os pilares da pregação cristocêntrica
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A exelência do seu conteúdo
O reconhecimento da limitação do pregador
A capacitação que vem de Deus
A excelência do seu conteúdo (1.1-2)
Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.
O contexto da ida Paulo a cidade de Corinto é encontrado no livro de Atos. Poucos meses após ele e Silas serem presos e açooitados na cidade de Filipos, ambos seguem para a cidade de Tessalônica e neste momento a oposição dos Judeus cresce bastante, então eles vão para Bereia e os Judeus vão atrás até o ponto em que eles se dividem: Silas e Timóteo permanecem na cidade e Paulo, por questões de segurança, parte para Atenas, onde ele prega o seu famoso sermão sobre “ O Deus desconhecido”. O final do versículo 17 nos diz que alguns poucos creram, mas a grande maioria rejeita a sua mensagem; e finalmente, no capítulo 18, conseguimos observar o momento em que Paulo foi ter com oS coríntios Atos 18.1-2
Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto. Lá, encontrou certo judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles.
Essa, portanto, foi a ocsaião em que Paulo esteve com eles.
Observem também o que Paulo o quê e como ele pregou no período durante o período de 1 ano e meio que esteve entre eles: quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria
Encontramos aqui uma lógica diferente do que era esperado de um orador ou político; se os gregos e, em particular, os Cortíntios, valorizavam os homens que melhor articulavam as palavras, que melhor entonavam suas vozes; que usavam do que chamamos de retórica, como um bom vendedor ou político; Se você, assim como eu, não era vivo nos tempos em que Fernando Collor de Melo era presidente, possivelmente você já deve ter ouvido do poder da sua oratória.
Mas observe a postura de Paulo e sua atitude diante da provável expectativa dos coríntios, ele diz: Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria.
Era justamente a falta disso que os COríntios questionavam. Basta ler as acusações respondidas na sua segunda carta a mesma igreja: 2 coríntios 10.10 quando dizem que suas cartas são graves e fortes; mas a sua presença pessoal é fraca, e a sua palavra, desprezível.
Paulo tinha, portanto, um foco muito específico e o uso de artifícios retóricos e “palavras bonitas” poderia desfocá-lo. E percebemos o seu foco claramente no versículo 2: Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.
Para os Judeus era absurda a ideia de um Messias cruscificado; o ideial de Messias, para os vários tipos de judaísmos da época, era bem diferente; eles esperavam um rei guerreiro, como Davi, ou um líder revolucionário, como os líderes da revolta dos Macabeus, que lutaram contra o império grego que dominava Israel naquele período; alguém que pegasse em armas e trouxesse paz por meio da espada; É precisamente por isso que os Judeus de Corínto rejeitaram sua mensagem, como você pode ver em Atos 18.6
Opondo-se eles e blasfemando, sacudiu Paulo as vestes e disse-lhes: Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo e, desde agora, vou para os gentios.
O Cristo cruscificado é o conteúdo excelente da pregação de Paulo. A exposição, não somente da sua morte, mas de sua vida e ensino. Os olhos de Paulo brilhavam quando ele falava sobre o grande amor com que Deus o amou ao enviar seu único filho para morrer por ele, sendo ele ainda pecador e índigno de tal amor; quando ele pregava sobre o cumprimento da promessa de libertação que Deus prometera no passado e da esperança de desfrutar a vida eterna com o seu Senhor amado; os olhos de Paulo brilhavam quando ele testemunhava da encarnação e humilhação do Deus glorioso por amor e fidelidade a sua aliança; O que mais Paulo poderia pregar, se não sobre o rei humilde que entrou em Jerusalém montado em um simples jumentinho; Como Paulo poderia deixar de falar do Cristo que foi esbofetiado, zombado, humilhado e como ovelha muda indo para o matadouro foi Cruscificado e tudo isso por ele...
Tem mais um detalhe: Esta obra não se aplica a Paulo apenas. Ela é aplicada a todos que creêm; no passado, mas hoje também. E este conteúdo excelente precisa estar constantimente nos seus lábios e assuntos do dia-a-dia. Se você foi encontrado por Cristo, assim como Paulo, como o evangelho do Cristo cruscificado não envolve as suas conversas?
O segundo pilar da pregação cristocêntrica é o Reconhecimento das limitações do pregador
2. O Reconhecimento das limitações do pregador
E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós.
“Eu fui até vocês em fraqueza, temor e grande tremor” (comparar com 4.10). De suas outras epístolas, ficamos sabendo que Paulo precisou de auxílio material; frequentemente, passava por privações e aflições (2Co 11.23–28; 12.7), além disso, estava doente por ocasião de sua visita aos gálatas (Gl 4.13,14). Supomos que Paulo era um homem realmente sem atrativos, talvez de pequena estatura (2Co 10.10) e que tinha sua visão comprometida por enfermidade (ver Gl 4.15; 6.11)
De qualquer forma, Não é desse modo que imaginamos alguém como Paulo! Por isso também se tentou desculpar esse Paulo “fraco, temeroso e trêmulo”. “Explica-se” seu comportamento em Corinto com o “insucesso” em Atenas. Ali ele teria abordado demais toda sorte de “sabedoria”, colocando em segundo plano a cruz, e justamente por isso não teria conseguido nada. Conseqüentemente, teria chegado a Corinto derrotado e deprimido, decidindo-se a oferecer ali unicamente a palavra da cruz. Com essas “explicações” deturpamos todo o entendimento das poderosas declarações de Paulo. Ele não diz: entre vocês, em Corinto, fui (por causa de meu insucesso em Atenas) excepcionalmente fraco e trêmulo, mas no geral sou uma pessoa forte e um orador imponente, como vocês o desejam. Não, pelo contrário, o contexto de toda a explanação a partir de 1 Co 1:17 declara: a “palavra da cruz” de fato pode ser proclamada somente “em fraqueza, temor e muito tremor”. “Fraqueza, temor e tremor” perfazem a modalidade necessária para o anúncio dessa mensagem.
Percebam, Paulo está demonstrando que a válidade e o fruto que o evangelho produziu não dependeu de sua boa forma e capacidade.
Diante disso, O que te impede de pregar o evangelho? A sua fraqueza e incapacidade? é justamente isso que Deus quer usar. veja o que 2Coríntios 4.7, após o apóstolo falar da beleza do evangelho ele diz:
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
foi-lhe dada a oportunidade de contar para as pessoas um conteúdo excelente e o primeiro passo que o versúclo 3 nos dá é o reconhecimento das nossas incapacitades e limitações.
O terceiro Pilar é a capacitação que vem de Deus
3. A capacitação que vem de Deus
A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.
