11 - Lições do Pão: A muliplicação e o significado espiritual. Mc 8.1-21

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mesmo diante de um incrível milagre ainda os religiosos continuava incrédulos

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11- Lições do Pão: A muliplicação e o significado espiritual. Mc 8.1-21
CONTEXTO
Contexto Imediato é inedito.
O que vem antes: Enquanto Jesus é rejeitado pelos seus, é procurado pelos gentios. Jesus ainda está em território estrangeiro. Ao mesmo tempo em que ele está sendo rejeitado pelos líderes religiosos, os gentios o buscam ansiosamente. Marcos colocou esse relato intencionalmente no fim de uma viagem por terras pagãs para enfatizar seu trabalho missionário entre os gentios.
O que vem depois: Jesus demonstra compaixão pelos gentios. William Hendriksen diz que Jesus é capaz de não somente operar maravilhas, mas também de repetir suas obras maravilhosas; sua compaixão é mostrada não somente em relação ao povo da aliança, mas também em relação àqueles de fora.
Contexto Histórico e cultural.
1. Localização e Público
A passagem ocorre em uma região predominantemente gentia, provavelmente nas proximidades de Decápolis, onde Jesus já havia realizado milagres anteriormente.
A multidão que segue Jesus inclui tanto judeus quanto gentios, mostrando o alcance universal do ministério de Jesus.
2. Eventos Anteriores
Nos capítulos anteriores, Jesus já realizou milagres de alimentação, curas e exorcismos.
A multiplicação dos pães e peixes em Marcos 6, onde Jesus alimenta cinco mil, é um antecedente direto desta passagem.
ESTRUTURA
I. O Milagre da Multiplicação dos Pães (Marcos 8:1-10)
1. Compaixão de Jesus (vv. 1-3)
- Jesus percebe a fome da multidão. v2 “.. e não têm o que comer”..
- A compaixão de Jesus revela seu coração para com as necessidades humanas.
ela é manifestada aos gentios (8.1,2). Jesus já alimentara uma multidão às margens do mar da Galileia, agora alimenta outra multidão em território gentio. Dewey Mulholland diz que esse segundo milagre aponta para o reino de Deus, o qual inclui homens, mulheres e crianças de todas as línguas e nações. Os privilégios exclusivos dos judeus têm um fim. Deus mostra seu interesse por todas as pessoas, abrindo o seu reino tanto para gentios quanto para judeus.
ela atrai os gentios (8.3). Essa grande multidão estava num lugar deserto havia três dias; muitos deles vindo de lugares distantes. A pessoa, o ensino e as obras de Jesus atraíam de forma irresistível essas pessoas. William Hendriksen diz que a presença de Jesus era tão magnética, as suas palavras e ações tão maravilhosas, que os que o circundavam julgavam que era impossível deixá-lo
- Aplicação: Como podemos demonstrar a compaixão de Jesus em nossas vidas diárias?
2. A Insuficiência Humana e a Suficiência Divina (vv. 4-9)
A. Os discípulos questionam como alimentar tanta gente com poucos recursos.
ela é contraposta à insensibilidade dos discípulos (8.4). Na primeira multiplicação dos pães, os discípulos tomaram a iniciativa de pedir a Jesus para despedir a multidão (6.35,36). A questão enfrentada nessa circunstância, porém, era mais grave do que na primeira multiplicação dos pães. Lá o problema básico era arranjar dinheiro para comprar pão (Jo 6.7).
Naquele caso, a comida poderia ser comprada nas cidades e vilas da vizinhança (6.36). Aqui, porém, nem lugar tem para comprar pão. O lugar era deserto, era uma multidão e o tempo já assinalava sinais de perigo para essa gente. Os discípulos, com os corações endurecidos, não veem saída para o problema. Eles nem sequer se lembraram do primeiro milagre.
B. Jesus abençoa os pães e peixes, e a multidão é alimentada
O pouco nas mãos de Jesus é muito (v.5). Apenas sete pães podem transformar-se no começo de um grande milagre. Quando colocamos o pouco nas mãos de Jesus, ele pode realizar grandes milagres. Com Cristo tudo é possível.
a ação divina não exclui a cooperação humana (v.6,7). A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana. Cristo realizou o milagre, mas contou com a participação daquelas pessoas.
Ele fez o milagre a partir dos sete pães e alguns peixinhos (v.5,7). Ele poderia ter criado do nada aqueles pães e peixes como fez na criação, mas resolveu começar a partir do que eles já possuíam.
C. Aplicação: Reconhecer nossa dependência de Deus e sua provisão em nossas necessidades.
3. A Sobra Abundante (v. 8)
A. Após todos comerem, sobram sete cestos.
a provisão divina é sempre maior do que a necessidade humana (V.8.). Não há escassez na mesa de Deus. Ele coloca diante do seu povo uma mesa no deserto. Na mesa do Pai há pão com fartura. Todos comeram e se fartaram e ainda sobejou. Eram quatro mil homens e eles ainda recolheram sete cestos. Esses cestos são maiores do que os cestos da primeira multiplicação.
B. Sinal da abundância e generosidade de Deus. V9
C. Aplicação: Deus não só supre nossas necessidades, mas também abençoa em abundância.
II. A Cegueira Espiritual dos Fariseus (Marcos 8:11-13)
1. A Demanda por um Sinal (v. 11)
eles discutem com Jesus (8.11). Eles não têm interesse na verdade. Eles são apenas especuladores. Querem apenas criar embaraços para Jesus. Querem desacreditar Jesus publicamente. A palavra discutir (syzetein) usada por Marcos tem sempre a ideia de discussão hostil, desqualificada e inútil
A. Os fariseus pedem um sinal do céu para testar Jesus.
B. Falta de fé e entendimento espiritual.
C. Aplicação: Evitar o coração incrédulo que busca sinais em vez de confiar em Jesus.
2. A Resposta de Jesus (v. 12)
A. Jesus suspira profundamente, expressando tristeza pela incredulidade.
Querendo um sinal do céu. Eles não queriam um milagre terreno como a cura de um enfermo. Eles queriam que ele provasse sua autoridade trazendo fogo ou pão do céu (Jo 6.30,31).
B. Jesus não dá um sinal adicional, pois os milagres já realizados eram suficientes.
O que Jesus já havia realizado oferecia evidência suficiente para todos aqueles que tinham olhos para ver e ouvidos para perceber. Os fariseus, porém, eram cegos. ( O que o Senhor Ja realizou na sua vida não e sulficiente?)
C. Aplicação: Reconhecer e valorizar os sinais e milagres que Deus já realizou em nossas vidas.
III. A Advertência de Jesus sobre o Fermento dos Fariseus e de Herodes (Marcos 8:14-21)
1. A Falta de Compreensão dos Discípulos (vv. 14-16)
A. Os discípulos esquecem de levar pão e discutem sobre isso. V14
Jesus não está falando do fermento do pão, mas do fermento da doutrina. A justiça própria, o formalismo e a religião vazia dos fariseus bem como o ceticismo de Herodes eram o cerne da advertência de Jesus. Contra essas duas heresias é que Jesus alerta os seus discípulos. Os falsos profetas e os falsos ensinos têm prejudicado mais os cristãos ao longo da História do que as próprias perseguições sangrentas.
B. Eles falham em entender o significado espiritual das ações de Jesus.
C. Aplicação: Muitas vezes, estamos preocupados com as coisas materiais e falhamos em perceber o espiritual.
2. A Advertência de Jesus (vv. 15-21)
A. Jesus alerta sobre o fermento dos fariseus e de Herodes: falsidade, hipocrisia e incredulidade. v15
O tradicionalismo dos fariseus, o secularismo dos herodianos, a incredulidade dos saduceus e o pessimismo dos discípulos.
Dois mil anos se passaram, mas o coração do homem é o mesmo. As multidões ainda continuam famintas e os nossos recursos insuficientes para suprir a todos. Mas quando colocamos o que temos nas mãos de Jesus, o milagre da multiplicação acontece.
B. Os discípulos continuam sem entender, focados na falta de pão. v16
C. Jesus os lembra das multiplicações anteriores e da abundância resultante. v17-20
D. Aplicação: Guardar-nos contra as influências negativas que corrompem a fé e confiar plenamente na provisão e nos ensinamentos de Jesus.
GRANDE IDEIA: Devemos sentir pelos homens a mesma compaixão que Jesus demonstrou.
RESPOSTA DESEJADA: Leve a multidão a cohecer a solução dos seus problemas Jesus Cristo
TEÓLOGIA BÍBLICA
1. Confiar na Provisão de Deus:
Salmo 104.14–15 “Fazes crescer a relva para os animais e as plantas, para o serviço do homem, de sorte que da terra tire o seu pão, o vinho, que alegra o coração do homem, o azeite, que lhe dá brilho ao rosto, e o alimento, que lhe sustém as forças.”
2. Evitar a Incredulidade e Hipocrisia:
Mateus 13.58 “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.”
3. Discernimento Espiritual:
Provérbios 1.7 “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.”
4. Compaixão e Serviço:
Mateus 14.14 “Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos.”
1Pedro 4.10 “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.”
APLICAÇÃO
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