Desafiados pela mudança: Encarando a realidade
Conferência: Desafiados pela mudança, avançando na fé • Sermon • Submitted • Presented
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Ageu 1.5-7
Ageu 1.5-7
Introdução:
Hábito, isso se refere à um costume que temos, e recebemos de algum modo, e não sabemos explicar o porquê. Ele pode está tão estranhado em nós, que já não conseguimos fazer de modo diferente, exemplo: tenta escovar os dentes com a mão que não usa pra isso. Pode ser difícil essa tarefa, pois o costume já está estabelecido e não precisa ser mudado. Os costumes não são um problema em si mesmo, mas eles podem nos travar ao ponto de não conseguir fazer de modo diferente, como é o caso citado.
Somos bem fechados em nossos costumes, e não abrimos espaço para qualquer tipo de mudança. Porém, quem nos garante que mudanças nunca virão? Note, quantos países já não foram os mais ricos do mundo, mas agora vivem dependendo dos outros? Mudanças acontecem, e não podemos nos esconder delas, e não podemos nos prender ao passado pois ele não pode voltar mais. É preciso tomar uma atitude, se faz necessário encarar a realidade.
Mudanças também acontecem dentro do povo de Deus, pessoas podem sair da igreja, até mesmo os lideres podem mudar, ou mesmo o prédio pode ser mudado. As antigas tradições podem atrapalhar nesse caso, é necessário encarar as mudanças. Houve um grupo de judeus que tiveram um problema com isso, o passado incomodava boa parte dos seus, e os demais foram desleixados com a tarefa que tinham. O livro de Ageu conta a história dessas pessoas, e lá perceberemos a mensagem que o profeta deixou mediante essa situação que era ruim dos dois lado, por isso, vamos ao primeiro capítulo desse livro ler os versos 5 a 7.
O livro de Ageu é um livro que demonstra desafios encarados pelo povo de Deus, ele descreve a realidade após o período que o povo passou no cativeiro babilônico.
A pergunta a ser feita seria, e agora? O templo onde aquele povo adorava a Deus está destruído, não temos mais a arca da aliança, o que vamos fazer?
A cidade está em ruínas, como vamos reconstruir? nossos idosos apenas choram e lamentam sobre um passado que não vimos?
Além disso, havia uma grande perseguição sobre eles, os povos ao seu redor estavam cercando e tentando parar toda a obra.
Tanta insistência acabou encontrando êxito, como os livros de Esdras e Neemias nos falam, infelizmente, devido a isso, o povo perdeu o senso de proposito, e tomou um novo rumo.
Cerca de quinze anos eles abandonaram seu plano original, e a razão de terem voltado para sua terra.
Algo que deve abrir nossos olhos, porque às urgências dos nosso dias podem nos afetar e perdermos a prioridade que deveria ser mantida.
No caso do povo, era a construção do templo, no nosso caso, pode ser o nosso trabalho, a mudança de liderança pastoral, ou mesmo a saída de algum irmão que estava conosco.
Tudo isso pode nos parar, e deixarmos de realizar o mesmo trabalho que Deus se agradava anteriormente.
Mudanças trazem desafios, e elas podem ser benéficas para nos educar no crescimento diante do Senhor.
No entanto, no caso do povo em Ageu, ainda que Deus tenha advertido-os, através do profeta, a observar o seu passado.
Já que o cativeiro deles, foi ocasionado pela mudança de prioridade que também tiveram no passado (quando tiraram Deus de prioridade), e, infelizmente, a mesma atitude estava sendo repetida pelos remanescentes dos antigos rebeldes. Os que ficaram estavam repetindo os mesmos erros dos seus avós, de seus pais.
10. Começando verso cinco entendemos que em virtude dessa falha, estava acontecendo coisas em seus dias.
11. Nos versos de 5-7, há um tema repetido que inicia e fecha no verso 7.
12. Quando o autor utiliza esse método, deseja chamar a atenção e abrir os olhos dos seus ouvintes.
13. Por isso a expressão “considerai o vosso passado” se repete, o povo deveria refletir sobre o que já havia ocorrido no seu passado.
14. Eles já pecaram antes, e não viveram como o povo de Deus, e por conta disso, toda a situação atual os acometeu.
15. Mas, parece que o juízo antigo não serviu de alerta para a mesma negligência que estava sendo feita. (Quantas vezes meus irmãos isso não acontece com nos? Caímos em um pecado, somos negligentes não nos importando com o Senhor e sua obra, O Senhor vem, nos adverte, nos nos arrependemos, mas se não prestarmos atenção caímos no mesmo erro outra vez, era isso que acontecia com esse povo)
16. O povo ainda vivia sob a Antiga Aliança, e as consequências descritas no verso seis eram o produto da quebra dela, se antes isso desencadeou no cativeiro, por que o mesmo não poderia acontecer outra vez?
17. E, aos poucos, Deus estava advertindo eles por meio de reter a benção da aliança, para os irmãos entenderem melhor isso, basta conferir em casa o que Levítico 26 fala, há uma boa explanação sobre esse assunto.
18. O que é narrado no verso seis mostra como a decepção era a marca das expectativas do povo.
19. Primeiro, para ajudar na sua sobrevivência, para terem o que comer, eles semeavam muito, mas isso se concretizava como uma colheita farta? Não!
20. Eles estavam se alimentando, mas ficavam cheios? Não! Eles bebiam e se vestiam, mas era suficiente? Não!
21. Por último no verso, o salário que eles recebiam era o bastante para seus gastos? Não!
22. Tem uma figura interessante sobre o saquitel furado, o pode ser transposto para nossos últimos como se fosse colocado no bolso, mas ele era furado, o que acontecia com isso? O dinheiro caia pelo caminho.
23. É possível que estejamos empregando a mesmo empenho que eles em outras coisas, é possível que não gastemos o nosso suor naquilo que Deus se agrada.
24. Por vezes gastamos todo nosso vigor em coisas como essa, e esquecemos de entender o que Deus requer de nós.
25. Com isso, o resultado é o mesmo que rasgava o coração do povo, apenas decepção! Não há alegria já que nada que eles faziam dava certo.
26. Não há satisfação naquele lugar, e tudo por quê? O povo deixou o templo de Deus em ruínas, e isso se tornou a descrição perfeita da vida deles.
27. Enquanto a casa de Deus estava totalmente abandonada, a condição daquele lugar seguiria o mesmo caminho!
28. A falta de empenho no trabalho do Senhor pode causar a mesma decepção em nosso caminho.
29. O que deveria ser buscado em primeiro lugar era o Reino de Deus, mas se torna uma opção correr por ele.
30. Isso traz a seguinte ideia para nós, se não priorizamos a obra do Senhor não podemos esperar que nossa vida siga às mil maravilhas. Até porque, a falta de compromisso com o Senhor é uma clara demonstração que não sabemos estabelecer nossas prioridades.
31. Porém, se pertencemos de fato ao Senhor, ele agirá para abrir nossos olhos para tal erro, como ele estava fazendo com o povo judeu. (Hoje a noite o Senhor quer abrir seus olhos! Qual é a prioridade da sua vida? É servir ao Senhor?)
32. O povo empreendeu suas próprias obras, e Deus estava castigando-os por sua falta de zelo.
33. Algo que devemos sair daqui pensando é: qual a nossa prioridade? Meu emprego, meu casamento, minha formação ou Deus? O que é mais importante na minha vida? Essa pergunta deve estar bem clara para você!
34. Qual a coisa que você coloca em primeiro lugar? E quando faço essa pergunta, não digo naquilo que é obvio, mas pergunto para que você se questione se o obvio é o natural para você.
35. Talvez, às mudanças, sejam ventos permitidos por Deus para abrir a janela da comodidade da nossa vida.
36. E achamos que não é bem assim, que seja um espécie de acaso, ou mesmo que você não estava num bom dia, e por isso nada deu certo.
37. O mesmo saquitel furado, que é comentado ai no verso 6, pode ser o caso em sua vida.
38. A realidade aqui da igreja, pode ser uma mudança grande, pois é um novo rosto que está liderando.
39. Mas, isso quer dizer que vamos cruzar os braços para nossas responsabilidades?
40. A obra não é dos pastores, ele são meros servos que Deus escolheu para que o trabalho seja feito.
41. A força que deve nos mover a permanecer firmes é entender a quem eu sirvo.
42. Qual é a resposta para essa pergunta? Servimos a Deus!
43.Isso é mais forte que aquela sensação de saudade do passado, do tempo que já vivemos, ou do tempo que já servimos.
44. Há trabalho para ser feito ainda, e temos muito trabalho.
45. O evangelho do Reino de nosso Deus deve ser pregado até nosso ultimo dia, ou o dia que formos arrebatados por ele.
46. Considere seu passado, observe o quanto Deus já esteve com você por tanto tempo, e se questione se já chegou a hora de parar.
47. Agora que você sabe a resposta, também deve reconhecer que não chegou a hora de parar.
48. Como nosso Senhor nos comando em Mateus 6.33 “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”
49. Mesmo a saudade, ou mesmo os empecilhos da vida, não devem de modo algum se constituir em uma barreira para a prioridade que o Reino deve ter para cada um de nós.
50.Você que ainda não pertence ao Reino, como anda sua vida? Ou, o que você diria para Deus se encontrasse com ele hoje.
51. O povo do texto buscava construir uma melhor condição de vida para si, parece algo com a sua vida hoje?
52.O seu principal erro nisso, é colocar em primeiro lugar aquilo que é perecível, pois no mesmo texto, Jesus declara que as coisas serão acrescentadas, ou seja, não precisamos nos preocupar com isso.
53. Para quem já reconheceu Jesus hoje, a prioridade é permanecer entregando, ativamente, o seu amor maior para ele, e àqueles que ainda não tomaram essa decisão, é entender que nada no mundo tem valor eterno.
54. Apenas em Deus, acumulamos bens eternos, e que não são uma perda de tempo.
55. E não trazem decepção, como foi o caso dos judeus aqui citados em Ageu.
56. Podemos perder todo o tempo do mundo em outras coisas, mas não podemos reclamar depois que não tivemos tempo para Deus.
57. Às nossas prioridades serviram de testemunho contra ou favor de nós, Tiago 5 expressa isso, há tantos que vivem uma vida com riquezas, e não encaram a realidade de que são vazios de Deus.
58. E, cada membro dessa igreja, deve encarar a realidade de que as mudanças podem ser o meio o qual Deus te fará mais parecido com Cristo.
59. E se você fosse receber uma avaliação hoje por isso, qual seria? Deus aprovaria você, ou desaprovaria sua vida?
60. Nós temos apenas uma, mas se não considerarmos o nosso passado de pessoas libertados pelo pecado, às mudanças se tornam mais uma desculpa para o meu descaso com Deus.
61. Encare o seu presente, e reflita sobre o que você tem priorizado, pense se algo hoje está te travado no serviço do Senhor.
62. Se há alguma desculpa que você está utilizando para “deixar para depois” o que você tem que fazer.
63. E já que mencionei a palavra “desculpa”, vamos pensar um pouco nisso amanhã.
Para finalizar hoje, algumas aplicações para reflexão:
Mudanças não são motivos para relaxar, pois temos muito trabalho ainda nessa vida.
É necessário priorizar a obra, o reino de Deus, colocar nossa ganho pessoal como o mais importante só gera frustração, decepção em nossa vida.
É necessário observar os sinais que o nosso Senhor deixa, se ele está chamando nossa atenção, não podemos esperar ele da o próximo passo, isso pode ser doloroso.
