Prosperidade nem sempre é sinônimo de espiritualidade
Livro de Oseias • Sermon • Submitted • Presented
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Oseias 1.1
Oseias 1.1
Introdução:
O que tem haver prosperidade com espiritualidade? será com uma coisa sempre é resultado da outra? No livro de Ageu vimos a condição triste que o povo vivia por conta do pecado, mas será que pecado sempre gera desgraça? O livro de Oseias trata um pouco desse tema, pois ele lida com a situação contextual do profeta enquanto os povos do Sul e Norte ainda habitavam em suas terras. Algo bastante enfatizado no livro é o problema do pecado, sendo o adultério espiritual a marca do povo. Asafe lidou com um sentimento difícil ao perceber que perversos podem prosperar, e o povo que Oseias vivia era completamente perverso. Algo que fica claro nesse livro é que: O pecado não fica sem consequências, mas há graça para os que se arrependem. Ao longo das mensagens perceberemos essa ideia central, mas hoje faremos uma introdução ao livro, abramos nossas Bíblias em Oseias 1.1.
1 - Os profetas lidavam com o pecado do povo.
Logo de início notamos a indicação de quem Oseias recebeu a sua palavra.
É necessário perceber essa expressão colocada no texto: “Palavra do Senhor”.
É fato que muitos falsos profetas surgiram em (no meio do povo de ) Israel, alegando terem recebido uma palavra de Deus, mas que esta não passava de mentiras. (os falsos profetas e aqueles que mentem dizendo falar pelo Senhor não sugiram agora meus irmaos)
No entanto, a palavra do Senhor tem a preocupação principal em advertir o povo do pecado para que se arrependam e tornem ao Senhor.
A palavra dos falsos profetas não passavam de mentiras, pois elas simplesmente lidavam com a situação momentânea do povo.
Semelhante a uma pessoa que toma um remédio, mas faz tudo de errado e acaba ficando doente outra vez.
Quando um profeta era levantado por Deus, ele trataria do erro que estava causando a doença, para que esse não fosse mais repetido.
Esse é o caso, Oseias lidou com questões profundas do povo, e não os encheu de mentiras como se o pecado latente não fosse um problema.
Além disso, dentro desse período histórico de Israel se iniciou o período dos “profetas escritores”.
Anteriormente já haviam profetas em Israel, mas sua função era, basicamente, entregar a mensagem de Deus em forma oral.
O profeta recebia a mensagem do Senhor, e ia declarar ao destinatário.
Os exemplos de Elias e Eliseu podem ilustrar como isso ocorreu no passado.
Agora, é acrescentado essa função de transmitir a mensagem de Deus para as gerações posteriores.
O objetivo principal disso era que a mensagem buscava atingir o povo como um todo, já que o pecado tinha se infiltrado totalmente na nação.
E também ficaria o registro para que as gerações após o juízo mantivessem a esperança em Deus. Pois assim, reconheceriam a mão de Deus dirigindo a história.
E, igualmente, observar os pecados passados como a causa da situação adversa que estavam passando, e não achar que o Senhor não era o Deus verdadeiro.
Aplicação: Irmãos a Escritura nem sempre fala de situações que passamos, mas é necessário observar que há princípios que nunca mudam. Um deles é que o pecado sempre será intolerável diante de Deus, e ele não ficará inerte. Ele não ficou inerte no fim do Reino do Norte, e hoje, nós é que somos os mensageiros de Deus para falar ao mundo das consequências do pecado e não podemos nos calar. (precisamos falar a palavra do Senhor de forma verdadeira, em tempo ou fora de tempo)
2 - O nome de Oseias é um recado de Deus ao povo
O texto segue e diz: Que foi dirigida a Oseias.
O profeta realizou seu ministério no oitavo século a.C, entre o fim do reinado de Jeroboão II, e o inicio do bom reinado de Ezequias de Judá, entre 753-718. Mais ou menos 35 anos de ministério, mas não é possível determinar exatamente essa data por falta de mais informações.
Essa expressão do verso um declara como um fato concreto que Deus escolheu Oseias como o seu mensageiro, não restando dúvidas de que ele era um enviado de Deus.
O nome de Oseias é um caso interessante com o conteúdo do livro.
Quando observamos a mensagem presente dos capítulos de 1 a 14, é fato a presença de uma série de julgamentos de Deus com o povo de Israel.
Porém, apesar do pecado do povo, Deus não quebra os seus pactos, pois todos eles são irrevogáveis, não podem ser desfeitos.
Assim, apesar da condição precária espiritual do povo, a fidelidade de Deus prevalecia, e a sua misericórdia já estava ativa.
Isso pode ser provado no livro da seguinte forma, observa os seguintes versos:
No fim do versículo 2 é dito: “porque a terra se prostituiu”, povo é julgado como infiel com Deus.
Agora observe agora Oséias 3.1 “Disse-me o Senhor: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel...”
O amor leal de Deus não foi apagado, apesar do juízo que viria, os rastros da sua graça seriam manifestados. Por isso no verso 5 o povo tornará ao Senhor.
Agora observe Oséias 4.1 “....porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.”
A mesmo julgamento já falado, e em Oséias 14.4 diz:“Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles.”
Os capítulos 1-3 formam a primeiro seção do livro que focalizam na vida do profeta, dos capítulos 4-14 descrevem a situação social e religiosa do povo.
E ambas, inicia e finalizam do mesmo modo, apesar da infidelidade do povo, Deus permanece fiel aquilo que já havia prometido, o julgamento não anula o caráter fiel de Deus.
O pecado traz consequências gravíssimas, como a expulsão da terra e a morte, mas o mesmo Deus que o julga ainda demonstra graça aos seus.
Muitas vezes nos dias atuais alguns não lidam bem com essa verdade, mas um Deus santo não pode aceitar o pecado, mas ele perdoa a todos que se arrependem dele.
Logo, Deus salva após o julgamento, e apenas ele pode livrar o povo da sua própria ruína.
Esse é o significado do nome do profeta: O Senhor Salva. E esse é o tema principal do livro.
- O pecado israelita trará maldição, mas Deus ainda salvará seu povo.
Aplicação: Irmãos, precisamos conciliar bem essas duas coisas, Deus é justo mas também ama, se não soubermos lidar com ambas as verdades cairemos em extremos, ou transformaremos Deus numa pessoa rabugenta que aguarda com ansiedade o próximo que matará, ou o transformaremos num ser fofinho que não condena ninguém ( aquela imagem que vemos nos desenhos de um velhinho bondoso que passa apenas a mão na cabeça). A justiça de Deus é manifestada em seu juízo, e sua graça é clara no ato de perdoar os erros do povo. Isso é uma verdade em sua vida, e na minha, Deus já esteve irado com nossos pecados, mas ele próprio resolveu isso em Cristo, e precisamos dizer isso a todos, apenas o perdão recebido em Cristo que nos liberta. Essa também era a mensagem de Deus ao povo de Israel, não era qualquer nação que os salvaria, a salvação deles apenas seria achada em Deus. E glorificamos ao Senhor por saber que a nós a mesma benção é estendida.
3 - O contexto do profeta é uma afirmação de que a prosperidade sem Deus não dura
Irmãos Oseias era alguém que vivia no Reino do Norte, não há muitas informações sobre ele no livro, a não ser sobre seu casamento e sobre quem era seu pai.
Também é verdade que ele não é citado em outros livro da Escritura, há outros Oseias, mas que não são o profeta.
Apesar da sua origem, no seguimento do primeiro verso do seu livro, há apenas um rei do Norte citado, enquanto do Sul quatro são citados.
Por que isso acontece? Uma resposta que podemos formular sobre isso é por conta da degradação que permanecia crescendo no reino do Norte, ao ponto que os demais reis foram tão irrelevantes que nem foram citados aqui no livro.
O rei citado é Jeroboão II, não é aquele que foi perseguido por Salomão no fim do seu reinado e foi o primeiro rei do Norte.
Esse aqui é um descendente de Jeú, que havia erradicado de Israel os parentes de Acabe.
O seu reinado foi prospero, ao ponto, como descreve 2Reis 14.25 “Restabeleceu ele os limites de Israel, desde a entrada de Hamate até ao mar da Planície...”
Era comum numa época de escassez o povo perder território, mas a recuperação desses limites nos ensina que o povo passava por dias melhores, que foi exatamente o que ocorreu em seu reinado.
Apesar disso, o povo ainda permanecia em pecado, e o próprio Rei era mau.
Contudo, Deus teve compaixão do seu povo, e por isso esses dias foram diferentes.
Deus não se agradava da situação geral do povo do Norte.
E, após o fim do seu reinado, isso ficou claro, porque aconteceram tantas conspirações ao ponto de em menos de trinta anos seis reis estiveram no trono. Parece um pouco com o que acontece com os técnicos do Flamengo.
Um rei subiu no trono, e logo alguém matava e tomava o poder, mas rapidamente outro fazia a mesma coisa.
A instabilidade retornou, por conta do pecado que persistia. E isso só piorava, até que a Assíria levou-os cativo no ano 720 a.C.
Após o que aconteceu é provável que Oseias tenha partido para Judá, já que alguns refugiados encontraram abrigo com eles.
E ele viu um pouco do reino de Ezequias, e os primeiro dias da reforma religiosa que ele realizou.
Apesar do reino do Sul ter durado um pouco mais, e ter sido mais fiel do que o Norte, eles também não tinham o coração totalmente dedicado a Deus. E, por isso, tiveram o mesmo fim.
Aplicação: Irmãos, algo que deve está certo para cada um de nós, é que prosperidade nem sempre é indicação de que Deus está se agradando de nós, na vida de Jeroboão encontramos isso. É necessário rogamos a Deus para que nosso coração seja fiel para com ele, e essa fidelidade de ver o alvo da nossas vidas, o dinheiro acaba, as casas deterioram, e os bens são arruinados, mas o andar com Deus é um fonte abundante que jorra para a vida eterna.
Conclusão: O livro de Oseias adverte o povo de Israel sobre sua infidelidade com Deus, e a vida do profeta vai ser um alvo em nossas primeiras mensagens, mas de que forma ela será um alvo? Na próxima mensagem perceberemos como o casamento do profeta encenava a relação do povo com Deus, tudo isso segundo a vontade de nosso Deus. Amém.
