Plantando no Deserto
Livro de Oseias • Sermon • Submitted • Presented
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Oseias 2.14-18
Oseias 2.14-18
Introdução:
Certo comentador disse o seguinte sobre a passagem de Oseias que estudaremos hoje:
Oseias: O Amor de Deus em Ação O Novo Casamento Anunciado (2.14–23)
é o próprio Deus, no seu eterno amor, quem vai acordar a nação entorpecida para reconhecer a tragédia da sua infidelidade. Ele vai atraí-la de novo para ser sua esposa.
A fidelidade de Deus é a causa de muitas coisas, e deve ser a causa de nos dobrarmos de joelhos todos os dias e pedirmos para ele nunca nos dá às costas. Dentro da sua relação com Israel, o Senhor procurou reaver a situação ao agir para abrir os olhos do povo, porém, como vimos na ultima semana, o povo permaneceu cego, e não reconheceu o favor de Deus como deveria. Eles não conheciam o Senhor, o viam como um qualquer, sem nada de diferente dos seus ídolos.
No entanto, e algo que é bem explorado no Novo Testamento, nosso Deus nos atrai para si, nosso desejo por ele não é fruto da nossa bondade, mas da vontade soberana e perfeita do Senhor. Um povo que teve até os animais como inimigos, verá novos dias por conta da compaixão do Senhor, isso se dá porque: Deus garante uma aliança eterna com seu povo. Nós já experimentamos um pouco dela, mas um dia a veremos em plenitude junto com nossos irmãos judeus, mas, em duas partes, uma hoje a a outra na próxima semana, veremos como Deus agirá para que isso seja verdade. a primeira:
1 - Deus atrairá o povo ao deserto
Então, o texto segue e outra vez aparece a expressão “portanto” isso indica que Deus tomará uma atitude.
Já sabemos que acusou, limitou e derramou seu juízo, mas o povo não abria os olhos para seu erro.
Logo, Deus repetirá ações do inicio da sua aliança com Israel.
O verso diz que “eu atrairei”, essa expressão indica que Deus irá persuadir o povo, a ação dos israelitas será fruto desse agir de Deus atraindo-os.
O local onde se iniciará a retomada do casamento será no deserto.
Sabemos que após Deus libertar o povo da opressão do Egito, Deus os levou para o deserto, onde o povo passou quarenta anos peregrinando e retirando o ambiente egípcio dos seus costumes.
Futuramente, Deus levará o povo ao deserto outra vez, e escolherá aquele local para restabelecer seu casamento, falando ao coração do povo. Isso expressa o amor que tem por eles, e a profundida que a relação deve acontecer.
Quando lembramos das maravilhas feitas no Êxodo, sabemos o quanto o povo aprendeu a temer ao Senhor, e a reconhecer quem ele é.
O deserto não é, necessariamente, um local de sofrimento, mas é um local utilizado por Deus para aprendemos a confiar e a depender somente dele.
Em Êxodo 19.8 diz: “Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo.” notamos o quanto o povo temeu ao Senhor, e prestou reverência.
O dispositivo do deserto teve êxito, tanto que a geração que cresceu naqueles dias foi temente ao Senhor, como Juízes declara, só a próxima que se afastou dele.
No verso 15, Deus promete a reversão dos seus juízos, o verso 9 diz que Deus reteria às bençãos, assim, a plantação de Israel não teria prosperidade.
Porém, daquele local tão adverso, Deus promete que as vinhas serão dadas ao povo. - Particularmente, isso abre nossos olhos para o entendimento de que Deus não depende das condições naturais para nos abençoar, ele só exige nossa obediência para isso.
O povo plantado na terra não estava sendo abençoado, mas, no deserto, Deus os daria o que tirou!
Irmãos, aplicando um pouco isso em nossas vidas, as dificuldades podem ser a plataforma que Deus usa para nos fazer olhar mais longe, e a crescer no entendimento.
O verso 15 também fala do Vale de Acor, o que seria isso?
A expressão é um apontamento ao pecado de Acã, já que a palavra Acor significa “problema”, esse problema ocorreu quando o povo tinha conquistado Jericó, sabemos que às ações daquele homem trouxe dificuldades no andamento do livro de Josué.
Mas, por que ele é utilizado aqui? Deus está prometendo além de uma nova caminhada no deserto, um novo Êxodo no fim dos tempos, mas que não terá esses erros, pois Deus garante que esses percalços não se repetiram.
Ou seja, agora aquele vale que era conhecido por conta do pecado, agora será como uma porta de esperança. Deus reverte os problemas passados para coisas melhores. Locais que simbolizam o sucesso/êxito na caminhada.
O verso 15 prossegue: será ela “Obsequiosa”.
Confesso que essa é uma palavra que não faz parte de um vocabulário popular, mas aqui dentro do texto tem um sentido de uma resposta positiva, tem haver com o fato de que o povo agirá com temor e amor diante de Deus.
Por isso, o verso 15 fecha com duas comparações. Essa resposta do povo será semelhante aos primeiros dias do contato com Deus, e aos dias que saiu da terra do Egito. Lembrando que subiu tem o sentido de sair da terra.
Então, o povo agirá como nos primeiros dias, quando tinha um respeito sincero com Deus. Como acontecia antigamente, os mais jovens tinham respeito aos mais velhos, infelizmente esse costume está se perdendo.
Continuando, no verso 16 temos a expressão “Naquele dia”, como já comentamos algumas vezes, essa expressão não necessariamente fala sobre um dia já citado no texto, mas pode expressar sobre o Dia do Senhor.
Porém, aqui, é um dos casos onde essas duas possibilidades se misturam, pois são as mesmas coisas.
O dia da restauração de Israel, também é o conhecido Dia do Senhor. E sabemos que quando ele ocorrer será um sinônimo de salvação para quem faz parte do seu povo, e sinônimo de morte para os inimigos dele.
O verso prossegue, ela me chamará: Meu marido e já não me chamará meu Baal.
Os irmãos devem ter percebido algo no texto, “já não me chamará”, o que isso quer dizer?
Israel chamava o Senhor de Baal, mas como pode uma coisa dessas?
A palavra Baal não apenas se refere ao deus pagã que Israel estava idolatrando naqueles dias, mas também pode ser traduzido como marido ou senhor.
Por isso, já houve aplicações a Deus desse nome. No entanto, nesse momento, se alguém chamasse Baal o que passaria em primeiro lugar na mente do povo? o deus pagão! Tanto que alguns se aproveitavam disso e faziam um culto pagão dizendo ser ao Senhor, enquanto adoravam a Baal.
Por isso, Deus prediz que o seu povo não o chamará mais deste modo, mais sim de meu marido, que no original é a palavra isshi, que também pode ser traduzido como homem.
Se fossemos trazer para nossos dias, é como se a palavra marido estivesse tão manchada ao ponto, que nos preferíssemos chamar nosso cônjuge de esposa/esposo. No lugar de mulher/marido.
O nome Baal já era associado ao Deus, e Yahweh não seria mais chamado assim. Mas como o esposo do seu povo, o único que ela pertence.
No verso 16, Deus explica como essa processo se dará.
Primeiro, Deus tirará da boca deles os nomes de baalins, ou seja, as palavras que eram associadas a baal seriam excluídas do linguajar do povo.
Deus garantirá por meio da suas ações, que o povo não cairá outra vez na idolatria, por isso que a mancha ao deserto será um sucesso!
Irmãos, nós, como o Novo Testamento explica, e o Antigo já mencionava, só nos voltamos para Deus por conta da sua ação graciosa nos atraindo para ele. Não há iniciativa nossa para irmos ao seu encontro.
É ele que nos traz através da cruz ensaguentada, é aquele imagem que abraçamos e sabemos que é a nossa garantia de que passaremos pelo deserto com sucesso.
É por graça, e pela ação do nosso Deus. E como nós, Israel também terá a mesma consciência, e não mais se lembrará dos nomes dos baalins.
Isso é consequência de Deus extirpar outros deuses da mente deles.
Ele e nós se voltam para o Deus trino por essa atração irresistível que nos amarra com cordas de amor, e com isso, nós, agora amando-o, não queremos mais ser soltos.
Sabemos que não há outro deus porque o Senhor já abriu nossa mente para enxertar essa ideia.
Também não lembramos de mais nenhum nome em nossas dificuldades, porque já sabemos que é nosso socorro na hora da angústia.
No verso 18, há outro menção àquele dia futuro, uma outra coisa acontecerá.
Deus fará aliança com os animais, o que isso quer dizer? Que os mesmos animais que arrasaram a plantação, como diz o verso 12, agora conviverão em paz com o povo de Deus.
É interessante imaginar que não teremos medo dos animais selvagens, e com eles viveremos em paz um dia.
Mesmo a hostilidade que a queda trouxe, será transformada em paz entre as criaturas de Deus.
Os animais não arrasaram a terra, mas serão criaturas dóceis. Já imaginou você poder montar num leão? É esse nível de proximidade sem qualquer risco. Os animais não causaram caos, mas serão mais tranquilos que os que chamamos hoje de domesticáveis.
O verso 19 continua, e tirarei desta, ou seja, de Gômer/Israel, o arco e a espada, que eram os instrumentos usados na guerra na antiguidade, e até mesmo a guerra não acontecerá mais.
Além de paz com os animais, haverá paz para o povo de Deus, fato que nós ainda não passamos em totalidade, mas que um dia será vivido.
No fim do verso, a palavra repousar traz a ideia de alguém deitado, se parecendo em como deitamos em paz para dormir.
Esse deitar simboliza a paz que será iniciada um dia, o povo de Deus viverá em paz em níveis nunca vistos.
Isso supera em muito os dias de Salomão, e mesmo o tempo em que o cristianismo começou a ser a religião oficial do império nos primeiros séculos após Cristo.
A paz, ausência de guerra, e a paz que é a presença de Deus andaram de mãos dadas, tudo isso por conta da atitude de Deus atrai e amar o seu povo.
Aplicação: Irmãos, vivemos em dias de guerra, em dias de temor, em dias de pecado, dia de perguntas como essa: Deus onde estás? Há um Deus fiel que move a história para cumprir seu grande proposito de restaurar todas as coisas. Logo, podemos pensar nas seguintes lições:
Deus age gentilmente para nos atrair para ele, e se pertencemos a ele, sua ação estará em nossa vida até abrirmos nossos olhos para retornar.
A caminhada de nossa vida traz consigo alguns obstáculos que ainda podem existir cicatrizes, mas estas podem ser superadas em Deus e ser uma memória que nos recorda de que em nosso Senhor achamos esperança quando os próximos surgirem.
É preciso observar os nossos dias primeiros dias como povo de Deus, e perceber como a maturidade tem se desenvolvido conosco, reconhecendo que em todas as dificuldades o nosso Senhor esteve conosco, e de que precisamos mais e mais dele para permanecer seguro na caminhada.
Conclusão: Mas, e como fica o restante da mensagem? Deus apenas restaurará o povo, mas eles ainda pertencerão a ele? Deus ainda quer reaver o casamento que tinha que seu povo? Isso pensaremos na próxima semana, conforme o permitir do nosso amado Senhor e salvador Jesus Cristo. Amém.
