Filho pródigo 1
Filho pródigo • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 16 viewsNotes
Transcript
LUCAS 15.11–32
CONTINUOU: CERTO HOMEM TINHA DOIS FILHOS; O MAIS MOÇO DELES DISSE AO PAI: PAI, DÁ-ME A PARTE DOS BENS QUE ME CABE. E ELE LHES REPARTIU OS HAVERES. PASSADOS NÃO MUITOS DIAS, O FILHO MAIS MOÇO, AJUNTANDO TUDO O QUE ERA SEU, PARTIU PARA UMA TERRA DISTANTE E LÁ DISSIPOU TODOS OS SEUS BENS, VIVENDO DISSOLUTAMENTE. DEPOIS DE TER CONSUMIDO TUDO, SOBREVEIO ÀQUELE PAÍS UMA GRANDE FOME, E ELE COMEÇOU A PASSAR NECESSIDADE. ENTÃO, ELE FOI E SE AGREGOU A UM DOS CIDADÃOS DAQUELA TERRA, E ESTE O MANDOU PARA OS SEUS CAMPOS A GUARDAR PORCOS. ALI, DESEJAVA ELE FARTAR-SE DAS ALFARROBAS QUE OS PORCOS COMIAM; MAS NINGUÉM LHE DAVA NADA. ENTÃO, CAINDO EM SI, DISSE: QUANTOS TRABALHADORES DE MEU PAI TÊM PÃO COM FARTURA, E EU AQUI MORRO DE FOME! LEVANTAR-ME-EI, E IREI TER COM O MEU PAI, E LHE DIREI: PAI, PEQUEI CONTRA O CÉU E DIANTE DE TI; JÁ NÃO SOU DIGNO DE SER CHAMADO TEU FILHO; TRATA-ME COMO UM DOS TEUS TRABALHADORES. E, LEVANTANDO-SE, FOI PARA SEU PAI. VINHA ELE AINDA LONGE, QUANDO SEU PAI O AVISTOU, E, COMPADECIDO DELE, CORRENDO, O ABRAÇOU, E BEIJOU. E O FILHO LHE DISSE: PAI, PEQUEI CONTRA O CÉU E DIANTE DE TI; JÁ NÃO SOU DIGNO DE SER CHAMADO TEU FILHO. O PAI, PORÉM, DISSE AOS SEUS SERVOS: TRAZEI DEPRESSA A MELHOR ROUPA, VESTI-O, PONDE-LHE UM ANEL NO DEDO E SANDÁLIAS NOS PÉS; TRAZEI TAMBÉM E MATAI O NOVILHO CEVADO. COMAMOS E REGOZIJEMO-NOS, PORQUE ESTE MEU FILHO ESTAVA MORTO E REVIVEU, ESTAVA PERDIDO E FOI ACHADO. E COMEÇARAM A REGOZIJAR-SE. ORA, O FILHO MAIS VELHO ESTIVERA NO CAMPO; E, QUANDO VOLTAVA, AO APROXIMAR-SE DA CASA, OUVIU A MÚSICA E AS DANÇAS. CHAMOU UM DOS CRIADOS E PERGUNTOU-LHE QUE ERA AQUILO. E ELE INFORMOU: VEIO TEU IRMÃO, E TEU PAI MANDOU MATAR O NOVILHO CEVADO, PORQUE O RECUPEROU COM SAÚDE. ELE SE INDIGNOU E NÃO QUERIA ENTRAR; SAINDO, PORÉM, O PAI, PROCURAVA CONCILIÁ-LO. MAS ELE RESPONDEU A SEU PAI: HÁ TANTOS ANOS QUE TE SIRVO SEM JAMAIS TRANSGREDIR UMA ORDEM TUA, E NUNCA ME DESTE UM CABRITO SEQUER PARA ALEGRAR-ME COM OS MEUS AMIGOS; VINDO, PORÉM, ESSE TEU FILHO, QUE DESPERDIÇOU OS TEUS BENS COM MERETRIZES, TU MANDASTE MATAR PARA ELE O NOVILHO CEVADO. ENTÃO, LHE RESPONDEU O PAI: MEU FILHO, TU SEMPRE ESTÁS COMIGO; TUDO O QUE É MEU É TEU. ENTRETANTO, ERA PRECISO QUE NOS REGOZIJÁSSEMOS E NOS ALEGRÁSSEMOS, PORQUE ESSE TEU IRMÃO ESTAVA MORTO E REVIVEU, ESTAVA PERDIDO E FOI ACHADO.
O contexto
Uma grande ajuda para perceber o contexto é vermos como inicia a parábola, diz que CONTINUOU.
vamos só dar uma vista de olhos aos versículos 1 e 2
Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir.
E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.
Jesus depois inicia com 2 parábolas que antecedem esta (ovelha perdida e dracma perdida), apesar desta parábola não ter no titulo de perdido ou perdida, vemos associado essa mesma ideia no verso
porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.
Jesus estava a ensinar aos publicanos e aos espiritualmente marginalizados por causa da sua conduta moral. Ensinava-lhes verdades espirituais que diziam respeito ao reino de Deus, quando os líderes religiosos daqueles dias manifestaram seu desagrado. Embora procurassem ganhar convertidos, os doutores da Lei e os fariseus não tinham interesse em receber estes convertidos não queriam entender que Deus deseja o arrependimento que, quando demonstrado, causa imenso júbilo nos céus.
O filho mais novo
Jesus contou a história de um homem rico que tinha dois filhos. Os dois trabalhavam com o pai na fazenda da família.
O mais jovem impaciente queria partir para longe da casa dos pais. Queria ser livre para ir a outras terras e viver como lhe agradasse. O pai notara que o filho queria partir, mas não disse nada. Ele poderia ter feito ver ao filho sua posição na vida – ele e o irmão um dia herdariam a fazenda toda. Eventualmente, o filho tomaria conta da fazenda, dos servos e dos trabalhadores contratados. Em vez disso, o pai esperou que o filho tomasse sua própria decisão.
Um dia, o mais jovem se aproximou do pai e disse: “Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe”. Ele, naturalmente, não podia pedir a divisão da propriedade porque o patrimônio da família devia permanecer intacto enquanto o pai fosse vivo.
Ao pedir a sua parte, o filho mais novo confessava que não permaneceria mais com o pai, que se aborrecia com a rotina diária e queria a parte a que tinha direito para gastá-la como quisesse.
O pai, embora dividindo a propriedade, continuou o administrador da fazenda. O pai, não o filho mais velho, administrava os bens da família.
O filho mais novo recebeu sua parte e reuniu “tudo o que era seu”. Estava agora por conta própria e livre para partir.
Diversos fatores influíram profundamente no futuro do filho mais jovem. Seu idealismo juvenil, sua inexperiência e falta de discernimento, sua saída da área rural para a área urbana, o dinheiro na mão – tudo teve um papel importante.
Sua intenção de viver por sua própria conta logo se frustrou, quando foi cercado por falsos amigos.
Princípios de vida e conduta, aprendidos em casa, foram postos de lado e esquecidos. Ele foi descuidado e perdulário. A desobediência às leis da economia e da moral não podiam continuar. Ele teve de pagar um preço pela vida desregrada. Em relativamente pouco tempo, gastou tudo e chegou ao fim da linha.
Sem dinheiro, ainda orgulhoso experimentou o limite da dignidade humana, numa terrível necessidade, percorreu as ruas e arredores da cidade na procura de serviço, mas tudo que pôde achar foi a tarefa de alimentar porcos.
Ele tinha, então, chegado à degradação mais profunda, o empregador fazia-o sentir que aqueles porcos tinham mais valor para ele que um simples empregado.
Sentia falta de amizade e consideração, mas ninguém se importava com ele. Por causa da escassez de comida, sua alimentação diária não era suficiente para acalmar a fome, era o dia inteiro a barriga a roncar : ).
Queria pelo menos comer da comida dada aos porcos. A falta de interesse humano por um empregado faminto era mais do que o jovem podia suportar. Para ele, esse foi o ponto da viragem. Procurou por bondade humana e não a encontrou.
Neste quadro vemos a dificuldade de engolir o sapo, EU NÃO CONSIGO, NÃO SOU SUFICIENTEMENTE BOM, EXPERIENTE, PERSPICAZ, AINDA PRECISO APRENDER, MAS, NÃO PRECISA SER ASSIM.
Voltar significava muito para ele,
Os empregados.... que acham que eles iam pensar e dizer?
O filho mais velho..... que acham que ele ia sentir e receber o irmão?
O filho começou a pensar em seu pai – 3 vezes fala em pai nos versículos 17 e 18
Ele sabia que o amor de seu pai se estendia a todos aqueles que pertenciam ao amplo círculo de sua família. Sabia, também, que tinha desobedecido, vemos então a 2ª atitude deste filho a primeira foi pedir a sua parte da herança a 2ª reconhecimento da culpa e o pedido de perdão.
Quando caiu em si, estava pronto para confessar seus pecados contra Deus e contra seu pai. Ele disse a si mesmo: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti”. Sabia que tinha transgredido o mandamento de Deus, e que, ao agir desta maneira, ofendera e magoara seu pai. Queria corrigir. Procuraria o pai e lhe diria: “Já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores”.
Tudo que ousava pedir era um emprego temporário. Ansiava pela reconciliação, sem esperar reintegração. Levantou-se e foi para casa.
Aplicação
Jesus usa a família e apresenta 3 personagens bem definidas que caracterizava seus ouvintes. Cada um dos que o ouviu e ouve hoje deve então olhar ao espelho da parábola e pensar: “Este sou eu”.
O filho pródigo retratava aqueles que, pela sua condição moral e classe social, eram marginalizados, Jesus dirigiu-se diretamente aos que o ouviam e chamou o pecador ao arrependimento.
Este processo não é fácil.
