2. Habacuque - do desespero para a vitória.

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Habacuque está em crise, e cheio de perguntas.

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2. Habacuque - do desespero para a vitória. (Um homem em crise com Deus e com os homens)

(Hc 1.1–4)
Esboço
Habacuque: Como Transformar o Desespero em Cântico de Vitória.
1. O homem, seu tempo e sua mensagem
(Hc 1.1)
2. Um homem em crise com Deus e com os homens
(Hc 1.1–4)
3. Quando o céu deixa a terra alarmada
(Hc 1.5–11)
4. A esperança que nasce do desespero
(Hc 1.12–17)
5. Quando o céu acalma a terra
(Hc 2.1–5)
6. Semeadura maldita, colheita desastrosa
(Hc 2.6–20)
7. Como fazer uma viagem do medo à exultação
(Hc 3.1–19)
INTRODUÇÃO.
Um homem em crise com Deus e com os homens
(Hc 1.1–4)
Habacuque não está sozinho. Sua crise é a mesma que atormenta homens e mulheres em todo o mundo. Suas angústias pulsam e latejam em nosso peito ainda hoje. Seu grito de dor ainda ecoa nos ouvidos da História.
Habacuque não é um ilustre desconhecido, cujo nome ficou encoberto pela poeira do tempo nem um profeta que ergueu sua voz num tempo remoto sem qualquer conexão com os tempos modernos. A voz de Habacuque está nas ruas, nas salas das universidades, nos tribunais de justiça, nos salões dos palácios e no sacrário irrequieto da alma humana.
Levantamos três pontos:
Em primeiro lugar, os desobedientes colherão um dia seus amargos frutos. A cidade de Jerusalém estava cercada pelos inimigos porque não quis ser protegida por Deus. O povo rebelde de Judá sacudiu o jugo do Todo-poderoso e estava agora colocando o pescoço na coleira do inimigo. Por ter rejeitado a Palavra de Deus, Judá estava agora apavorado com a presença aterradora do mal. A desobediência tem um preço alto, e aqueles que seguem pelas suas veredas sinuosas terão de sofrer suas amargas conseqüências
Em segundo lugar, os líderes insensatos são maldição para o povo, e não bênção. A decadência espiritual e o colapso moral de Judá eram um reflexo da rebeldia dos reis injustos e dos profetas da conveniência. Porque os reis não quiseram ouvir a voz de Deus, contrataram falsos profetas para pregar-lhes mensagens agradáveis. Queriam entretenimento, e não arrependimento. Queriam mensagens palatáveis, e não sentenças da parte do Senhor.
Em terceiro lugar, a soberania de Deus na História nem sempre é plenamente compreendida, mesmo pelos homens mais santos. A leitura que Habacuque estava fazendo da corrupção interna de Judá e o ataque externo da Babilônia a Judá o deixaram em profunda crise. A ação soberana de Deus não se encaixava dentro de sua teologia nem se alinhava com sua lógica. A crise de Habacuque não foi um drama solitário. Outros profetas amargaram essa mesma dor. Essa profunda tensão continua roubando o sono de milhões de pessoas ainda hoje.
ESTRUTURA
1. Os dramas existenciais de um profeta em crise (1.1–3)
Habacuque é um homem divinamente inspirado e comissionado, e seu livro é um fardo que ele recebeu da parte de Deus. Diferente dos outros profetas que trouxeram a mensagem de Deus ao povo, Habacuque endereça sua palavra ao próprio Deus na forma de dois questionamentos aos quais Deus lhe responde.40
James Wolfendale diz que Habacuque nesta profecia é conhecido pelo seu nome, pela sua função, pela maneira que ele recebeu sua profecia e pelo conteúdo dela (1.1).
Habacuque está alarmado, e sua perplexidade pode ser percebida de três formas:
Em primeiro lugar, o drama de receber uma mensagem pesada (1.1).
O livro de Habacuque começa dizendo: “Sentença revelada ao profeta Habacuque” (1.1). A palavra hebraica massá, traduzida por “sentença”, significa peso, fardo. Não se trata de uma mensagem palatável, agradável aos ouvidos, mas de um aviso solene a uma nação rebelde.
Habacuque não tinha o propósito de agradar ao rei de Judá, mas ser fiel ao Rei dos reis. Ele não pregava para arrancar aplauso dos homens, mas para levá-los às lágrimas do arrependimento.
Essa sentença foi revelada, e não autoproduzida. O profeta não cria a mensagem. Ele a transmite da parte de Deus. Habacuque não vem de moto-próprio; ele se levanta da parte do Senhor. Essa sentença não foi dada aos falsos profetas, mas ao profeta Habacuque. Deus fala por intermédio dos seus servos.
Em segundo lugar, o drama de não ter suas orações respondidas (1.2). A pergunta de Habacuque ecoa como uma forte trombeta: “Até quando, Senhor…?” (1.2). O profeta não ficou estático diante do descalabro moral da nação. Ele não só gritou aos ouvidos do povo da parte de Deus, mas também ergueu sua voz ao céu a favor do povo. Diz Charles Feinberg que o profeta é zeloso da glória de Deus. Não se trata aqui de uma queixa pessoal, pois ele apenas exprime o desejo e o anseio dos piedosos da nação.
A oração do profeta nos fala sobre algumas coisas importantes:
a) A oração de Habacuque foi fruto de uma reação à desoladora situação do seu povo (1.2–4).
O profeta não podia ficar passivo diante da corrida desenfreada do mal em sua nação. Ele não se contentava em ser um pregador; ele precisava também ser um intercessor.
b) A oração de Habacuque foi de grande emergência (1.2).
O profeta clama e grita. Ele tem urgência na sua voz e pressa em receber uma resposta. Ele vê o mal galopando rapidamente, levando seu povo para a destruição, e não pode entender como Deus não freia essa corrida para a morte.
c) A oração de Habacuque se esbarra no silêncio de Deus (1.2a).
O profeta clama: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?…”. Keil e Delitzsch dizem que “não ouvir” é equivalente a “não ajudar”. Daí, concluímos que a conduta dos ímpios continuou por um longo tempo, sem que Deus agisse para lhe colocar um ponto final. Isso parecia irreconciliável com a santidade de Deus. J. Sidlow Baxter diz que o problema de Habacuque era o silêncio, a inatividade e o aparente desinteresse de Deus.
Em terceiro lugar, o drama de ver sua geração atolandose num pântano de corrupção (1.3). Habacuque sente que Deus está inativo quando se trata de retardar a resposta de sua oração, mas está ativo em lhe mostrar a iniqüidade e a opressão do Seu povo. Ele levanta a sua voz e diz: “Por que me mostras a iniqüidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita” (1.3). Não há resposta de Deus para os seus ouvidos, mas há grandes tragédias humanas diante dos seus olhos.
Habacuque viu sua nação cavando a própria sepultura. Ele viu seu povo atolado num pântano de corrupção, violência e impunidade. Ele faz um diagnóstico da sociedade, e o resultado que vê é sombrio. Não se tratava de uma doença qualquer, mas de uma enfermidade mortal.
A radiografia de uma sociedade decadente (V 4)
Habacuque traça um perfil da decadente sociedade de Judá. Seu diagnóstico é sombrio. A doença do povo de Deus estava num estágio avançado. Eis a descrição do profeta:
uma sociedade decadente é onde a impunidade prevalece (1.4a). Habacuque diz: “Por esta causa, a lei se afrouxa…” (1.4). Delitzsch diz que a palavra “lei” aqui é a Torah, ou seja, a lei revelada em toda a sua substância, que tinha o propósito de ser a alma e o coração de toda a vida política, religiosa e doméstica.
A lei não passava de uma mera peça de decoração a enfeitar o leito de uma sociedade em estado terminal. A lei existia, mas não era cumprida. A lei estabelecia limites, mas estes não eram respeitados. Os infratores tinham plena consciência de que seus crimes não seriam apanhados ou jamais seriam punidos exemplarmente. Onde a impunidade prevalece, a lei fica frouxa, e o povo amarga desilusão. Em Judá, as pessoas más ganhavam, e as pessoas boas perdiam. Os juízes não mais tomavam decisões justas. A lei, que fornecia os ensinamentos morais, tinha sido abandonada. A nação de Judá tornou-se destituída de lei.
uma sociedade decadente é marcada por um poder judiciário impotente ou corrompido (1.4b). Habacuque diz: “[…] a justiça nunca se manifesta…” (1.4). A justiça nos tribunais era uma piada, porquanto o dinheiro, e não a justiça, determinava o resultado dos julgamentos e os decretos dos reis. A justiça não se manifestava por duas razões: por fraqueza dos magistrados ou por conivência deles com os esquemas de opressão. Naquele tempo, Judá estava sendo governada por homens maus. A liderança da nação estava rendida aos crimes mais execráveis. Quando a liderança se corrompe, o povo geme.
A INDIGNAÇÃO DE HABACUQUE, LHE FEZ ENCHEGAR O PORQUE O POVO ESTAVA SOFRENDO.
O PROPRIO POVO ERA A CAUSA DAQUILO TUDO.
NÓS TAMBÉM DEVEMOS ABRIR OS OLHOS, E PENSAR, PORQUE TUDO ISSO ESTÁ ACONTNCENDO?
PENSE NISSO.
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