Queremos Ver Jesus

Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 78 views
Notes
Transcript
João 12.20-26.
V.20-22: “Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos; estes, pois, se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver Jesus. Filipe foi dizê-lo a André, e André e Filipe o comunicaram a Jesus.”
O texto não deixa claro quem eram esses gregos, de onde vinham, porque queriam ver Jesus nem porque procuraram a Filipe.
Talvez isso se deva ao fato do nome de Filipe ter origem grega. Diferente dos demais apóstolos que seus nomes eram de origem judaica. Talvez buscaram Filipe por serem da região gentílica de Decápolis, na Galileia. Provavelmente, esses gregos eram forasteiros que ocasionalmente subiam a Jerusalém para adorar nas festas judaicas (como o eunuco etíope em Atos 8.27), ou mesmo viviam na Galileia como prosélitos. O que importa é que, enquanto o povo da aliança rejeitou Jesus, eles, como gentios, procuravam o mestre.
Esse é o pedido dos gregos, eles querem ver Jesus.
Se você pudesse pedir isso, de fato seria a melhor petição que poderíamos fazer, e é isso que os gregos fazem.
E ninguém que tinha esse desejo sincero no coração era mandado embora sem ser atendido.
Filipe leva o caso a André, que o comunica a Jesus que havia alguns gregos querendo vê-lo.
Note que o apóstolo André é o homem que sempre aparece levando alguém a Cristo. Seu estilo é bem assim, ele levou Pedro, seu irmão, a Cristo; mas não levou uma multidão, também levou o menino com cinco pães e dois peixes a Jesus, mas não foram 3 mil como Pedro em Atos. E, agora, está levando a pergunta dos gregos a Jesus. Essa sem dúvida é uma marca do apóstolo, levar as pessoas a Cristo.
Esses gregos, eram prosélitos,o que significa isso? Eles eram gentios que tinham desistido de adorar os muitos deuses e tinham passado a adorar o Deus único, o Deus de Israel. E é fato de que essas pessoas tinham acesso ao templo para prestar adoração religiosa e isso fica claro em (1 Reis 8.41; Isaías 56.7; Marcos 11.17). Elas não tinham permissão de passar do Pátio dos Gentios, mas, tinham acesso ao templo e ali poderia adorar o Deus de Israel.
É interessante que Filipe talvez não estivesse certo se o Senhor veria esses gregos.
Talvez ele pensou, Jesus Cristo antes falou a todos os discípulos para não irem aos gentios com o evangelho, então vou eu, Filipe levá-los a Jesus?
Foi então que Filipe resolveu consultar seu companheiro de ministério a André, e juntos eles resolvem comunicar a Jesus.
V.23: “Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem.”
Por que os gregos queriam ver Jesus?
Se lermos nas entrelinhas, podemos imaginar que a sabedoria de Jesus lhes agradou e eles queriam exaltá-lo como filósofo popular.
Eles sabiam que Jesus estava num curso de colisão com os líderes judaicos e queriam salvar-lhe a vida, talvez levando-o à Grécia com eles. Sua filosofia era: “Poupe-se”, mas Jesus respondeu-lhes que essa filosofia era diretamente oposta à lei da ceifa.
Ele seria glorificado na sua morte sacrificial, e não por uma vida confortável.
Jesus afirma aos gregos que chegou a sua hora de ser glorificado. Jesus, estritamente falando, não atende ao pedido direto dos gentios, mas à situação que o pedido deles representa. No exato momento em que as autoridades judaicas estão se voltando mais violentamente contra o Messias, alguns gentios começam a clamar pela atenção do Messias. Isso não é diferente de um dos grandes temas de Romanos 9–11: à parte existe um remanescente, em meio ao povo de Israel, mas esse povo como um todo, rejeita o Messias, mas Ele, por intermédio de sua morte e ressurreição, agrega em sua comunidade da aliança grande número de gentios que haviam sido anteriormente excluídos do povo da aliança. Agora, na nova aliança podem fazer parte do povo de Deus.
E é nessa instância, entretanto, que essa abordagem dos gregos é para Jesus um tipo de gatilho, um sinal de que a hora do ápice já raiou. É chegada a hora da glorificação.
V.24: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.”
Jesus neste verso está trazendo uma ilustração, e essa ilustração era muito clara, especialmente no momento em que foi dada, apenas uns poucos dias antes da festa religiosa da colheita da Páscoa.
O que Jesus estava falando é que as sementes tinham sido enterradas no solo. Como são sementes, elas morreram. Jesus estava se referindo a si mesmo como um grão, como uma semente de trigo que é plantada no solo para morrer.
Mas, por meio desse mesmo processo de dissolução, elas as tinham produzido colheita, gerariam fruto de sua morte. Do mesmo modo, Jesus diz que a sua morte é necessária para que então tenha frutos do seu sacrifício. Se uma semente não for semeada, ela permanece só, não produz fruto. Do mesmo modo, se Jesus não morresse, ele permaneceria sozinho, sem fruto espiritual (almas salvas para a eternidade). Sua morte, entretanto, resultaria em colheita espiritual abundante. Pois, geraria muito fruto.
Isaías 53.11 “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.”
A morte e a ressurreição de Jesus não são divididas em derrota na sua morte e vitória na sua ressurreição. Em vez disso, juntas, morte e ressurreição representam um único e inseparável evento em que Jesus traz glória ao nome de Deus e é vitorioso, onde Ele colhe os frutos de sua morte.
Se Jesus não morresse, nós não seríamos salvos. Se Jesus não morresse, seríamos condenados a morte eterna. Mas, não foi assim, chegou a hora de sua glorificação, Ele entrega a sua vida e morre no nosso lugar e nós somos fruto de sua penoso trabalho.
Jesus sabia que após a sua morte e morte de cruz, o evangelho se espalharia como nunca antes, e que este evangelho seria pregado por todo o mundo para testemunho a todas as tribos, raças, povos, línguas e nações antes do fim. Os gregos tiveram sua resposta, Jesus diz, se vocês querem ver verdadeiramente o Filho do Homem, eis que digo que chegou a hora, de não somente judeus, mas também gregos, latinos e todos os povos, vejam o Filho do Homem padecer na cruz e ressuscitar ao terceiro dia para o perdão de pecados e para terem acesso ao Pai.
V.25: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.”
Muitos pensam que as coisas importantes na vida são alimento, roupa e prazer, entretenimento, festas, vida sexual e etc. As pessoas vivem para essas coisas. Mas com esse tipo de amor à sua vida, elas falham em reconhecer que a alma é mais importante que o corpo.
Jesus falou muitas vezes sobre isso nos evangelhos, de diversas maneiras, como por exemplo na parábola do tesouro escondido: O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem achou e escondeu. Então, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. (Mateus 13.44-46)
O que é mais precioso para você? o Reino dos céus, ou a sua vida perfeita e cheia de coisas fúteis e inúteis que terá fim? O que mais te cativa, o que mais toma seu coração? São as coisas lá de cima ou as daqui debaixo?
Jesus nos chama ao verdadeiro compromisso de amor, de discipulado, de entrega.
Ele ainda disse em Mateus 10.37–39: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.”
Muitos dos cristão vivem negligenciando o bem-estar da sua alma, e esses perdem a vida. Em contrapartida, há os que consideram todas as coisas como perda para Cristo. Para servi-lo, deixam de lado as coisas muito estimadas entre os homens deste mundo. Esses são os que guardarão sua vida para a vida eterna. Odiar nossa vida significa amar a Cristo mais que amar nossos interesses, amar mais do que a nossa própria vida.
Quanto a Jesus, é necessário morre para que dê fruto. Quanto a nós, seus discípulos, é necessário estarmos dispostos a morrer pela cause d’Ele. Ele finaliza dizendo algo em conjunto a esse versículo 25 dizendo:
V.26: “Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.”
Para servir a Cristo, devemos segui-lo. O seu desejo é que seus servos obedeçam aos seus ensinos e sejam moralmente parecidos com ele. Devem aplicar o exemplo da sua morte a si mesmos.
E aqui Jesus deixa-nos duas promessas preciosas.
Primeiro, que todos os servos têm a promessa da constante presença e proteção do seu Mestre, e isso se aplica não somente à vida presente, mas também à eternidade.
E sua segunda promessa é que todo o nosso serviço agora no presente, receberá a aprovação de Deus num dia futuro. Tudo quanto sofremos de vergonha ou opróbrio aqui e agora, um dia será realmente pequeno em comparação à glória de ser publicamente aprovado por Deus Pai no céu! Ele nos honrará. Essa honra eterna é incomparavelmente melhor do que as glórias deste mundo presente.
Gênesis 12.1–3 “Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.”
1Samuel 2.30 “Portanto, diz o Senhor, Deus de Israel: Na verdade, dissera eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém, agora, diz o Senhor: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos.”
A promessa que anteriormente foi dada aos judeus no AT, agora por meio da cruz é estendida a todas as tribos, línguas e nações, pois, todo o que n’Ele crer será abençoado e honrado.
Aplicações:
Se Queremos Ver Jesus, olhemos para cruz.
Somos convocados a olhar para a cruz, a humilhação do salvador por nós foi necessária para que nós não fossemos condenados.
A cruz é o simbolo do amor.
Leve pessoas até Jesus
Como vimos, Filipe levou a André, e os dois juntos levaram o pedido dos gentios a Jesus. Que nós sejamos semelhantes, levando esse clamor dos não crentes a Jesus, ore, fale com o Pai em oração e diga, Senhor, as almas clamam por salvação, então me usa como instrumento em tuas mãos para levar elas até Jesus.
Lembre-se, para a semente dar fruto, precisa primeiramente de morte, de sacrifício para então gerarmos vidas em Cristo.
Se desejamos Jesus, precisamos buscá-lo mais
O que mais toma teu tempo, o que mais preocupa tua alma, o que te tira a paz, isso diz muito sobre a quem você ama mais.
Você ama mais sua casa limpa do que Cristo no seu coração?
Você ama mais suas contas em dia do que Cristo no seu coração?
Com isso, eu quero dizer que se Cristo for o que mais desejamos, o que mais buscamos, sem dúvida, as contas, as preocupações, as vezes coisas boas com ter o nosso lar limpinho, ter uma boa escola para nossos filhos, ter uma vida estável financeiramente ou mesmo o fato de você ter uma pessoa como seu companheiro ou companheira, será isso, será essas coisas que vão tomar a tua paz, e não vão permitir que Cristo seja a nossa joia preciosa e quem nós realmente queremos.
Todos os que creem em Jesus servem a Ele
Jesus chamou nossa atenção que devemos servi-lo. E isso aqui e agora. Muitos ainda hoje dizem: Senhor, deixar primeiro sepultar o meu pai e depois vou te seguir e consequentemente te servir. Mas, Jesus disse a este homem, deixa aos mortos sepultar os seus próprios mortos.
Se nós aqui e agora não queremos seguir Jesus, e se consequentemente não queremos ser seus servos, o reino dos céus não é para nós. Mas, o reino dos céus é para aqueles que abrem mãos de tudo, para buscar em primeiro lugar a Jesus, e a Ele servi-lo.
Que o Senhor nos ajude, a servi-lo com tudo que temos, com tudo que somos e fazemos.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.