Ultimos conselhos de Tiago - Parte 1
Sobre o Livro de Tiago • Sermon • Submitted • Presented
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Tiago 5.12-15
Tiago 5.12-15
Introdução:
Estamos chegando ao final das exposições em Tiago, livro que nos desafio a agir e não apenas dizer, a colocar a nossa fé em prática, pois a justificação que temos em Cristo nos impulsiona a viver uma nova vida que é condizente com a fé que ele nos deu. Tiago explora bastante sobre as provações, e abre nossa mente para entender que até mesmo elas, por serem permissão de Deus, são uma boa coisa, porque ele está nos ensinando a amadurecer em nossa fé.
Também temos visto que apesar das condições sociais serem bastante valorizadas pelas pessoas, não fazem com que o nosso Senhor nos ame mais ou menos. Riquezas podem ser uma benção para o reino quando são acompanhadas de caridade, mas podem ser um empecilho para aqueles que não colocam o reino em primeiro lugar. Riquezas podem revelar segredos que a pessoa guarda no seu mais oculto intimo. Muitos, por contar desse amor ilícito, acumulam ira sobre sua cabeças.
Tiago também demonstra a necessidade da sabedoria, não podemos viver nesses últimos dias sem beber da sabedoria do Senhor, pois podem ficar com sede e procurar nos saciar com qualquer pensamento que o mundo dá. É necessário sabedoria para lidar com minhas condições sociais, seja rico ou pobre, é essencial o conhecimento de Deus para nem abusar e nem pecar contra os outros. O mesmo conhecimento que nos conduz nas dificuldades e ensina a saber reagir quando os maus tentam tramar o pior sobre o povo de Deus. Tiago é a continuação do Temor do Senhor que quanto é trabalhado em Provérbios, que possamos saber quanto é importante esse livro. Na primeira parte desse final, como o autor descreve ao utilizar “acima de tudo”, somos convidados a não esquecer a importância do falar, e, resumindo em uma ideia: Utilizar a nossa fala prudentemente diante de Deus com nossa comunidade. Podemos perceber essa ideia no texto a começar do verso 12…
1 - O crente deve ser alguém confiável
Como já dito na introdução, o verso doze marca o inicio da ultima seção da carta, os últimos comandos para finalizá-la.
Porém, há uma outra coisa, o modo como Tiago utiliza a expressão inicial do verso doze dá um grau singular de importância ao restante do que será dito.
Essa forma, coloca em primeiro plano o assunto de juramentos, e de como é necessário ter cuidado com isso.
E, exaustivamente foi tratado na carta sobre ser imprudente ao falar.
Essa proibição pode indicar pelo menos duas coisas:
Primeiro: O cristão deve ser alguém verdadeiro, ou seja, alguém que não necessita de juramentos para receber crédito naquilo que fala.
É que nem a história do mentiroso, ele vivia mentindo para todo lugar, e quando ele, finalmente, contou uma verdade, alguém acreditou? Não!
O cristão não pode ser assim, as pessoas devem confiar naquilo que ele fala, recorrer ao juramento seria um atestado de que ele não passa qualquer confiança.
É fato que o juramento traz um peso maior na fala, e isto era utilizado de qualquer modo, e tantos faziam uso desse mecanismo e não cumpriam suas palavras depois.
Assim, o crente deve ser alguém fiel ao que diz, e suas palavras não passam qualquer desconfiança.
Segunda coisa, eles estavam passando por provações de todos os gêneros possíveis naquele tempo, e, por conta do desespero, podiam fazer um voto precipitado ao Senhor.
Quantas vezes pessoas já não fizeram votos no desespero de uma situação? E, quando tudo estava bem, o voto tava feito e tinha que ser pago!
Quando você age sem pensar nas consequências, elas vão estar lá no final te esperando.
Tiago adverte aos irmãos que fazer votos no desespero é cavar a própria cova. Lembra de Jefté? Ele possivelmente não imaginou que logo sua filha quem seria a vítima do seu voto.
Votos não podem ser feitos num momento de desespero, pois, como é dito no fim do verso, isso é o caminho para cair no juízo.
Tendo em vista a seriedade que é o juramento, o conselho que é deixado por Tiago é: Não jure!
Evite trazer problemas para sua própria vida, e como percebemos no texto, esse comando é bem abrangente, como ele diz “por qualquer outro voto”.
Você jurar por uma coisa pequena, é tão serio quanto você jurar por uma grande.
Lembre de como o autor dessa epístola trata com importância esse tema, não podemos desprezar a advertência, que observemos o cuidado quanto aos votos.
Aplicação: Apesar do juramento ter sido muito banalizado naquele época, ele não é brincadeira, por isso, que no lugar de buscar fazer um voto imprudente ou tentar trazer peso aquilo que falamos, possamos buscar ter uma conduta irrepreensível, ao ponto, das pessoas terem plena confiança em nós. Ex: Comprou algo fiado, mas o comerciante não se preocupa, pois sabe que logo mais você resolve essa pendência! Juramento não é brincadeira, é algo sério, por isso é melhor evitá-lo do que atrair juízo sobre nossas vidas.
ST: No lugar de fazer votos, podemos procurar falar outras coisas que somam na relação entre irmãos:
2 - Partilhar em comunidade as alegrias e tristezas
É um fato que os irmãos precisavam uns dos outros, como também é verdade hoje, a relação dentro da comunidade serve para partilharmos dom, sofrimento, alegria e bençãos.
É isso que Tiago aconselha agora, se há alguém em sofrimento entre aqueles irmãos, é necessário ter oração por aquilo. Rogue ao Senhor em primeiro lugar, quando uma situação de tristeza começar, ele é a primeira pessoa que deve saber a causa das suas lágrimas.
Também, temos uns aos outros para partilhar o choro, quantas situações não poderiam ter sido resolvidas se os envolvidos lembrassem que há tantos disponíveis para ajudar.
Muitas vezes até num aconselhamento familiar, o problema vai sendo postergado até que é impossível de ser resolvido, dai não adianta chamar o pastor ou qualquer outro pessoa para pedir conselhos.
Se há um problema, chame as pessoas que se importam em solucioná-lo, não fique passando por tanto coisas só, a igreja é o lugar que nos fortalecemos e damos às mãos nisso.
Não apenas para partilhar às tristezas, mas o verso continua, está alguém alegre? Cante louvores!
Mesmo em meio a opressão, pobreza, e tantas coisas, o que fica claro no verso é que a alegria não foi aniquilada por isso.
Nós temos ainda motivos para ter alegria aqui na terra, nossa vida não é só tristeza, temos felicidade em nosso Deus.
Também alegria quando algo bom sucede em nossa vida.
Quantas vezes já não foram realizados cultos no lugar por conta de alguma benção que aconteceu na vida de um irmão?
E a igreja estava lá para se alegrar com ele. Temos a igreja para partilhar nossa alegria, cantar, orar e agradecer pela boa providência de nosso Senhor.
Quantas vezes não rogamos ao Senhor por alguma coisa, e quando ele concede, nem mesmo oramos para agradecer.
Tiago nos adverte sobre nos alegrar, não podemos esquecer de louvar ao Senhor nas alegrias, e de contar para os irmãos as bençãos do Senhor.
Seguindo, no verso 14, está alguém doente? Chame os presbíteros da da igreja.
Quando houver pessoas passando por enfermidade, a liderança da igreja deve ter ciência disso, entenda presbítero como o pastor da igreja. Presbítero, bispo e pastor designa a mesma função.
Está alguém passando por isso, avise ao pastor para que ele ore pela melhora. Além do pastor, mesmo a igreja é convidada para orar junto, rogando ao Senhor que intervenha e traga a cura. Como acontece nos cultos de quarta-feira.
Apesar de não cremos que os dons miraculosos estão ativos como acontecia na época de Tiago, sabemos que Deus pode curar quem está enfermo, por isso oramos para que ele opere naquele que está doente.
E, como é notório no verso “chame os presbíteros”, aquela pessoa que está impedido de ir até o local do culto pode solicitar a visita pastoral. É importante que o irmão diga como tem passado, é importante avisar quando está assim.
Compartilhe também seu mal-estar, e rogue para que a igreja clame pela melhora da saúde.
Por ultimo ai no verso, ungido-os com óleo, apesar dos exageros que temos atualmente, o oleo era utilizado como remédio.
Temos um exemplo desse uso em Lucas 10.34 “E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele.” Texto que trata sobre o bom samaritano.
Logo, aplicando aos nossos dias, seria o mesmo que rogar para que Deus faça o remédio cumprir seu propósito e restaure a saúde do irmão.
O óleo é muito enfatizado nessa passagem, e por conta disso, o comando para orar é quase esquecido, ou tratado com importância secundária.
Tanto que no verso 15 diz: E a oração da fé salvará o enfermo, ou seja, uma oração confiante que Deus pode trazer a cura.
Tiago já criticou a pessoa de ânimo dobre, é preciso orar com fé crendo que Deus agirá em favor do enfermo. O Senhor o levantará.
E também perdoará os seus pecados, se for o caso, se a doença for causado por alguma ofensa a Deus, a oração também traz o perdão.
Aplicação: Ao passarmos por adversidades, doença, temos pastores e os demais irmãos da igreja para estarmos conosco na alegria ou tristeza, é um erro grave de nossa parte sofrermos sozinhos, temos irmãos para partilhar cada coisa. Não se retraia ou se isole, se aproxime e crie laços com a igreja.
Conclusão: Somos um corpo, os membros ao se machucarem também causam dor nos demais, e quando se alegram também dão alegria aos outros. Não somos uma ilha, mas somos unidos pela cruz do nosso amado Senhor. Precisamos orar e cantar, e ter cuidado de não perder a oportunidade de ser uma benção para os outros. Na próxima mensagem, veremos a importância de confessar nossos erros, e de lembrar de um importante profeta da história de Israel, até o próximo domingo conforme a vontade de nosso Senhor.
