2. O que é o Evangelho - Fingimento e Desempenho

A Vida Centrada no Evangelho  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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TEXTO BASE

Luke 18:9–14 NVI
9 A alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: 10 “Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. 11 O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. 12 Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. 13 “Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’. 14 “Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.

INTRODUÇÃO

Problemática: Nós vivemos em um tempo onde o evangelho não compreendido produz crentes imaturos. Imaturos em sua relação com Deus e com o outro.

Lucas 18.9–14: Jesus Conta uma História sobre o Excesso de Confiança

Cristo usa essa oportunidade para ensinar a humildade. JOHN BOYS: Existem quatro tipos de indivíduos orgulhosos:

1. Os arrogantes, que atribuem todas as suas qualidades a si mesmos, e não a Deus.

2. Os presunçosos, que reconhecem que é Deus quem lhes dá a graça, mas acreditam que ele o faz por eles serem merecedores.

3. Aqueles que se vangloriam de sua própria superioridade, que na verdade eles nem possuem.

4. Aqueles que desprezam os outros e se comportam como se fossem singulares e únicos em relação a suas posses.

PORQUE O EVANGELHO É A JUSTIÇA DE DEUS, ELE NOS COLOCA NO NOSSO DEVIDO LUGAR

O evangelho é o fundamento correto

Edificar a igreja local pode ser uma perspectiva desanimadora. Assim como o apóstolo Paulo, sempre queremos perguntar: “Quem… é suficiente para estas coisas?” (2Co 2.16). Então, onde começamos essa tarefa hercúlea? Há outro fundamento além do evangelho? “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.11). Mark Dever e Paul Alexander, Igreja Intencional

O evangelho é CRISTO: Quem Ele é e o que Ele fez!

1 Corinthians 15:1–4 ARA
1 Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; 2 por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. 3 Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
Romans 1:1–4 ARA
1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, 2 o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, 3 com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi 4 e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor,
Luke 2:10–11 ARA
10 O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: 11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
“O evangelho é Cristo ressurreto, o qual se entregou por nossos pecaods para nos libertar deste mundo perverso e nos regenerar para uma viva esperança, segundo a vontade de Deus, para o louvor de Sua glória” Ronaldo Lidório

Não devemos nos afastar da Esperança do Evangelho

Colossians 1:21–23 ARA
21 E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, 22 agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, 23 se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.
O perigo é permitirmos que as circunstâncias e os problemas da vida nos “movam” ou nos “desviem” desse compromisso. A metáfora da construção continua, desta vez com a imagem de um terremoto “deslocando” um edifício de seus alicerces e a fim de afastá-lo e o destruir. No caso dos cristãos, permitir que o mundo abale suas amarras em Cristo significaria perder “a esperança do evangelho”, que por si só é a fonte da verdadeira esperança; ser “removido” dessa fonte significa perder a única “esperança” válida para o futuro. Este tipo de esperança, longe de ser efêmera ou fugaz, está fundamentada nas garantias do evangelho.
Esta é a esperança que os colossenses “ouviram” na “proclamação” do evangelho feita por Epafras e descrita nos versículos 5 e 7. Na difusão da fé cristã pelo mundo romano e no testemunho de Deus a si mesmo na criação (Rm 1.20), a esperança evangélica foi “proclamada a toda criatura sob o céu”. A passagem poderia ser traduzido também: “em toda a criação sob os céus” — uma leitura que prefiro devido ao uso da palavra ktisis para designar a “criação” em toda a passagem em questão (1.15–20); o ponto se torna mais forte se traduzido desta forma. Como o evangelho está sendo proclamado em todas as partes do mundo, esta é a “esperança” universal que trará toda a criação de volta, em harmonia com o Criador. Isto ultrapassa a restituição da humanidade caída a Deus, constituindo o cumprimento do anseio de toda a criação de retornar ao seu estado original (Rm 8.18–22).

O que esperar?

Queremos examinar mais de perto as maneiras pelas quais minimizamos o evangelho e reduzimos seu impacto em nossa vida.
Com o evangelho atuando corretamente em nossas vidas, nossa percepção da santidade de Deus e de nossa própria pecaminosidade aumenta. Isso deveria aumentar nossa apreciação pela cruz e nosso amor por Jesus. No entanto, devido ao pecado, frequentemente nos afastamos do evangelho, diminuindo nossa experiência com a bondade de Cristo. A Bíblia nos exorta a não perder a esperança do evangelho e a deixar a palavra de Cristo habitar em nós ricamente, para evitar "encolher a cruz" e manter nossa fé firme.
Crescer na percepção da nossa pecaminosidade não é algo divertido! Significa que temos de admitir para nós mesmos e para os outros que não somos tão bons quanto pensamos. Também temos de confrontar o que pode ser chamado de teia complexa de "atitudes, crenças e comportamentos compulsivos" que o pecado tem criado em nós.

O evangelho de Lucas

Lucas, também conhecido como São Lucas, é uma figura central no Novo Testamento da Bíblia, creditado com a autoria do Evangelho de Lucas e dos Atos dos Apóstolos. Aqui estão alguns aspectos importantes sobre Lucas:
Autor e Escritor: Lucas é tradicionalmente considerado o autor do terceiro Evangelho, conhecido como o Evangelho de Lucas, e dos Atos dos Apóstolos. Esses dois livros juntos constituem mais de um quarto do Novo Testamento.O Evangelho de Lucas narra a vida, ministério, morte e ressurreição de Jesus Cristo, enquanto Atos dos Apóstolos detalha a história da Igreja primitiva após a ascensão de Jesus, focando nas atividades dos apóstolos, especialmente Pedro e Paulo.
Identidade e Profissão: Lucas é frequentemente identificado como médico, com base na referência feita por Paulo em Colossenses 4:14, onde ele é chamado de "Lucas, o médico amado".Ele era um gentio, ou seja, não judeu, o que o torna único entre os autores dos Evangelhos, que eram predominantemente judeus.
Companheiro de Paulo: Lucas foi um companheiro próximo e colaborador do apóstolo Paulo. Ele acompanhou Paulo em várias de suas viagens missionárias e esteve com ele durante sua prisão em Roma (2 Timóteo 4:11, Filemom 1:24).Lucas é mencionado em várias epístolas de Paulo, o que indica sua presença e apoio constante no ministério apostólico.
Estilo e Conteúdo dos Escritos: O Evangelho de Lucas é conhecido por sua atenção aos detalhes históricos e médicos, bem como por sua ênfase na compaixão de Jesus pelos pobres, marginalizados e oprimidos. Lucas apresenta Jesus como o Salvador universal.Atos dos Apóstolos fornece uma narrativa detalhada do crescimento da Igreja primitiva, o papel do Espírito Santo e a expansão do Evangelho de Jerusalém a Roma.
Tradição e Legado: Embora os detalhes sobre a vida de Lucas sejam limitados, a tradição cristã o considera um mártir, embora não haja consenso sobre como ou onde ele morreu.São Lucas é o santo padroeiro dos médicos e artistas, refletindo sua profissão e a qualidade literária de seus escritos.
Lucas desempenha um papel crucial na documentação da vida de Jesus e do desenvolvimento inicial da Igreja, oferecendo uma perspectiva única como médico gentio e companheiro fiel do apóstolo Paulo. Seus escritos continuam a ser uma fonte fundamental de estudo e inspiração para cristãos em todo o mundo.

O que são parabolas?

Ao contar parábolas, Jesus desenhava quadros verbais que retratavam o mundo ao seu redor. Ensinando por meio de parábolas, ele descrevia o que acontecia na vida real. Isto é, ele usava uma história tirada do cotidiano, para, por intermédio de um fato já aceito e conhecido, ensinar uma nova lição

Jesus, o Mestre por excelência, lançou mão de diversos métodos de ensino a fim de cumprir o Seu propósito de revelar o reino de Deus ao homem. No entanto, um destes, as parábolas, cumpria um propósito duplo: velar a mensagem aos soberbos e autossuficientes e esclarecê-la aos de coração humilde e contrito.

Parábola, segundo o Houaiss (2009), “é a narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta, por meio de comparação ou analogia”. Jesus valeu-se de cenas cotidianas comuns aos judeus do primeiro século, como cerimônias de casamentos, agricultura, pecuária, negociações, vida familiar e contexto religioso para ensinar profundas verdades espirituais. Desta forma, Seus ouvintes ávidos pela verdade poderiam entender o que, na prática, é a vontade de Deus.

As parábolas bíblicas são histórias curtas e simples contadas por Jesus para ensinar lições morais e espirituais. Essas narrativas utilizam situações e personagens do cotidiano para ilustrar verdades profundas sobre o Reino de Deus, a moralidade e a conduta humana. Aqui estão alguns pontos importantes sobre as parábolas bíblicas:
Definição e Características:
Definição: Uma parábola é uma narrativa curta que utiliza elementos e situações comuns para transmitir uma mensagem espiritual ou moral. Características: São geralmente breves, com personagens e enredos simples, e muitas vezes contêm um elemento de surpresa ou uma reviravolta que destaca a lição central.
Propósito:
Ensino: Jesus usava parábolas para ensinar seus seguidores sobre os princípios do Reino de Deus, a natureza de Deus, a ética e a moral. Revelação e Ocultação: As parábolas servem tanto para revelar verdades profundas aos que estão espiritualmente abertos quanto para ocultar essas verdades daqueles que não estão dispostos a entender (Mateus 13:10-17).
Exemplos Notáveis:
O Bom Samaritano (Lucas 10:25-37): Enfatiza a importância do amor ao próximo e a compaixão além das barreiras culturais e religiosas. O Filho Pródigo (Lucas 15:11-32): Fala sobre o amor incondicional de Deus, arrependimento e perdão. O Semeador (Mateus 13:1-23): Trata da recepção da Palavra de Deus em diferentes tipos de corações humanos. A Pérola de Grande Valor (Mateus 13:45-46): Destaca o valor supremo do Reino de Deus e a disposição de sacrificar tudo por ele.
Método de Ensino:
Simbolismo: As parábolas usam simbolismos e metáforas para representar realidades espirituais. Por exemplo, sementes podem representar a Palavra de Deus, e diferentes tipos de solo podem simbolizar os diferentes estados do coração humano. Aplicação Prática: Elas são acessíveis e compreensíveis, utilizando exemplos da vida diária, como agricultura, comércio, relações familiares, para transmitir suas mensagens.
Interpretação:
Contexto Histórico e Cultural: Entender o contexto histórico e cultural das parábolas pode ajudar a captar seu significado completo.Lição Central: Cada parábola geralmente tem uma lição central ou moral que é o foco principal da história. Aplicação Pessoal: As parábolas são atemporais, permitindo aos leitores de todas as épocas refletirem sobre seu próprio comportamento e atitudes à luz das lições ensinadas.
As parábolas bíblicas são uma parte fundamental dos ensinamentos de Jesus, oferecendo uma forma poderosa e acessível de comunicar verdades espirituais profundas de maneira que possa ser compreendida por todos os que ouvem e refletem sobre elas.

Para quem é essa parabola?

Luke 18:9 ARA
9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros:
Evangelho de Lucas 4. A parábola do fariseu e do publicano – Lc 18.9–14

Os ouvintes aos quais a parábola é dirigida são caracterizados de três formas: 1) como pessoas que estavam cheias de autoconfiança, 2) que estavam muito convictas de sua própria justiça, e 3) que olhavam todos os demais com desprezo, de cima para baixo.

Quem eram os fariseus?

Os fariseus eram um grupo religioso, social e político influente no Judaísmo durante o período do Segundo Templo, aproximadamente do século II a.C. até o século I d.C. Eles são frequentemente mencionados no Novo Testamento da Bíblia, onde tiveram muitos confrontos com Jesus Cristo. Aqui estão alguns aspectos importantes sobre os fariseus:
Origem e História: Os fariseus surgiram durante o período helenístico, como uma reação à influência grega e à secularização da cultura judaica.Eles se tornaram um grupo proeminente durante o período dos Macabeus e continuaram a ser influentes até a destruição do Segundo Templo em 70 d.C.
Doutrina e Práticas:
Observância da Lei: Os fariseus eram conhecidos por sua estrita observância da Torá (a Lei de Moisés) e das tradições orais que complementavam a Lei escrita. Eles acreditavam na importância de seguir detalhadamente os preceitos da Lei. Pureza Ritual: Eles enfatizavam a pureza ritual e praticavam várias lavagens cerimoniais para se manter ritualmente puros. Ressurreição e Vida Após a Morte: Os fariseus acreditavam na ressurreição dos mortos, no juízo final e na vida após a morte, em contraste com os saduceus, que negavam esses conceitos. Anjos e Espíritos: Eles também acreditavam na existência de anjos e espíritos.
Influência Social e Política: Os fariseus eram populares entre o povo comum devido à sua devoção e à sua defesa da identidade e das tradições judaicas.Eles tinham uma significativa influência sobre a sinagoga e a vida religiosa cotidiana.
Relação com Jesus e o Cristianismo: No Novo Testamento, os fariseus são frequentemente retratados como opositores de Jesus. Eles criticavam Jesus por violar suas interpretações da Lei e as tradições orais. Jesus, por sua vez, criticava os fariseus por sua hipocrisia, legalismo e falta de verdadeira justiça e misericórdia.
Legado: Após a destruição do Templo, a tradição farisaica influenciou significativamente o desenvolvimento do judaísmo rabínico, que se tornou a forma dominante do judaísmo pós-templo.
Os fariseus desempenharam um papel crucial na preservação e transmissão da tradição judaica durante um período de grande turbulência e mudança, e sua influência continua a ser sentida no judaísmo até hoje.

Quem eram os públicanos?

Lucas 18.9–14: Jesus Conta uma História sobre o Excesso de Confiança

Os publicanos eram naquela época o que as autoridades fiscais são hoje para nós: coletavam impostos, taxas, tributos do povo. Mas conseguiram esse cargo em troca de certa quantia de dinheiro e depois, através de roubo, extorsão e outras maneiras desonestas e prejudiciais, acumularam bastantes riquezas, para a tristeza de outras pessoas. Portanto, entre todos os homens, eram considerados os mais avarentos, pecadores e ímpios, pois quem realizava esse ofício roubava e extorquia de todas as formas possíveis e atormentava injustamente as pessoas ao lhe tomarem mais dinheiro do que lhes era devido. Desse modo, não era muito provável que qualquer um deles fosse justo.

Os publicanos eram coletores de impostos no período do Novo Testamento da Bíblia, especialmente durante o tempo do Império Romano. Eles desempenhavam um papel crucial na sociedade judaica e romana da época. Aqui estão alguns pontos importantes sobre os publicanos:
Função e Papel: Os publicanos eram responsáveis pela coleta de impostos e tributos para o governo romano. Os impostos eram cobrados sobre diversas atividades e propriedades, incluindo comércio, agricultura e transporte. Frequentemente, os publicanos eram judeus que trabalhavam para o governo romano, o que os tornava particularmente impopulares entre seus compatriotas, que viam a cobrança de impostos como uma colaboração com o poder opressor estrangeiro.
Sistema de Cobrança de Impostos: O sistema de coleta de impostos era muitas vezes terceirizado. Roma leiloava contratos a indivíduos ou empresas (chamados publicani) que pagavam antecipadamente uma soma acordada ao governo romano e, em troca, obtinham o direito de coletar impostos em uma determinada região.Os publicanos tinham liberdade para cobrar mais do que o valor devido, ficando com a diferença como lucro. Este sistema incentivava a extorsão e o excesso de cobrança, aumentando o ódio da população local contra eles.
Reputação e Percepção: Publicanos eram amplamente desprezados e considerados pecadores. Eles eram vistos como traidores por trabalhar para os romanos e eram conhecidos por sua desonestidade e práticas corruptas.Na sociedade judaica, eles eram frequentemente excluídos da vida religiosa e social, sendo colocados na mesma categoria que os pecadores notórios.
Publicanos no Novo Testamento: Jesus teve várias interações com publicanos, desafiando as normas sociais e religiosas de seu tempo. Ele frequentemente comia e se associava com eles, demonstrando compaixão e oferecendo-lhes salvação.Um dos exemplos mais notáveis é Zaqueu, um chefe dos publicanos, que encontrou Jesus e experimentou uma transformação de vida (Lucas 19:1-10).Mateus (ou Levi), um dos doze apóstolos de Jesus, também era um publicano antes de seguir Jesus (Mateus 9:9-13).
Legado: A inclusão dos publicanos por Jesus é frequentemente citada como um exemplo de sua mensagem de redenção e graça para todos, independentemente de seu status social ou moral.A abordagem de Jesus aos publicanos ilustra sua missão de alcançar os marginalizados e de oferecer perdão e nova vida a todos que se arrependem.
Os publicanos desempenham um papel significativo nas narrativas do Novo Testamento, destacando a mensagem de Jesus de inclusão e misericórdia, desafiando as atitudes exclusivistas da época.

AFIRMAÇÃO TEOLÓGICA: NÓS NÃO PODEMOS CONFIAR EM NOSSA PROPRIA JUSTIÇA MAS PRECISAMOS CONFIAR NA JUSTIÇA DE CRISTO E ISSO É VIVER A PARTIR DO EVANGELHO.

O versículo introdutório dessa parábola é propositadamente amplo em seu escopo e não especifica um grupo determinado. Não obstante, existe a tentação real de destacar os fariseus dos demais. Reconhecidamente, muitos deles exibiam uma atitude de confiança na própria retidão e olhavam com desprezo seus semelhantes. Seria um erro deplorável atribuir essa atitude a todos os fariseus, pois Nicodemos e José de Arimateia, por exemplo, não poderiam ser incluídos nessa categoria. Por isso, Lucas generalizou no primeiro versículo.
O FARISEU
Explicação. Nessa parábola, Jesus descreve a atitude de um fariseu em particular, que em sua própria maneira de ver, excedia o restante de seus compatriotas na observância dos detalhes da Lei de Moisés. Cheio do espírito de autojustificação e lançando olhares desdenhosos aos que estavam a seu redor, o fariseu se encaminhou ao templo para orar. Em suas palavras e atitude, mostrava que não precisava de Deus porque confiava em si mesmo. Sua autoconfiança era tão grande que ele julgava ser capaz de manter o padrão que se havia proposto. Consequentemente, menosprezava as pessoas que não desejavam ou eram incapazes de manter esse padrão.
Ele foi ao templo de Jerusalém para orar. Deve ter sido no meio da manhã, às nove horas, ou no meio da tarde, às três horas – horas determinadas para a oração. Dirigiu-se ao pátio externo, onde podia ser visto e ouvido pelos homens, porque o pátio interno era acessível apenas aos sacerdotes. Lá ele se postou e, olhando para os céus, orava a respeito de si mesmo. Sua oração estava centrada nele mesmo, e pretendia que todos, ao seu redor, a ouvissem. Foi uma oração curta: uma introdução, um elemento negativo e um elemento positivo.
Nessa relativamente curta oração, a ênfase recai na primeira pessoa do singular. O pronome eu ocorre, pelo menos, quatro vezes. O fariseu orou em agradecimento. Nada pediu, porque confiava em si mesmo e em sua autossuficiência. Não tinha necessidade de se confessar, pois cumpria os mandamentos. As referências ao seu semelhante foram feitas em termos negativos. Além disso, Deus deveria estar satisfeito porque um fariseu, cumpridor da lei, se dirigia a ele em oração. Ele não se dava conta de que a graça de Deus evitara que caísse em pecados tão medonhos como o roubo, a injustiça e o adultério. Não podia entender o que significava viver com a consciência culpada, como o publicano.
Para sua própria glorificação, enumerou dois feitos extraordinários que costumava praticar.
Primeiro, o jejum, além e acima do que é exigido pela Lei, jejuava duas vezes por semana. A Lei prescreve um dia de jejum por ano, no Yom Kipur (o Dia do Perdão), mas dá permissão para o jejum voluntário, em qualquer tempo. Os fariseus instituíram a segunda-feira e a quinta-feira, como dias de jejum durante os quais são feitas orações pela nação.
Segundo, o dízimo, embora o dízimo sobre o produto comprado por ele já tivesse sido entregue pelo produtor, o fariseu tornava a pagar, ele mesmo, o dízimo de tudo o que se tornava seu. Queria ser ele mesmo a preservar a Lei de Deus, embora as suas exigências já tivessem sido cumpridas pelos outros.
Ilustração. A oração do fariseu não era absolutamente incomum. Uma prece semelhante, registrada no Talmude e proferida originariamente pelo rabino Nedhunya ben Ha Kana, por volta de 70 d.C., diz:
Graças te dou, ó Senhor meu Deus, que me tens dado a minha porção com aqueles que se assentam em Beth ha-Midrash [casa do conhecimento] e não tens colocado minha porção com aqueles que se assentam nas esquinas [das ruas], porque eu me levanto cedo por causa das palavras da Torá e eles se levantam cedo por causa de conversas frívolas; eu trabalho e eles trabalham, porém eu trabalho e recebo minha recompensa; e eles trabalham e não recebem recompensa; eu corro e eles correm, porém eu corro para a vida do mundo futuro, e eles correm para a destruição.
O fariseu, olhando ao seu redor, no pátio do templo, viu um publicano. Ele agradeceu a Deus por ser diferente dos outros homens, e, certamente, diferente daquele coletor de impostos. Ele estava livre dos pecados cometidos por aquele traidor. Como se atrevia, esse miserável, a entrar no templo? Davi perguntou: “Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente” (Sl 24.3–4). As palavras de Davi não condenavam esse publicano?
O PUBLICANO
As sinagogas eram encontradas por todo o país e em numerosos lugares de Jerusalém. O publicano não ousava entrar numa sinagoga. O que ele procurava era um lugar onde pudesse orar a Deus sem ser perturbado. Sendo judeu, tinha acesso ao pátio externo do templo e podia ir até lá na hora de oração, pela manhã ou à tarde. Só desejava um lugar onde pudesse permanecer afastado dos outros que ali vinham para orar.
O publicano ouviu a Palavra de Deus, que o convenceu de seus pecados. Sua consciência o estava incomodando; precisava de ajuda espiritual. Queria chegar até Deus, mas estava sobrecarregado pelo peso de sua própria indignidade diante de Deus e do homem. Nem mesmo se atrevia a erguer os olhos para os céus, apenas ergueu as mãos, em oração (1Tm 2.8). Sentia vergonha pelos pecados cometidos contra Deus e contra o próximo. Empregado dos romanos, era objeto de desprezo e zombaria entre seu próprio povo. Sabia que os tinha prejudicado, de tal modo que o viam como ladrão e traidor. Não se surpreendia que os fariseus o considerassem pecador e transgressor da lei de Deus.
A dívida que o coletor de impostos tinha para com o povo que ele enganava era enorme. Ele não tinha possibilidade de pagá-la, e, além disso, nem mesmo era capaz de se lembrar de quantos havia enganado. A Lei fala claramente do pecado do roubo mediante fraude, quando diz: “Quando alguma pessoa pecar, e cometer ofensa contra o SENHOR, e negar ao seu próximo o que este lhe deu em depósito, ou penhor ou roubo, ou tiver usado de extorsão para com o seu próximo… restituirá aquilo que roubou, ou que extorquiu, ou o depósito que lhe foi dado, ou o perdido que achou, ou tudo aquilo sobre que jurou falsamente; e o restituirá por inteiro e ainda a isso acrescentará a quinta parte; àquele a quem pertence, lho dará no dia da sua oferta pela culpa” (Lv 6.2–5). O publicano não tinha coragem de aproximar-se do altar e dirigir-se ao sacerdote com sua oferta pela culpa. Ficou próximo do altar. Não tinha para onde ir a não ser para Deus, em oração.
Por causa de sua profissão, havia negligenciado a adoração a Deus na sinagoga e no templo. Agora, era chegado o momento de confessar seus pecados diante de Deus, mesmo que não pudesse pensar em apresentar sua oferta pelas suas culpas. Seus débitos para com o povo eram grandes e variados demais. Pecara excessivamente para poder fazer uma oferta pela sua culpa. Tudo o que podia fazer era orar a Deus. Porém, pelo fato de ter negligenciado por tanto tempo sua vida espiritual, nem mesmo sabia orar. Faltavam-lhe palavras de louvor, adoração e gratidão. O fardo do pecado o oprimia. Queria expressar sua culpa e só conseguia clamar por misericórdia. Rogava: “Ó Deus, sê propício a mim, pecador!”. E, enquanto pedia, batia no peito como querendo mostrar a fonte do pecado – seu coração.
O pecador, como o publicano chamava a si mesmo, chegou diante de Deus com as mãos vazias. Não apresentava méritos, nem exigências. Não usou desculpas ou explicações. Comparar-se a outros estava fora de cogitação. Ele sabia que era o pecador implorando misericórdia. Seu grito: “Ó Deus, sê propício a mim” era um pedido para que Deus perdoasse seus pecados e afastasse dele a sua ira. Pedia misericórdia, e era tudo o que se atrevia a pedir.11 Orou e esperou pela resposta de Deus. Resumo: Esta narrativa descreve a atitude humilde e arrependida de um publicano (cobrador de impostos) que procura a Deus em oração, reconhecendo sua própria indignidade e clamando por misericórdia.
Principais Pontos:
Local de Oração: Publicanos não ousavam entrar nas sinagogas devido ao desprezo do povo. Procuravam orar no pátio externo do templo, onde tinham acesso, mas ficavam afastados dos outros. Convicção de Pecado: O publicano foi convencido de seus pecados pela Palavra de Deus.Sua consciência o incomodava, necessitando de ajuda espiritual. Humildade e Arrependimento: Sentia-se indigno diante de Deus e do homem, não ousando levantar os olhos para o céu.Estava sobrecarregado pela vergonha de seus pecados contra Deus e o próximo.Era desprezado pelo seu povo, que o via como ladrão e traidor. Impossibilidade de Reparação: Reconhecia a enorme dívida moral que tinha com o povo.Sabia que era impossível restituir todos os que havia enganado, conforme exigido pela Lei (Levítico 6:2-5). Necessidade de Confissão: Sentia a necessidade de confessar seus pecados a Deus, embora não se sentisse digno de apresentar uma oferta pela culpa.Reconhecia sua negligência na adoração a Deus. Súplica por Misericórdia: Sabia que não tinha méritos para apresentar a Deus, apenas suas súplicas.Clamava por misericórdia, batendo no peito, simbolizando a culpa de seu coração. Atitude Diante de Deus: Chegou diante de Deus com as mãos vazias, sem exigir ou justificar-se.Implorava perdão e afastamento da ira divina, sabendo que era pecador.Sua oração era um simples pedido: "Ó Deus, sê propício a mim, pecador!".
Conclusão:O publicano exemplifica uma abordagem humilde e sincera de arrependimento e súplica por misericórdia, contrastando com a autojustificação e o orgulho do fariseu. Sua oração representa um reconhecimento profundo de sua necessidade de graça e perdão divino
APLICAÇÕES
Na afirmação final, Jesus revelou como Deus respondeu às orações do fariseu e do publicano: “Digo-vos que este [o publicano] desceu justificado para sua casa, e não aquele [o fariseu]”. Deus ouviu e respondeu ao grito angustiado do pecador em agonia espiritual.
As pessoas que cercavam o fariseu certamente o consideravam um santo que se esforçava diligentemente para obedecer à lei de Deus. Acreditavam que Deus ouviria sua oração porque era uma expressão de gratidão. Por outro lado, a oração do coletor de impostos não estava acompanhada da exigida oferta pela culpa e não poderia receber aprovação. Se alguém fosse chamado a julgar as duas orações, provavelmente elogiaria o fariseu e condenaria o publicano.
Deus ouviu as orações e sondou os corações dos dois homens.
O fariseu era autossuficiente, enquanto que o do publicano era completamente vazio de autoconfiança. O fariseu se justificava diante de si mesmo e, portanto, não tinha necessidade da misericórdia de Deus. O fariseu tinha obedecido à Lei e não tinha consciência de quaisquer pecados de comissão ou omissão. O publicano, no entanto, se dirigiu a Deus usando a primeira linha do Salmo 51, o salmo penitencial de Davi. Orou usando a própria linguagem das Escrituras: “Compadece-te de mim, ó Deus…” (Sl 51.1). Ao seu pedido acrescentou a palavra “pecador”, mas, mesmo nessa palavra ressoa o sentimento do salmo de Davi. Deus responde à oração feita segundo as Escrituras.
O publicano voltou para casa justificado diante de Deus, disse Jesus. O homem que chamou a si mesmo de “pecador” confiou inteiramente na misericórdia de Deus. Sua atitude em relação a Deus foi correta e, por isso, foi aceito como filho de Deus no reino dos céus. Confiou simplesmente em seu Deus, que não desapontou sua fé. Diante de Deus, o publicano estava absolvido. O fariseu, não. Um voltou santificado; o outro como um pecador.
Jesus concluiu a parábola do fariseu e do publicano com as mesmas palavras que usou para a parábola dos lugares à mesa: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (Lc 14.11).
A aplicação da parábola não é limitada nem pelo tempo nem pela cultura. Tanto “fariseus” como “publicanos” são encontrados nas igrejas de hoje. Se olharmos no espelho da Palavra de Deus, podemos vislumbrá-los em nossa própria vida. Jesus ensina que a verdadeira humildade leva à exaltação. Ele nos diz que olhemos apenas para ele ao buscarmos a salvação. Quando estamos conscientes de nossa própria insignificância diante de Deus e pedimos misericórdia, Deus perdoa nossos pecados e nos salva por meio de seu Filho. Nas palavras de Paulo: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1Tm 1.15).

COMO ESSA PARABOLA FALA CONOSCO HOJE?

1- QUEM CONFIA NO EVANGELHO NÃO CONFIA EM SI MESMO

Matthew 5:6 ARA
6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
Isso, pois, é o que se deve entender por "humildade de espírito".
Essa qualidade aponta:
para a completa ausência de orgulho pessoal, para a completa ausência de segurança própria e autodependência.
Ela indica a consciência de que nada representamos na presença de Deus. Portanto, não é algo que possamos produzir por nós mesmos; não é algo que possamos fazer de modo próprio. Pelo contrário, é aquela tremenda tomada de consciência de nossa própria nulidade, quando chegamos a enfrentar Deus face a face.
Isso é ser "humilde de espírito". Quero exprimir essa ideia da maneira mais vigorosa possível, e assim faço com base nos ensinamentos da Bíblia. Ser humilde de espírito significa que, se alguém é crente autêntico, então não está dependendo dos seus dotes naturais, que lhe vêm do berço. Os humildes de espírito não dependem do fato que pertencem a determinadas famílias; não se vangloriam de pertencer a certas raças ou nacionalidades. Essas pessoas também não edificam as suas vidas sobre o alicerce do seu temperamento natural. Nem acreditam que haja alguma vantagem em sua posição natural na vida, e nem dependem disso ou de quaisquer potencialidades que lhes hajam sido conferidas. A pessoa que é humilde de espírito não depende do dinheiro ou de quaisquer riquezas de que porventura seja possuidora. Se somos humildes de espírito, então não dependemos da educação recebida, nem da escola ou faculdade particular que tivermos frequentado. Não, porquanto todas essas coisas constituíam aquilo que Paulo apodava de "perda?. Não, pois essas coisas serviam a Paulo apenas de empecilhos para maiores realizações, visto que elas tendiam por dominá-lo e controlá-lo. Por semelhante modo, não dependeremos de quaisquer dotes naturais de "personalidade", de inteligência ou de habilidades gerais ou particulares. Não dependeremos, por igual modo, de nossa própria moralidade, conduta ou bom comportamento. Não apelaremos, em nenhum sentido, para a vida que temos vivido ou que estamos tentando viver. Não, mas consideraremos todas as coisas da mesma maneira como Paulo as considerava. Repito, ser humilde de espírito é sentir que nada somos, que nada temos, e também que olhamos para Deus em total submissão a Ele, dependendo inteiramente de Sua misericórdia, de Sua graça. Digo que ser humilde de espírito é experimentar, embora parcialmente, aquilo que Isaías experimentou quando, havendo recebido a sua grandiosa visão, exclamou: "Ai de mim!... porque sou homem de lábios impuros.. - isso é "humildade de espírito".
"Nada em minhas mãos eu trago, simplesmente à tua cruz me apego; Nu, espero que me vistas; Desamparado, aguardo a tua graça; Mal, à tua fonte corro; Lava-me, Salvador, ou morro." Stott.
Nosso lugar é ao lado do publicano da parábola de Jesus, clamando com os olhos baixos: "Deus, tem misericórdia de mim, pecador!" Como Calvino escreveu: "Só aquele que, em si mesmo, foi reduzido a nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito."

2- QUEM CONFIA NO EVANGELHO CONFIA DA JUSTIÇA DE CRISTO

JUSTIÇA PRÓPRIA X JUSTIÇA DE CRISTO
Romans 9:30–32 NTLH
30 O que vamos dizer, então? Vamos dizer isto: os não-judeus, que não procuravam ser aceitos por Deus, foram aceitos por meio da fé.31 Porém o povo de Israel, que procurava uma lei para ser aceito por Deus, não encontrou o que estava procurando.32 E por que não? Porque eles procuravam alcançar isso por meio das suas ações e não por meio da fé. Eles tropeçaram na “pedra de tropeço”,
Se não estamos descansando na justiça de Jesus, essa crescente percepção do nosso pecado se torna um peso esmagador. Cedemos sob a carga e compensamos fingindo que somos melhores do que realmente somos.

3- QUEM CONFIA NO EVANGELHO NÃO SE APOIA EM FINGIMENTOS

Fingimento. (hipocrisias, falsidades, enganos)
O fingimento pode assumir várias formas:
desonestidade ("Eu não sou tão ruim"); comparação ("Eu não sou tão ruim quanto aquelas pessoas"); desculpas ("Mas eu não sou assim"); e falsa retidão ("Olhe quanta coisa boa eu já fiz"). Por não querer admitir quão pecaminosos realmente somos, distorcemos a verdade a nosso favor.
Crescer em nossa percepção da santidade de Deus também é um desafio:
Significa encarar seus justos mandamentos e as gloriosas perfeições de seu caráter;
significa reconhecer que estamos drasticamente aquém de seus padrões;
significa refletir sobre seu santo descontentamento em relação ao pecado.

4- QUEM CONFIA NO EVANGELHO NÃO SE APOIA EM DESEMPENHOS

Desempenho.
Se não estamos enraizados na verdade de que é apenas por meio de Jesus que Deus nos aceita, tentamos compensar e ganhar sua aprovação pelo nosso desempenho. Levamos a vida em uma esteira, tentando alcançar as expectativas de Deus (ou a nossa visão equivocada delas), para poder ganhar seu favor. É fácil conversar de forma abstrata sobre o fingimento e o desempenho. Mas vamos refletir sobre como essas tendências se manifestam, na prática, em nossa vida.
Para discernir suas sutis tendências a fingir, pergunte a si mesmo: "Do que dependo para ter um senso de 'credibilidade pessoal' (valor, aceitação, boa reputação)?". Sua resposta a essa pergunta pode revelar que alguma coisa, e não Jesus, é sua fonte de justiça.
Quando não estamos firmemente enraizados no evangelho, confiamos nessas falsas fontes de justiça para construir nossa reputação e nos dar um senso de dignidade e valor. Seguem alguns exemplos: JUSTIÇA BASEADA NAS OBRAS: por ser um trabalhador dedicado, Deus vai me recompensar. JUSTIÇA BASEADA NA FAMILIA: por fazer as coisas direito como pai ou mãe, estou mais em conformidade com Deus do que os pais que não conseguem controlar seus filhos. JUSTIÇA BASEADA NA TEOLOGIA: eu tenho uma boa teologia; Deus me prefere àqueles que têm uma teologia inferior. JUSTIÇA BASEADA NA INTELIGÊNCIA: tenho mais estudo, mais capacidade de falar e mais experiências culturais do que os outros; por isso, obviamente, sou superior. JUSTIÇA BASEADA NA AGENDA: sou disciplinado e rigoroso na administração do meu tempo, o que me faz ser mais maduro do que os outros. JUSTIÇA BASEADA NA FLEXIBILIDADE: em um mundo tão ocupado, sou flexível e descontraído. Sempre arranjo tempo para outras pessoas. Quem não faz isso deveria se envergonhar! JUSTIÇA BASEADA NA MISERICÓRDIA: eu me preocupo com os pobres e desfavorecidos como todos deveriam. JUSTIÇA BASEADA NAS REGRAS: não bebo e não fumo, nem namoro com quem faz essas coisas. Muitos crentes de hoje não têm nenhuma preocupação com a santidade. JUSTIÇA BASEADA NAS FINANÇAS: administro meu dinheiro com sabedoria e não fico devendo a ninguém. Não sou como aqueles crentes materialistas que perdem o controle dos gastos. JUSTIÇA BASEADA NA POLÍTICA: se você realmente ama a Deus, vai votar no meu candidato. JUSTIÇA BASEADA NA TOLERÂNCIA: sou uma pessoa compreensiva e respeitosa para com aqueles que não concordam comigo. Aliás, sou muito parecido com Jesus nesse ponto. Esses são apenas alguns exemplos. Talvez você consiga pensar em vários outros; é só pensar em algo que o faça sentir suficientemente bom ou melhor em relação às demais pessoas. Essas fontes de justiça funcional nos desconectam do poder do evangelho. Elas nos levam a buscar a justiça naquilo que fazemos, em vez de honestamente confrontar a profundidade do nosso pecado e da nossa fraqueza. Além disso, cada uma dessas fontes de justiça também serve como uma forma de julgar e excluir os outros! Nós as usamos para nos engrandecer e para condenar aqueles que não são tão "justos" quanto nós. Em outras palavras, encontrar a justiça nessas coisas nos conduz a pecar mais, e não menos.

CONCLUSÃO

Agora, para revelar sua tendência de confiar no desempenho, pare um pouquinho e responda a esta pergunta: "Enquanto Deus pensa em mim neste momento, como fica a expressão do rosto dele?". Qual retrato de Deus vem à sua mente? Alguém decepcionado? Irado? Indiferente? Será que o seu rosto diz "Está na hora de acordar!" ou "Se você ao menos pudesse fazer um pouco mais por mim"? Se você imaginou Deus de qualquer outro jeito que não seja satisfeito pelo que Jesus fez por você, você caiu em uma mentalidade de desempenho.
Afinal, a verdade do evangelho é que, em Cristo, Deus está profundamente satisfeito com você. Aliás, com base na obra de Jesus, Deus o adotou como filho ou filha (Gl 4.7)! No entanto, quando deixamos de enraizar nossa identidade naquilo que Jesus fez por nós, temos duas atitudes:
primeiro, escorregamos para um cristianismo de desempenho. Imaginamos que, se fôssemos "cristãos melhores", Deus nos aprovaria mais plenamente.
segundo, vivemos confiando que o nosso modo de vida nos justifica, tentado impressionar a Deus com a nossa “vida correta”
Viver desse jeito exaure nossa alegria e nosso prazer em seguir a Jesus, levando-nos a atolar em uma obediência obrigatória, sem alegria. O evangelho se torna muito pequeno para nós. O cristianismo do desempenho é realmente uma minimização da santidade de Deus.
A ideia de que podemos impressionar Deus com a nossa "vida correta" mostra que temos rebaixado seus padrões a muito menos do que eles realmente são.
Em vez de ficarmos admirados com a medida infinita da sua santa perfeição, temos nos convencido de que, se nos esforçamos bastante, podemos merecer o amor e a aprovação de Deus. Nossas sutis tendências na direção do fingimento e do desempenho demonstram que a falta de confiança no evangelho é a raiz de todos os nossos pecados mais visíveis. À medida que aprendermos a aplicar o evangelho à nossa incredulidade, a "pregar o evangelho a nós mesmos", vamos nos ver livres da falsa segurança do fingimento e do desempenho e, então, viveremos na verdadeira alegria e liberdade que nos foram prometidas por Jesus.
Resumo:Este texto examina como a percepção de Deus e a confiança no desempenho pessoal podem influenciar negativamente a fé cristã, enfatizando a necessidade de enraizar a identidade na obra redentora de Jesus Cristo.
Principais Pontos:
Percepção de Deus: A maneira como imaginamos a expressão de Deus ao pensar em nós reflete nossa confiança em nosso desempenho. Visões de Deus como decepcionado, irado ou indiferente indicam uma mentalidade de desempenho.
Mentalidade de Desempenho: A crença de que precisamos "fazer mais" para agradar a Deus revela uma confiança em nossa própria performance.Em Cristo, Deus está profundamente satisfeito conosco, adotando-nos como filhos e filhas (Gálatas 4:7).
Consequências da Falta de Identidade em Cristo: Sem enraizar nossa identidade na obra de Jesus, caímos em duas atitudes:
Cristianismo de Desempenho: A crença de que ser "cristãos melhores" nos tornará mais aprovados por Deus. Justificação pelo Modo de Vida: A tentativa de impressionar Deus com nossa "vida correta".
Impacto Negativo no Cristianismo: Viver para impressionar a Deus mina nossa alegria e prazer em seguir Jesus.A obediência torna-se obrigatória e sem alegria, e o evangelho parece pequeno.
Minimização da Santidade de Deus: O cristianismo de desempenho reduz a santidade de Deus, sugerindo que nossos esforços podem satisfazer seus padrões.Em vez de admirar a perfeição divina, acreditamos que podemos merecer o amor e a aprovação de Deus através de nossos esforços.
Raiz dos Pecados Visíveis: A tendência ao fingimento e desempenho demonstra falta de confiança no evangelho.A solução é aplicar o evangelho à nossa incredulidade e "pregar o evangelho a nós mesmos".
Verdadeira Alegria e Liberdade: Libertar-se da falsa segurança do fingimento e do desempenho permite viver na verdadeira alegria e liberdade prometidas por Jesus.
Conclusão:Para superar a mentalidade de desempenho, os cristãos devem enraizar sua identidade na obra de Jesus, confiar no evangelho e viver na liberdade e alegria que ele oferece.
1- DESCANSE NO QUE CRISTO FEZ
2- ENCARE COM SERIEDADE TODO O PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO E NÃO BANALIZE ISSO, DEUS LEVA A SERIO
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