Esperança em meio à tragédia
Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 9 viewsNotes
Transcript
Cenário
Cenário
Uma pergunta muito intrigante: Por que Deus permite que as tragédias aconteçam?
Neste momento, podemos ser levados a pensar que é Deus quem provoca as tragédias.
Epicuro foi um filósofo grego que viveu entre o quarto e terceiro séculos antes de Cristo.
Ele levantou uma questão a respeito de Deus que ficou conhecida como o trilema de Epicuro.
Para Epicuro, se Deus é todo poderoso e onisciente, Ele não pode ser onibenevolente ou todo amor.
Ou se Deus é todo amor e todo poderoso, Ele não pode, então, ser onisciente.
E, por fim, se Deus é onisciente e amor, Ele não pode ser todo poderoso.
Entretanto, a Bíblia nos ensina claramente que Deus é onipotente, ou seja, Ele é todo poderoso.
A Bíblia também ensina que Deus é onisciente, e isso significa que Ele não foi surpreendido pelo surgimento do mal.
As páginas da Bíblia Sagrada demonstram claramente que Deus é amor.
Note, Deus não tem amor para dar, Ele é amor! 1 João 4.8 diz:
8 Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
Isso significa que o amor de Deus é constante e fiel. Deus não é um ser temperamental que oscila entre o amor e a ira. Deus é um Ser santo e perfeito.
Às vezes nós projetamos os nossos atributos a Deus e achamos que a ira dEle é semelhante a nossa e que o amor dEle é semelhante ao nosso. Nós não somos a referência para os atributos divinos. Deus e Seus atos revelados tanto nas Escrituras Sagradas como na história são a referência.
Veja o que a Bíblia diz sobre a natureza humana:
Tiago 1.6–8 (NAA)
6 Peça a sabedoria com fé, em nada duvidando, pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento.
7 Que uma pessoa dessas não pense que alcançará do Senhor alguma coisa,
8 sendo indecisa e inconstante em todos os seus caminhos.
Por outro lado a Bíblia revela que Deus não é inconstante. Tiago 1.17 diz assim:
17 Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.
Então, precisamos compreender que Deus é santo e perfeito, e a base de Seu governo reside em dois princípios fundamentais: Seu amor e Sua justiça.
Sendo que o amor é um dos pilares fundamentais do governo de Deus, isso pressupõe que para existir o amor e permitir que ele cresça e se desenvolva é necessário liberdade. Não existe amor em um ambiente onde não se respeita o livre arbítrio. Isso seria uma tirania.
No dicionário encontrei a seguinte definição de tirania. O dicionário diz assim:
Do grego “týrannos”, que significa líder ilegítimo, a tirania é uma forma de governo autoritária em que determinada população é oprimida e tem seu livre arbítrio anulado.
Portanto, Deus, ao criar os anjos e, posteriormente o ser humano, Ele os criou com o livre arbítrio, ou seja, com a capacidade de fazer escolhas morais livres! Lembre-se sempre disso: “sem liberdade ou capacidade para fazer escolhas livres, o amor não pode existir”. Embora o amor seja uma força poderosíssima, há um aspecto vulnerável, pois ele pode ser rejeitado! Não existe amor forçado!!!
Para entendermos a pergunta que fiz logo no início, “Por que Deus permite que as tragédias aconteçam?”, precisamos considerar como surgiu o mal no Universo e como ele afetou o nosso planeta.
Ezequiel 28.12–15 (NAA)
12 “Você era o modelo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.
13 Você estava no Éden, jardim de Deus, e se cobria de todas as pedras preciosas […] Os seus engastes e ornamentos eram feitos de ouro e foram preparados no dia em que você foi criado.
14 Você era um querubim da guarda, que foi ungido. Eu o estabeleci. Você permanecia no monte santo de Deus e andava no meio das pedras brilhantes.
15 Você era perfeito nos seus caminhos, desde o dia em que foi criado até que se achou iniquidade em você.
Este anjo poderoso era perfeito em todos os caminhos. Era cheio de sabedoria e perfeito em formosura! Ele era um querubim da guarda, ou seja, ele executava as ordens diretas de Deus. Mas de uma forma misteriosa, este poderoso anjo começou a alimentar alguns pensamentos estranhos que nem ele mesmo compreendeu muito bem no início.
Entretanto, estes pensamentos começaram a dominar a sua mente de tal modo que eles se refletiram em seus atos. Vejamos a outra descrição bíblica sobre este mesmo episódio. O texto está em Isaías capítulo 14 a partir do verso 12.
12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!
13 Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte;
14 subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.
Este texto deixa claro que este anjo, chamado aqui de “estrela da manhã” e “filho da alva”, também conhecido por Lúcifer, desejava no íntimo do seu coração exaltar a si mesmo e estabelecer o seu trono no “monte da congregação”. O monte da congregação é uma referência ao trono de Deus e o texto faz alusão à intenção maligna deste anjo criado usurpar o trono do Deus criador.
Outro texto que lança luz a respeito deste mesmo episódio, é Apocalipse 12 a partir do verso 7. O texto diz assim:
7 Então estourou a guerra no céu. Miguel e os seus anjos lutaram contra o dragão. Também o dragão e os seus anjos lutaram,
8 mas não conseguiram sair vitoriosos e não havia mais lugar para eles no céu.
9 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo. Ele foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.
Aqui precisamos fazer uma breve identificação dos personagens. O texto apresenta dois personagens principais e antagônicos. O primeiro é Miguel. O nome Miguel é uma pergunta e significa “quem é como Deus?”.
Bem, há alguns textos bíblicos importantes que podem ser mencionados aqui sobre a identidade de Miguel, este ser que é como Deus. Entendo, pela própria Bíblia, que Miguel não é um ser criado, tampouco um anjo. Entendo que Miguel é o próprio Cristo, pois a Bíblia descreve Jesus como sendo “o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do Seu ser” (Hebreus 1:3). Outro texto importante é Colossenses 2.9, que diz assim:
Colossenses 2.9 (NAA)
9 Porque nele [em Jesus] habita corporalmente toda a plenitude da divindade.
Portanto, quem é como Deus? A resposta é Jesus. Em uma ocasião, Felipe pediu a Jesus:
João 14.8–9 (NAA)
8 — Senhor, mostre-nos o Pai.
9 Jesus respondeu: — Há tanto tempo estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem vê a mim vê o Pai. Como é que você diz: “Mostre-nos o Pai”?
Quem é como Deus? A inequívoca resposta é: Jesus!
A Bíblia chama Miguel de arcanjo e muitos são levados a pensar que arcanjo é um anjo, mas isso não está correto.
Vejamos mais estes textos bíblicos que tratam da ressurreição dos mortos:
25 Em verdade, em verdade lhes digo que vem a hora — e já chegou — em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão.
Um texto paralelo a este diz:
16 Porque o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;
Um anjo não tem poder para ressuscitar os mortos, mas Jesus tem, pois Ele é o Criador. Paulo nos diz que todas as coisas foram criadas por meio dEle e para Ele. Jesus disse em João capítulo 5, versículo 21 que...
João 5.21 (NAA)
21 ...assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer.
Assim como o reformador protestante João Calvino e o comentarista evangélico Mathew Henry, creio que Miguel é uma referência a Jesus Cristo e não a um mero anjo.
O outro personagem descrito na passagem de Apocalipse 12.7-9 é o “dragão, a antiga serpente que se chama diabo e Satanás”. No Céu ele arrastou consigo um terço dos anjos. Certamente ele disseminou a rebelião entre estes anjos que se posicionaram ao lado dele. Lembre-se, o desejo de Lúcifer no Céu era usurpar o trono de Deus, e para alcançar este objetivo ele foi muito sutil, disseminou a discórdia, levantou dúvidas sobre o caráter de Deus e pode ter espalhado a ideia de estabelecer um sistema mais justo e correto do que o de Deus.
Chegou um momento em que Lúcifer não pôde ficar mais no Céu e foi expulso de lá.
Como pôde surgir o mal no coração de um ser perfeito como Lúcifer? Isso é um mistério! Mas pelo fato de Deus ter criado seres inteligentes capazes de fazerem escolhas morais livres, o mal era uma possibilidade. Lembre-se, a base do governo de Deus é o amor e a justiça!
Por que Lúcifer não foi imediatamente destruído após se rebelar contra Deus? Certamente porque ficaria uma dúvida na mente dos anjos sobre as questões que ele tinha levantado anteriormente. Será que Deus é justo mesmo? Uhm… se eu seguir o mesmo caminho de Lúcifer, também serei fulminado?
Se Lúcifer tivesse sido fulminado imediatamente após se rebelar contra Deus, a lealdade dos anjos bons poderia se tornar forçada pelo medo. Prestariam uma obediência forçada e não voluntária, uma obediência movida pelo medo e não pelo amor.
Algo semelhante ocorreu aqui na Terra. Vejamos como Deus criou o ser humano. O texto está em Gênesis 1.26-27.
26 E Deus disse: — Façamos o ser humano à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os animais que rastejam pela terra.
27 Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Isso significa que o ser humano tem capacidades semelhantes das de Deus.
capacidades humanas
ser relacional
capacidade de receber e expressar amor
capacidade intelectual
capacidade de criar, etc.
Ordem de Deus para o ser humano
15 O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.
16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente,
17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.
O Éden era um jardim perfeito.
31 Deus viu tudo o que havia feito, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.
MAS SURGE UMA NOTA DISSONANTE
Diálogo da serpente com a mulher
12 Portanto, assim como por um só ser homano entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte, assim também a morte passou a toda a humanidade, porque todos pecaram.
19 Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.
20 A lei veio para que aumentasse a ofensa. Mas onde aumentou o pecado, aumentou muito mais ainda a graça,
21 a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também a graça reinasse pela justiça que conduz à vida eterna, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Parábola do joio e do trigo
Um homem semeou a boa semente no seu campo
Enquanto dormia, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e foi embora
Lembre-se, Deus é amor!
Liberdade de escolha.
Consequências.
18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.
