia; lá vocês o verão, como ele disse”.
[Ler o v.8]. Aqui temos a reação delas. Elas saem dali, como que fugindo; pois estavam aterrorizadas (“possuídas de temor”) e assombro. Não muito diferente do registro em Mc 6.49, quando os discípulos pensam ver um fantasma andando sobre o mar e começam a gritar.
Elas recebem uma ordem. O que fizeram em relação a mesma? Nada! Pois não disseram a ninguém. Por medo? Talvez. Ou, consideraram que poderiam acha-las um pouco cansadas demais para isso ser verdade. Bom, fato é que todos estavam de luto, num momento desses, nós sabemos, alguns ficam abalados emocionalmente. Tanto que os discípulos reagem com descrença, entregando-se ao momento, movidos pela situação.
Mas o Senhor vai ao encontro de uma delas.
[Ler o v. 9-10]
Jesus havia ressuscitado de manhã cedo, no domingo. O Senhor apareceu primeiro a Maria M. Porque para ela primeiro? (Sabemos que ele aparece para as mulheres, mas creio que seja num momento entre este e o que Maria M. relata aos discípulos).
Não sabemos o porque apareceu primeiro para Maria M., mas o que o texto nos comunica pode ser uma boa pista: Maria Madalena, “da qual tinha expulsado sete demônios” (v.9). Ela sofrera muito em sua vida e sua reação ali, parecia ser ainda da Maria M. que não tinha tanta coragem assim. Daquela que fora oprimida durante anos.
Mas, o Senhor a encontrou, e deste encontro ela consegue compreender o que deve fazer. Ela foi até os outros irmãos, os discípulos que choravam e lhes anuncia uma notícia que deveria alegrá-los, mas o resultado não é este. Para eles isso era um delírio (Lc 24.11).
[Ler o v. 11]. Eles a ouviram, mas o que escutaram parecia bom demais para ser verdade. Para eles que estavam ouvindo e vendo com os olhos marejados, parecia que sim, não é?
Em Jo 20.11-18, temos alguns detalhes sobre este encontro. Maria M. num primeiro momento não reconhece o Senhor, tanto que ela pensa ser ele o jardineiro e pergunta se ele levou o corpo de Jesus. Até ali ela não o reconhece, até que ele a chama pelo nome. Nos lembrando o que o próprio João registra no evangelho.
“O Bom pastor” e as “suas ovelhas”. Como está escrito em Jo 10.14, Jesus diz: “Eu sou o Bom Pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim”. Até ouvir a sua voz, parecia que ela estava impedida de ver (Jo 20.14) e ouvir também. O que não foi diferente com os dois discípulos que o Senhor logo mais encontraria.
[Ler os v.12-13].
Jesus encontra dois de seus discípulos (muito provável que não eram dos onze, mas dos demais que seguiam com o Senhor), no caminho (Lc 24.13-35) para Emaús, aldeia que ficava à 60 estádios (pouco mais de 11km) distante de Jerusalém. Durante a viagem eles conversavam entre si sobre o que havia acontecido nestes poucos dias atrás.
Eles conversavam, até que o encontro acontece. O Senhor Jesus vai até eles, se aproxima (Lc 24.15) mas eles não percebem que é o Senhor, pois como relata Lucas: “… seus olhos estavam como que impedidos de ver” (Lc 24.16).
Há uma longa interação ali, sobre o assunto que eles conversavam quando saíram de Jerusalém. Chegaram até a relatar o que Maria M. havia compartilhado com os demais, e eles possivelmente estavam lá. Eles falam, mas também escutam. O Senhor os repreende, quando diz em Lc 24.25-26:
"Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?”
Durante essa caminhada o Senhor os ensina, expondo-lhe a Lei e os Profetas. Mas ao findar este momento, numa ato de caridade, eles o convidam para descansar e cear com eles, quando ali, no partir do pão e na oração de gratidão, o que os impedia de ver cai de seus olhos e eles testemunham o Senhor diante deles.
Quando o Senhor miraculosamente desaparece da presença deles, e eles talvez com a respiração ofegante e estupefatos perguntam um ao outro: “Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (Lc 24.32).
Sobre este texto, o reformador alemão do sec. 16, Johann Spangenberg, comenta:
Esses são o método e a capacidade da Palavra divina: ela fortalece os corações e mentes tolos e desanimados, conforta os miseráveis que lamentam e os enche de fé, amor e esperança, para que não fiquem em silêncio, e sim anunciem para o mundo inteiro todas as bênçãos de Deus que experimentaram.
Perceba o movimento da narrativa, do versículo 1-13. Das mulheres e dos homens aqui. Eles vão atrás de algo. Buscam encontrar alguma coisa, mas são surpreendidos e eles são encontrados pelo Senhor. São socorridos pelo Senhor em seu momento de profundo temor, medo, confusão.
Perceba: As Marias e Salomé, foram até o sepulcro; ali testemunharam mas num primeiro momento não compreenderam. Os dois no caminho, estavam com ele próximo, ouvindo a sua voz, mas vendo-o não o reconheceram, também num primeiro momento.
Mas, existe outra coisa em comum nestes dois encontros com Jesus. Eles não puderam deixar somente para si, não que fosse interesse deles, talvez não logo de cara. Imagino até os dois que viajavam para Emaús, contando aos que estavam em Jerusalém — depois que retornaram — e estes ouvindo o mesmo testemunho que as mulheres relataram (Mc 16.11). Mas “estando tristes, chorando… ouviram, mas não acreditaram”.
Parece que para nós algumas situações são difíceis, não é? Talvez como uma muralha intransponível. Talvez você pense: “isso nunca irá acontecer”. Um exemplo de situação, talvez seja ver uma irmão que ainda vive como uma criança, espiritualmente falando. E você pensa, nossa, isso vai mudar?
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TRANSIÇÃO: .
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Bom, todo mundo precisa crescer não é? É o que aprendemos na Escritura. O Senhor começou a boa obra e há de concluí-la. Agora, no presente, o que cabe a nós? Quando nos encontramos com esse tipo de coração? (vamos chamá-lo assim). Vamos considerar três conselhos advindos do texto:
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1. CONFIE NO PODER DO SENHOR
Ele faz milagres. Como o de libertar uma vida oprimida com sete demônios. Maria Madalena. Tomando o endemoniado geraseno como base, como seria a vida dela sob esse tipo de enfermidade? Para além do que a ficção forma na imaginação de muitos, inclusive dos crentes.
Jesus olha para esses oprimidos diferente do que a cultura pop ensina. Ele cura a alma destas pessoas. Cura a alma, tornando-as humanas novamente, ou, aproximando-as dessa imagem.
O maior milagre que o Senhor faz é: imputar a justiça de Cristo na vida destes e plantar no seu coração a fé, como uma dádiva da graça. Um presente imerecido que o Eterno dá aos eleitos.
Maria Madalena fora liberta destes espíritos imundos, mas precisava crer. E assim o Senhor fez em sua vida, este grande milagre.
Aplicações:
Você confia no poder do Senhor? O poder que opera o maior milagre de todos: a conversão?
Ou você crê que a força para isso acontecer está no seu próprio braço ou desenvoltura?
TRANSIÇÃO:
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2. CONFIE NA FERRAMENTA QUE O SENHOR USA
Imagine se Maria M. necessitasse da crença de Pedro ou João para obedecer o que o Senhor lhe ordenou?
Ou os dois que não acreditaram nela e nas demais irmãs (Lc 24.10-11), achando suas palavras um delírio, terem de voltar e declarar o mesmo, reforçando o que elas haviam comunicado.
Essa ordem que o Senhor dá as mulheres e depois aos homens, de comunicar o que ouviram, é a ferramenta que o Senhor usa para manifestar o seu poder entre os homens.
Como afirma Paulo em Rm 10.17:
E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.
Este é o momento onde os homens são separados dos meninos. Onde aqueles que creem num evangelho simplesmente terapêutico são separados daqueles que creem num evangelho que transforma vidas.
Aplicações:
Porque usar outra ferramenta, se não a pregação?
Você pensa que o silêncio e as ações pregarão a boa notícia?
TRANSIÇÃO:
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3. CONFIE NO TEMPO DO SENHOR
Maria M. testemunhou manifestações sobrenaturais assombrosas (Mc 16.4-6) e viu o Senhor cara a cara (Jo 20.14-15);
Os dois caminharam próximos de Cristo; poderíamos dizer: “ombro a ombro”? Neste caso, sim. Pois eles se mostraram eleitos do Senhor;
Mas ainda assim, o Senhor reprovou a atitude deles, chamando-os de “néscios e tardos/lentos de coração” (Lc 24.24b).
Confiar, nos dois primeiros conselhos diz repeito à acreditar. Neste terceiro, envolve o ato de esperar. Você confia no poder transformador do Senhor, e usa a ferramenta que ele confiou para alcançar vidas: a pregação. E espera no Senhor.
Eu não posso dar falsas esperanças, de que a pessoa que você tanto ama será salva. Mas uma coisa é certa: o Senhor tem seus eleitos. Você ficará sentado ensimesmado ou proclamará a notícia que alegra os corações entre os que o rodeiam?
Aplicações:
Você cansou de esperar?
Como está seu coração neste sentido? Senti-se desanimado?
Porque não continuar a confiar no Senhor? Diante de tantos benefícios que ele lhe tem dispensado: inclusive sua redenção.
TRANSIÇÃO:
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CONCLUSÃO:
Confie no Senhor, que é poderoso, que nos confia a ferramenta e faz tudo no tempo certo.
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