Sal e luz do mundo.
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Introdução
Introdução
A ideia central das metáforas.
Jesus usa duas metáforas eloquentes para descrever a influência da igreja no mundo.
A primeira delas é o sal, que trata de sua influência interna.
A segunda é a luz, que descreve sua influência externa.
O sal influencia sem ser visto. A luz influencia sem deixar de ser vista.
O sal influencia ao infiltrar-se. A luz influencia ao irradiar-se.
O sal, embora não possa ser visto, é sentido. A luz, embora não possa deixar de ser vista, é reveladora.
Como o sal da terra, a igreja possui várias funções importantíssimas, as quais passamos a descrever a seguir.
O crente como sal.
O crente como sal.
1.O sal é antisséptico e inibe a decomposição (5.13).
1.O sal é antisséptico e inibe a decomposição (5.13).
Quando Jesus proferiu esse discurso, não havia refrigeração. A única maneira de preservar os alimentos da decomposição era o uso do sal.
R. C. Sproul é enfático:
“Uma das tarefas da igreja é impedir que o mundo se autodestrua”.
Tasker diz que:
“Os discípulos são chamados a ser um purificador moral em um mundo em que os padrões morais são baixos, instáveis ou mesmo inexistentes”.
É digno de nota que a igreja não é sal no saleiro, mas sal da terra.
O sal precisa entrar em contato com aquilo que deve ser salgado para exercer o seu papel.
A igreja não influencia o mundo isolando-se dele, mas entrando em contato com ele, sendo diferente dele, penetrando nele com sua saneadora influência.
John Stott é muito oportuno ao escrever:
O sal cristão não tem nada de ficar aconchegado em elegantes e pequenas despensas eclesiásticas; nosso papel é o de sermos “esfregados” na comunidade secular, como o sal é esfregado na carne, para impedir que apodreça. E, quando a sociedade apodrece, nós, os cristãos, temos a tendência de levantar as mãos para o céu, piedosamente horrorizados, reprovando o mundo não cristão; mas não deveríamos, antes, reprovar-nos a nós mesmos? Ninguém pode acusar a carne fresca de deteriorar-se. Ela não pode fazer nada. O ponto importante é: onde está o sal?
2. O sal é um tempero e dá sabor (5.13).
2. O sal é um tempero e dá sabor (5.13).
Uma comida insossa é intragável.
O sal tem o papel de dar sabor aos alimentos. Torna o alimento apetitoso, agradável ao paladar.
O mundo está cansado de seu próprio pecado. O pecado cansa. O pecado adoece. O pecado escraviza.
A presença da igreja no mundo, refletindo nele a glória de Deus, revela às pessoas uma qualidade de vida superlativa.
Mostra ao mundo que a vida com Deus é deleitosa.
É importante ressaltar, que, se a comida sem sal é intragável, uma comida com excesso de sal também é insuportável.
A igreja não foi chamada para condenar o mundo, mas para demonstrar ao mundo o amor de Deus e chamar as pessoas do mundo ao arrependimento e à fé salvadora.
3.O sal provoca sede (5.13).
3.O sal provoca sede (5.13).
O sal tem a capacidade de provocar sede.
Vivemos num mundo caído, onde as pessoas não têm sede pelas coisas espirituais nem apetência pelo pão do céu.
A presença da igreja no mundo provoca esse interesse pelas coisas de Deus.
A igreja como sal se insere, se infiltra e, assim, provoca nas pessoas o desejo de conhecer Deus.
4.O sal só é útil quando cumpre sua função (5.13).
4.O sal só é útil quando cumpre sua função (5.13).
A eficácia do sal é condicional. Ele precisa conservar sua salinidade.
Stott afirma corretamente que o cloreto de sódio é um produto químico muito estável, resistente a quase todos os ataques.
Não obstante, pode ser contaminado por impurezas, tornando-se, então, inútil e até mesmo perigoso.
É óbvio que a salinidade do cristão é o seu caráter transformado pela graça, conforme descrito nas bem-aventuranças.
Segue-se que, se os cristãos forem assimilados pelo mundo em vez de influenciarem o mundo, perderão complemente sua utilidade.
Concordo plenamente com Stott quando ele escreve:
“A influência dos cristãos na sociedade e sobre a sociedade depende da sua diferença, e não da sua identidade”.
O crente como luz.
O crente como luz.
A luz tem três funções primordiais: ser vista por todos, servir de guia e servir como advertência.
Se a igreja influencia ao inserir-se no mundo como sal, ela é vista como a luz.
Sua mensagem aponta o caminho a seguir, e seu testemunho adverte acerca dos perigos ao longo do caminho.
O apóstolo Paulo diz que devemos resplandecer como luzeiros no mundo.
15 para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo,
Essa luz inclui o que o cristão diz e faz, ou seja, o seu testemunho verbal e as suas boas obras.
Da mesma forma que o sal para ser útil precisa conservar sua salinidade, a luz para ser útil não pode ser escondida.
A igreja precisa ser como uma cidade edificada sobre o monte ou como uma luz no velador. A verdade não pode ser escondida, mas proclamada.
1.A luz como símbolo da verdade.
1.A luz como símbolo da verdade.
O mundo jaz no maligno, e o diabo é o pai da mentira. Seu reino é reino de trevas.
Mentiras filosóficas, morais e espirituais mantêm as pessoas prisioneiras do engano.
A verdade é luz. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não podem prevalecer contra ela.
4 Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. 5 A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram.
A igreja é a luz do mundo e, onde a igreja chega com sua presença influência, aí as trevas da ignorância, do engano e da mentira são dissipadas.
2.A luz simboliza pureza.
2.A luz simboliza pureza.
As trevas escondem a sujeira do pecado. O pecado é imundo.
As trevas escondem a podridão repugnante do pecado.
19 Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. 20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas.
Mas, onde a luz chega, ela vence as trevas, revela tudo que estava escondido pelas trevas e produz limpeza e purificação.
Concordo com as palavras de R. C. Sproul:
“A escuridão não é páreo para a luz”. A luz é símbolo de pureza. A presença da igreja no mundo é saneadora!
3.A luz simboliza a vida.
3.A luz simboliza a vida.
Não há vida sem luz. Não houvera luz, e não haveria o fenômeno da fotossíntese.
Sem fotossíntese, não haveria plantas e, sem elas, não haveria a oxigenação e, sem a oxigenação, não sobreviveríamos.
Logo, a presença da igreja no mundo é que mantém no mundo a vida. Sem a igreja no mundo, este pereceria em seu pecado.
Para influenciar o mundo, a igreja precisa ser antes de fazer, pregar aos olhos antes de pregar aos ouvidos, ter a vida certa, e não apenas a doutrina certa.
4.A luz simboliza direção.
4.A luz simboliza direção.
Nos aeroportos do mundo inteiro, as pistas são iluminadas e circunscritas pela luz, a fim de que o piloto possa pousar com segurança.
A luz aponta a direção certa a seguir.
105 A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.
Quem anda na luz, sabe para onde vai. Quem anda na luz, não tropeça.
9 Jesus respondeu: “O dia não tem doze horas? Quem anda de dia não tropeça, pois vê a luz deste mundo. 10 Quando anda de noite, tropeça, pois nele não há luz”.
Jesus é a luz do mundo, pois tem luz própria.
12 Falando novamente ao povo, Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”.
Ele é o sol da justiça. A igreja, mesmo não tendo luz própria como a lua, reflete no mundo a luz de Cristo, o sol da justiça.
5.A luz simboliza alerta.
5.A luz simboliza alerta.
A luz é colocada nas estradas sempre que um perigo jaz à frente.
A luz alerta sobre o perigo e avisa aos viajantes sobre a necessidade de cautela.
Assim, a igreja proclama ao mundo sua voz profética.
A igreja exerce o papel de atalaia, mostrando ao mundo o perigo grande e grave de viver despercebidamente no pecado.
Por fim, só podemos ser sal e luz se estivermos ligados em Jesus.
O texto termina dizendo que a vida de alguém que está em Jesus deve demonstrar boas obras, assim como Jesus com sua vidas operoou a maior das boas obras ao mundo de salvar os pecadores e glorificou ao Pai.
Assim somos chamados a demonstrar boas obras, anunciar ao mundo e glorificar ao Pai.
16 Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.
