Na casa de um Pastor

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Como devemos cuidar de nossos pastores?

8 Porventura, falo isto como homem ou não o diz também a lei? 9 Porque na lei de Moisés está escrito:

Não atarás a boca ao boi, quando pisa o trigo.

Acaso, é com bois que Deus se preocupa? 10 Ou é, seguramente, por nós que ele o diz? Certo que é por nós que está escrito; pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida. 11 Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? 12 Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida?

Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. 13 Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? 14 Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; 15 eu, porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas e não escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, antes que alguém me anule esta glória. 16 Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! 17 Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de despenseiro que me está confiada. 18 Nesse caso, qual é o meu galardão? É que, evangelizando, proponha, de graça, o evangelho, para não me valer do direito que ele me dá.

19 Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 20 Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. 21 Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. 22 Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. 23 Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele. 24 Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.

25 Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. 26 Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. 27 Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.

O cuidado com os nossos pastores da IPB tem sido um pouco negligenciado, visto os números que vemos, constatando que muitos pastores não aguentam o seu ministério até o final.
Na Última RO CE-SC/IPB
Foram
48 Pastores Jubilados;
06 Pastores restaurados.
32 Pastores Exonerados;
08 Pastores Despojados;
04 Pastores Depostos;
Precisamos cuidar de nossos ministros...
Meus amados irmãos, neste texto lido, verificamos que o apóstolo Paulo esta debatatendo com a igreja sobre a questão do tratamento dispensado aos ministros da Palavra de Deus e na defesa do seu apostolado.
O momento era tenso, pois havia um grupo de irmãos questionando as virtudes do ministério de Paulo, tanto quanto o recebimento de congruas pastorais por Paulo.
Momento tenso, como já dissemos, porém, necessário para que esta carta pastoral embasasse o suprimento das necessidades dos futuros ministros da palavra do Senhor.
Hoje estamos na casa do Rev. Valdemar e de sua amada família, não o quero constranger, mas é necessário que falemos deste assunto neste dia.
Aliás, já estava com esta mensagem encaminhada, tanto foi assim, que no final do culto de domingo, avisei o Rev. Valdemar que pregaria na sua casa neste texto.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa, a exposição do texto lido.
1 Coríntios a. Marcas do Apostolado (9.1–2)

a. Marcas do apostolado

9.1–2

1 Coríntios a. Marcas do Apostolado (9.1–2)

Paulo propõe uma série de quatro perguntas que se relacionam à sua vida e apostolado e que exigem respostas positivas.

1 Coríntios a. Marcas do Apostolado (9.1–2)

Essa pergunta nada tem que ver com a questão do escravo e do homem livre (7.21–23). Antes, trata da liberdade que Paulo gozava em Jesus Cristo.

1 Coríntios a. Marcas do Apostolado (9.1–2)

Indignado, Paulo enfrenta a crítica à sua posição de apóstolo. Desde sua conversão, ele sabia que seus opositores o haviam criticado. Diziam que ele não podia satisfazer as exigências apostólicas delineadas quando os apóstolos tiraram sortes para escolher Matias como sucessor de Judas.

1 Coríntios a. Marcas do Apostolado (9.1–2)

“Eu não vi Jesus nosso Senhor?” Paulo defende seu apostolado com base na sua experiência na estrada de Damasco, uma experiência que confirmou a ressurreição de Jesus. Ninguém em Corinto podia afirmar ser ignorante da experiência de conversão de Paulo e de como Jesus lhe apareceu pessoalmente

1 Coríntios a. Marcas do Apostolado (9.1–2)

Vocês não são meu trabalho no Senhor?” Os próprios coríntios tinham de admitir que se Paulo não tivesse proclamado o evangelho de Cristo, eles ainda estariam vivendo em trevas espirituais. Como cristãos gentios, eles próprios eram uma prova positiva de que Paulo era um apóstolo aos gentios. A

1 Coríntios a. Marcas do Apostolado (9.1–2)

Como ex-perseguidor da igreja, Paulo reconhecia que a Igreja Cristã poria em dúvida seu apostolado (ver, por ex., 2Co 10.1–11; 12.11–21; 13.1–10; Gl 1.1,22,23). Durante sua ausência da congregação coríntia, a questão sobre se ele era um apóstolo ou um impostor tinha sido levantada.

1 Coríntios b. Defesa (9.3–6)

b. Defesa

9.3–6

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

c. Serviço

9.7–12

Os estudiosos não são unânimes em determinar as divisões em parágrafos nessa parte do capítulo. Alguns incluem o versículo 7 com o segmento anterior (v. 3–6), outros o colocam no contexto maior (v. 3–12), e ainda outros o têm no início de um novo parágrafo (v. 7–12).

A seção anterior (v. 3–6) lista três perguntas retóricas que pedem respostas afirmativas. E, inversamente, o versículo 7 apresenta três perguntas que pedem respostas negativas. Nós incluímos o versículo 7 com os versículos 8–12 porque é introdutório para esses versículos. As perguntas relacionadas à agricultura são reforçadas por uma citação da lei de Moisés (Dt 25.4) no versículo 9, e Paulo argumenta a partir desses exemplos para falar aos coríntios sobre seu direito de esperar deles sustento material.

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

Nenhum soldado prestaria serviço num exército à sua própria custa. Isso seria impensável.

Paulo não está pedindo aos coríntios um salário, mas com esse exemplo ele defende seu direito às necessidades básicas.

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

O exemplo é tirado do cenário agrícola, que era bem conhecido pelos leitores da epístola.

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

O pastor desfruta de um suprimento diário de leite de seus animais e ele pode alimentar-se e também sua família com os produtos derivados do leite.

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

Esses três exemplos, o do soldado, do lavrador e do pastor não têm que ver só com a cultura do tempo apostólico; na Escritura, o povo de Deus é muitas vezes retratado como sendo um exército, uma vinha e um rebanho. Com essas três ilustrações da vida diária, Paulo prova o claríssimo fato de que ele merece sustento financeiro por seu trabalho entre os coríntios.

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

Paulo se volta para a Escritura. A Palavra de Deus é fundamental; portanto, quando Paulo ensina, ele cita a Bíblia com frequência. A expressão lei é explicada aqui como sendo a lei de Moisés. Assim, da lei mosaica Paulo tira as palavras: “Não atarás a boca ao boi quando debulha” (Dt 25.4; ver 1Tm 5.18).

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

“Porque na lei de Moisés está escrito.” Calvino pergunta por que Paulo não apelou para uma ilustração mais clara da lei mosaica, e apresenta o exemplo de um assalariado que vive na pobreza e precisa de seu salário. Deus diz ao empregador do homem: “No seu dia, lhe darás o seu salário, antes do pôr do sol” (Dt 24.15). Mas Paulo argumenta do menor para o maior: se Deus quer que o fazendeiro tome conta de seu animal, ele não requer que o homem cuide melhor ainda de seu semelhante?

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

“Não atarás a boca ao boi quando debulha.” O fazendeiro israelita espalhava seu grão num terreiro de debulho ao ar livre, que fosse duro, liso e nivelado. Uma tábua, cujo peso era aumentado com pedras ou pessoas, era puxada em cima do grão por uma junta de bois ou cavalos que caminhava em círculo em volta de um poste (comparar com 2Sm 24.22–24). Às vezes o fazendeiro punha os bois ou cavalos para pisar o grão com os próprios pés (comparar com Mq 4.12–13). O boi podia comer tanto grão quanto quisesse enquanto estava puxando aquele peso todo. Se um judeu amordaçasse o boi, ele correria o risco de ser açoitado na sinagoga local.

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

Deus dá aos homens a ordem de permitir que um boi coma grão. O homem põe o animal para trabalhar para ele, mas Deus estipula que o homem deve cuidar do boi porque ele pertence à grande criação de Deus (ver Pv 12.10; 27.23). Deus está preocupado com o comportamento do homem para com sua criação, porque ele quer que o homem seja um bom mordomo.

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

Deus está falando de homens, não de animais. Paulo pergunta a seus leitores: “Ou ele está realmente falando por causa de nós?”. A resposta a essa pergunta é enfaticamente afirmativa. Isso não quer dizer que Paulo não leva em consideração a intenção de Deus de não amordaçar um boi enquanto ele está debulhando os grãos. Ao contrário disso, ele ensina que se o homem não cuida adequadamente do animal, ele não poderá esperar que ele providencie adequadamente para o trabalhador. Mais especificamente, como a igreja cuida de seus ministros? A expressão realmente significa que se Deus ordenou que o homem cuidasse de seus animais, num nível mais elevado, ele instrui os membros da igreja a cuidarem dos ministros do evangelho.

1 Coríntios c. Serviço (9.7–12)

À primeira vista, as palavras do versículo anterior parecem acrescentar muito pouco ao discurso. Mas o presente texto oferece a necessária explicação. Paulo não está falando sobre o lavrador e o debulhador em si. Ele tem em mente os trabalhadores espirituais na igreja de Deus, que devem participar das bênçãos materiais que vêm aos membros da igreja.

Paulo aplica as palavras desse texto a si mesmo e a seus companheiros ao usar o pronome pessoal nós. Além disso, ele escreve uma sentença condicional que reflete um fato verdadeiro. Ele e seus companheiros têm de fato semeado a Palavra espiritual de Deus entre os coríntios. E agora eles esperam uma resposta espiritual e material dos membros dessa igreja. A comparação entre coisas que são eternas e coisas que são temporárias é óbvia, pois os coríntios são, sem dúvida, beneficiários dos maiores dons (ver Rm 15.27). Se de fato Paulo semeou semente espiritual, ele não pode esperar algum bem material em troca? A pergunta exige uma resposta afirmativa.

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