Judas 5-16: O inimigo

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Aspectos relevantes sobre os inimigos de Deus

1. Os inimigos serão destruídos (v. 5-7)

Quero lembrar-vos, embora já estais cientes: Judas não falará nenhuma novidade, mas algo que a igreja já sabia.
Aplicação: A importância de lembrarmos das velhas verdades:
“O objetivo da Palavra de Deus não é somente nos ensinar aquilo que de outra forma não poderíamos saber, mas nos despertar para uma meditação séria daquelas coisas que nós já compreendemos, para que não nos tornemos dormentes num conhecimento frio.” (João Calvino)
Judas cita 3 (três) exemplos que comprovam a destruição daqueles que são inimigos de Deus. Vamos ver cada uma delas:
Os inimigos de Deus serão destruídos como os Egípcios no período do Êxodo: destruídos por sua descrença;
Os inimigos de Deus serão destruídos como os anjos caídos: destruídos por desertarem e abandonarem a sua posição (João Calvino).
2 Peter 2:4 “Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo;”
Algemas eternas: sentido figurado. Refere-se ao fato de que estes anjos estão confinados e limitados pela vontade de Deus, e que essa determinação é irreversível.
Os inimigos de Deus serão destruídos como Sodoma e Gomorra: destruídos por sua próprias obras.
Aplicação: Deus pune severaemente a apostasia e o erro.
Precisamos falar sobre a severidade de Deus diante da incredulidade e da apostasia. Não é um tema agradável aos ouvidos de muitos, mas um tema necessário em uma época em que tantos se metem nos púlpitos para pregar doutrinas que negam o Senhor Jesus.

2. Os inimigos são insubmissos (v. 8-11)

Eles se baseiam em sonhos alucinados e acabam por difamar as autoridades superiores;
O perigo de basear-se em novas revelações.
Seitas surgem, geralmente, baseadas em revelações extrabíblicas.
Eles contaminam a carne: imorais como os moradores de Sodoma.
Eles rejeitam o governo: provavelmente, governo aqui se refere ao governo de Deus sobre o mundo, mediante as autoridades constituídas. Por isso, eles acabam por querer abolir a todo tipo de ordem.
Eles difamam as autoridades superiores: homens em posição de autoridade.
O melhor a fazer é deixar que Deus o repreenda;
Zacarias 3.1,Zechariah 3:2 “Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreende, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?”
É possível aqui ser uma referência ao apócrifo Testamento de Moisés, em que há uma passagem que narra disputa pelo corpo de Moisés entre Satanás e o arcanjo Miguel.
É possível que Judas esteja reproduzindo uma tradição oral que foi repassada de geração em geração.
O ponto destacado por Judas é a atitude do arcanjo Miguel. Ao invés de buscar emitir um juízo contra Satanás, ele deixou que este juízo fosse feito pelo próprio Deus.
Aplicação: O uso do termo repreender pelos evangélicos.
Somente Deus e Jesus repreendem na Escritura. (Augustus Nicodemus).
Sua difamação advém de sua ignorância;
Aplicação: Quem não conhece o evangelho, difama do evangelho.
Geralmente conhecemos pessoas que não são crentes e difamam do Evangelho. Isso não deveria nos surpreender. Quem não conhece o evangelho, difama do evangelho.
Eles eram tão irracionais, que até mesmo nas questões dos seus instintos naturais, ele se encontravam em contradição.
O erro deles é semelhante aos erros:
De Caim (Gênesis 4.1-16): que adotou uma postura religiosa distorcida da vontade de Deus. Os homens ímpios da época de Judas estava seguindo o mesmo “caminho”, a mesma forma de viver.
De Balaão (Números 22.1-25): o profeta que foi alugado para falar maldições a Israel. Por três vezes tentou, mas nas três Deus mudou a maldição em benção. Os homens ímpios da época de Judas também tentaram profetizar mentiras em troca de benefícios próprios, caindo no mesmo erro.
Dos participantes da Revolta de Corá (Números 16.1-40): Corá, juntamente com Datã e Abirão e mais 250 líderes e suas famílias tentaram uma revolta contra a liderança de Moisés. Os homens ímpios da época de Judas também eram insubmissos e buscavam criar revolta;
Um caminho progressivo: Eles “prosseguiram”, “se precipitaram”, e por fim, “pereceram”. Assim é o caminho de todo aquele que se afasta de Deus e é movido pela cobiça em direção ao pecado.
Aplicações:
Usar uma linguagem religiosa não implica em racionalidade. Alguém pode ser plenamente religioso e igualmente pernicioso.
A religião natural não tem poder para regular os nossos instintos carnais, por mais moralistas e éticas que elas possam ser. Já reparou como muitas das seitas são extremamente legalistas?
Somente o evangelho é capaz de nos conceder vitória diante das paixões e racionalidade no nosso viver. É interessante perceber que o nossoDeus requer de nós é uma vida de culto racional a Ele!
Sempre existirão durante a história da igreja aqueles que perseguirão o povo de Deus e desafiarão a sua Verdade. Eles aparecerão no meio de nós. Essa passagem serve como um alerta para que estejamos preparados quando tais coisas acontecerem em nosso meio.

3. Os inimigos são imorais (v. 12-16)

Um Conjunto de Ilustrações (11-13)
Rochas submersas: são perigosos assim como essas rochas que não eram visíveis eram para a navegação;
Festeiros sem recato: ao invés de promover o amor, eles estavam promovendo a imoralidade;
As festas do amor eram celebrações em que a igreja primitiva participava da Ceia do SENHOR.
Estes homens ímpios distorciam o sentido da festa.
2 Peter 2:13 “recebendo injustiça por salário da injustiça que praticam. Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco;”
Pastores de si mesmo: não se importam com o rebanho de Deus;
Ezekiel 34:2–6 “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.Assim, se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo.As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque.”
Nuvens sem água/árvores sem frutos: inúteis, hipócritas. Não trazem nenhuma chuva e não trazem nenhum fruto. Não fazem o que deviam fazer.
Proverbs 25:14 “Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez.”
Mark 11:13 “E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos.”
As figueiras do Oriente Médio davam dois tipos de fruto
Os figos propriamente ditos e alguns nódulos que nasciam quando as folhas começavam a despontar.
Caso alguém encontrasse uma figueira com folhas novas mas sem os nódulos, saberia que havia algo errado.
A figueira como ilustração para o povo de Israel: Crescimento sem frutos é sinal de deterioração.
Ondas bravas do mar: só colocam para fora as suas sujeiras.
Isaiah 57:20 “Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo.”
Estrelas errantes: são breves como um cometa ou uma estrela cadente.
Resultado: Os inimigos estão destinados ao juízo (13b-15)
A negridão das trevas os espera;
Jesus se refere ao inferno como trevas. Matthew 8:12 “Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.”
A negridão das trevas será para toda a eternidade;
Philippians 3:19 “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.”
2 Timothy 3:13 “Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.”
Há profecias sobre o juízo deles.
Citação de Enoque: a semelhança de Enoque, os antigos profetas proclamaram “acerca do juízo final, do dia da ira de Deus, quando ele finalmente exercerá juízo e castigo contra os ímpios”. (Augustus Nicodemus, p. 133,134)
A relação da vinda do Senhor com o Juízo. O Senhor virá com dois objetivos:
Primeiro: exercer juízo contra todos os ímpios.
Segundo: fazer convictos todos os ímpios. Silenciá-los diante da verdade que tanto negaram. Não se trata aqui de arrependimento.
Ele convencerá os ímpios de quê?
De todas as obras ímpias que impiamente praticaram:
2 Peter 2:8 “(porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles),”
De palavras insolentes:
Refere-se aos ensino dos falsos mestres.
Matthew 12:36 “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo;”
Sendo mais direto (v. 16)
Murmuradores/Descontentes: pessoas insatisfeitas com a sua situação de vida, que reclamam dela continuamente.
Exemplo de murmuradores no AT: o povo de Israel;
Exemplo de murmuradores no NT: os fariseus.
Advertência contra a murmuração: 1 Corinthians 10:10 “Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador.”
Andam segundo as suas paixões: seus desejos impuros são os controladores do seu viver.
Falam arrogâncias continuamente: palavras espalhafatosas, com vistas a promover atenção.
2 Peter 2:18 “porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro,”
São adulares: puxa-sacos por conveniência. Pessoas que torcem o direito.
Deuteronomy 10:17 “Pois o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno;”
Aplicações:
Uma distinção entre crentes que estão em equívoco e falsos mestres: aqueles precisam de tratamento pastoral; estes de confrontação.
Um espírito de temor e vigilância.
A punição para os ímpios é eterna.
Matthew 18:8 “Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.”
Matthew 25:46 “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.”
Conclusão:
Vimos, portanto, irmãos que os inimigos: 1) Serão destruídos; 2) São insubmissos; 3) São imorais.
Aplicações:
Matthew 7:15 “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.”
O valor que o Antigo Testamento nos ajuda a entender o Novo Testamento.
A necessidade de sermos lembrados de coisas que já sabemos.
“O objetivo da Palavra de Deus não é somente nos ensinar aquilo que de outra forma não poderíamos saber, mas nos despertar para uma meditação séria daquelas coisas que nós já compreendemos, para que não nos tornemos dormentes num conhecimento frio.” (João Calvino)
Não caiamos no erro de negar a existência do inimigo.
Não caiamos no erro de subestimar o inimigo.
Não caiamos no erro de superestimar o inimigo.
Um motivo para orar: Que Deus levante pastores que pastoreiem os outros e não a si mesmos!
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